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Textos com Etiquetas ‘Conjunto Devoção a Nossa Senhora das Graças’

-A Ave-Maria me salvou da morte e da condenação eterna-

10, julho, 2011 12 comentários

Pelo ano de 1604 viviam numa cidade de Flandres dois jovens estudantes, que, desleixando os estudos, se entregavam a orgias e devassidões.

Numa noite, entre outras, foram a certa casa de perdição. Um deles, depois de algum tempo, retirou-se para casa, o outro ficou.

Chegando o primeiro em casa, estava para deitar-se quando se lembrou que não havia rezado umas Ave Marias, como era de seu costume fazê-lo em honra da Santíssima Virgem.

Acabrunhado pelo sono, sem nenhuma vontade de rezar, fez contudo, um pouco de esforço e rezou as Ave Marias, embora sem devoção e por entre bocejos de sono.

Deitou-se depois e adormeceu.

Mas não tardou a ouvir bater á porta com muita força. E imediatamente, sem ele a abrir, vê diante de si seu companheiro de farras, desfigurado e medonho.

- Quem és tu?, perguntou aterrorizado.

- Não me conheces?, respondeu o outro.

- Mas, como mudaste tanto? Tu pareces um demônio.

- Ai, podre de mim! Exclamou o infeliz. Ao sair daquela casa infame, veio um demônio e me sufocou. O meu corpo ficou no meio da rua e minha alma está no inferno. Sabes, pois, que o mesmo castigo tocada também a ti. Mas a Bem-Aventurada Virgem, pelo teu pequeno obséquio das Ave Marias, te livrou dele. Feliz de ti, se souberes aproveitar deste aviso, que a Mãe de Deus te manda por mim!

Depois destas palavras, o condenado entreabriu a capa e mostrou as chamas e as serpentes que o atormentavam, e desapareceu.

Então o colega, chorando copiosamente, com o rosto em terra, deu graças a Maria, sua libertadora. Enquanto pensava como mudar de vida, ouviu tocar matinas no convento dos franciscanos. Logo pensou: É aí que Deus me quer para fazer penitência. E foi pedir aos frades que o recebessem.

Cientes de sua má vida, não queriam eles aceitá-lo. Contou-lhes então entre lágrimas o que havia acontecido. Dois religiosos foram à rua indicada, achando efetivamente o cadáver do companheiro, sufocado e negro como carvão.

Depois disso foi o antigo amigo admitido e levou uma vida penitente e exemplar. Mais tarde foi como missionário pregar nas Índias e em seguida no Japão, onde teve finalmente a graça de morrer mártir, por amor de Jesus Cristo.

(Pe. Bernardo Garpar Haanappel, As três Ave-Marias, Vozes, Petropolis, s.d., PP. 18-20)

Oração pedindo a graça de rezar sempre

3, junho, 2011 69 comentários

Ó Maria, minha Mãe, todas as vezes que a Vós tenho recorrido, sempre me obtivestes a assistência necessária para não sucumbir; a Vós me dirijo ainda neste momento, a fim de obter a maior das graças, a de me recomendar nas minhas necessidades ao Vosso Divino Filho e a Vós.

Ó minha Rainha, tudo o que a Deus pedis, obtendes; alcançai-me então, eu Vo-lo conjuro pelo Vosso incomparável amor para com Jesus Cristo, alcançai-me a graça de orar e nunca cessar de o fazer até a morte. Amém.

Extraído do livro: “As mais belas orações a Nossa Senhora”. Oração de Santo Afonso de Ligório


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Conjunto Devoção a Nossa Senhora das Graças.

conjunto devoção

A virtude da sabedoria em Nossa Senhora, Sua inteligência e Sua vontade

29, maio, 2011 5 comentários

Então, pela virtude da sabedoria, a pessoa tem uma inteligência soberanamente límpida e lúcida porque cheia de convicção da existência de Deus, cheia de fé sobrenatural. Porque uma inteligência límpida e lúcida, ela é sumamente coerente. E tem uma vontade forte, firme, inabalável, constantemente voltada para o fim que ela deve ter em vista e para a hierarquia em que este espírito se põe.

Esses elementos nos mostram a pessoa sapiencial.

A virtude da sabedoria contém, portanto, todas as outras virtudes. Ela está posta no primeiro mandamento da Lei de Deus. Quando o Decálogo nos diz “amarás a teu Senhor teu Deus, de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento” etc., etc., ele nos prescreve de sermos assim.

E assim era Nossa Senhora! O Coração dEla – quer dizer a alma dEla, a mente dEla – era soberanamente elevado, soberanamente grande, soberanamente sério, soberanamente profundo, porque era assim. Ela era o Vaso de Eleição no qual pousou o Espírito Santo para fazer Seu conúbio com Ela e gerar a Nosso Senhor.

E a única coisa que conhecemos como dita por Nossa Senhora, é uma verdadeira maravilha de sabedoria: é o Magnificat.

Magnificat quer dizer “engrandecer”. “Magnificat anima mea Dominum” quer dizer “a Minha alma engrandece o Senhor”. Ou seja, em outros termos: “Minha alma está enlevada com a grandeza do Meu Senhor; ela adora o Meu Senhor na sua perfeita e insondável grandeza, e ela dá um aumento extrínseco a essa grandeza, cantando a grandeza do Meu Senhor”.

A palavra com que Ela irrompe o seu cântico é uma palavra de grandeza; é um cântico de uma alma nobilíssima, que voa para considerar a Deus nos seus mais altos aspectos, e depois volta, por um contraste harmônico e maravilhoso, para a consideração de seu próprio nada: “Minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador”.

Por quê? Porque “considerou a humildade de sua escrava e por causa disto todas as gerações me chamarão de Bem-aventurada”.

Pela sabedoria, Ela mediu toda a grandeza de Deus tanto quanto uma mente criada pode medir a grandeza de Deus, e se alegrou nisto. De outro lado, Ela mediu sua pequenez. Ela então diz: “Eu me alegro em Deus meu Salvador porque Ele olhou para a pequenez de Sua Escrava”. É um poema que se encontra nisto! É a escrava que se encanta de ser pequena, e se encanta de ver como Deus é infinitamente superior a Ela. E, do fundo de seu nada, dá glória a Deus.

Depois diz: “Meu espírito exultou nEle porque Ele olhou para Mim, que sou tão pequena”.

É o pequeno que reconhece a sua pequenez, e que gosta de ser pequeno. Não se revolta, não se indigna, mas coloca-se no último dos últimos lugares, no último dos papéis. Nada existe de mais vil do que o escravo: o escravo é um nada, ele não tem direitos, está colocado abaixo da condição comum do homem.

Pois Nossa Senhora se proclama Escrava de Nosso Senhor, Precursora de todos os escravos dEla, que Ela iria ter ao longo dos séculos. Ela se encanta de ser nada, se encanta de ser escrava do Senhor, e foi a esta pequenez desta criatura e de uma criatura escrava que “Meu Senhor se dignou deitar os olhos”, e “por isto eu exulto, porque sou pequena, porque Deus é grande e porque a grandeza amou a pequenez”.

Para dizer tudo numa palavra só: é profundamente o oposto do espírito da Revolução Francesa, do espírito do comunismo, do espírito dos “católicos” chamados “progressistas”. Tão oposto que é quase até uma blasfêmia fazer a comparação. Aí está a verdadeira humildade: ama o seu lugar, ama a própria pequenez, mas adora a grandeza de Deus e se eleva com a grandeza, ainda que não seja dona da grandeza. Pelo contrário, proclama que a grandeza é dona dEla…

Por isto, quando consideramos então o Coração Sapiencial e Imaculado de Maria, devemos pedir a Nossa Senhora que Ela nos faça puros e sapienciais como Ela; faça-nos amar a nossa pequenez; faça com que tomemos a sério, e até as últimas conseqüências, a nossa devoção a Ela.

De outro lado, ao par da grandeza de Nossa Senhora, devemos lembrar também de todas as grandezas que não são as nossas, porque assim a grandeza se debruça sobre nós, “olha-nos” e podemos nos encantar com este debruçar-se amoroso da grandeza sobre a pequenez.

Oh, Coração Sapiencial e Imaculado de Maria, fazei nosso coração semelhante ao Vosso!


Oração a Nossa Senhora do Bom Conselho

21, maio, 2011 41 comentários

Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a Vós recorro, para que Vos digneis ser a minha guia e conselho neste vale de lágrimas.

Alcançai-me, pelo precioso sangue do vosso divino Filho, o perdão dos meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Alcançai para a santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do Reino de Jesus Cristo por toda a terra. Assim seja.

“As mais belas orações a Nossa Senhora”.

Maria também é Mãe dos pecadores arrependidos

15, abril, 2011 5 comentários

Nossa Senhora garantiu a Santa Brigida que é Mãe não só dos justos e inocentes, mas também dos pecadores que se querem emendar.

Se desejoso de emenda, recorre um pecador a esta Mãe de Misericórdia, oh! Como a encontra pronta para o abraçar e socorrer, ainda mais do que se fosse sua mãe corporal.

Era justamente o que o Papa Gregório VII escrevia à princesa Matilde: Desiste da vontade de pecar e acharás Maria, eu o garanto, mais pronta em amar-te do que tua própria mãe.

Portanto, quem aspira a ser filho desta grande Mãe, é preciso que primeiro deixe o pecado, e depois será sem dúvida aceito por filho.

Extraído do livro: “Glórias de Maria” . S. Afonso de Ligório