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A gravidade da situação do mundo conforme a Mensagem de Fátima

24, janeiro, 2012 11 comentários

(extrato do artigo “A Devoção ao Coração de Maria salvará o Mundo do Comunismo”, na Revista Catolicismo, número 30, junho de 1953)

Nossa Senhora falou pois ao mundo.

Ela descreveu a situação como gravíssima, apontou como causa desta situação a espantosa decadência moral da humanidade, ameaçou-nos com terríveis punições terrenas – nova guerra, alastramento mundial dos erros do comunismo, perseguições à Igreja — e com uma punição eterna mil vezes pior — o inferno — se não nos emendarmos, e por fim prescreveu os meios necessários para que cheguemos à emenda e evitemos tantos castigos.

Em que pese a alguns doidivanas que fecham os olhos à realidade mais evidente e se comprazem em afirmar que está em ordem com Deus este mundo em que vivemos, de dúvida, de naturalismo, de indisciplina moral e de adoração da felicidade terrena, é preciso crer o contrário, pois é o contrário que Nossa Senhora nos diz.

É bem certo que alguns sociólogos evolucionistas, muito mais evolucionistas do que sociólogos, se deleitam em dizer que o dia de hoje é melhor que o de ontem, e que o de amanhã será necessariamente melhor do que o de hoje.

 

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De outro modo, por mais que o progresso material, a medicina, as finanças, as diversões, o conforto da vida enfim se desenvolvam, caminhamos para um grande e universal colapso.

Também não faltam, infelizmente, teólogos otimistas, que criam em torno de si uma agradável atmosfera de simpatia afirmando que quase ninguém se condena ao inferno.

Nossa Senhora contudo ensina o contrário, e o faz não só por palavras como ainda com o argumento invencível do fato concreto: abre o inferno aos olhos dos pastorinhos aterrorizados, para que contem ao mundo inteiro o que viram. E é em Nossa Senhora e não em certa teologia morna, de água de flor de laranjeira, que cumpre crer.

Fátima, numa visão de conjunto

8, janeiro, 2012 14 comentários

Quanto ao relato das diversas aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, em 1917, e posteriormente à Irmã Lúcia, é útil a mais de um leitor fazermos uma análise sucinta dos múltiplos aspectos que essas importantes manifestações da Santíssima Virgem contêm.

1 – Para se entender o conjunto de visões comunicações com que Lúcia, Francisco e Jacinta foram favorecidos, é preciso ter em vista, antes de tudo, a doutrina católica sobre a comunhão dos santos. As preces e méritos de uma pessoa podem beneficiar outra. Assim, as orações, os sacrifícios e o holocausto da própria vida, oferecidos pelas três crianças, máxime depois de espiritualmente beneficiadas pelas aparições da Rainha de todos os Santos, é lógico que pudessem aproveitar a um grande número de almas, e até a nações inteiras. Nossa Senhora veio, pois, solicitar orações e sacrifícios aos três. A Jacinta e Francisco, pediu também o holocausto da vida como vítimas expiatórias pelos pecados dos homens. A Lúcia pediu que ficasse neste mundo para o cumprimento de uma missão da qual adiante falaremos.

2 - Outro pressuposto para a intelecção dos acontecimentos de Fátima é a mediação universal de Maria Santíssima. Ela atua, em todos, como a Medianeira suprema e necessária – por livre vontade de Deus – entre o Redentor ofendido e a humanidade pecadora. Mediadora, de outro lado, sempre ouvida, e enquanto tal exercendo uma verdadeira direção sobre os acontecimentos. Mediadora régia, que será glorificada com a vitória de seu Coração materno. O que é a mais requintada expressão da vitória do próprio Deus.

3 - Falando aos pequenos pastores, quis Nossa Senhora falar ao mundo inteiro exortando todos os homens à oração, à penitência, à emenda de vida. De modo especial, falou Ela ao Papa e à Sagrada Hierarquia, pedindo-lhes a consagração da Rússia ao seu Coração Puríssimo.

4 – Estes pedidos a Mãe de Deus os fez em vista da situação religiosa em que se encontrava o mundo na época das aparições, isto é, em 1917. Nossa Senhora apontou tal situação como altamente calamitosa. A impiedade e a impureza haviam dominado a terra a tal ponto, que para punir os homens explodira a verdadeira hecatombe que foi a Grande Guerra. Essa conflagração terminaria em breve, e os pecadores teriam tempo para se emendar ao apelo de Fátima. Se esse apelo fosse ouvido, a humanidade conheceria a paz. Caso não fosse ouvido, viria outra guerra, mais terrível ainda. E, caso o mundo ainda continuasse surdo à voz de sua Rainha, uma suprema hecatombe, de raiz ideológica e de porte universal, implicando em uma grave perseguição religiosa, afligiria todos os homens trazendo grandes provações para o Romano Pontífice: “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja… O Santo Padre terá muito que sofrer”.

5 - Quebrada assim, ao longo de toda uma cadeia de calamidades, a dura cerviz da humanidade contemporânea, haverá, em larga escala, uma conversão das almas. Tal conversão será especificamente uma vitória do Coração Puríssimo da Mãe de Deus: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará…”. Será o reinado de Maria sobre os homens…

6 - No intuito de mais eficazmente incitar a humanidade a acolher essa mensagem, Nossa Senhora fez ver aos seus três confidentes as almas condenadas ao inferno. Quadro trágico por eles descrito de modo admirável, e próprio a reconduzir à virtude os pecadores endurecidos. Essa visão lúgubre bem mostra quão profundamente estão enganados os que afirmam ser inadequada para os homens deste século a meditação sobre os tormentos eternos.

7 - A fim de provar a realidade das aparições, e portanto a autenticidade da mensagem, a Virgem dispôs três ordens de acontecimentos:

a) Afluência de grande número de espectadores, no momento em que Ela falava aos videntes. Embora somente estes fossem os destinatários imediatos da mensagem, os circunstantes, fazendo uso de uma penetração psicológica comum, podiam certificar-se de que as três crianças não mentiam nem eram objeto de uma ilusão, ao afirmar que estavam em contato com Nossa Senhora, mas realmente ouviam um ser invisível para os outros, ao qual falavam.

b) O prodígio das transformações cromáticas e dos movimentos do sol. Esse prodígio se fez notar em uma zona tão maior do que o local das aparições, que não pode ser explicado por um fenômeno de sugestão coletiva ( sumamente difícil de ocorrer, aliás, com as 50 a 70 mil pessoas que se achavam na Cova da Iria ).

c) Confirmou-se a profecia de que, pouco depois das aparições de Fátima, a primeira guerra mundial chegaria ao fim. Como igualmente se confirmou a profecia de que, não se emendando a humanidade, uma outra guerra mundial eclodiria. A luz extraordinária que iluminou os céus da Europa antes da segunda conflagração foi um fato observado em vários países e universalmente conhecido. A Senhora prevenira os videntes de que este seria o sinal da punição iminente. E pouco depois a punição veio.

d) A previsão do castigo supremo, que é a difusão do comunismo, começou a realizar-se pouco depois das aparições. É importante notar que a Santíssima Virgem anunciou que “a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”, mas que, por ocasião dessa profecia – 13 de julho de 1917 – a expressão era mais ou menos ininteligível. Com efeito, o czarismo acabava apenas de cair, substituído pelo regime ainda burguês de Kerensky, e não se podia saber quais seriam esses erros russos. Pois manifestamente não se tratava aí da difusão da religião greco-cismática, mumificada e privada de qualquer força de expansão. Assim, a ascensão dos marxistas ao poder na infeliz Rússia, no mês de novembro de 1917, já foi um eloqüente começo de confirmação da profecia. Em seguida, o Partido Comunista russo iniciou a propagação mundial dos seus erros, o que acentuou ainda mais a coincidência entre o que a Virgem anunciara e o curso dos acontecimentos. Depois da segunda guerra mundial, a expansão comunista se acentuou ainda muito mais, porque numerosas nações, subjugadas pela fraude e pela força, caíram sob domínio soviético. A URSS se converteu assim em um perigo mundial. E uma agressão comunista é hoje como que uma espada de Dâmocles suspensa sobre o Ocidente. Desse modo, a ameaça formulada por Nossa Senhora, que poderia parecer confusa e inverossímil em 1917, se apresenta em 1967 como um perigo que faz estremecer toda a terra.

Ante estas afirmações de uma grandeza apocalíptica, é preciso fazer uma observação. O mundo de hoje se vai dividindo cada vez mais em duas famílias de almas.

Uma considera que a humanidade é presa de um feixe de erros e de iniqüidades, as quais começaram na esfera religiosa e cultural com o humanismo, a Renascença e a Pseudo-Reforma protestante. Tais erros se agravaram com o iluminismo e o racionalismo, e culminaram na esfera política com a Revolução Francesa. Do terreno político passaram eles para o campo social e econômico, no século XIX, com o socialismo utópico e com o socialismo dito científico.

Com o advento do comunismo na Rússia, toda essa congérie de erros passou a ter um começo de transposição, incipiente mas maciça, para a ordem concreta dos fatos, nascendo daí o império comunista moloch que vai desde o coração da Alemanha até o Vietnã, e cuja unidade ( a divisão em “linha russa” e “linha chinesa” não passa de um “bluff” propagandístico ) é indiscutível.

Ao mesmo tempo, sobretudo a partir da Grande Guerra, a moralidade se pôs a declinar com rapidez espantosa no Ocidente, preparando-o para a capitulação ante o comunismo, o qual é a mais audaciosa expressão doutrinária e institucional da amoralidade. A concepção histórica contida nessas considerações se encontra exposta no artigo “A cruzada do século XX” publicado no primeiro número desta folha. Procuramos dar-lhe um mais amplo desenvolvimento no ensaio “Revolução e Contra-Revolução”, que “Catolicismo” estampou em seu nº 100. Por fim, encontra-se ela enunciada com grande elevação e clareza no histórico documento em que duzentos Padres do II Concílio Ecumênico do Vaticano, por iniciativa dos Exmos. Revmos. Srs. D. ANTONIO DE CASTRO MAYER e D. GERALDO DE PROENÇA SIGAUD, pediram uma nova condenação do marxismo. Para as incontáveis almas de todos os estados, condições de vida e nações, que condividem este modo de pensar, a mensagem de Fátima é tudo quanto há de mais coerente com a doutrina católica e com a realidade dos fatos.

Há também outra família de almas, para a qual os problemas do mundo contemporâneo pouca ou nenhuma relação têm com a impiedade ( considerada enquanto desvio culposo da inteligência ) e a imoralidade.

Nascem eles exclusivamente de equívocos involuntários, que uma boa difusão doutrinária e um conhecimento objetivo da realidade podem dissipar. Esses equívocos resultam, aliás, de carências econômicas. Filhos da fome, morrerão quando no mundo não houver mais fome. E não morrerão antes disto. Com o auxílio da ciência e da técnica, a crise da humanidade se resolverá. Não só isto. Não havendo como nota tônica das catástrofes e dos perigos em meio aos quais nos debatemos, o fator culpa, a noção de um castigo universal se torna incompreensível. Tanto mais quanto, para esta família de almas, o comunismo não é intrinsecamente mau, e com ele são possíveis acomodações que evitem incômodas perseguições.

É claro que por amor à brevidade a descrição dessas duas famílias de almas esquematiza algum tanto o panorama. Entre uma e outra há muitas gamas. Não haveria porem espaço para retratá-las aqui. Na medida em que qualquer das correntes intermediárias se aproxima de um pólo ou do outro, para ela se vai tornando compreensível ou incompreensível a mensagem de Fátima. Fátima se encontra pois, neste sentido, como um verdadeiro divisor de águas das mentalidades contemporâneas.

De qualquer forma, exceção feita da parte ainda mantida em segredo, os pedidos, as admonições, as profecias ( todos com mero caráter de revelações particulares, é bem de ver… ) da Cova da Iria estão lançados e em larga via de confirmação. Aos cépticos dizemos: “Qui vivra verra…”

Dar-se-ão os acontecimentos previstos em Fátima, e ainda não realizados até aqui? É a pergunta que a humanidade contemporânea faz. Em princípio, não há como duvidar. Pois o fato de uma parte das profecias já se haver realizado com impressionante precisão prova o caráter sobrenatural delas. E, provado tal caráter não há como pôr em dúvida que a mensagem celeste se cumpra até o fim.

Mas, poderia alguém objetar, as profecias de 13 de julho de 1917 têm um cunho condicional. Elas se realizariam caso o Papa e, em união com ele, os Bispos não fizessem a consagração da Rússia e do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Ora, tal consagração foi feita por Pio XII quanto ao mundo ( em 1942 ) e quanto à Rússia em particular ( 1952 ). Logo, é de esperar que os castigos previstos pela Senhora do Rosário não ocorrerão…

A esta objeção duas respostas podem ser dadas.

Primeiramente, conforme palavras de Nosso Senhor à Irmã Lúcia, em 1943, por ela referidas em carta ao Bispo titular de Gurza, a consagração do mundo feita por Pio XII, se bem que tenha sido do divino agrado, não preencheu todas as condições formuladas pela Mãe de Deus. Em conseqüência, parece discutível que tal consagração tenha por efeito afastar as calamidades previstas. A essas palavras comunicadas por Nosso Senhor à Irmã Lúcia cumpre dar todo o crédito, pois, tendo ela ficado nesta vida com uma missão concernente à mensagem de Fátima, é normal que receba do Céu comunicações dessa natureza, próprias a orientar o mundo sobre a interpretação a ser dada à mesma mensagem, bem como sobre a relação desta com o desenrolar dos acontecimentos. E por isto mesmo é normal também que Jesus e sua Mãe dêem à Religiosa fiel e tão amada pelos Sagrados Corações toda a assistência para que desempenhe essa missão sem cair em erro nem induzir ao erro a humanidade.

Em segundo lugar, sobreleva notar que, na Cova da Iria, Nossa Senhora formulou duas condições, ambas indispensáveis para que se desviassem os castigos com que Ela nos ameaçava.

Uma dessas condições era a consagração. Digamos que esta tenha sido realizada da maneira pedida pela Santíssima Virgem. Resta a segunda condição: a divulgação da prática da Comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados. Parece-nos evidente que essa devoção não se propagou até hoje pelo orbe católico na medida desejada pela Mãe de Deus.

E há ainda outra condição, implícita na mensagem mas também ela indispensável: é a vitória do mundo sobre as mil formas de impiedade e de impureza que o vêm dominando. Tudo indica que esta vitória não foi alcançada, e, pelo contrário, que nos aproximamos cada vez mais do paroxismo nesta matéria. Assim, uma mudança de rumo da humanidade se vai tornando cada vez mais improvável. E, à medida que caminhamos para esse paroxismo, mais provável se vai tornando que estejamos caminhando para a efetivação dos castigos…

Cumpre aqui fazer uma observação. É que, a não serem vistas as coisas assim, a mensagem de Fátima seria absurda. Pois se Nossa Senhora afirmou em 1917 que os pecados do mundo haviam chegado a um tal cúmulo que clamavam pelo castigo de Deus, não pareceria lógico que esses pecados continuassem a crescer durante cinqüenta anos, o mundo se recusasse obstinadamente e até o fim a ouvir o que lhe foi dito em Fátima, e o castigo não viesse. Seria o mesmo que se Nínive não tivesse feito penitência e contudo as ameaças do Profeta não se verificassem.

De mais a mais, a própria consagração pedida por Nossa Senhora não teria por efeito afastar o castigo se o gênero humano continuasse cada vez mais aferrado à impiedade e ao pecado. Pois enquanto tal se desse, a consagração conservaria algo de incompleto e despido de conteúdo real.

Em resumo, desde que não se operou no orbe a imensa transformação espiritual pedida na Cova da Iria, vamos cada vez mais caminhando para o abismo. E, à medida que caminhamos, aquela transformação se vai tornando sempre mais improvável.

Entra aqui o famoso assunto da parte ainda não revelada do segredo de Fátima. Conterá ela talvez palavras de perdão e de paz que nos deixem esperar uma indefinida impunidade para esse indefinido crescimento da impiedade e da impureza? A isto devemos dizer, desde logo, que não conseguimos perceber o que haja de piedoso em tal idéia. Em situações análogas – de um mundo surdo e recalcitrante até o fim – as almas santas do Antigo e do Novo Testamento sempre preferiram a misericórdia à justiça, e o perdão ao castigo. Mas sempre preferiram o castigo ao espetáculo da impiedade vitoriosa escarnecendo impunemente e por tempo indefinido da majestade de Deus.

Ademais, parece absurdo admitir que Nossa Senhora tenha feito uma mensagem pública asseverando que sem emenda de vida o mundo incorreria em terríveis castigos, e uma mensagem privada na qual afirmasse de um ou de outro modo que na mesma hipótese ocorreria o contrário.

O que importa é, pois, rezar, sofrer e agir para que a humanidade se converta. E isto com redobrado empenho, porque senão o castigo está às portas.

Um segredo é um segredo. E, em boa lógica, ninguém pode tirar deduções do seu conteúdo, já que não o conhece.

Entretanto, não é fora de propósito fazer aqui uma conjetura. A parte ainda não divulgada do segredo provavelmente contém pormenores assustadores sobre o modo pelo qual se cumprirão os castigos anunciados em Fátima. Pois só assim se explica porque possa parecer duro publicá-la. Se ela contivesse perspectivas distensivas, tudo leva a crer que já estaria publicada.

É bom que, ao fim destas reflexões, nosso espírito se detenha na consideração das perspectivas últimas da mensagem de Fátima. Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis, para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante.

Para obviar o castigo na tênue medida em que é obviável, obter a conversão dos homens na fraca medida em que segundo a economia comum da graça ela é ainda obtenível antes do castigo, para apressar o quanto possível a aurora bendita do Reino de Maria, e para nos ajudar a caminhar no meio das hecatombes que tão gravemente nos ameaçam, o que podemos fazer? Nossa Senhora no-lo indica: o afervoramento na devoção a Ela, a oração, a penitência.

Para estimular-nos à oração, revestindo-Se sucessivamente dos atributos próprios às invocações de Rainha do SS. Rosário, de Mãe Dolorosa e de Nossa Senhora do Carmo, Ela nos indicou quanto Lhe é grato ser conhecida, amada e cultuada por esta forma.

Outrossim, insistiu a Virgem de Fátima de modo muitíssimo especial sobre a devoção ao seu Imaculado Coração. Referiu-se Ela a seu Coração sete vezes nas suas mensagens ( e Nosso Senhor, nove ).

Assim, o valor teológico, aliás já tão comprovado, da devoção ao Imaculado Coração de Maria, encontra em Fátima uma preciosa e impressionante corroboração. De outro lado, a insistência da Santíssima Virgem prova à evidência a altíssima oportunidade dessa devoção.

Quem toma a sério as revelações de Fátima deve, pois, inscrever o incremento da devoção ao Coração Puríssimo como um dos mais altos desideratos de um sadio “”aggiornamento” da piedade.

Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira

Recado de Nossa Senhora de Fátima (emocionante)

16, outubro, 2011 302 comentários

O que você tem feito pela salvação de sua alma ?

Tenha seu nome, o nome de seus familiares e seus pedidos levados até a Missa de Nossa Senhora de Fátima.

Para isto ligue até às 18h00 para 0800 773 11 19 (ou 4368 2253 para São Paulo)

Fátima, a crise mundial e a solução

27, agosto, 2011 10 comentários

Não há sobre a Terra uma só nação que não esteja a braços, em quase todos os campos, com crises gravíssimas.

“Se analisarmos a vida interna de cada país, notaremos nele um estado de agitação, de desordem, de desbragamento de apetites e ambições, de subversão de valores que, se já não é a anarquia franca, em todo o caso caminha para lá.

“Nenhum estadista de nossos dias soube ainda apresentar o remédio que corte o passo a esse processo mórbido, de envergadura universal.

“Mas, para a gravidade desta crise universal, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima abre os olhos dos homens, apresentando-lhes uma explicação à luz dos planos da Providência Divina, e também indicando-lhes os meios necessários para evitar a catástrofe.

“É a própria história de nossa época, e mais do que isto o seu futuro, que nos é ensinado por Nossa Senhora.

“A época contemporânea tem um privilégio: em Fátima, Nossa Senhora veio falar aos homens.

“Ela, a um tempo, explica os motivos da crise e indica o seu remédio, profetizando a catástrofe caso os homens não a ouçam.

“De todo ponto de vista — pela natureza do conteúdo como pela dignidade de quem as fez — as revelações de Fátima sobrepujam, pois, tudo quanto a Providência tem manifestado aos homens na iminência das grandes borrascas da História.”

Por Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, maio/1953

A verdadeira causa da crise contemporânea

4, julho, 2011 9 comentários

Não há uma só aparição da santa Mãe de Deus que não insista sobre um fato: os pecados da humanidade se tornaram de um peso insuportável na balança da justiça divina. Esta a causa recôndita de todas as misérias e desordens contemporâneas. Os pecados atraem a justa cólera de Deus. Os castigos mais terríveis ameaçam, pois, a humanidade. Para que não sobrevenham, é preciso que os homens se convertam. E para que se convertam, é preciso que os bons orem ardentemente pelos pecadores e ofereçam a Deus toda a sorte de sacrifícios expiatórios.

Vemos que o pensamento constante de todas as mensagens de Nossa Senhora é este. O mundo está a braços com uma terrível crise religiosa e moral. Os pecados cometidos são incontáveis. E são a verdadeira causa da desolação universal. O modo mais acertado para remediar seus efeitos consiste na oração e na reparação.

Reze e acenda aqui uma Vela da Reparação ao Imaculado Coração de Maria

Os católicos, por espírito de acomodação, por oportunismo, pelo desejo pueril de concordar em tudo com este século, para o conduzir por vias extremamente problemáticas a uma conversão quimérica, pensam, agem, sentem-se neste mundo de crise e de derrocada como se estivessem no século XIII, com São Luís reinando em França, São Fernando em Castela, Santo Tomás de Aquino e São Boaventura iluminando a Igreja com o esplendor de sua ciência e de sua virtude. [...].

Esses católicos, muitas vezes quarentões ou mais do que isso, entram freneticamente na farândola dos despreocupados e entoam loas e hinos a uma situação que a outros arranca gemidos de angústia e até gritos de dor. E se há quem lhes deseje abrir os olhos, enfurecem-se. Tolerantes para com tudo e para com todos, não podem suportar que se mostre a gravidade da situação em que estamos.

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Excertos do artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, Catolicismo, maio/1953

Fonte: Revista Catolicismo

Últimas lembranças dos missionários capuchinhos, após cada missão, para atender a Mensagem de Fátima

9, abril, 2011 14 comentários

Clique na imagem e veja como receber uma Estampa de Nossa Senhora de Fátima

1— A vida é breve… o tempo vale a eternidade. Tens uma só alma a salvar.

2— Quem dorme em pecado, ao inferno está arriscado.

3 — A emenda da vida requer uma boa Confissão e a Comunhão nos Primeiros sábados.

4 — A oração requer a reza do Terço diário em família.

5— A santificação  da Família requer a Entronização no lar da Imagem do Coração de Jesus e do Coração Imaculado de Maria, segundo a fórmula própria.

6 —A santificação do trabalho requer a resignação e o amor, trabalhando não só pelo salário, mas também porque Deus o quer.

Dizei todas as manhãs: “Seja todo este dia um novo louvor à Virgem Maria”.

7—A educação dos filhos requer a instrução religiosa dos mesmos no próprio lar, no estudo do catecismo e na leitura de bons livros e revistas católicas.

8—Morre-se uma só vez e, com frequência, repentinamente. Reze sempre, antes de deitar, o ato de contrição.

9- Traga sempre contigo o Escapulário (ou bentinho) de Nossa Senhora do Carmo. Que em suas mãos também trouxe Nossa Senhora na última aparição em Fátima.

O que importa é a pureza da água?

3, abril, 2011 5 comentários
Adolpho Lindenberg
Do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

O jornal “O Estado de S. Paulo”, no dia 25 de Março, publicou a seguinte notícia:

Imagem de Nossa Senhora de Akita (Japão), que milagrosamente verteu lágrimas em 1973

“Censos nacionais dos últimos cem anos mostram que a religião está ameaçada em nove países. Os habitantes da Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suiça, estão cada vez mais longe de qualquer fé. O status econômico dos avessos à religião explicaria sua influência sobre os demais no longo prazo”.

O que torna essa notícia especialmente apocalíptica é o fato de nela figurarem dois países com sólidas tradições católicas – a Áustria e a Irlanda.

O que se deveria esperar, o lógico, o normal, seria que os episcopados dessas nações se apressassem em desmentir tão insólita informação. Mas tal não aconteceu, ao menos por enquanto. E por qual razão?

A resposta é simplérrima. Acontece que os senhores bispos estão preocupadíssimos, alarmadíssimos, com as ameaças ambientais – a pureza das àguas, por exemplo. Com essa disposição de espírito e com essa fonte de preocupações, compreende-se facilmente seu desinteresse pela pureza dos costumes e pela perda da fé em suas dioceses.

Essa notícia nos remete às lamentações de Nossa Senhora em Fátima (Portugal, 1917) e em Akhita (Japão, 1973):

“Se os homens não deixarem de pecar, de ofender a Nosso Senhor Jesus Cristo, virão sobre a Terra castigos terríveis”.

Acenda aqui uma vela no Oratório da Medalha Milagrosa por suas intenções e reparação dos pecados.


Nossa Senhora de Fátima – “Nossa Senhora da Realidade”

18, janeiro, 2011 6 comentários

“Os pedidos feitos por Nossa Senhora, em Fátima, não foram levados a sério. O mundo chegou, portanto, aonde estamos…

“É fácil sentar-se e apontar os dedos para quem é a culpa; nós, entretanto, os que dedicamos ao apostolado santo, temos uma grande responsabilidade em aderir a seus pedidos e trabalhar com afinco para promover a mensagem de Nossa Senhora.

“Ela vai vencer, no final, mas temos que travar uma batalha intensa e por vezes árida, para que isso aconteça quanto antes.

“Que todos nós possamos, desinteressados, resolutos e eficientes, começar desde agora.”

A realidade é melhor do que o otimismo ou pessimismo

O texto acima provém de uma alma que vê a realidade, e não tenta viver no reino da ilusão. Ele resume a realidade da vida, que é a batalha contra a concupiscência que herdamos do pecado original e contra nossos tríplices inimigos – o mundo, o demônio e a carne.

É claro que estamos falando aqui de uma batalha espiritual, pela conquista das almas para Deus, na luta mais difícil, porém mais gloriosa, de todas.

Em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora mostrou às crianças como as almas se precipitavam no inferno. Dir-se-ia que foi um “remédio muito forte” … ainda mais para as crianças pequenas! Em seguida, predisse uma série de acontecimentos catastróficos, com sofrimentos inauditos, caso a humanidade não se convertesse. Outra “dose” de “medicamentos fortes”: porém anúncio da realidade!

Finalmente, depois de dar todas as notícias “ruins”, Nossa Senhora prometeu-lhes glorioso triunfo, dizendo: “No fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!”

O fato de que Nossa Senhora ter falando, antes, de tempos muito ruins, e de muitos sofrimentos, é importante. Ela não foi diretamente às boas notícias. Falou, primeiro, sobre a má notícia. Só depois Ela deu a boa notícia, o que aumenta a beleza e a glória do seu triunfo. Serve para realçar seu poder sobre o mal.

Portanto, se formos cegos para as más notícias e não analisarmos atentamente o que está acontecendo no mundo, sob a ótica das aparições de Nossa Senhora em Fátima, não estamos seguindo o exemplo da Virgem Maria. E não estaremos preparados para as grandes e derradeiras provas que se avizinham.

E, por recusar a ver a realidade como ela é, cairemos em dois lamentáveis estados de espírito:

a) considerar que as coisas estão demasiadamente ruins, porém não pedir auxílio a Deus, para não desanimar;

b) Não tomar em consideração o poder de Deus para superar esses terríveis males que afligem o mundo, neste momento.

Devemos lembrar que Deus é todo poderoso. E Ele nunca irá pôr-nos numa situação que está acima de nossas forças.

 

Com as tragédias das fortes chuvas no Brasil, muitos dizem que a natureza está revoltada. Mas afinal, quem criou tudo o que há na Terra? Este é Quem realmente se revolta com a incredulidade humana.

Devemos acompanhar as notícias para saber o que de fato está acontecendo

As pessoas devem estar bem informadas e, portanto, cientes daquilo que as envolvem e afetam. No entanto, o ser completamente objetivo implica ver a realidade como ela é, totalmente sem véus ou preconceitos.

Não raro a ponderação das notícias se faz apenas sob o impacto sensível de seus efeitos imediatos, positivos ou negativos, sem especial atenção à causa ou fim últimos. O que muitas vezes leva à depressão ou a uma sensação de desesperança.

Também é aconselhável “ler entre as linhas”, com certa desconfiança, já que muitos jornais ou veículos de comunicação procuram aproveitar a ocasião para manipular os acontecimentos no sentido de favorecer ideologias ou moral anti-cristãs. Os relatos e os comentários podem ser habilmente formulados com a intenção de contrariar a boa e consagrada formação católica, agindo primeiramente nas tendências das pessoas para depois propagar falsos princípios religiosos, filosóficos e morais.

Devemos ter ciência sobre os acontecimentos, especialmente aqueles que afetam a Igreja e a Civilização Cristã

Como católicos, é nosso dever prestar grande atenção nos acontecimentos que afetam a Igreja e a Civilização Cristã. Desde os primórdios, ela é verdadeiramente o pilar ordem moral e espiritual, como também da ordem temporal e civil. Na verdade, podemos afirmar que a História gira em torno da Igreja. Qualquer coisa que a afeta, também compromete o mundo em volta.

Como à professora da verdade, à fonte das graças e inimiga do erro e do pecado, devemos nos voltar para a Igreja, pela sua orientação materna, neste vale de lágrimas. Pois, infelizmente, vivemos em um ambiente saturado de materialismo em um mundo neo-pagão.

O homem contemporâneo cultua o corpo quase como se fosse um ídolo e nega a primazia da alma. Ele organizou tudo como se fosse apenas o corpo. Ora, quando o homem esquece a supremacia da alma sobre o corpo, conseqüências trágicas e más notícias não faltam.

Não à depressão: Nossa Senhora irá triunfar, mesmo que as coisas pareçam ruins


Em face do triste estado moral da humanidade, Deus enviou a Sua Mãe Santíssima para advertir os homens em Fátima, em 1917. Enquanto Ela mostrou uma situação desoladora, também ofereceu soluções para obliterar o castigo iminente: pediu orações, penitência e, antes de tudo, emenda de vida.

Ainda que em meio à decadência moral que nos encontramos, devemos praticar total confiança em Nossa Senhora e em suas promessas. Embora as paixões desordenadas, inflamadas pela ação sobrenatural do poder das trevas, continuamente incitar os homens e as nações para o mal, nunca devemos esquecer de Nossa Senhora pois Sua ajuda é mais poderosa que todas as forças satânicas do Inferno.

Com a ajuda da graça divina, com a prática da virtude e o recurso aos Sacramentos, podemos levar uma vida exemplar, que a Igreja sempre pediu de todos os fiéis, mesmo quando nos defrontamos com uma enxurrada de notícias tristes e trágicas.

Por nós mesmos, não podemos vencer o mal. Por nós mesmos, não podemos suportar com elevação e denodo as más notícias que nos ameaçam de todos os lados. Mas Nossa Senhora pode. E mais importante, Ela vai nos ajudar a vencer.


Fonte: America Needs Fatima