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Textos com Etiquetas ‘Semana Santa’

Domingo de Páscoa – A vitória sobre a morte

24, abril, 2011 6 comentários

“Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!” (São Lucas 24, 5b-6).

Ressuscitou.

A morte não tem poder sobre o Filho do Homem. Jesus Cristo é o Senhor da vida e da morte. Em sua visão dos céus na Ilha de Patmos, São João viu Jesus, que lhe disse: “(…) Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”. (Apocalipse 1, 17-18)

Jesus venceu a morte, é o Senhor de tudo. E nós, como Seus filhos amados, somos co-herdeiros de Deus e convidados a sentar na mesa para o grande banquete celestial.

Celebremos a ressurreição de Cristo.

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Sábado de Aleluia

23, abril, 2011 4 comentários

Hoje é dia de vigília e comemoração de um novo nascimento humano, agora sem mácula, para a vida espiritual, pois as Escrituras se cumpriram e Cristo foi morto na cruz para expiação de nossos pecados.

Os verdadeiros cristãos revivem a esperança dos discípulos que, mesmo abatidos com a crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo, aguardaram Sua promessa de ressuscitar dentre os mortos e cear mais uma vez com eles.

A Luz de Cristo brilha eternamente e é simbolizada pelo Círio Pascal, em que estão escritas a primeira e a última letra do alfabeto grego – o ALFA e o ÔMEGA . Ele é o Princípio e o Fim!

Acenda uma vela virtual em no Oratório da Medalha Milagrosa, em agradecimento pelo infinito amor de Nosso Senhor Jesus Cristo – que morreu na cruz para nos dar a salvação eterna – bem como em gratidão pelas graças recebidas.

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Sexta-feira da Paixão – Ele levou sobre Si nossos pecados

22, abril, 2011 7 comentários

Paixão vem do Latim passione, que quer dizer sofrimento. Quando nos referimos à Sexta-feira Santa que precede a Páscoa como o dia da Paixão de Cristo, é exatamente o melhor termo para explicar o que ocorreu em Jerusalém há dois mil anos com Jesus.

Ele literalmente sofreu na pele a na alma todo o ódio de uma sociedade (e porque não dizer de uma humanidade?) que não entendeu a princípio Suas boas novas de salvação.

“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. ( São João 1.11)

Jesus foi açoitado, humilhado e obrigado a carregar a Sua própria cruz, até o lugar de Sua crucificação. Foi grande Seu sofrimento!

Agora imagine uma mãe ver o filho passar por tudo isso e não poder fazer nada.

Nossa Senhora padeceu junto com Seu Filho, sofreu e chorou cada segundo o Seu martírio, deve ter Se lembrado de quando Nosso Senhor era apenas uma criança e necessitava de Seus cuidados e proteção e ali, naquele momento de maior dor e agonia, assistia tudo de longe, podendo apenas interceder ao Pai Celestial para que aquilo acabasse o quanto antes e o Filho amado voltasse aos Céus.

Nesta Sexta-feira da Paixão, intercedamos a Maria, Nossa Mãe, para que Ela leve ao Seu Filho nossas súplicas e agradecimento por Ele ter pago preço tão alto por nós, sofrendo morte de cruz.

Lembremo-nos da promessa que não acaba no versículo 11 de São João 1, mas continua afirmando que: “(…) a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; (São João 1.12).


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Quinta-feira Santa

21, abril, 2011 3 comentários

Neste dia, várias irmandades saem às ruas. A Confraria de Nosso Senhor da Oração no Horto e Nossa Senhora da Esperança o faz às 11:30h da manhã. Túnica e capa brancas, com botões, faixas e­ chapéu cônico (capirote) verde. No primeiro andor os Apóstolos dormem, enquanto Nosso Senhor recebe o cálice do Anjo. No segundo Nossa Senhora repara, à distância, o abandono espiritual a que ficou reduzido o Redentor.


“Que situação tristíssima! Os Apóstolos estavam em decadência espiritual quando chegou a Paixão. No Horto das Oliveiras, dormiram o sono do preguiçoso, dominados pela tristeza, pelo aborrecimento e medo.

Apóstolos dormem durante a Agonia de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras
Nosso Senhor falava-lhes, e eles não davam atenção. O Divino Mestre alertava-os para a gravidade da situação, e eles se incomodavam mais ou menos.

Nosso Senhor chegou a censurá-los: ‘Uma hora não pudestes vigiar comigo?’ (Mt 26,40). Eles sabiam o que tinham de fazer, mas sua atitude era outra: dormiam.

Quando Nosso Senhor foi preso, eles fugiram. Até São João Evangelista, o discípulo amado, desapareceu também.

A solidão de Nosso Senhor no Horto pode dar impressão de fraqueza. Porém, é uma prova de seu prestígio. Era preciso prendê-Lo às ocultas, porque Ele podia arrastar as multidões em seu favor.

O Sinédrio reconhecia assim o prestígio e o poder de dominação de Nosso Senhor: Ele era tão poderoso que, dentro em pouco, seus inimigos cairiam. Por isso, apressaram a conspiração. E foi assim que Nosso Senhor determinou a hora de sua morte”.

No início da tarde, é a vez da Confraria de Nosso Senhor na Coluna e Maria Santíssima da Caridade. Cantando Desconsolo e o hino Caridade, os irmãos andam de preto, com botões e capas roxas. As trombetas rasgam o silêncio, o passo é lento. Os turiferários incensam intensamente o andor de Nossa Senhora.

Neste dia em que relembramos a Via Sacra de Nosso Senhor Jesus Cristo, resta-nos em silêncio, rezar em agradecimento a tão grandioso sacrifício que Cristo fez por nós. Acenda uma vela no Oratório da Medalha Milagrosa.

“Os algozes amarram-Lhe as mãos e levam-No para junto da coluna com bofetadas, empurrões e gargalhadas. A mansidão, a bondade, a voluntária incapacidade de defender-Se, contrastam com o ódio brutal, estúpido, cruel.

Ó estulta ilusão de que, amarrando-O, Ele estava preso! Seria só Ele dizer ‘corda, rompe-te’, e ela cairia no chão! Se Ele desse ordem, a corda transformar-se-ia em serpente e atacaria aqueles malvados.

O extraordinário é que Ele entregou-Se à flagelação. Podemos imaginar a doçura dos seus gemidos. O Corpo Santíssimo contorcia-Se, pedaços de carne caíam ao chão, e eram carnes do Homem-Deus! Ele, de pé, digníssimo, inteiramente manso, sem um protesto, apenas falando com o Padre Eterno.

Naquela hora, o Filho de Deus, dirigente supremo de todos os acontecimentos, deve ter considerado a obra bendita da Civilização Cristã na Idade Média, as catedrais, os mosteiros, os castelos, as cidades, a cultura florescendo pelos méritos da sua Paixão.

Mas viu também que, em certo momento, as nações católicas voltar-se-iam contra Ele e seriam dominadas por uma anti-civilização. A qual, por ser a negação de Deus pessoal, nega o homem como indivíduo e como pessoa. Nessa anti-civilização niveladora, os homens seriam declarados iguais e tornar-se-iam massa escrava da utopia anarco-comunista.

Sem propriedade, e portanto sem justiça; sem família, e portanto sem pureza; sem religião, e portanto sem sacralidade; sem tradição, e portanto sem história. É a inversão de todos os valores, um grande caos, um grande nada, dentro do qual são afogados os povos ex-cristãos.

É a tirania da matéria, da máquina, do anonimato, do ateísmo. Em uma palavra, o reino de Satanás.

Então Ele gemeu com o profeta David: ‘Quae utilitas in sanguine meo?’ (Sl 29,10) — ‘Que utilidade há nesse sangue que Eu derramo com tanta generosidade e abundância?’”

A Real Confraria do Santíssimo Cristo da Humildade e Nossa Senhora da Fé sai às 19:00h, ostentando túnica e capirote amarelo, capa grená, cíngulo, luva­­­s e sandálias amarelas.

Os componentes da banda de trombetas e tambores vestem-se como soldados romanos, verdugos de Cristo, representantes da gentilidade pagã.

“A coroa de espinhos, penetrando na fronte de Nosso Senhor, produziu lesões nervosas de estremecer. Nossa Senhora viu aquela coroa, o Sangue escorrendo, a sede tremenda, a febre altíssima, o Corpo todo contorcido. Ela, entretanto, queria tudo isto, como um sacerdote que imola a Vítima.

Eu tenho consciência do que custou a minha salvação? Eu faço idéia das dores que custaram ao Coração Imaculado de Maria as graças que eu tenho recebido? Como eu tenho correspondido? Que significado tem a minha ingratidão?

Acenda agora uma Vela em reparação de seus pecados.

Quantas faltas cometidas porque eu não quis evitar uma ocasião de pecado, ou recusar uma pequena mortificação! O Sangue de Cristo foi derramado para mim, e eu bordejei a perdição?

Mas Deus ainda me suportou nesta vida e esperou-me com graças novas, maiores do que as que eu havia recebido. Do flanco aberto de Nosso Senhor jorra misericórdia, e nos chama à contrição e à reconciliação magnífica com Ele. Há no Divino Redentor uma efusão de bondade e de carinho inimagináveis.

Ele viu também o seu Sangue frutificar naqueles que permanecem fiéis à ortodoxia [verdadeira doutrina], quando todo o mundo a abandona. Naqueles que compreendem o martírio da Igreja corroída pelo progressismo, sendo chamados a lutar por Ela e serem outros varões das dores”.

Os membros da Confraria do Cristo da Boa Morte percorrem as ruas na virada da noite, descalços, carregando um grande Crucifixo. A túnica e o capirote são pretos, com rendas e cinto branco. O cortejo avança em eloqüentíssimo silêncio.

“Podemos imaginar a formosura infinita de Nosso Senhor, a beleza de seu Corpo e a luminosidade de sua Face sagrada, na qual os princípios todos da estética do universo estavam condensados.

A graça dos movimentos de Nosso Senhor, a distinção do porte, a sobriedade das maneiras, a bondade, deviam irradiar um atrativo extraordinário. E quando Ele fala, quem pode imaginar o timbre de sua voz, as inflexões dela e a sua capacidade única de expressão?

Pois bem, Ele foi pregado na Cruz, disforme e sem formosura, reduzido a uma imensa chaga sanguinolenta. Essa grande vítima era a inocência por excelência. Aquele que nunca pecou, que é a personificação da virtude, que nunca teria que expiar, expiou em proporção desmesurada. Por quê? Por causa da gravidade de nossos pecados.

É de varar, de lado a lado, de compunção e tristeza, comparar Quem carregou os pecados com o pecador! O mais puro, o Sacrossanto, carregou por mim! Entretanto, dali origina-se uma confiança colossal. Porque quem foi comprado por preço tão imenso, por pouco que peça, pode esperar a graça que o reconduza à virtude e o leve ao Céu”.

Fonte: Revista Catolicismo


Páscoa da Ressurreição

4, abril, 2010 4 comentários

O vermelho fogo dos capirotes refulge sobre as túnicas e capas de cor neve. A Confraria de Jesus Ressuscitado e Nossa Senhora da Paz atravessa a cidade, cantando Resurrexit. Sobre um andor vermelho e dourado, Cristo ressuscitado surge esplendoroso. Logo atrás Nossa Senhora, toda em vermelho e ouro, contempla enlevada o triunfo do seu Divino Filho.
 
“Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.
O que o olhar d’Ele comunicou a Ela? O que Nossa Senhora, a criatura perfeita, teria dito, vendo-O e amando-O inteiramente?Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia, celebrando a Ressurreição. Nas ruas, os moleques espancavam bonecos de Judas. A Aleluia cantava-se por toda parte.

Como terá sido esse encontro?

CAPA24icoNós poderíamos imaginar que Ele tenha aparecido como Senhor esplendoroso — Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.Ou, pelo contrário, com um sorriso de afago que lembrava o seu primeiro olhar no presépio de Belém.

Foi o primeiro louvor que Nosso Senhor recebeu da sua Mãe, após a Ressurreição.

As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa. As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa. Da dor do Calvário nasceu a imensa alegria da Páscoa. A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.

Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante.

Quando Deus desvia a sua Face dos homens, são épocas de castigo. É como o sol que desaparece. Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade. Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.

Que o Divino Espírito Santo, pelos méritos de vossa Ressurreição, comunique aos que Vos são fiéis a força e o valor para congregar os bons e derrotar os inimigos da vossa Igreja.

Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã — nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano”.

Fonte: Catolicismo

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Sábado Santo

3, abril, 2010 Sem comentários

Quando se encerra a Sexta-Feira Santa, é a vez da Confraria do Santo Enterro de Cristo e Santo Sepulcro. Às 22:30h, ela sai trajada inteiramente de preto, com rendas brancas no peito. Num passo, Nossa Senhora, despojada de todo ornato, assiste à descida da Cruz. Num outro, Jesus morto é velado entre tochas acesas. Membros de todas as confrarias comparecem ao solene velório. O traslado de Jesus morto, com grande aparato e magnificência, seguido da visita ao monumento, onde jaz a imagem dos divinos despojos do Redentor, entram noite adentro e marcam o Sábado Santo.
 
CAPA23ico1“O que se passou com os Apóstolos enquanto Nosso Senhor estava no sepulcro? A Escritura nos diz pouco a esse respeito.

Qual terá sido o estado de espírito deles, quando Jesus morreu? A terra tremeu, o céu trovejou, o véu do Templo se rasgou e os cadáveres dos justos percorriam a cidade com espantosa severidade.

O que eles sentiram? Como deveriam estar abatidos, envergonhados e provavelmente dispersos!

Após o terremoto e as trevas, um trabalho misterioso da graça fê-los procurar Nossa Senhora. E procurando-A, encontraram-se uns aos outros.

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Quando a Igreja Católica é crucificada, é o momento de se aproximar especialissimamente de Nossa Senhora. Junto a Ela, confiar indefectivelmente na Igreja, amá-la acima de todas as coisas; vincularmo-nos a Ela, como filhos incondicionais.

Haverá um momento em que assistiremos à mais prodigiosa vitória da Igreja em todos os tempos.

Nossa Senhora predisse em Fátima: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’.

Toda vitória de Maria é [também] da Santa Igreja.

Fonte: Catolicismo

INSCREVA SEU NOME NA SANTA MISSA DE PÁSCOA, É TEMPO DE AGRADECER

2, abril, 2010 60 comentários

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O apóstolo Paulo, conhecido como 13º discípulo de Jesus, sempre dava graças a Deus pela salvação em Cristo, mesmo passando por inúmeras dificuldades.

Em sua carta para a igreja de Colossenses, ele diz: “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;” (Colossenses 1. 12-14).

É tempo de dar graças. A Semana Santa se aproxima e com ela a maravilhosa comemoração da vitória de Cristo na cruz, vencendo a morte para nos dar a vida eterna. Você já parou para pensar nisso?

Milhares pelo mundo esquecem de Jesus e Seu sacrifício por nós, e aguardam a chegada da Páscoa apenas para se deliciar com ovos de chocolate, descansar e se divertir no feriado prolongado.

E você? Lembra-se de agradecer a Jesus por Sua prova de amor tão grande? Creio que sim!

Por esta razão, a Associação Devotos de Fátima fará celebrar a Missa de Páscoa, no dia 4 de abril (próximo domingo), em louvor a Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é sua chance de agradecer e inscrever suas intenções nesta Missa.

Ligue agora mesmo para 0800 773 1119 (ou 4368 2253, se estiver em São Paulo) e participe. Não tem custo algum.

É tempo de rezar e celebrar! Vamos unir nossas preces a Virgem Maria, meditando sobre o infinito amor de Deus por nós, que enviou Seu Filho único para remir os nossos pecados.

Não perca tempo: ligue para 0800 773 1119 (ou 4368 2253, se estiver em São Paulo) e participe de nossa Missa de Páscoa.

Que Jesus e Sua Mãe lhe abençoem.

Sexta-feira Santa

2, abril, 2010 Sem comentários

Pouco após a meia-noite, a Confraria de Nosso Senhor na sua Sentença e Maria Santíssima das Penas inicia o cortejo desde a igreja de Santa Teresa. No andor, o Bom Jesus ouve a iníqua decisão de Pilatos. Os confrades vestem-se de preto, com capirote e cíngulo vermelhos.

CAPA20ico“O povo judaico gemia porque o Messias não vinha. Mas quando veio, se pôs a persegui-Lo. Ele praticou milagres, entusiasmou o povo.

A classe sacerdotal, a classe alta política, teve medo: ‘Quem é este homem que leva atrás de Si as multidões? O que restará do nosso poder? Ele é perigoso para nós!’.

A perseguição começou à maneira muito moderna: por uma guerra de calúnias e perguntas retorcidas, cheias de ciladas, montadas nos laboratórios da insinceridade. A resposta divina era simples, direta, luminosa e pulverizadora!

Pôncio Pilatos só O condenou devido a uma jogada política dos sacerdotes. Disseram eles: ‘Se tu não condenares Cristo à morte, tu não és amigo de César!’ (Jo 19,12).

E Pilatos, mole e de maneira vil, diante da idéia de perder o cargo de governador da Judéia, mandou matá-Lo.

Pilatos começou parlamentando com a populaça, e propôs: ‘Quem desejais que seja solto: Jesus ou Barrabás?’ (Mt 27,17). Barrabás era o chefe de um bando sedicioso.

Era o pináculo da infâmia e do malfazejo. Jesus era símbolo da dignidade do povo judeu. Ele era o descendente de David, a figura mais eminente do Antigo Testamento.

Só tinha passado pela Terra fazendo o bem. Pilatos, sempre centrista, achou que os judeus não seriam tão maus que chegassem a preferir Barrabás a Jesus.

Ele não compreendia que, quando os homens não seguem a Jesus, escolhem quase necessariamente Barrabás.

CAPA21icoA primeira e a maior revolução de todos os tempos explodiu na Semana Santa. A revolução é, por definição, uma revolta dos que devem estar em baixo, e devem amar e obedecer aqueles que estão acima.

Nosso Senhor possuía todos os graus possíveis de superioridade sobre todo o gênero humano. A missão dos judeus era reconhecê-Lo como Homem-Deus e submeter-se a seu doce império.

Fizeram o contrário. Não O reconheceram e não Lhe tributaram nem admiração nem obediência, por maldade, por inveja.

Não quiseram a sua Lei, porque eram corrompidos e Nosso Senhor ensinava a austeridade. Revoltaram-se e mataram-No.

Foi a maior das revoluções, porque nunca se praticará tanta infâmia contra uma tão alta autoridade.

A revolução protestante, a Revolução Francesa, a revolução comunista têm seu padrão arquetípico na revolta contra Nosso Senhor, o Rei dos reis.

Que a consideração de nosso Rei enxovalhado encha-nos de adoração e compaixão para com Ele e de indignação para com a revolução que O crucificou”.

Às 12:30h a Irmandade do Santíssimo Cristo da Expiração e Maria Santíssima das Dores desce às ruas.

A túnica e a capa são brancas, com bordas negras, o capirote é preto. No andor principal, encravado no Madeiro, Nosso Senhor entrega sua alma.

No andor seguinte Nossa Senhora, toda em preto e ouro e rendas brancas, apresenta uma espada afundada no coração.

“Nossa Senho­ra das Dores tem uma chaga no coração. Nunca a alma de uma mãe carregou ferida igual.

Ela é feita de todas as chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Coração Imaculado de Maria, traspassado pela espada, é a porta por onde nós chegamos às chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo.A Confraria de Nossa Senhora das Angústias desdobra magnífico cerimonial de exaltação de Nossa Senhora da Piedade. As vestimentas são brancas com galões e cruzes pretas nas costas. Três meninas vestidas de hebréias portam os atributos da Paixão.

CAPA22ico“Nosso Senhor exânime está no colo de sua Mãe virginal. Nossa Senhora é a ‘dona’ daquele cadáver e de todos os méritos infinitos d’Ele. Ela é a dispensadora de todas as graças da Redenção.

Nossa Senhora das Dores apela aos transeuntes de todos os séculos e países: ‘Ó vós todos, que passais pelo caminho, parai e vede se há dor igual à minha’.

Hoje é a Igreja que nos diz: ‘Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede se há uma dor igual à minha dor’. A Semana Santa é o momento de parar, de suspender a absorvente preocupação conosco, com nossa vidinha, e ver se há uma dor igual à dor da Igreja Católica”.


Tudo passa por meio d’Ela, e por mais extraordinário que seja o valor das divinas chagas, se não for por meio d’Ela, não obtemos nada.

A pungente cena fala-nos da grande pena que Ela teve de seu Divino Filho. Considerando a insondável tristeza de Nossa Senhora segurando o Corpo sem vida de Nosso Senhor, peçamos a graça do senso da Paixão de Jesus Cristo.

Muitos meditam sobre a Paixão com indiferença: ‘O que eu tenho a ver com isso?’. Minha Mãe, fazei que as dores de Cristo sejam as minhas, e dai-me a graça de ter constantemente diante de meus olhos a paixão tremenda que atravessa hoje a Santa Igreja Católica”.

A Confraria de Nossa Senhora da Soledade e Maria Madalena, entoando o Stabat Mater, sai em procissão ao escurecer, revestida de grande luto. Só o peito e a faixa são brancos.

A grande cruz processional é de prata, o estandarte de ouro. Nossa Senhora, toda em preto e ouro, só encontra o consolo de São João Evangelista.

“O Corpo de Nosso Senhor está lívido no sepulcro, completamente isolado. Fato tremendo e admirável é a solidão de Nossa Senhora. Quase sem amigos, Ela está sozinha e na angústia.

Há ocasiões também em que a Santa Igreja pode parecer morta. Mas Ela não morre nunca, e ressurge de todas as suas derrotas e humilhações.

Por mais conspurcada que pareça estar hoje, Ela ressurgirá, e depois do reinado da Revolução virá o Reino de Maria.

Presenciando as alterações, as falsificações e as imposturas que desfiguram a Santa Igreja aos olhos dos homens, compreendemos que Ela segue as pegadas de Jesus Cristo.

Quem entra em certas igrejas e vê, por exemplo, um pastor protestante oficiando junto com um padre católico, a imoralidade dos trajes, a impureza da doutrina, a extravagância das inovações arbitrárias, pode dizer: ‘Nossa Igreja está irreconhecível’.

Na hora em que a causa católica encontra-se como que em estado cadavérico no sepulcro, peçamos que Nossa Senhora nos infunda uma confiança inabalável de que veremos o triunfo do Reino d’Ela”.

No fim da Sexta-feira Santa, tem lugar a Procissão Geral da Semana Santa. Todas as confrarias, com seus andores, estandartes, cortejos, trombetas e tambores, saem desde a igreja de Santa Maria de los Reales Alcázares.

A pompa e o esplendor — trágico e grandioso, sublime e cheio de Fé — dominam as ruas da cidade, num clima de compunção e piedade.

CAPA18icoNo alvorecer da Sexta-Feira Santa, a Muito Antiga e Ilustre Confraria de Nosso Pai Jesus Nazareno põe-se em movimento. A túnica, capirote, escapulário e cín­gulo são roxos, as luvas e sapatos pretos.

À frente, o andor do Nazareno, com o Madeiro às costas. Atrás, Nossa Senhora caminha a seu encontro. Num outro andor, chegam a Verônica e São João Evangelista.

“Nosso Senhor subia, seguindo sua Via Sacra, quando encontrou Nossa Senhora. Ele foi o mais amoroso dos filhos e Ela foi a mais perfeita das mães.

Como Ela há de ter chorado, vendo-O nessa deplorável situação! Como Ele há de ter chorado, vendo-A presenciar o seu infortúnio tremendo!

Cada um de nós tem uma cruz a carregar. Cada um desejaria ser algo que não é, ter algo que não tem, poder algo que não pode, fazer algo que não faz.

É preciso nossa renúncia, para sermos e fazermos o que não queremos, mas que está no sentido da nossa vocação.

Que Nosso Senhor nos dê o amor à nossa cruz, como o que Ele teve à sua Cruz. Em vez de tomar o Santo Lenho com horror, o Redentor abraçou-o e beijou-o, porque com ele cumpriria a sua missão na Terra.

Nossa cruz consiste em cumprirmos nossa missão. Abracemo-la com muitas lágrimas e carinho, dizendo: ‘À força de rezar e de pedir, eu levarei esta minha cruz até o alto de meu calvário!’.

Nossa Senhora acompanhar-me-á, como acompanhou Nosso Senhor, abençoando o meu martírio interior, porque Ela deseja que todos os seus filhos passem por onde passou o seu Filho adorável”.

A Irmandade de Nosso Pai Jesus da Queda e Maria Santíssima da Amargura inicia o seu desfile às 10:30h. A túnica é branca; capirote, capa e cinto roxos. No primeiro andor, Jesus cai sob o peso da Cruz. No segundo, Nossa Senhora estremece de dor.

CAPA19ico“Nosso Senhor assumiu todas as formas e graus de dor como um rei que vai para a coroação. Com passo digno, sereno, firme, sem hesitação!

Com uma probidade e uma integridade que lembram o ‘Ecce Ancilla Domini, fiat mihi secundum verbum tuum’ [Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra], a frase pronunciada por Nossa Senhora.

Nada Lhe foi poupado, quer física, quer espiritualmente. Ele ingressou no abismo mais profundo do sofrimento com passo de herói, e apresentou-Se resplandecente de dor ante a justiça do Padre Eterno. Assim salvou o gênero humano.

Como isto é útil para vencer a minha moleza! No caminho oposto àquilo para o que eu tendo, encontra-se toda a sublimidade, beleza e santidade de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Em cada passo, aconteceu-Lhe o pior possível. Ele aceitou isso por inteiro, sem um minuto de adiamento. Jamais pediu que tivessem pena d’Ele, ou que adiassem algo.

Caiu debaixo da Cruz, porque suas forças não suportaram o sofrimento. Mas, logo que pôde, levantou-Se e continuou”.

Fonte: Catolicismo

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