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Só um aborto aumenta em 45% risco de morte da mulher

6, dezembro, 2012 1 comentário

Um único aborto provocado aumenta o risco da mortalidade feminina em 45% em relação às mães que nunca cometeram esse crime.

Assim diz novo estudo realizado na Dinamarca durante um período de 25 anos em todas as mulheres em idade reprodutiva. A informação foi veiculada pela agência LifeSiteNews.

Acresce que cada novo aborto eleva esse índice de mortalidade. As dinamarquesas que praticaram dois abortos tiveram o risco de morte aumentado em 114%, e as que fizeram três ou mais abortos o risco de morte subiu para 192%.

Em sentido contrário, as mães que deram à luz normalmente foram as que apresentaram menos probabilidades de morrer no período de um quarto de século analisado. O recorde de perigo de vida ficou com as mulheres que além de abortar jamais deram à luz uma criança.

Um segundo estudo dinamarquês publicado no mesmo mês apontou que o aborto da primeira criança concebida, e que naturalmente teria sido o primogênito, foi o que mais majorou as chances de morrer da mulher.

Segundo o primeiro estudo, esse aumento do risco de morte não é atribuível às condições higiênicas ou hospitalares em que foi praticada a morte da criança, mas a causas mais profundas, segundo o Dr. David Reardon, um dos co-autores de ambos os estudos.

“Nós sabíamos, por estudos semelhantes feitos previamente na Califórnia entre mulheres de baixa renda, que as mulheres com um histórico de abortos e perda de crianças têm índices de mortalidade significativamente diferentes”, explicou o Dr. Reardon. “Porém, este novo estudo é o primeiro que examina como cada casuística de aborto contribui para maiores taxas de mortalidade”.

Nasceu assim a expressão “efeito dose”, porque “cada caso [de aborto] ou ‘dose’ produz mais do mesmo efeito, fato que caracteriza uma relação causa-efeito”, acrescentou o Dr. Reardon, que é diretor do Elliot Institute, engajado em pesquisas sobre o aborto.

Mais um estudo populacional, desta vez proveniente da Finlândia, associou o aborto a maiores taxas de nascimentos prematuros, de bebês com peso abaixo do normal, e mortes perinatais nas gravidezes subsequentes.

Reardon acredita que com estes estudos está se formando uma imagem mais fidedigna sobre os benefícios da maternidade e dos riscos do aborto.

O especialista considera que as autoridades deveriam informar mais e melhor o público sobre esta realidade. A propaganda do controle da natalidade está deixando desinformada a população e facilitando o aumento da mortalidade feminina, em vez de reduzi-la, como alega falsa e frequentemente.

Fonte: Blog Luz de Cristo

Abortos forçados na China, exemplo do futuro do mundo?

17, outubro, 2012 5 comentários

Um crescente mal-estar está tomando conta da China após funcionários públicos prenderem a jovem operária Pan Chunyan na mercearia onde trabalhava, pelo crime de estar grávida de quase oito meses de seu terceiro filho.

Feng Jianmei com o cadáver de seu filho abortado pela força

Ela ficou presa com mais duas mulheres durante quatro dias, até que a levaram a um hospital e a forçaram a imprimir seu polegar num documento dizendo que concordava em abortar a criança. Uma enfermeira injetou-lhe uma droga e o bebê nasceu morto pouco depois, “com o corpo todo preto e azulado”, contou Pan.

Os testemunhos de mulheres forçadas a abortar em estado avançado de gravidez de há muito se espalham pela Internet. Mas o caso de Pan Chunyan parece ter sido a gota que fez transbordar o copo, desencadeando revolta entre especialistas silenciosos até o momento.

A política do “filho único” é a ponta de um iceberg de dimensões monstruosas. O controle demográfico forçado da China corresponde à planificação socialista em que os indivíduos são meros escravos.

A aplicação dessa filosofia marxista, reivindicada hoje no Ocidente com sofismas ambientalistas, tem formas e consequências alucinantes.

A foto de Feng Jianmei – mais outra vítima do controle populacional – ao lado do corpo de seu bebê assassinado foi divulgada pela Internet e estarreceu o mundo, agitando as sessões da Secretaria Nacional de Estatísticas em Pequim, escreveu o “The New York Times” jornal promotor da massacre dos inocentes nos EUA e no mundo.

O professor de Direito da Universidade de Pequim, Zhan Zhongle, anunciou um abaixo assinado de professores universitários e empresários pedindo ao Parlamento comunista a abolição dessa legislação iníqua. A situação deve estar muito tensa para funcionários e dependentes do regime ousarem uma proposta que contradiz a linha oficial num ponto tão sensível.

Chen Guangcheng, advogado das mulheres condenadas à esterilização

Na mudança do ambiente mundial, pesou o caso de Chen Guangcheng, advogado das mulheres condenadas à esterilização e ao aborto. Chen teve de fugir da prisão domiciliar a que foi condenado, asilando-se na embaixada americana. Esta o entregou à repressão socialista, até que, para acalmar os protestos, o governo chinês finalmente o exilou.

Para contentar dissidentes, amortecer críticas do exterior e, sobretudo, diminuir motins operários e camponeses, a ditadura chinesa introduziu perto de 22 exceções à política de controle populacional. Porém, na prática, os efeitos são muito relativos e moralmente horríveis.

A senhora Pan reside em Daji, área rural onde um segundo filho é tolerado. Ela contou que Ma Yuyao, responsável local da planificação familiar, só pensa em “marcar pontos para sua promoção”, agradando as autoridades de Pequim. Para isso está empenhado em impedir o crescimento da população local.

Wu Liangjie, marido de Pan, disse terem pagado os 8.700 dólares exigidos pelo chefe da planificação familiar, mas que após receber o dinheiro, Ma Yuyao ordenou o aborto criminoso.

Muitos pais de família pagariam até a taxa de 7.200 dólares, uma pequena fortuna na China, para terem um terceiro filho, mas ainda assim são constrangidos a abortá-lo, para que o Partido atinja as suas metas.

As autoridades locais do controle da natalidade recusaram responder aos telefonemas do “The New York Times” e os demais escritórios da administração socialista declararam não ter nada a declarar!

O pai da criança abortada viajou a Pequim com a ilusão de ser ouvido pela Justiça, mas o efeito da viagem pode ter sido contraproducente, como é frequentemente denunciado. Nem ele nem sua mulher atendiam mais o telefone, intimidados ao que tudo indica pelas autoridades socialistas.

O casal declarava se sentir “morto” pelo assassinato do filhinho que estavam aguardando. A tragédia do casal se repete em toda a vastidão da China e pode tornar-se um fenômeno mundial se os planos ambientalistas de reduzir a população planetária vingarem.

Fonte: Blog Pesadelo chinês

Comentário:

O aborto é um pecado gravíssimo pelo fato de ser um atentado a um direito fundamental do homem à sua própria vida. Mas o mais grave está no fato de ser uma desobediência à Lei de Deus!

Conforme ensina Santo Agostinho, os indivíduos pagam os seus pecados preferivelmente na outra vida porque a justiça divina – quer para premiá-los, quer para puni-los – reserva os prêmios e os castigos, muitas vezes, apenas para além morte. Assim sendo, muitas vezes uma pessoa passa a vida inteira sem receber prêmio pelo bem praticado ou também sem sofrer castigo pelo mal que tenha feito. Porque Deus deixa para executar a justiça completa na noutra vida.

Mas as nações, enquanto tais, não existem na vida eterna. Portanto, quando se trata não de um indivíduo, mas de pecados de nações (grupos de indivíduos) os prêmios e os castigos são cumpridos nessa vida. Ora, as nações estão pecando de um modo colossal, e cada vez mais crescente, por exemplo, com a promoção do aborto, da homossexualidade, com o roubo público e escancarado.

Com isto o mundo se aproxima velozmente da efetivação da profecia de Nossa Senhora, em Fátima: “Deus vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e da perseguição” e “várias nações serão aniquiladas”.

Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará”.

 

Elba Ramalho denuncia: governo da presidente Dilma se contradiz ao promover o aborto

2, agosto, 2012 7 comentários

Em entrevista a ACI Digital, a cantora católica e pró-vida Elba Ramalho denuncia a promoção do aborto no governo da Presidente Dilma Rousseff e se diz entristecida pelo fato de que a mandatária, quando candidata, havia prometido não legalizar o aborto, mas agora está sendo “conivente” com a promoção dessa prática antivida, permitindo medidas como a edição da norma técnica do Ministério da Saúde que viria a instruir as mulheres a realizar o aborto impunemente, garantindo ainda recursos públicos para esse fim.

Elba Ramalho denunciou no seu diálogo com ACI Digital no último 24 de julho, na cidade do Rio de Janeiro, que o governo Dilma se contradisse ao permitir o avanço do lobby abortista e ofereceu seu testemunho na luta contra esse mal da sociedade de hoje lançando um apelo para que as jovens brasileiras sejam conscientes do valor da vida e que não matem os seus filhos no ventre no caso de uma gravidez.

A cantora afirmou que esteve com a presidente em uma ocasião na qual a então candidata pelo Partido dos Trabalhadores assegurou que não legalizaria o aborto no Brasil. Admitindo sua decepção, a artista manda um recado a Dilma Rousseff:

“Querida presidente, eu fui a uma reunião sua, quando a senhora disse que não legalizaria o aborto no Brasil. E muito me entristece hoje, como artista e cidadã brasileira, ver o seu governo caminhar por vias contrárias e enganadoras, tentando convencer a nossa sociedade, amparando grupos feministas patrocinados por empresas internacionais, multinacionais que querem produzir a morte exigindo mais abortos no Brasil como controle de natalidade”.

A cantora disse ainda: “me entristece que a senhora seja conivente com isso”.

“Isto é mais um jogo para chegar a uma legalização, vamos dizer assim, um pouco “camuflada” do aborto, ou seja, legalizar a morte”, disse Elba mais adiante na conversa com o grupo ACI.

“Então, a gente está aqui hoje assumindo uma posição mais forte e mais direta porque a gente enfrenta realmente uma estrutura pesada, abortiva, uma estrutura que quer ver o sangue de crianças inocentes derramado no mundo”, disse a cantora brasileira.

“Se o jovem se conscientiza hoje que abortar é tão fácil quanto tomar um copo d’água, e ele não assume a responsabilidade dos seus atos, a nossa sociedade se extingue em muito pouco tempo. (…) É preciso que o jovem entenda que o aborto é a morte de uma criança que está no ventre de sua mãe, e ele acontece quando sua mãe consente que a sua criança seja assassinada”, assinalou.

“O povo brasileiro não é conivente com a morte! (…) Garotas do Brasil, meninas do Brasil, jovens do Brasil, acordem! É Pecado, é crime: Não Matarás!”.

“Se você não crê em Deus, creia que você mais adiante, que você na sua terceira idade e na sua velhice isso vai lhe pesar tanto sobre os ombros, sobre a sua consciência, você vai chorar lágrimas de sangue, você vai se arrepender…”, disse Elba Ramalho, que admitiu na mesma entrevista ter feito um aborto e após ter recebido o perdão de Deus e voltado para a Igreja Católica, hoje se dedica a defender a vida.

Falando sobre a pressão e as ameaças de alguns grupos feministas que ela vem recebendo, a cantora afirmou à nossa agência: “eu não tenho medo, eu não me sinto afrontada”.

Elba disse que na verdade, essas afrontas causam-lhe tristeza, porque muitas vezes provêm de grupos integrados por pessoas “frias”, e em alguns casos, constituídos de “juízas, médicos, médicas, professoras, filósofas, mulheres que são uma minoria, uma minoria que grita muito, faz muito barulho. Mas elas também são financiadas por empresas internacionais, nós sabemos disto, e eu estou dizendo aqui baseada em fatos concretos”.

“Elas recebem apoio, “money””, enfatizou a cantora, “para elas gritarem e ameaçarem: Elba Ramalho fique longe do meu útero, se ela for cantar em tal lugar a gente vai apedrejar… Os cães ladram, mas caravana continuará cantando e defendendo a vida.” “Isso não me afeta em nada”, asseverou.

“Eu fico feliz por vocês (da ACI Digital) estarem aqui me dando a oportunidade de falar. Estamos juntos, esta é uma luta toda, de todos nós e obrigado. Eu faço isso com muita humildade com muita gratidão a Deus, que pelas mãos da Virgem Maria me colocou diante desta obra e o assumo com muita responsabilidade, muita consciência e muita alegria no meu coração”, concluiu Elba Ramalho.

Elba também gravou uma especial mensagem em defesa da vida que pode ser vista em: http://www.youtube.com/watch?v=BfSFijYA91Y

Mãe brasileira adia tratamento de câncer e salva seu bebê do aborto

12, julho, 2012 9 comentários

Simone Calixto é uma mãe brasileira que se recusou a submeter-se a um aborto, como sugeriram os médicos em Ontario (Canadá), após o diagnóstico de câncer de mama, quase ao mesmo tempo que soube que estava grávida. Depois de optar pela vida de sua pequena, viajou ao Brasil, onde completou seu tratamento e teve seu bebê.

Os médicos canadenses indicaram a Simone, uma médica de 39 anos, que abortasse, pois sua gestação incrementava o tamanho do tumor devido aos hormônios: “Eles me disseram que a gravidez estava alimentando o tumor com hormônios, que dificilmente o bebê sobreviveria e que o mais seguro era interromper a gestação, para poder fazer o tratamento correto”, disse Simone em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo.

Tal como recorda Simone, os médicos do melhor hospital de Ontario, a cidade em que residia, disseram-lhe que sem este passo (o aborto) não poderiam oferecer-lhe o tratamento.
“Se naquele centro de referência eles tinham essa conduta, percebi que em nenhum outro hospital seria diferente”, lamentou a mãe brasileira na sua entrevista.

Pressionada pela urgência de uma decisão para o procedimento, Simone afirmou que sentiu que ia morrer: “Senti que ia morrer, minha alma agonizava”, disse ela.

Diante da situação, Simone Calixto decidiu usar o sonar, um aparelho que permite escutar os batimentos do coração do bebê no útero.
“Coloquei o sonar  e em dez segundos comecei a ouvir o coraçãozinho. Senti que ele estava bem vivo”, afirmou.

Além disso, Simone recordou ter visto um programa de televisão brasileiro, no qual apresentaram um caso similar ao seu, no qual o bebê nasceu são. Logo contatou o doutor Waldemir Rezende, o especialista citado na notícia, e viajou ao Brasil.

Aqui no Brasil, Simone Calixto chegou às 36 semanas de gravidez e deu à luz, através de uma cesárea. O súbito crescimento do tumor em seu peito, apesar da quimioterapia realizada, a obrigou a adiantar o parto.

A pequena Melissa nasceu sã, com apenas uma leve dificuldade respiratória. Posteriormente extirparam o tumor no seio de Simone.

Simone agora deve enfrentar uma bateria de exames, que não puderam ser feitos durante a gravidez, como tomografias e mais sessões de químio.

“O mais difícil já passou. A Melissa é um milagre, uma promessa que se cumpriu”, afirmou Simone em sua entrevista.

Fonte: ACI Digital

Menina que ia ser abortada por ser fruto de um estupro é hoje a alegria do seu lar

7, junho, 2012 4 comentários

A revista argentina Família e Vida do mês de junho revelou que Luz María, a menina que ia ser abortada por ter sido produto de um estupro, converteu-se agora na alegria do lar.

O caso de Luz María comoveu a província de Misiones (Argentina), pois vários organismos “defensores dos direitos humanos”, meios de comunicação e representantes do Governo queriam que fosse abortada por ter sido gerada após um estupro. Entretanto, a família optou pela vida.

“Para nós, foi uma corrida contra o relógio. Se tivéssemos que definir o que vivemos no início deste caso diríamos que os primeiros cinco dias foram os mais intensos que enfrentamos. Dadas as circunstâncias, cada hora que passava, cada minuto, podia ser determinante para a vida da pequena Luz María que no ventre materno esperava uma sentença”, afirmou Julieta Lardies, delegada da Rede Federal de Famílias na província de MIsiones cuja ação foi decisiva para a vida da menina.

A revista afirma que este testemunho é fundamental frente ao avanço atual em grande quantidade de hospitais públicos argentinos de protocolos para efetuar abortos nos casos de mulheres estupradas, logo após a deplorável e nefasta sentença da Corte Suprema de Justiça da Nação que regulou a favor da prática anti-vida.

Fonte: ACI Digital

Médico abortista na Argentina: Não há mulher que não conviva com culpa por ter abortado

25, maio, 2012 4 comentários

Doutor aborto - German Pablo Cardoso

O cirurgião abortista argentino Germán Pablo Cardoso, que confessou sem nenhum remorso praticar abortos desde o ano 2000, pelo preço médio de 3,500 pesos (ao redor de 786 dólares), admitiu que não há mulher que não tenha remorso pela decisão de abortar.

Em uma entrevista à MDZ Radio, Cardoso, de 54 anos e chamado pelo apelido de “Doutor Aborto”, reconheceu que para as mulheres, abortar “é um peso, uma dor na alma, e não tem mulher que não conviva com culpa”.

O cirurgião foi detido pelas autoridades argentinas em junho de 2011, acusado de realizar abortos ilegalmente, mas foi deixado em liberdade pela juíza que dirigiu o caso.

De acordo com os investigadores do caso, Cardoso entrava em contato com mulheres desesperadas através de páginas da internet, onde ele mesmo se colocou o apelido de “Doutor do aborto”.

Durante a inspeção ao seu consultório nessa ocasião, a Polícia Metropolitana de Buenos Aires reportou que suas instalações são precárias e o encontro de fetos no local.

Cardoso admitiu, durante o diálogo com a rádio, que continua fazendo abortos e que se uniu à causa de grupos feministas para pedir a liberação do aborto na Argentina.

Sem nenhum constrangimento, o “Doutor Aborto”, disse que ele pratica a “técnica cirúrgica” da dilatação e aspiração, para acabar com a vida das crianças no ventre.

Cardoso justificou a sua prática abortiva dizendo que, segundo ele, são feitos 500 000 abortos ao ano na Argentina e que “nem a metade das práticas que se realizam são feitas por médicos”.

O “Doutor Aborto” revelou que sua família o apóia na sua prática anti-vida. “Se estivéssemos na Europa ou nos Estados Unidos, não estaríamos falando de algo ético, nem de culpas, seria uma questão de fazer as leis que fazem falta”.

Cardoso não manifestou nenhum remorso por realizar abortos, e indicou que ele ajuda às mulheres que o procuram como último recurso.

 Fonte: ACI Digital

Nota: Quem participa ativamente na prática do aborto comete pecado que brada aos Céus e clama pela vingança de Deus. Está automaticamente excomungado. Ou seja, está fora da Igreja e excluído dos sacramentos, automaticamente. Caso se arrependa e queira reconciliar-se, terá que recorrer ao bispo diocesano para obter a absolvição.

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As causas da aprovação do aborto pelo STF no Brasil

9, maio, 2012 Sem comentários

Entrevista com especialista em bioética, Padre Hélio

Por Thácio Siqueira

Diante da aprovação do STF sobre o aborto dos anencéfalos Zenit entrevistou o padre Hélio, expert da área de bioética, com a finalidade de refletir um pouco mais sobre as causas dessa aprovação.

O Pe. Hélio é sacerdote diocesano da diocese de Florianópolis (SC), graduado em odontologia pela UFSC, no Brasil, graduado em filosofia e teologia pela Universidade de Navarra, na Espanha, Mestrado em bioética pela mesma Faculdade; Mestrando em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (PUSC), na Itália, doutorando em bioética pela Faculdade de Medicina do Campus Biomedico di Roma (UNICAMPUS), na Itália e Mebro da Comissão de Bioética da CNBB. Para contato: hélio_bioetica@hotmail.com

A seguir publicamos a entrevista:
Thácio: O senhor acaba de retornar ao Brasil depois de um período de estudos na Europa. E chegou bem na hora em que o STF aprovava o aborto de bebês anencéfalos. Ainda que os Ministros Brasileiros tenham se sentido portadores de novas ideias e Revoluções Éticas e Morais, o senhor não acha que estamos diante de pensamentos antigos, que pelo menos há uns dois ou três séculos invadiram o mundo Cristão Ocidental com mais força?

Pe. Hélio: Sem nenhuma dúvida. Toda essa “pseudo-revolução” atual no Brasil – liderada por “pseudo-intelectuais” – não é nada novo na história

“Hoje em dia o único preconceito válido é contra a Igreja e contra os sacerdotes – para este preconceito não existe lei nem punição”.
(Pe. Hélio)

da humanidade. São ideias da Idade Moderna (séculos XV a XVIII), que foram redesenhadas na primeira metade do século XX e que agora, atrasadamente, chega ao Brasil com maquiagem de ideias pós-contemporâneas. Insisto que é um movimento liderado por “pseudo-intelectuais”, pois não representam de nenhum modo o pensamento e os valores defendidos pela sociedade brasileira. Estes “líderes” querem colocar em prática ideias da Revolução Francesa com o objetivo de “iluminar” o povo brasileiro – mesmo que seja necessário ir contra a vontade deste povo.

Thácio: Para o senhor, que acaba de chegar ao Brasil, qual é a impressão que tem ao ver um País com maioria Católica aprovar algo que vai contra a Moralidade Cristã e até mesmo contra a Razão científica e médica?

Pe. Hélio: Como você bem diz na pergunta, a decisão contra a vida das crianças anencéfalas não foi apenas uma decisão contra valores cristãos ou católicos. Foi uma aberração jurídica, científico-positiva, ética e moral. O Supremo Tribunal Federal não é competente para realizar a interpretação de uma lei de modo contrário à própria letra da lei, principalmente quando o texto está claramente redatado – este é um princípio básico de hermenêutica jurídica. A questão científica é clara: trata-se de uma vida, pois se a criança estivesse morta não haveria nada para ser julgado. Quanto à ética, é de uma lógica natural que não podemos matar a um inocente. Por fim vem a questão moral, que, baseada na ética, pode ir mais além, assumindo também valores próprios de uma religião, no caso do Brasil a religião Católica e de um modo mais geral as religiões cristãs. Ir contra esses valores não é proclamar a laicidade do Estado, mas fechar os olhos para os valores próprios e históricos de uma nação.

Thácio: Será que mais do que uma aprovação do Aborto não se busca uma afirmação de um Governo Laicista que pretende mostrar o seu poder diante de tudo o que seja Religião, principalmente diante daquela instituição que tem maior presença como é a Igreja Católica?

Pe. Hélio: Voltamos aqui à questão do modernismo/ Iluminismo. A intenção é fazer que o Estado assuma totalmente a função da religião e tentam fazer isso eliminando os valores próprios da Igreja, como se estes valores não tivessem base no próprio modo de ser humano e não constituíssem os valores e a identidade da Nação. Um Estado laico é necessário – a separação entre Igreja e Estado foi um grande avanço para ambas instituições – porém um Estado laicista, que, ao invés de independência da Religião tenta fazer-se contrário à mesma, é um Estado que desrespeita uma dimensão fundamental do homem – a religiosa. Porém, esquecem que é justamente através dessas manobras laicistas que despertarão “o Gigante brasileiro”, que possui “filhos que não fugirão à luta”.

 Thácio: Às vezes parece que, na nossa “sociedade democrática”, todos podem opinar menos os cristãos e menos ainda os católicos. O senhor acha o mesmo?

Pe. Hélio: Se por democracia entendemos um governo representativo dos valores da população, isso não deveria ser assim. Porém, se a interpretação de “sociedade democrática” for a mesma de “sociedade laicista”, o que haverá – e de fato há – será uma clara discriminação e preconceito a todos os tipos de valores não só religiosos, mas também éticos e morais. Hoje em dia o único preconceito válido é contra a Igreja e contra os sacerdotes – para este preconceito não existe lei nem punição.

Thácio: Os argumentos utilizados para defender o aborto do bebê anencéfalo, às vezes, são comoventes e com histórias que parecem convincentes. Escuta-se muito por aí, até mesmo de católicos fervorosos e estudados, que seria muito melhor “interromper” a gestação e que esta interrupção não poderia ser chamada de aborto, já que o ser que estava no ventre materno não estava vivo e nem era uma pessoa. O que o senhor acha disso?

Pe. Hélio: Se não fosse vivo não poderia ser cometido um aborto. Alguns dirão, é vivo, mas não seria humano. Essas pessoas teriam que explicar que espécie de vida seria então – Vegetal? Animal? Com DNA humano? Os argumentos nesses casos sempre exploram o “sentimentalismo” tão característico do povo brasileiro. Mas não são argumentos racionais e nem mesmo verdadeiros.

Thácio: Não podemos negar que se trata de uma situação muito complicada para a mãe, pois sabe que o seu filho, que carrega no ventre, não viverá muito tempo. Porém sabemos que mesmo sentimentalmente as mães sofrerão muito mais por terem sido “carrascos” ou mandantes da morte do seu próprio filho do que pela perda natural do mesmo. Por exemplo, em grandes cadeias de televisão do nosso Brasil mostraram casos de mães que foram “obrigadas” a levar a gestação adiante e que hoje agradecem o governo brasileiro por terem libertado as mães do Brasil desta escravidão, de terem que levar nos seus ventres uma “criatura morta” e sem vida, sem terem a ajuda legal para poder interromper a gestação, ou seja, abortar. O que o senhor acha disso?

Pe. Hélio: Infelizmente alguns meios de comunicação tem se esforçado por difundir ideias consideradas “politicamente corretas”, ainda quando contrárias à natureza própria do ser humano. A estratégia tem sido fazer acreditar que todo o Brasil está de acordo com essas ideias, sendo que o simples telespectador sente-se uma exceção.

Neste caso específico aproveitaram do sofrimento real dessas mães grávidas de anencéfalos para utilizá-las, estrategicamente. Porém não mostraram nenhum caso de mãe que tenha de fato abortado a seu filho anencéfalo, pois essa verdade não ajudaria na estratégia de aprovação.

Outra estratégia foi a de considerar anencéfalos somente os casos mais graves de anencefalia, desconsiderando – e consequentemente não mostrando – crianças anencéfalas já nascidas, como a menina Vitória, por exemplo, que já tem mais de dois anos e estava presente no julgamento do STF. Assim, a opinião pública foi induzida a acreditar que crianças anencéfalas não possuíam nem mesmo cabeça, ao mesmo tempo em que, na prática, se sabe que o diagnóstico de anencefalia é muito difícil de ser auferido e graduado. A partir de agora, todos os casos – inclusive o de crianças como a Vitória – tornaram-se passíveis de aborto.

 

Thácio: Sabemos que lei não é sinônimo de moralidade, mas podem realmente existir leis que vão contra a moralidade?

Pe. Hélio: A lei humana deve sempre responder ao bem do homem e ao bem comum da sociedade. Caso contrário, deixa de ser uma lei e torna-se uma violência contra o homem e a sociedade. Sendo assim, cada pessoa tem a obrigação de desobedecê-la.

O nosso dever agora é tentar frear o ativismo legislativo do Supremo Tribunal Federal que surgirá a partir desse juízo. Certamente, decorrente desse último juízo, não tardará a questão do aborto de crianças em outras situações graves. Além disso, de acordo com o voto de muitos dos juízes legitimando o aborto de anencéfalos pela incapacidade dessas crianças de vir a ter consciência plena, não duvidaria que o tema da eutanásia viesse a ser a seguinte polêmica.

Fonte: site Dom Bergonzini

Tiago Leifert adere ao #abortonuncamais: não aborte seu bebezinho

27, março, 2012 5 comentários
O Tuitaço #abortonuncamais foi simplesmente um sucesso. Das 13h às 15h de hoje, os católicos de todo o Brasil mais uma vez manifestaram seu total repúdio à esse crime abominável. A hashtag #abortonuncamais dominou os TTs durante três  horas. Ficamos em 1º Lugar em todo o Brasil e em posições ótimas nos demais estados. Destaque para Brasília e Manaus.
Mais a surpresa do dia com certeza foi a presença de uma pessoa inusitada no tuitaço: Tiago Leifert.

Fonte: Site Dom Bergonzini