Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Igreja Católica’

“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo

17, novembro, 2011 9 comentários

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um sacerdote à maneira antiga, que usa batina, segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação.

Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso).

Durante uma visita à cidade de Londrina-PR e região, em setembro último, o Jornal de Londrina realizou uma entrevista com ele.

Jornal de Londrina: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou?

Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continuava estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.

Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me “queimar”. Dali para frente aquilo me marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me “disse” assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.

Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.

Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.

Jornal de Londrina: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?

Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI diz, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.

Jornal de Londrina: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?

Padre Paulo Ricardo: Foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida… Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciado pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que na Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano.

Santa Teresinha do Menino Jesus

Mas aconteceu que em 1997, recebi uma graça pela intercessão de Santa Teresinha. Comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Descobri por que “apanhava” a vida inteira: lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo “debaixo da mesa”. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005, para frente, passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.

Jornal de Londrina: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja?

Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.

O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise.

A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos.

O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.

Jornal de Londrina: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?

Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda! A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças.

Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar de tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento da Igreja é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papado, eles não podem mais dizer isso.

Jornal de Londrina: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?

Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Só que a maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.

***
Excerto do http://www.domluizbergonzini.com.br/

A vida não foi feita para o prazer

17, fevereiro, 2011 2 comentários

(Parte I)

Para mim, a década de 1960 não representou os “golden sixties”, como querem muitos formadores de opinião. Minha idade permite-me considerar em retrospectiva os anos de minha juventude e analisar os seus principais acontecimentos, bem como tudo aquilo que decorreu de lá para cá. Por exemplo, o papel da imprensa ao publicar certas declarações e/ou atitudes provenientes de personalidades, ora do mundo acadêmico ora do mundo eclesiástico, difundindo desconcerto geral na opinião pública.

Assim como Deus não muda, Sua Santa Igreja também não muda de pensamento

E sperta e diabolicamente, tais declarações são noticiadas com lente de aumento — ou mesmo distorcidas — e amplamente propagadas pela mídia laica e anticristã, visando induzir as pessoas a pensar que a moral católica é capaz de mudar com o tempo ou com o lugar.

Cingir-me-ei ao caso recente da grande divulgação dada pela mídia a propósito de uma possível mudança na posição da Igreja quanto ao uso dos famigerados preservativos.

Se isso proporciona de um lado verdadeiro escândalo nas consciências retas, nas famílias bem constituídas e nas pessoas honradas, de outro lado favorece poderosamente aqueles que disseminam a imoralidade, os vícios e todas as formas de pecado contra a ordem natural criada por Deus em relação ao sexo.

Ora, do ponto de vista da doutrina católica, o uso do preservativo é intrinsecamente perverso, além de constituir pecado de luxúria e pecado contra a natureza. Com efeito, ele se reveste de uma malícia peculiar dentro do clima hedonista de que a vida foi feita para o prazer e, portanto, sem nenhum compromisso com a santa Lei de Deus e a Lei natural.

Em decorrência do VI e IX Mandamentos da Lei de Deus e da própria Lei natural, a Igreja sempre ensinou que tanto o homem como a mulher devem conservar-se perfeitamente castos, logo virgens, até o casamento. Isso pressupõe observar as regras postas por Deus na própria ordem da natureza.

O ato sexual, segundo a doutrina católica, só é permitido e tem sua justificativa dentro do matrimônio com a finalidade principal da procriação, a qual todos os outros fins devem se subordinar. A relação conjugal do homem com a mulher é voltada para a propagação da espécie, educação da prole, o que não se dá retamente sem um estável vínculo conjugal. (Cfr. Encíclica Casti Connubi de Pio XI, 31-12-1930).

Peçamos a Virgem Santíssima que toda pureza de Seu Imaculado Coração seja uma caracterísitca nossa. Acenda aqui uma vela em Reparação a Nossa Senhora que muito se ofende com os pecados carnais.

Em nome da modernidade, a corrente liberal ou aggiornata dentro dos meios católicos pretende mudar a moral do Magistério tradicional da Santa Igreja. No caso do uso do preservativo, a moral o enquadra entre os pecados que clamam aos Céus por vingança, pois se trata de um pecado de onanismo, o qual se caracteriza por duas malícias: a da luxúria e a do impedimento do processo normal de fecundação, ou seja, da transmissão da vida.

Citado nas Sagradas Escrituras por violar as leis e as regras da procriação, Onan foi castigado por Deus no próprio ato infame para servir de exemplo aos casais futuros ao fazerem mau uso do ato transmissor da vida.

Em nossos dias, a malícia de certas pessoas que querem revolucionar a ordem criada por Deus as leva a impor um estado de coisas e um ambiente nos quais todas as suas paixões desregradas sejam satisfeitas, sem constrangimentos e sérios riscos para a saúde, como é o caso específico da AIDS. Na verdade, o preservativo abre as portas para todas as libertinagens no plano moral.

Fonte: Agência Boa Imprensa

Pe. David Francisquini – Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira – RJ

Ex protestante: Fui estudar o Catolicismo para combatê-lo e tornei-me católico

25, janeiro, 2011 17 comentários

Leia atentamente abaixo o testemunho de um homem que voltou seus olhos e coração para a Virgem Santíssima e para a Igreja Católica.

______________________________

Meu nome completo é Alessandro Ricardo Lima, sendo o terceiro filho de meus pais entre quatro irmãos.

Nasci em Brasília e Fui batizado na Igreja Católica quando tinha quase um aninho de idade. A cerimônia aconteceu na Igreja São José ao lado da Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro.

Mesmo sendo batizado na Igreja Católica, não segui esta fé. Pois desde muito pequeno minha irmã mais velha, que era Luterana, me levava para a Escola Dominical. Cresci na Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (IECLB). Para agradar meu pai fiz a primeira comunhão na Igreja Católica aos 15 anos. Mesmo sendo Luterano sempre tive muita admiração pelo exemplo de Vida de Nossa Senhora.

Nossa Senhora é a expressão maior de Mãe, por isso a devoção a Ela precisa ser difundida. Veja aqui como receber em sua casa a Estampa de Nossa Senhora de Fátima.

Quando terminei o segundo-grau fiz curso pré-vestibular onde conheci muitos jovens católicos. Foi nesta época que comecei a me interessar um pouco mais pela Igreja Católica. E participei de um grande encontro de jovens de duração de 3 dias, muito conhecido aqui em Brasília o “Segue-Me”. Fiz o V SEGUE-ME do Núcleo Verbo Divino.

Nesta época abandonei o Luteranismo e achava que havia me tornado católico. Era um jovem católico como muitos católicos que existem por aí, com um conhecimento muito superficial da doutrina da Igreja e sem conhecimento da história cristã.

Em 1999 fui morar no Rio de Janeiro, pela influência de alguns parentes e amigos, comecei a frequentar a os cultos da congregação Maranata, fundada pelo sr. Paulo Brito. Lá me converti ao Pentecostalismo. Lá me rebatizaram.

Durante este ano, me tornei um fervoroso protestante, e como normalmente acontece não me faltou o ódio à Igreja Católica. Tive acesso a vários folhetos que “revelavam” as “mentiras” do catolicismo. E me empenhei muito em estudá-los e divulgá-los.

Nestas minhas pesquisas e estudos a Providência Divina cuidou que eu encontrasse o Site AgnusDei. O primeiro artigo deste site que abri foi um intitulado “Concordância Bíblia” de autoria do Professor Carlos Ramalhete. O artigo tratava da concordância Bíblica que existia na doutrina dos sacramentos; mas uma frase deste artigo me chamou muito a atenção: “A Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe”. Nossa! Fiquei iradíssimo com aquilo, pois como um protestante que tinha a Sola Scriptura correndo em suas veias poderia dormir com um barulho daquele?

Entrei em contato com o referido Professor e com o Carlos Martins Nabeto, que era o criador do site.

Comecei a travar com eles uma série de debates. Comecei a me assustar quando me deparava com os Escritos Patrísticos, pois lá via que os primeiros cristãos confessavam o Catolicismo e não as novidades trazidas com a Reforma.

Comecei a ver que o que me ensinavam no protestantismo, não era a doutrina católica, era o que eles acham que era o Catolicismo. Comecei a ver que o que me mostravam no protestantismo não era a Igreja Católica, mas uma caricatura dela.

O fato decisivo foi quando apresentei aos referidos irmãos, um material que dizia que a Igreja Católica incluiu os livros “apócrifos” na Bíblia durante o Concílio de Trento, que me rebateram mostrando fragmentos de atas conciliares onde a Igreja já há mais de 1000 anos antes desta data já havia canonizado tais livros; me deram como referência a Bíblia de Guttemberg, que era anterior à Reforma, e já incluía tais livros.

 

Exemplar da bíblia de Gutemberg

Como trabalhava no Centro do Rio, fui à Biblioteca Nacional afim de conhecer a Bíblia de Guttemberg. Vendo os microfilmes pude constatar que o material protestante que estava em minhas mãos e que eu divulgava como sendo luz e guia da Verdade, era mais uma obra enganadora do Maligno.
Foi neste dia que com muita tristeza por ter perseguido a Igreja de Deus, me converti ao Catolicismo.

Enfrentei muitos problemas por causa da minha conversão, principalmente por causa de amigos e parentes. Em 03/2000 voltei à Brasília, e comecei então a preparar a chegada do Site Ictis, pois eu acreditava que tinha a obrigação de esclarecer os “católicos” que pensam que são católicos e os protestantes que pensam que são Cristãos. Dediquei-me tremendamente ao estudo dos Escritos Patrísticos, e a cada leitura, a cada estudo, me tornava cada vez mais Católico e mais tinha certeza do caminho que havia abraçado.

Sou formado em Processamento de Dados pela União Educacional de Brasília (DF) e possuo Especialização em Gerência de Projetos em Engenharia de Software pela Universidade Estácio de Sá (RJ). Sou Analista de Sistemas (com várias certificações do Mercado) e Professor Universitário aqui em Brasília.

Hoje me dedico ao estudo das origens cristãs, procurando divulgar o que tenho descoberto e a fonte de minhas informações para quem sabe outros vejam o que eu não pude ver.
E ajudo a manter este Apostolado Católico que tem como objetivo apresentar aos seus visitantes o VERITATIS SPLENDOR, isto é, o ESPLENDOR DA VERDADE. Pois como disse Nosso Senhor: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acender uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos que estão na casa.” (Mt 5,14-15).

Fonte: Rainha Maria

Ela trocou “vampiros” por religião cristã

16, dezembro, 2010 3 comentários

A escritora Anne Rice, 67, trocou os vampiros que a levaram à fama –e ao topo das listas dos mais vendidos– por Jesus. O Brasil é parte da guinada na carreira da escritora, que vem se dedicando a novos rumos desde 2002.

Rice assina títulos como “Entrevista com o Vampiro”, “A Hora das Bruxas”, “Memnoch”, “Rainha dos Condenados” e “Sangue e Ouro – As Crônicas Vampirescas”.

Agora, o lançamento nos EUA “Called Out of Darkness: A Spiritual Confession” (saindo das trevas: uma confissão espiritual, em tradução livre) tenta ser a ponte para a carreira de escritora cristã.

No livro, ela não nega seu passado de duas décadas escrevendo sobre vampiros, demônios e bruxas. No entanto, Rice quer que isso seja passado.

“Ser hábil para pegar as ferramentas, o aprendizado, tudo o que eu aprendi sendo uma escritora de vampiros, ou o que eu era, e colocar agora a serviço de Deus é uma oportunidade maravilhosa, maravilhosa”, afirmou a Rice sobre seus objetivos atuais.

Eu espero que eu possa me redimir desta forma. Espero que Deus aceite os livros que eu estou escrevendo agora”, disse a escritora à Associated Press.

Em 2002, Rice deixou o ateísmo. Ela havia deixado a Igreja Católica no início dos anos 1960 quando teve contato com o existencialismo e passou discutir obras de Martin Heidegger, Albert Camus, Jean-Paul Sartre.

No final dos anos 1990, Rice voltou às missas. Seu marido, o poeta e artista Stan Rice morreu de tumor cerebral em 2002 e ela passou a sofrer de diabetes.

O Brasil esteve presente na volta de Rice à uma procura espiritual. Ela escreveu que sentiu um delírio quando pode entrever a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro.

Apesar de não ter impressionado a crítica americana com seu livro de memórias, Rice disse que não se importa com isso.

Folha Online e Portal da Arquidioce de Campo Grande

Igreja Católica é a instituição que mais ajuda os doentes de AIDS no mundo

8, dezembro, 2010 1 comentário

Do total de pessoas infectadas no mundo com o HIV/AIDS, aproximadamente 25 por cento é atendida por alguma instituição da Igreja Católica, o que a converte na instituição mais importante em nível mundial neste tema.

Esta porcentagem aumenta no caso da África, onde a Igreja cuida de quase 50 por cento dos afetados por este flagelo.

Em entrevista concedida à plataforma multimídia da organização Ajuda à Igreja que Sofre, Wheregodweeps.org, o Pe. Michael Czerny, fundador da Rede Jesuíta para luta contra a AIDS na África, precisa que em alguns lugares afastados das grandes cidades, a quantidade de pessoas que sofrem esta enfermidade e que são atendidas pela Igreja chega inclusive ao 100 por cento.

“Com freqüência os únicos serviços para lutar com a AIDS em áreas remotas com as clínicas da Igreja”, acrescenta o sacerdote jesuíta que dirige a mencionada rede na cidade de Nairobi, Quênia.

O sacerdote ressalta logo que “a Igreja no mundo é a entidade que mais cuida de doentes de HIV, dos que já padece a AIDS e cuida ademais dos que são afetados por este flagelo: as viúvas, os órfãos e demais pessoas que têm que lutar com este problema”.

“Dado que o HIV e o AIDS não são somente uma infecção ou doença mas também um problema pessoal, familiar, social e espiritual, o que a Igreja pode fazer e o que efetivamente faz que me orgulha é acolher à pessoas de maneira integral, considerando sua dimensão psicológica e espiritual, basicamente, e não só no nível médico”, explica.

A AIDS e o preservativo

Depois de comentar que se luta contra a AIDS com espírito de família, levando a Cristo a todos os afetados, amigos e parentes, o Pe. Czerny recorda o que foi afirmado pelo Papa em sua viagem a África em 2009 sobre o fato de que o preservativo não resolve o problema, e sim uma autêntica humanização da sexualidade.

Esta afirmação secundada pelo Dr. Edward Green, então Diretor do programa para a prevenção da AIDS da Universidade do Harvard. Este perito explicou, dias depois da viagem do Santo Padre, que “o preservativo não previne a AIDS, só a conduta sexual responsável pode responder a esta pandemia”.

Logo depois de explicar que a chave para a luta contra a AIDS está na promoção da abstinência e a fidelidade, que permitem viver a sexualidade de maneira sã e bela, o sacerdote denuncia que na África, “a massiva promoção do preservativo é sinônimo de destruição”.

“Isso não está fazendo frente ao problema, mas infelizmente não é o único exemplo de aproximações equivocadas impostas à África às quais este continente sobreviveu”, acrescenta.

Fonte: Blog Prof. Felipe Aquino

Bispos devem emitir juízo moral em matéria de política, reitera o Papa Bento XVI

6, dezembro, 2010 Sem comentários

No final de novembro, o Papa Bento XVI recebeu um grupo de Bispos das Filipinas e no ao final de sua visita “ad limina”, o Santo Padre reiterou, como disse no último 28 de outubro a um grupo de prelados da CNBB, que os bispos têm o dever de “emitir um juízo moral também sobre coisas que afetam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”.

Em seu discurso em inglês, o Santo Padre explicou que “a Igreja sempre deve tratar de encontrar sua voz própria, porque é a proclamação o que faz que o Evangelho dê frutos que mudem a vida. Graças à clara apresentação do Evangelho da verdade sobre Deus e o homem, gerações de filipinos, religiosos e leigos, promoveram uma ordem social cada vez mais justa”.

Às vezes, continuou o Papa, “essa missão de proclamação corresponde também a questões pertinentes à esfera política. Não é motivo de surpresa, já que a comunidade política e a Igreja, embora justamente separadas, estão ao serviço do desenvolvimento integral de cada ser humano e da sociedade em seu conjunto”.

Ao mesmo tempo, o dever profético da Igreja requer que seja livre para pregar a fé, ensinar sua doutrina social e emitir um juízo moral também sobre coisas que afetam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”, acrescentou.

Para esta tarefa, o Papa pediu à “Igreja em Filipinas que busque desempenhar seu papel em favor da vida humana da concepção até a morte natural, e em defesa da integridade do matrimônio e da família”.

“Nestes âmbitos promovem verdades sobre a pessoa humana e a sociedade que se derivam não só da revelação divina, mas também da lei natural, uma ordem que é acessível à razão humana e portanto proporciona uma base para o diálogo e para o discernimento mais profundo por parte de todas as pessoas de boa vontade. Do mesmo modo, avaliação o trabalho da Igreja para abolir a pena de morte em seu país”.

Uma área específica onde a Igreja sempre deve encontrar sua voz própria “é a da comunicação social e os meios de informação. É importante que os leigos católicos peritos nas comunicações sociais ocupem o lugar que lhes corresponde para propor a mensagem cristã de uma maneira convincente e atrativa. Se o Evangelho de Cristo quer ser levedura da sociedade filipina, toda a comunidade católica deve prestar atenção à força da verdade proclamada com amor”.

O Papa Bento XVI exortou os bispos filipinos a “proclamar a palavra de Deus que dá vida”, ressaltando a tarefa da Igreja em “seu compromisso com as preocupações econômicas e sociais, em particular com respeito aos mais pobres e fracos da sociedade”.

Embora seja “alentador ver que este compromisso deu seus frutos, graças à participação ativa das instituições católicas de caridade de todo o país”, no entanto “muitos cidadãos ainda seguem sem emprego, e sem a educação ou os serviços básicos adequados”, disse o Santo Padre.

Finalmente o Papa elogiou os esforços dos bispos das Filipinas, sublinhando deste modo seu “compromisso permanente na luta contra a corrupção, conscientes de que o crescimento de uma economia justa e sustentável só será obtido quando houver uma aplicação clara e coerente do Estado de Direito em todo o país”.

Fonte: ACI Digital

Arcebispo afirma que ser contra o “casamento” homossexual é simplesmente anunciar a Verdade

30, outubro, 2010 Sem comentários

De acordo com o futuro Cardeal Raymond Burke, em entrevista a uma agência católica norte-americana, a discriminação moral acontece entre o que é correto e o que é equivocado, entre o que vai de acordo com nossa natureza humana e o que é contrário a ela.

Desta maneira, a Igreja Católica ao ensinar que os atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são intrinsecamente maus, que vão contra a natureza, está simplesmente anunciando a Verdade.

Se você conhece alguém que precisa de ajuda, orações e orientação sobre este pecado,

acenda agora uma vela em favor dela.

O futuro Cardeal nos aconselha a não virarmos as costas para estas pessoas, mas precisamos dissuadí-las para que entendam que isto é errado e, assim, direcionarmos seus afetos de uma maneira que respeite a lei de Deus.

“Nosso Senhor nos ilumina neste sentido através da razão”.

Assista ao vídeo com a entrevista do arcebispo:

Papa Bento XVI aos brasileiros: “Política e fé se tocam”

28, outubro, 2010 4 comentários


 

Papa Bento XVI: “em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum”.

Na manhã desta quinta-feira (28), o Santo Padre Bento XVI reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e eutanásia e conclamou os bispos brasileiros na missão de como pastores, orientar seu rebanho politicamente.

A promessa de Nossa Senhora de Fátima, sobre o triunfo de Seu Imaculado Coração mais uma vez se solidifica em nossas vidas. Acenda agora uma vela a favor do Brasil e do retorno da moral católica em nosso meio.

Todos os católicos precisam conhecer essa mensagem do Papa. Envie essa matéria para todos os seus amigos.










Leia na íntegra o pronunciamento do Papa Bento XVI:

“Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de

mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.


Espalhe esta notícia: Envie esta página a todos os seus amigos