Arquivo

Textos com Etiquetas ‘vela da reparação’

Teologia ou Heresia?

2, dezembro, 2012 2 comentários

Leio no principal jornal colombiano, “El Tiempo”, edição de 24 de novembro, um artigo do jesuíta Alfonso Llano Escobar, S. J., que constitui um ataque direto à virgindade perpétua de Nossa Senhora, bem como defende a idéia esdrúxula e perfeitamente herética de que, enquanto a pessoa divina de Nosso Senhor teria se formado por ação do Espírito Santo, a pessoa humana viria do relacionamento de Nossa Senhora com São José.

Trata-se de uma heresia protuberante e descabelada, só possível de ser publicada num mundo tão conturbado como o atual, em que caminha a todo vapor o processo de autodemolição da Igreja anunciado por Paulo VI.

Diz o referido sacerdote que seu artigo visa “orientar os leitores” a respeito do último livro do Papa Bento XVI, que trata da infância de Jesus: “quero orientar os leitores sobre este livro do Papa, que oferece uma dificuldade especial, a virgindade de Maria”.

E, para dar essa “orientação”, ele não achou nada melhor do que negar a virgindade de Maria. Ademais, ele joga indecentemente com a palavra “irmãos”, utilizada no Evangelho de São Mateus, para afirmar que Jesus teve diversos irmãos e irmãs carnais, sem esclarecer que na Bíblia “irmãos” tem o sentido lato de parentes.

Os Padres da Igreja e os “irmãos de Jesus”

Eis o que ensinam os Padres da Igreja a esse respeito.

Santo Agostinho de Hipona (+ 430): “Então o Senhor tem irmãos? Será que Maria teve ainda outros filhos? Não, de modo algum!(…) Qual é, pois, a razão de ser da expressão ‘irmãos do Senhor’? Irmãos do senhor eram os parentes de Maria(…) Como se demonstra isso? Pela própria Escritura, que chama, por exemplo, Lot de irmão de Abraão(Gên. 13,8; 14,14) e ele era tio de Lot; e, todavia, chamava-se ambos de irmãos, unicamente por serem parentes. Também Labão era tio de Jacó , por ser irmão de Rebeca, esposa de Isaac. Lede a Escritura e vereis que tio e sobrinho tratavam-se de irmãos (Comentários sobre o Evangelho de Jo 10,2).

São João Damasceno (+ 749): Quando vocês ouvirem falar dos irmão do Senhor, pensem logo que se trata de algum parentesco que os une a Maria, sem imaginar ter ela tido outros filhos.” (Comentários sobre o Evangelho de João 28,3).

Santo Atanásio de Alexandria (+ 373) Como o corpo do Senhor foi colocado a sós no sepulcro, para que pudesse demonstrar sua ressurreição, talvez por motivo semelhante seu corpo proveio de Maria, como filho único, para que crêssemos em sua origem divina” (Da virgindade 2)”

Muitos outros pronunciamentos no mesmo sentido podem ser encontrados no site: http://www.bibliacatolica.com.br/blog/doutrina-catolica/os-irmaos-de-jesus-na-visao-dos-pais-da-igreja/

Ademais, o Catecismo da Igreja Católica é bem claro a esse respeito:

O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo não diminuiu, antes consagrou a integridade virginal da sua Mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria ‘Aeiparthenos’ como a ‘sempre Virgem’.

A isso objeta-se, por vezes, que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus. A Igreja entendeu sempre estas passagens como não designando outros filhos da Virgem Maria. Com efeito, Tiago e José, ‘irmãos de Jesus’ (Mt 13, 55), são filhos duma Maria discípula de Cristo designada significativamente como ‘a outra Maria’ (Mt 28, 1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento. Jesus é o filho único de Maria”.(§§ 499 a 501)

O rejeitável artigo do Pe. Llano

Não podendo aqui reproduzir o artigo inteiro, transcrevo o trecho mais caracteristicamente herético, dando em seguida o link por meio do qual o leitor poderá chegar à peça total, se tiver estômago para isso. Note-se que ele faz um jogo de palavras no vazio entre uma espécie de gerar “teológico” e um gerar humano. De fazer inveja aos protestantes mais contrários à Igreja Católica!

“Maria gera o Filho de Deus virginalmente, no sentido teológico, sem a intervenção de José, tal como o relata Mateus 1,26, por obra e graça do Espírito Santo. De outro lado, como mãe do homem Jesus, igual a nós, o gera com um ato de amor com seu legítimo esposo, José, do qual teve quatro filhos varões e várias mulheres (Mt 13,53 y ss.)”. (http://www.eltiempo.com/opinion/columnistas/alfonsollanoescobar/la-infancia-de-jesus-alfonso-llano-escobar-s-j-columnista-el-tiempo_12399262-4

Ante tais atentados à sã doutrina, de molde a produzir confusão e perplexidade entre os fiéis católicos, cabe uma ação dos superiores jesuítas e dos Bispos responsáveis. Se estivéssemos em dias normais, essas intervenções viriam sem a menor dúvida e logo. Mas hoje em dia…

Com isso tudo, a influência da Hierarquia da Igreja sobre os fiéis vai caindo vertiginosamente: “Como poderia essa influência não diminuir se os fiéis encontram na Igreja a nauseabunda ‘fumaça de Satanás’, a que se referiu pública e oficialmente Paulo VI?” (Plinio Corrêa de Oliveira, “Folha de S. Paulo”, 20-3-1978)”

Tomará a Santa Sé alguma medida pública, como público foi o artigo do Pe. Llano? É o que, para o bem da Igreja e salvação das almas, esperamos e desejamos de todo coração.

Seja como for, permanece firme nossa confiança naquela Virgem Pura que “sozinha esmagou todas as heresias”, como canta a liturgia.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Escrito por: Gregorio Vivanco Lopes

Retrato de um Brasil outrora Católico: No dia de Nossa Senhora, homem invade igreja e quebra imagem

16, outubro, 2012 4 comentários

Ele se aproximou da santa no altar e jogou a imagem no chão. Homem ainda tentou agredir padre e foi levado para a delegacia.

G1 – Um homem invadiu a missa e quebrou a imagem de Nossa Senhora, na igreja católica do bairro Jardim Asteca, em Vila Velha, no início da tarde desta sexta-feira (12), no Espírito Santo.

O homem ainda tentou agredir o padre com uma cruz de ferro. Ele foi contido pelos fiéis até a polícia chegar e foi levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), onde disse que  “cumpriu a ordem do pai do céu”.

No momento da confusão, o padre Geilson José estava celebrando a missa paroquial em homenagem à Nossa Senhora Aparecida.

A igreja estava cheia e todos viram quando, no meio da celebração, um homem vestido com roupas sujas e gastas entrou e se aproximou da santa. Segundo o padre, todos pensaram que se tratava de um andarilho que estava pagando promessa.

O homem se aproximou da imagem da santa no altar e a jogou no chão. A imagem ficou em pedacinhos, só restou o manto e a coroa. O homem pegou uma barra de ferro com uma cruz e tentou agredir o padre. Os fiéis intervieram e conseguiram segurar o homem até a polícia chegar.

No DPJ do município, o homem foi identificado como José Sena Santos. “Fiz o que o pai do céu mandou. Só cumpri a ordem dele”, disse. Segundo a polícia, existe um mandado de prisão por homicídio em Minas Gerais em nome dele. Por isso, ele ficou detido.

—————-

Quebrar uma imagem de Nossa Senhora é uma ação sacrílega sem nome! É o caso de promovermos – mesmo que seja em caráter pessoal e interiormente – atos de desagravo à Santíssima Virgem. Clique aqui e acenda uma Vela em desagravo a Nossa Senhora.

No entanto, muitas pessoas perguntam: perante Deus, o que é pior:

  • ações brutais como essa;
  • ou os inúmeros sacrilégios de pessoas comungarem em estado de pecado mortal e com trajes imorais numa afronta clara aos ensinamentos e normas morais da Santa Igreja ao longo dos tempos?;
  • ou, ainda, as profanações realizadas dentro dos templos sagrados, com instrumentos e cânticos inconvenientes?
 Peçamos a Nossa Senhora de Fátima que intervenha quanto antes nos acontecimentos e ponha fim a tantos desvarios, por meio de sua misericórida e justiça para os que merecem.
.

Nossa Senhora e a Modéstia: Estamos no fim dos tempos? – Parte I

22, agosto, 2012 1 comentário

Será que estamos nos últimos tempos?

A nossa alma está em maior perigo de ser perdida para sempre nestes tempos do que nos séculos passados? Para nosso tempo pode-se aplicar as palavras de São Paulo:

“… Virá tempo em que muitos não suportarão a sã doutrina, mas multiplicarão para si mestres conforme os seus desejos, levados pelo prurido de ouvir. E afastarão os ouvidos da verdade, e os aplicarão às fábulas”. (II Tm. 4, 3-4)

Últimos tempos

Para responder a estas perguntas Nossa Senhora apareceu na montanha de La Salette e advertiu-nos:

No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.

Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus.

Eles terão grandíssimo poder sobre a natureza. Existirão igrejas para cultuar esses espíritos. Pessoas serão transportadas de um lugar a outro por esses espíritos maus, até sacerdotes, porque não se terão conduzido pelo bom espírito do Evangelho. (…)

Pregarão outro evangelho contrário ao do verdadeiro Jesus Cristo, negando a existência do Céu. (…) Ai dos príncipes da Igreja, que então estarão ocupados apenas em amontoar riquezas acima de riquezas, salvaguardar sua autoridade e dominar com orgulho!

Os governantes civis terão todos um objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios.

O demônio usará toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais estarão espalhados por toda a Terra.  (Virgem de La Salette, 19 de setembro de 1846).

Nossa Senhora continua sua mensagem apocalíptica para descrever com precisão todo o flagelo que irá atingir a humanidade: a vinda do Anticristo, juntamente com suas perseguições contra os fiéis e contra a Igreja. Ela, então, acaba por descrever a derrota final de Satanás e seus anjos e, assim, o triunfo final de Deus sobre seus inimigos.

Agora, quando Nossa Senhora disse em 1846 que estes tempos terríveis começariam em 1864, uma vez que Lúcifer e um grande número de demônios foram soltos do inferno, ela realmente quis dizer que, a partir daquela data a humanidade não estaria mais no curso normal da história. Em 1864, a humanidade teria entrado num período em que Satanás iria liderar sua batalha final sangrenta seduzindo e destruindo almas.

O Papa Leão XIII, que recebeu em 13 de outubro de 1884 uma revelação de que Deus tinha dado permissão a Satanás para tentar destruir a Sua Igreja, compôs as Orações Leoninas a serem ditas depois de cada Missa. Ele, em seguida, publicou para os sacerdotes e fiéis o famoso exorcismo de São Miguel contra Satanás e os anjos rebeldes para proteger a humanidade contra as pragas que viriam.

Mais tarde o próprio São Pio X não hesitou em referir às calamidades presentes, a grande perversidade das mentes e os esforços furiosos “para apagar a memória e o conhecimento de Deus”, como “a antecipação e, talvez, o início destes males reservados para os últimos dias “(E Supremi Apostolatus, 4 de outubro, 1903).

continua na próxima sexta-feira…

Fonte: Blog Maria Rosa

A descrição da fisionomia de Nossa Senhora de La Salette – Parte 2

1, julho, 2012 1 comentário

No livro de Pie Régamey, “Les plus beux textes sur la Vierge”, (Éditions La Colombe, Paris, 1946, pp.387 ss.) vem um depoimento feito por Mélanie Calvat, que é a menina que teve a visão de Nossa Senhora de La Salette, em 19 de setembro de 1846:

Vamos ver a narração, parte por parte.

 A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada.

A altura é um apanágio da majestade. Tanto é que aos príncipes, que não são reis, se diz Vossa Alteza. É evidente que não é altura física. Mas a altura física é uma imagem física da altura nos outros sentidos. E, portanto, não era necessário, mas convinha entretanto uma altura bem proporcionada. Porque a altura bem proporcionada é o contrário da altura monolítica, acachapante, esmagadora. E o que torna a altura exatamente condescendente, e por assim dizer acessível, é a perfeição de suas proporções. É o encaixe de várias coisas pequenas nela, com graça e harmonia, que tornam essa altura variegada. É uma unidade na variedade.

Então essa perfeição das proporções de Nossa Senhora, quase que é um “contraforte” daquilo que a altura poderia ter de um pouco assustador.

 Ela parecia tão leve que um sopro poderia atingi-la. 

Realmente, um ente inteiramente espiritual, no qual o corpo era completamente dominado pelo espírito e não sujeito, portanto, à lei da  gravidade e à atração de terra. O sobrenatural nEla estava na sua plenitude.

 Ela impunha um temor respeitoso, ao mesmo tempo que sua majestade impunha respeito entremeado de amor.

Então, era um respeito que, de uma lado incutia temor e, do outro lado, incutia amor. É a imagem da majestade verdadeira. É uma majestade que mete um temor reverencial, quer dizer, é um temor feito não do medo da chibata –que acessoriamente pode entrar –, mas é feito daquele medo de desgostar um tão alto ser. E, por outro lado, um amor que Nossa Senhora incutia pelo fato de ser quem era.

 Ela atraía.

A verdadeira majestade atrai. A verdadeira majestade não repele. Quando a gente vê uma majestade que repele é porque é uma falsa majestade. Por exemplo, Napoleão tinha uma majestade que repelia; não tinha nada de majestade autêntica.

 Ao seu redor, como em sua pessoa, tudo respirava majestade, esplendor, magnificência de uma rainha incomparável.

O que havia em torno dEla? Um campo ordinário, com umas ervinhas, uma coisa qualquer. Mas Ela entrava ali e tudo se transformava num palácio. Por que? Porque Ela comunica sua  glória a tudo quanto está em torno dEla.

 Ela parecia bela, clara,

É a claridade luminosa, sobrenatural,

imaculada, cristalina, celeste.

É muito interessante ver a necessidade de juntar a ideia de cristalino para afirmar a pureza e o que havia de diáfano em Nossa Senhora. Algo da nobreza dos cristais aparece dentro disso.

E agora vem a corolário:

Parecia-me também como boa Mãe, cheia de bondade, amabilidade, amor conosco, compaixão e misericórdia.

Esta justaposição nos dá bem a ideia da majestade perfeita. Por isso São Bernardo, constituindo a Salve Rainha, pôs este paradoxo, logo no começo: Salve Rainha e logo depois: Mãe de Misericórdia. Sumamente Rainha, sumamente Mãe, e Mãe de suma misericórdia.

Depois passa a falar das lágrimas. Nossa Senhora chorava. Mas há dois modos de chorar: há um modo de chorar cheio de fraqueza e há um modo de chorar cheio de sobranceria. A gente chora quando está abaixo da dor, mas pode chorar também quando está acima da dor.

Vamos ver como é o pranto de Nossa Senhora:

 A Santa Virgem chorava durante quase todo o tempo em que me falou. Suas lágrimas corriam uma a uma, lentamente, até seus joelhos.

Tudo isso é simbólico. Eram lágrimas que corriam lentamente indicando o domínio. Nada de descabelado, nada de convulsivo. Eram lágrimas como de uma rainha cheia de uma tristeza nobre, de uma tristeza serena. As lágrimas se sucedem umas às outras, chegam até o joelho para indicar o impulso com que elas são choradas, o fundo de alma que está nisso. Como para indicar que assim como as lágrimas lhe correm quase ao longo de todo o corpo, esta dor inunda toda a alma.

 Depois, como fagulhas de luz, elas desapareciam.

As lágrimas de Nossa Senhora deveriam: cair na terra? ficar formando um bolinho misturado com terra? ou prosaicamente empapar o vestido dEla?

A gente pode compreender uma rainha com os hábitos úmidos e pesados de lágrimas? Não.

Então, esse desaparecer como faíscas é uma beleza. A lágrima que no último momento brilha, dá uma luz e é recolhida pelo Padre Eterno nos seus esplendores, é uma solução lindíssima para um problema que facilmente poderia se tornar prosaico.

 Eram brilhantes e cheias de amor.

Também as lágrimas de uma tal rainha deviam ser luminosas. Não podiam ser lágrimas opacas. Não podiam ser lágrimas “terrosas”. Lágrima dAquela que é toda pura, só pode ser lágrima cristalina. E tinham um brilho de amor. A gente compreende que um certo brilho possa significar especialmente o amor. Vejam o mundo de tato que há em todas essas formulações. Como tudo isso é bem pensado.

Eu quisera consolá-la e que Ela não chorasse, mas parecia-me que precisava mostrar suas lágrimas para melhor mostrar seu amor esquecido pelos homens.

As lágrimas de nossa terna Mãe, longe de enfraquecer seu ar de majestade de rainha e senhora, pareciam, ao contrário, embelezá-la, …

A verdadeira rainha é tal que ela tem uma beleza quando ela está alegre; outra beleza quando ela está triste; outra beleza quando ela está despreocupada. Em tudo são belezas especiais. Em Nossa Senhora as lágrimas davam uma beleza inconfundível, que é a beleza da dor da rainha. É um aspecto fisionômico próprio.

 … torná-la mais amável, mais radiante.

Amável: quer dizer digna de amor. Mais irradiante: quer dizer mais a sua personalidade se expandia.

 Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna Mãe, não podem ser descritos por uma língua humana. Para deles falar, seria preciso um serafim. Seria preciso a própria linguagem de Deus, que formou a Virgem Imaculada, obra prima de seu poder.

A face é resumo do corpo. Os olhos são o resumo da  face. Quer dizer, os olhos são a quintessência de toda a expressão do corpo. Então, como é que se exprimiria a alma de Nossa Senhora na parte de seu corpo santíssimo que é a mais expressiva? Realmente, é sublime, o próprio do sublime é não poder ser descrito por língua humana.

 Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos do que os brilhantes, os diamantes e as pedras preciosas.

Mas uma vez vem uma comparação que nos deve ser cara: comparar não só as lágrimas de Nossa Senhora, mas também os olhos dEla, com cristais, com pedrarias; de tal maneira o cristal é, na ordem da matéria, uma criatura excelente.

 Eram como a porta de Deus de onde se podia ver tudo aquilo que pode encantar a alma.

A expressão é magnífica. Porque na Ladainha se diz: Janua Caeli, Porta do Céu. E, realmente, Nossa Senhora é a mais clara manifestação de Deus; mais do que qualquer anjo. E quem olhar, portanto, os olhos de Nossa Senhora, olha a mais alta manifestação de alma de uma alma que é o espelho da justiça de Deus. Então, a gente compreende que é qualquer coisa totalmente inefável, indizível. Não se pode dizer o que seja a expressão de olhar de Nossa Senhora.

Mais transcendente somente o olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo! Se pensarmos nos mil olhares de Nosso Senhor, se acompanharmos as cenas do Evangelho pensando no olhar que Ele tinha na Ceia, só isso dá uma meditação dos Evangelhos superabundante, magnífica.

 Somente essa visão dos olhos da mais pura das Virgens seria suficiente para ser o Céu de um bem-aventurado. 

Fala da mais pura das virgens naturalmente porque chamou a atenção dela a pureza desse olhar. E como é que não poderia ser puríssimo? É um olhar “castificante” (que comunica castidade a quem Ela olha). Quem olhasse esse olhar, poderia ficar casto a vida inteira na hora, só porque seu olhar conseguiu fitar o olhar imaculadamente puro de Nossa Senhora. Seria suficiente para fazer uma alma entrar na plenitude da vontade do Altíssimo, entre todos os acontecimentos que sucedem no curso da vida. Quem visse os olhos de Nossa Senhora, faria a vontade de Deus para sempre. Seria suficiente para impelir uma alma a contínuos atos de louvor, agradecimento, reparação e expiação. Ou seja, bastaria isso para ter tanto o que louvar, tanto que expiar, tanto para reparar, tanto para dar ação de graças, que a vida inteira se passaria nisso.

 Somente esta visão concentra a alma em Deus e a torna como morta-viva, que olha as coisas da terra, mesmo as coisas aparentemente mais sérias, como brinquedos de criança.

Quer dizer, depois que uma pessoa viu isso ela não dá importância a mais nada, e só dá importância a não pecar.

*           *        *

Isto posto, vamos pedir a Nossa Senhora de la Salette que nos dê uma impregnação de algo dessas graças em nossa alma. E que, sobretudo, tenhamos a apetência de ver os sagrados olhos dEla, o espelho de Sua Face, espelho de Seu Coração.

Que nós possamos, por esta forma, ter a apetência de ver os olhos de Nossa  Senhora no Céu.

Imaginem que o Céu fosse só isto: durante a eternidade, sentirmos sobre nós, fixos, os olhos de Nossa Senhora, e os olhos divinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo se não houvesse mais nada e já teríamos matéria para sermos inundados de felicidade eternamente!

Então, para nos dar um desejo do Céu, devemos pensar numa eternidade nesses olhos, contendo todas as variedades de expressão, todas as expressões de amor para conosco, de sublimidade, de grandeza de Deus, tudo isso pousado sobre nós a nos ver e a  nos analisar, a se embeber em nós, e nós embebidos eternamente neles. Não precisaria mais nada para termos um imenso, um tão grande desejo do Céu, que seríamos propensos a fazer uma oração pedindo para morrer logo.

 Fonte: Excertos de reunião, feita em 19-9-1966, pelo Prof. Plínio Corrêa de Oliveira.

Picolé blasfemo, feito com crucifixo e vinho pretensamente consagrado

23, maio, 2012 3 comentários

Segundo notícia da CNN (21/5), 100 picolés em formato de crucifixo, produzidos com vinho pretensamente consagrado, serão entregues aos participantes da Semana do Design, em Nova Iorque.

O artista blasfemo, Sebastian Errazuriz, afirma que seus “picolés cristãos” foram feitos de “vinho sagrado que foi transformado no sangue de Cristo”. Ele levou para uma igreja uma caixa térmica com o vinho, e supôs que o material foi “inadvertidamente consagrado” durante a Missa.

Embora saibamos que o vinho nessas condições não foi consagrado, fica clara a malícia e o objetivo sacrílego de Errazuriz. Ele se proclama ateu… mas acredita na transubstanciação, isto é, que o vinho, durante a Consagração, torna-se Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estranha contradição!

O objetivo que alega para sua “obra de arte” é combater o fanatismo religioso. Como se sua exposição não revelasse um verdadeiro fanatismo anticatólico! De fato, a obra não poderia ser mais ofensiva aos católicos, pois constitui uma blasfêmia contra o Sacramento por excelência, a Sagrada Eucaristia, e contra o crucifixo, o símbolo católico por excelência!

Se o artista tivesse feito um palito, não em forma de cruz, mas de lua crescente, com a figura de Maomé, certamente teria sido expulso do evento, sem mais delongas! Se fosse uma sátira contra o movimento homossexual, certamente o artista já estaria enfrentando processo.

Contra Nosso Senhor e seus seguidores, tudo vale. É a escalada da cristianofobia, cada vez mais patente.

Acenda agora (clique aqui) uma vela em reparação aos sacrilégios que são feitos a Jesus Sacramentado e às ofensas ao Imaculado Coração de Maria. Fale com seus amigos para também acender uma vela.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

13 de maio – 95 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima

13, maio, 2012 5 comentários

REZAR E EXPIAR PELOS PECADORES

Nas suas mensagens, o Anjo de Portugal ensina os Pastorinhos a pedir perdão pelos maus, e mais, a oferecer sacrifícios por eles. Menciona especialmente a necessidade de desagravar o Santíssimo Sacramento pelas injúrias que recebe, não só dos que O profanam, mas dos que O recebem com indiferença.

Em sua primeira aparição, Nossa Senhora pede aos Pastorinhos que aceitem a dura missão de expiar pelos pecadores, e lhes prediz que terão muito que sofrer.

Na segunda aparição, incita-os a rezar e a sacrificar-se para diminuir o grande número de almas que se perdem. Para este efeito, ensina-lhes uma jaculatória. Mostra ainda Seu Imaculado Coração coroado de espinhos em consequência dos pecados que hoje se cometem.

Na terceira aparição, faz-lhes ver o inferno com os tormentos inenarráveis a que estão sujeitos os que ali são lançados pela justiça de Deus. E insiste na necessidade de reparar os pecados.

Na quarta visão, Nossa Senhora ensina outra oração reparadora, e afirma que muitas são as almas que se perdem, porque não há quem repare por elas.

Na quinta aparição, Nossa Senhora modera alguns excessos dos pastorinhos em seu ardor de reparação, mas insiste na necessidade de se sacrificarem pelos pecadores. Afirma a necessidade de os homens se converterem de seus pecados, deixando de desafiar a justiça de Deus, para que o mundo não seja castigado.

Por fim, em Thuy, aparecendo à irmã Lúcia, Nossa Senhora fala precisamente no mesmo sentido.

Vemos, pois, que o pensamento constante de todas as mensagens é este: o mundo está a braços com uma terrível crise religiosa e moral. Os pecados cometidos são incontáveis. E são a verdadeira causa da desolação universal.

 

O modo mais acertado para remediar seus efeitos consiste na oração e na reparação.

NÃO BASTA REZAR: É PRECISO EXPIAR

Por fim um ponto essencial. Nossa Senhora não fala apenas em oração. Ela quer expiação, sacrifício.

Haverá época em que mais se tenha fugido da dor? Haverá época em que menos se tenha falado sobre a necessidade da mortificação? Haverá época em que menos se tenha tido a noção da importância do sacrifício? Pois é para este ponto que Nossa Senhora atrai especialmente nossa atenção.

Nos grandes séculos de piedade, a expiação era um fato frequente na vida dos homens e dos povos. Faziam-se imensas peregrinações para expiar pecados. Nas grutas, nas florestas, nos claustros, encontravam-se verdadeiras legiões de almas votadas à vida de expiação. Nos testamentos, deixavam-se fortunas inteiras para obras pias ou de caridade, em remissão dos pecados. Havia confrarias especialmente destinadas a fomentar a penitência. Havia procissões expiatórias em que tomavam parte cidades inteiras.

Hoje não faltam manifestações coletivas de piedade. Mas, por mais que a Igreja nos incite à penitência, que papel ocupa esta em tais manifestações? Que papel ocupa ela em nossa vida privada? Pequeno, pequeníssimo até. Parece indiscutível que também neste ponto Fátima nos dá preciosas lições.

Prof. Plinio Corrêa de Oliveira – Catolicismo Nº 29 – Maio de 1953

Cantora Madonna blasfema mais uma vez contra Nossa Senhora

3, maio, 2012 11 comentários

Não bastasse usar o nome da Virgem Maria, que em italiano é Madonna, a cantora norte-americana, Madonna, resolveu atacar agora a Medalha Milagrosa.

Ela acaba de lançar um perfume no mercado chamado “Truth Dare”, traduzindo significa: “Desafio de Verdade”.

E de cara, já a vemos blasfemar ao usar um crucifixo para publicidade e o envolver num gesto de sensualidade.

Mas as ofensas não param por aí, pois ela estilizou o símbolo que está gravado atrás da Medalha Milagrosa, que é a letra M com uma cruz por cima, e rodeado de estrelas.

E este é o desenho que Madonna escolheu para o seu perfume:

Notem também as “estrelas” em torno do frasco e da tampa.

A tampa é bastante parecida com a forma da medalha. Até mesmo o frasco imita o máximo possível à forma da medalha.

É terrivelmente irritante ver os símbolos sagrados de Nossa Senhora serem usados nas propagandas sensuais, por vezes até pornográficas, deste senhora que nunca se deu ao respeito e não mostra nenhum pela Mãe de Deus.

Que Deus e Nossa Senhora “acertem” as contas com ela no dia do Juízo Final.

Vamos fazer a nossa parte como filhos ofendidos da Virgem Santíssima por mais esta blasfêmia e acender agora mesmo uma VELA DA REPARAÇÃO por este pecado que fere o Coração de Nossa Mãe.

 

Com perservidade ainda maior revivem-se em nosso século as antigas perseguições do Império Romano – Parte 2

30, março, 2012 5 comentários

Leia aqui a Primera Parte

Cresce o ódio anticatólico em 2012

Na Somália, a lei islâmica Sharia castiga com morte por apedrejamento os convertidos ao cristianismo

A maior parte dessas perseguições é movida por sequazes do fanatismo muçulmano — indivíduos, grupos ou governos. Largamente tolerados no Ocidente, eles não admitem que em seus respectivos países alguém adore o verdadeiro Deus ou abrace a sua única Igreja — a católica — ou mesmo qualquer outra crença que não a islâmica. Fazê-lo é expor-se à morte.

Na Arábia Saudita, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, o ódio anticristão — e em particular o anticatólico — é ferrenho. Existem documentários relatando os maus tratos recebidos por católicos filipinos que lá trabalhavam e que depois de sofrerem com suas famílias — inclusive filhos pequenos — pena de prisão por prática religiosa no interior de suas casas, foram severamente punidos e depois expulsos do país. Uma dessas vítimas ficou presa 18 meses e, entre outros maus tratos, recebeu 78 chibatadas!

Há ainda outros grupos sectários perseguidores de cristãos, como os hindus e budistas, que movem análoga perseguição por fanatismo religioso em alguns lugares da Índia, do Siri Lanka e da Birmânia, em escala menor devido às limitações de sua própria irradiação.

Segundo informação de 13 de janeiro de 2012 da “Agência Fides”, houve na Índia, no decurso de 2011, mais de dois mil casos de perseguições contra cristãos, a metade das quais no estado de Kanataka, sul do país. Outros estados citados são Orissa, Gujarat, Madhya Pradesh e Chhattisgarh.

Detalhando mais a informação — baseada no “Relatório 2011” do Fórum Católico Secular (CSF), organização ecumênica fundada por católicos indianos e apoiada pelo Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Bombaim —, a “Agência Fides” noticia que o número de cristãos que sofreram agressões, ataques e perseguições elevou-se a 2.144, sem contar seus familiares, parentes e amigos, que constituem vítimas indiretas.

Tal número foi levantado com base em denúncias recebidas ou repercutidas na imprensa. Estima-se, contudo, que ele pode ser até três vezes maior. Para 2012 está previsto um incremento nas perseguições exercidas por grupos extremistas hindus, as quais são referidas pelo Relatório como “vírus que infecta a sociedade”.

Ao ódio islâmico soma-se o ódio comunista

Na Nigéria, país africano onde tem sido mais feroz a ofensiva islâmica, o dirigente da Associação Cristã da Nigéria (CAN), Ayo Oritsejafor, declarou que os ataques atuais contra os cristãos lembram a guerra civil que causou mais de um milhão de mortos nos anos 60, e poderiam significar uma “limpeza” religiosa. Os líderes cristãos decidiram então definir os meios necessários para se defender em face dos numerosos assassinatos praticados pelos perseguidores anticristãos. “Temos o direito legítimo de nos defender [...], custe o que custar” – advertiu, sem precisar que medidas seriam tomadas.

Respondendo a essas declarações, Khalid Aliyu, secretário-geral da Jama’atu Nasril Ilsam (JNI), que agrupa as organizações muçulmanas da Nigéria, declarou cinicamente: “Consideramos essas declarações como uma intimidação e uma ameaça contra os muçulmanos nigerianos”.

Desde o Natal, seis ataques visaram os cristãos, acarretando mais de 80 mortos. A maioria das investidas foi reivindicada pelo movimento islâmico Boko Haram, que deseja impor a sharia (lei islâmica) ao conjunto do país, o mais populoso da África, com 160 milhões de habitantes, informa a AFP.

Importa também mencionar as contínuas perseguições feitas pelos regimes comunistas chinês, vietnamita e norte-coreano — para citar apenas estes — contra os seguidores da fé católica e de outros credos, em grau maior ou menor. Mas nestas perseguições, como nas demais que analisaremos a seguir, está presente um germe não existente nas anteriores, pelo menos de modo explícito: o do igualitarismo, que é a metafísica e a espinha dorsal do socialismo e do comunismo.

Quanto ao regime comunista cubano — velho de meio século, já martirizou milhares de católicos nas suas insalubres prisões e no tétrico paredón.

Nesse ódio, o papel do Ocidente ex-cristão

Católicos nigerianos mortos pela sua fé em dezembro de 2011

Mas, enquanto tais modalidades de perseguições são promovidas por pagãos e comunistas, existe uma outra que, apesar de não usar da mesma violência física, não é menos grave ou cogente. Ao contrário das primeiras, que muitas vezes geram mártires, ela faz apóstatas.

Praticam-na governos, parlamentos, organizações internacionais e a mídia do próprio Ocidente outrora cristão, os quais fazem assim causa comum com comunistas e pagãos. Por meio de leis ímpias, de manifestações culturais blasfemas, de pressões favorecedoras de todo tipo de torpezas, além de outros meios, trabalham para alijar a religião e a moralidade da vida pública e privada, como também dos corações dos fiéis. Tudo em nome do laicismo de Estado!
Com uma agravante: enquanto nos países anteriormente citados a perseguição é praticada contra pessoas ou grupos de pessoas, no Ocidente ela se tem estendido até mesmo a nações. É o que está acontecendo no momento com a Hungria, ameaçada tenazmente por meio de uma curiosa frente inquisitorial comum, englobando a mídia, o governo Obama, a ONU e a União Europeia.

Seu “crime”? Ter “ousado” aprovar uma constituição baseada, entre outras coisas, em alguns princípios cristãos, estabelecendo que casamento é somente entre homem e mulher, proibindo toda e qualquer forma de aborto, e remontando à formação católica da nação húngara a partir do glorioso Santo Estevão.

Aos atuais opositores da Hungria — com a qual quase ninguém se incomodava na época em que gemia opressa pelo comunismo — pouco lhes importa que os mais disparatados absurdos e violações da própria Lei natural continuem sendo hoje perpetrados impunemente pelo regime comunista e ateu da Coréia do Norte contra uma população famélica e escravizada até em seus sentimentos!

Tampouco lhes importa minimamente o fato de televisões islâmicas fazerem emissões a países europeus e latino-americanos, incitando seus habitantes a aderir ao Alcorão e às suas derivações políticas. Só os indigna o fato de uma nação civilizada e soberana como a Hungria, adotar uma constituição baseada em preceitos do Evangelho para os quais a carta europeia atual voltou suas costas!

Também a Nigéria foi alvo da fúria do presidente norte-americano Barack Obama e do primeiro-ministro inglês David Cameron, que a recriminaram duramente e ameaçaram com sanções, pelo fato de naquele país africano, pobre em recursos materiais, mas rico em sanidade moral, terem sido aprovadas leis condenatórias de práticas homossexuais.

continua…

Fonte: Revista Catolicismo