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Rezando o Rosário na Quaresma

13, fevereiro, 2013 13 comentários

O costume de recitar o Rosário é uma das formas mais antigas da devoção à Maria Santíssima.  Rezar o Rosário, individual ou conjuntamente, não é apenas uma simples recitação das orações (Glória, Padre Nosso e Ave Maria).  É muito mais:  é considerar os principais acontecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. É relembrar, com a memória, a história; é olhar, com a imaginação, a cena que se passa; é entender, com a razão, o convite que Deus, através daquela reflexão, nos faz para unirmos nossa vida à vida de Nosso Senhor e Nossa Senhora.

A Quaresma é a ocasião especialmente apropriada para nossas devoções particulares que nos permitem rever os passos de Jesus Cristo, e com Ele e Sua Mãe experimentarmos seu sofrimento e sua glória.

No Rosário são feitas as seguintes orações:

Começa com o Sinal da Cruz, evocação da Santíssima Trindade, princípio e fim de nossa fé. Em seguida, o Credo, que nos convida a meditar sobre os principais artigos de nossa fé.
Antes de iniciar os mistérios, temos um conjunto de quatro orações: um Pai Nosso e três Ave Maria.

O Rosário é composto por  mistérios (cada cinco mistérios constituem o “terço” do Rosário): cinco mistérios gozosos (ou de alegria),  cinco dolorosos e cinco gloriosos. Cada mistério é iniciado por um Pai Nosso seguido pela recitação de 10 Ave Maria  e finalizado com um Glória ao Pai.

Após a meditação dos mistérios, finaliza-se o Rosário com a recitação da Salve Rainha, em louvor à Virgem Maria, pelas graças a nós concedidas.

O TERÇO

O Terço é uma forma abreviada de se rezar o Rosário.  Como o próprio nome diz, o Terço refere-se à terça parte do Rosário, ou seja, a meditação de apenas cinco dos conjuntos de mistérios.  Tradicionalmente, a meditação dos mistérios é realizada conforme os dias da semana, ou seja, para cada dia é proposto um conjunto de mistérios diferente.

MEDITAÇÃO DOS MISTÉRIOS

Para melhor contemplação dos mistérios do Rosário, é conveniente sejam lidas – de preferência em outros horários que não sejam os da reza do terço – passagens específicas da Sagrada Escritura.

MISTÉRIOS GOZOSOS– REZADOS ÀS SEGUNDAS E QUINTAS FEIRA

Primeiro Mistério: Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Virgem Maria e Encarnação do Verbo. (Leitura indicada: São Lucas,1, 26-38)

Segundo Mistério: A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel. (Leitura indicada: São Lucas, 1, 39-45)

Terceiro Mistério: Nascimento do Menino Jesus, em Belém. (Leitura indicada: São Lucas, 2, 1-15)

Quarto Mistério: Apresentação do Menino de Jesus no Templo. (Leitura indicada: São Lucas, 2, 22-39)

Quinto Mistério: A perda e o encontro do Menino de Jesus, discutindo com os doutores da Lei,no Templo. (Leitura indicada: São Lucas,2, 41-52)

MISTÉRIOS DOLOROSOS – REZADOS ÀS TERÇAS E SEXTAS-FEIRAS

Primeiro Mistério: Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. (Leitura indicada: São Marcos, 14, 32-42)

Segundo Mistério: A flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo atado a uma coluna. (Leitura indicada: São Mateus, 27, 22-26)

Terceiro Mistério: Como Nosso Senhor Jesus Cristo foi coroado de espinhos. (Leitura indicada: São Mateus, 27, 27-31)

Quarto Mistério: Como Nosso Senhor levou a Cruz às costas até o alto do Calvário. (Leitura indicada: São Lucas, 23, 20-32)

Quinto Mistério: A crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Leitura indicada: São Lucas, 23, 33-49)

MISTÉRIOS GLORIOSOS – REZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS, SÁBADOS E DOMIGOS

Primeiro Mistério: A ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Leitura indicada: São Mateus, 28, 1-15)

Segundo Mistério: A ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo aos céus. (Leitura indicada: Atos, 1, 4-11)

Terceiro Mistério: A vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo. (Leitura indicada: Atos, 2, 1-13)

Quarto Mistério: A Assunção de Nossa Senhora aos céus. (Leitura indicada: 1Cor 15, 20-23; 53-55)

Quinto Mistério: A coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra. (Leitura indicada: Apocalípse, 12, 1-1)

Fonte: Baseado em http://amai-vos.uol.com.br

Rosário, instrumento privilegiado de salvação e de luta

30, maio, 2012 9 comentários

Devoção mariana por excelência, o Rosário foi revelado por Nossa Senhora a São Domingos de Gusmão. Salvando as almas dos pecadores e combatendo os inimigos da Igreja, tomou relevância ainda maior em Fátima, atraindo graças em profusão.

Iniciava-se o século XIII. A fé católica desabrochava esplendidamente por toda a Europa em frutos de justiça e caridade. Ao mesmo tempo, no campo civil, uma admirável e possante lógica levava os povos a se constituírem em Cristandade, a qual mereceu do Papa Leão XIII este belo elogio: “Nessa época a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos”.(1) De fato, a sociedade temporal só alcança todo o seu esplendor quando baseada nas verdades eternas.

Problemas, dificuldades, erros e pecados os havia, é claro, pois não estávamos no paraíso celeste, mas não constituíam a nota dominante, como hoje em dia.

O demônio, porém, não cessa de perseguir as almas e as instituições, como advertiu São Pedro: “Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar”.(2) O inimigo dos homens vinha já obtendo, havia algum tempo, vitórias significativas no sul da França e norte da Itália pela propagação da heresia dos cátaros, também conhecidos como albigenses, em referência à cidade de Albi, sul da França, onde se localizava seu centro.

Cátaro vem do grego e significa “puro”. Os únicos “puros” eram os que aderiam ao catarismo e se submetiam a suas iniciações e prescrições. Todo o resto da humanidade era constituído pelos “impuros”. Ensinavam os cátaros que havia um deus mau, criador dos corpos humanos e da matéria em geral, ao lado de um deus bom, que criara as almas, as quais haviam sido aprisionadas nos corpos. Diversos bispos e nobres os protegiam. Ressuscitava-se assim a velha heresia gnóstica que tanto havia atribulado os primeiros tempos do cristianismo.

Os Papas tudo fizeram para tentar converter essa parcela dissidente do rebanho de Cristo. Enviaram apóstolos, missionários, pessoas virtuosas. Tudo em vão.

Além da salvação dessas almas transviadas, outra tarefa premente era evitar o contágio da heresia. E também sua influência nefasta sobre a sociedade temporal, a qual, nos centros cátaros, tendia a constituir-se à maneira de uma sociedade comunista cuja nomenklatura da época seria formada pelos “puros”.

O que fazer? A solução veio do alto, mais precisamente do Céu.

Nossa Senhora revela a devoção do Rosário a São Domingos

São Domingos e os cátaros

Um homem de Deus profundamente preocupado com a situação da Igreja e da Cristandade naquela região pregava incessantemente as verdades da fé. Era o espanhol São Domingos de Gusmão.

Muitos milagres marcaram sua evangelização entre os cátaros. Um dos mais famosos ocorreu em Fangeux, na diocese de Carcassona. “Os líderes cátaros apareceram em grande número, trazendo o livro que continha todas suas heresias. São Domingos levava um caderno no qual havia refutado a maioria desses erros. Como não chegavam a nenhum acordo, decidiram apelar para a prova do fogo. O escrito que permanecesse incólume numa fogueira seria o verdadeiro. Fizeram uma grande fogueira e nela jogaram o livro dos cátaros. Pouco depois estava este reduzido a cinzas. Lançaram então ao fogo o escrito de Domingos. Este voou ao ar sem se queimar e foi pousar numa viga do teto, onde deixou uma marca de fogo. Por três vezes os hereges repetiram o ato, com o mesmo resultado”.(3)

Mas nem mesmo milagres estrondosos convertiam aqueles corações empedernidos.

No ano de 1208, num dia em que São Domingos rezava fervorosamente na capela do recém-fundado convento de Prouille, no Languedoc francês, pedindo a intervenção da Santíssima Virgem, eis que Ela lhe aparece e diz que “como a saudação angélica tinha sido o princípio da redenção do mundo, era necessário também que essa saudação fosse o princípio da conversão dos hereges; que assim, pregando o Rosário que contém cento e cinquenta Ave-Marias, ele veria um sucesso maravilhoso em seus trabalhos e os mais empedernidos sectários se converterem aos milhares”.(4)

Era a instituição oficial do Rosário como arma sobrenatural contra a heresia recalcitrante. São Domingos não hesitou um instante. Pôs-se a pregar a oração do Rosário em todas as cidades infectadas pela heresia. O resultado foi surpreendente. As conversões, que antes não se produziam, agora se faziam aos milhares. Vários jovens começaram a aproximar-se do santo, constituindo assim o núcleo inicial daqueles que em breve seriam os frades da Ordem dos Pregadores, ou Dominicanos, que São Domingos fundaria.

Concomitantemente a esses fatos, a Cruzada movida por Simão de Montfort contra os albigenses, constituída por ordem do Papa Inocêncio III, debelava de modo inclemente os focos de cátaros renitentes, defendendo assim a Igreja e a sociedade temporal, cada uma delas golpeada a fundo pela heresia. O último reduto cátaro caiu em 1256. Comenta São Luis Grignion de Montfort: “Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida”.(5)

O Rosário nas vitórias da Cristandade

Entre outras graças insignes, alcançadas posteriormente pelo Rosário, figura a vitória dos católicos sobre os turcos em Lepanto, em 1571, quando a derrocada da Cristandade parecia iminente e uma intervenção milagrosa de Nossa Senhora a salvou. Por isso, São Pio V ordenou que no dia 7 de outubro de todos os anos se comemorasse uma festa em honra de Nossa Senhora das Vitórias, título alterado posteriormente pelo Papa Gregório XIII para Nossa Senhora do Rosário.

Outra vitória assinalada, no mesmo gênero e contra o mesmo inimigo — o Crescente — deu-se em 1716, em Petrovaradin, atualmente cidade da Sérvia. Em consequência dessa graça alcançada para a Cristandade, o Papa Clemente XI estendeu a festa de Nossa Senhora do Rosário ao conjunto da Igreja.

Em pleno século XX, a Áustria ficou livre da dominação comunista por efeito da Cruzada Reparadora do Santo Rosário, que galvanizou a população do país. Os soviéticos acabaram por retirar-se, sem que fosse preciso dar um tiro.

No Brasil, o Santo Rosário esteve na raiz do movimento católico que se insurgiu contra a dominação calvinista nos séculos XVI e XVII, no Rio de Janeiro e em Pernambuco.

O Rosário como penhor de futuras vitórias da Igreja

Se Nossa Senhora quis obter para a Cristandade grandes vitórias contra os inimigos da Igreja, podemos muito legitimamente concluir que, pela devoção do Rosário, a qual certamente deverá durar até o fim dos tempos, a Igreja poderá alcançar novas vitórias também espetaculares, bem como a implantação, nas almas e no mundo, da devoção ao Imaculado Coração de Maria. Era esta a aspiração constante do grande devoto do Rosário que foi Plinio Corrêa de Oliveira. Ele compôs algumas sublimes meditações para ajudar a rezar bem o Rosário, as quais se encontram publicadas na edição de maio/2012 da revista “Catolicismo”.

Na atual situação brasileira, em que a esquerda radical e de índole persecutória vai assumindo cada vez mais postos de comando, o Rosário se mostra especialmente necessário para os que desejam permanecer firmes na fé e combater por ela.

Veja-se, por exemplo, a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da união homossexual, da marcha da maconha, da aprovação do aborto de fetos anencefálicos; veja-se a orientação esquerdista de ministros e ministras do atual governo; considere-se o projeto de novo Código Penal, que estende as possibilidades de aborto e legaliza a exploração empresarial da prostituição; veja-se a retirada dos crucifixos dos tribunais gaúchos e outros locais; veja-se a ameaça sempre presente de criminalizar como homofóbico quem manifestar discordância em relação às práticas homossexuais; veja-se o fantasma do PNDH-3, que não só não foi revogado como vai sendo aplicado aos poucos.

A pretexto de “Estado laico”, os cristãos são cada vez mais marginalizados, vilipendiados, procura-se impedi-los de esgrimir seus argumentos religiosos, o que é concedido aos ateus. A onda organizada de cristianofobia que percorre o mundo encontra forte eco em nossa Pátria, embora por enquanto de modo não violento.

A recitação assídua do Rosário, sobretudo por aqueles que lutarem pelo advento do Reino de Maria — conforme as profecias de Fátima e as previsões de São Luis Grignion de Montfort — terá provavelmente um papel decisivo no triunfo da Santíssima Virgem. O Santo Rosário é um penhor de vitórias futuras.

Benefícios da recitação do Rosário

Em seu instrutivo livro O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário, São Luis Grignion de Montfort assim resume os benefícios que podemos obter ao rezar o Rosário:

1º) Os pecadores obtêm o perdão;

2º) As almas sedentas se saciam;

3º) Os que estão atados vêem seus laços desfeitos;

4º) Os que choram encontram alegria;

5º) Os que são tentados encontram tranquilidade;

6º) Os pobres são socorridos;

7º) Os religiosos são reformados;

8º) Os ignorantes, instruídos;

9º) Os vivos triunfam da vaidade;

10º) E os mortos são aliviados por meio de sufrágios.

Felizmente, muito se tem falado sobre o Santo Rosário. A própria Santíssima Virgem disse em Fátima aos três videntes: “Eu sou a Senhora do Rosário. Quero que continuem a rezar o terço todos os dias”.

Rezar o Rosário todos os dias, ou ao menos um terço, é o que de melhor se pode recomendar.

Tenha em sua casa este Cd com belíssimas orações a Nossa Senhora e reze o Rosário enquanto ouve as preces

_________
Notas
1. Encíclica Immortale Dei, de 1°/11/1885.
2. I São Pedro 5,8.
3. Plinio Maria Solimeo, São Domingos de Gusmão, in Catolicismo, agosto/2003.
4. Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d’après le Père Giry, Paris, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, 1882, tomo IX, p. 283.
5. Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954, p. 356.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


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Súplica à Rainha do Santo Rosário

1, novembro, 2011 18 comentários

“Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais. Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último beijo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há-de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre, na terra e no céu”. Beato Bártolo Maria Longo

Quem foi o Beato Bártolo Maria Longo?

Bártolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias depois. Desde muito pequeno, manifestou-se muito inteligente e decidido. Ele mesmo se definiu como “um menino vivaz, impertinente, e quase travesso”.

Ainda muito pequeno, quando ouvia o sino que anunciava o ângelus, interrompia imediatamente qualquer brincadeira,e corria para rezar em companhia de sua mãe.

Aos 18 anos de idade, foi estudar direito em Nápoles. Naquela época, o racionalismo e anticlericalismo faziam devastações no meio da juventude. Professores usavam as catedrais universitárias para difundir filosofias atéias.

Bártolo dedicou-se com ardor aos estudos e à musica, em especial o piano. Elegante por natureza, inteligente e de boas maneiras, vivia cercado de muitos amigos. Não lhe sobrava tempo para a oração… Da sua memória foram se apagando a idéia de Deus da Virgem Maria.

Terminou o curso de direito, em 1864, inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo. Entretanto, como é natural, a perda da fé criou em sua alma um vazio que ele procurou preencher recorrendo ao espiritismo. Fez, inclusive, a consagração ao demônio. Chegou ao ponto de proferir palestras contra a Igreja.

Uma questão surpreendente e naturalmente inexplicável é que, apesar disso tudo, mesmo durante esse tempo, ele não deixou de rezar diariamente o rosário e conservou perfeita a virtude da castidade. Para essa incrível preservação foi instrumento de Deus um professor de nome Vicenzo Pepe que, numa hora oportuna, o admoestou severamente por sua péssima conduta. Mais tarde, o Beato Bártolo se referiu a esse professor nos seguintes termos: “Ó amigo de minha alma, que o Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida”.

Tocado pela graça, Bártolo Longo, no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus do ano de 1865, estando com 24 anos, foi à igreja do Rosário, em Nápoles, e lá foi se confessar com o Pe. Alberto Radante, dominicano.

Esse padre convenceu-se de seu arrependimento sincero, porém o aconselhou durante um mês, e só depois desse tempo é que lhe deu a absolvição e ele pôde receber a sagrada comunhão. Em seus escritos, relata: “Foi como fazer de novo a primeira comunhão, foi como se eu tivesse recebido um segundo batismo”.

A Grande Missão




Acenda agora uma vela para a Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Fátima



Bártolo Longo recusou vantajosas propostas de casamento, abandonou a carreira advocatícia e se dedicou ao estudo da religião. Por isso foi objeto de chacotas e deboches de seus antigos amigos.

Conheceu a condessa Mariana de Fusco, proprietária de terras no Vale de Pompéia. Em 1872 tornou-se administrador das propriedades da condessa da Pompéia, e ficou impressionado com a ignorância religiosa dos camponeses da região. Então dedicou-se à tarefa de catequizar particularmente crianças e adolescentes, especialmente através da divulgação do santo rosário. Era a reconquista espiritual do Vale de Pompéia que se iniciava.

Um dia, caminhando sobre às ruínas da antiga Pompéia, teve um profundo êxtase: “enquanto refletia em minha condição, experimentei o profundo sentimento de desespero e quase cometi suicídio. Então ouvi um eco em meu ouvido e a voz de Frei Alberto repetindo as palavras da Santíssima Virgem Maria: ‘Se você procura a salvação, difunda o rosário. Essa é a promessa de Maria’. Essas palavras iluminaram a minha alma, caí de joelhos: se isso é verdade… não deixarei este vale até ter propagado Vosso Rosário”.

Devido à sua pregação, no ano de 1876 foi colocada a pedra fundamental de uma igreja dedicada à Nossa Senhora do Rosário. A nova igreja foi consagrada, em 1891, com o título de Rainha das Vitórias. Uma grande campanha de doações teve inicio e de toda a Itália, e de diversas partes do mundo vinham doações para o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.

Bártolo Longo, após a conversão, mudou seu nome para Bártolo Maria Longo, casou-se com a condessa de Fusco, que ficara viúva. Além do santuário em construção e outras fundações, Bártolo e sua esposa criaram um instituto das Filhas do Sagrado Rosário de Pompéia e a ordem terceira do Rosário.

Bártolo Longo faleceu em 5 de outubro de 1926, aos 85 anos de idade, e sua obra já tinha atingido proporções grandiosas. O santíssimo tornara-se um centro internacional de propagação do rosário e fora elevado a categoria de Basílica Pontifica.

No ano de 2002, ano do rosário, João Paulo II fez referência ao beato Bártolo Maria Longo como o “Apóstolo do Rosário”.

Louvemos ao Senhor pelas maravilhas operadas na alma de nosso beato Bártolo Longo “o homem da Madona” e “apóstolo do rosário”.

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Valor incrível de uma “Ave Maria”

9, setembro, 2011 9 comentários

Nossa Senhora se apresentou aos pastorinhos de Fátima como “a Senhora do Rosário”. Acenda aqui uma vela em louvor a Mãe de Deus

O bem-aventurado Alan de la Roche diz que uma freira, que sempre teve grande devoção ao Santo Rosário, apareceu depois da morte a uma de suas irmãs na congregação religiosa, e lhe disse:

“Se me fosse permitido voltar ao meu corpo para ter a possibilidade de rezar uma única Ave Maria — mesmo se eu a rezasse rapidamente e sem grande fervor — alegremente passaria mais uma vez o sofrimento que tive durante a minha última doença, para ganhar o mérito dessa oração.”

Isto é tanto mais convincente pelo fato de ela, antes de morrer, ter ficado acamada e sofrido dores atrozes durante vários anos.

(De São Louis Grignion de Montfort, em o “Segredo do Santo Rosário”)

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O exemplo do rei que usava o Rosário na cintura

10, junho, 2011 2 comentários

Nossa Senhora de Fátima sempre recomendava a reza do terço aos pastorinhos: “Sou a Senhora do Rosário, rezem pela conversão dos pecadores”. Veja aqui como acender uma vela em reparação ao Imaculado Coração de Maria

Santíssima Virgem não favorece somente quem reza o Rosário, mas recompensa também gloriosamente a quem com seu exemplo atrai aos demais a esta devoção.

Alfonso IX (1188-1230), rei de León y de Galicia, desejando que todos seus criados honrassem a Santíssima Virgem com o Rosário, resolveu, para animá-los com seu exemplo, levar ostensivamente um grande rosário, mesmo sem rezá-lo.

Bastou isto para obrigar toda a corte a rezá-lo devotamente. O rei caiu enfermo com gravidade. Já o acreditavam morto, quando, arrebatado no espírito diante do tribunal de Jesus Cristo, viu os demônios que lhe acusavam de todos os crimes que havia cometido.

Quando o divino Juiz já o ia condenar às penas eternas, interveio em seu favor a Santíssima Virgem. Trouxeram, então, uma balança: em um pratinho da mesma colocaram os pecados do rei.

A Santíssima Virgem colocou no outro o rosário que Alfonso havia levado para honrá-la e os que, graças a seu exemplo, haviam recitado outras pessoas. Isto pesou mais que os pecados do rei.

A Virgem lhe disse logo, olhando-o benignamente:

«Para recompensar-te pelo pequeno serviço que me fizeste ao levar meu Rosário, te alcanço de meu Filho o prolongamento de tua vida por alguns anos. Emprega-os bem e faz penitência!»

Voltando a si o rei exclamou:

«Oh bendito Rosário da Santíssima Virgem, que me livrou da condenação eterna!»

E depois de recobrar a saúde, foi sempre devoto do Rosário e o recitou todos os dias. Que os devotos da Santíssima Virgem tratem de ganhar o maior número de fiéis para a Confraria do Santo Rosário, a exemplo destes santos e deste rei. Assim conseguirão na terra a proteção de Maria e logo a vida eterna: «Os que me derem a conhecer, alcançarão a vida eterna» (Eclo 24,31).

O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário de São Luis Maria Grignion de Montfort.

Fonte: Almas castelos

Rosário ou Terço? Qual o nome certo?

25, maio, 2011 14 comentários

“O costume de contar pequenas orações de repetição nos dedos da mão, por meio de pedrinhas, é muito antigo.
Primeiramente, foi introduzido o costume de rezar determinado número de vezes o Pai-Nosso. Isto se dava de modo especial nos mosteiros, sobretudo a partir do século X (depois do ano 900) onde muitos católicos não tinham condições de participar das orações dos salmos (do saltério), com leituras e cânticos.

Seus superiores estabeleciam para eles a recitação do Pai-Nosso determinado número de vezes.
Inicialmente, a recitação da Ave Maria era feita sem a inclusão dos episódios – mistérios – da vida de Cristo. Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias,  cada uma seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória. Assim, os salmos eram substituídos pelas Ave-Marias e as antífonas, e pelas passagens evangélicas.

São Pio V, Papa de 1566 a 1572 – época final e de implementação do Concílio de Trento, em que foram organizados os livros litúrgicos utilizados até o Concílio Vaticano II –  estabeleceu a atual configuração do Rosário. Ele atribuiu à oração do Rosário a vitória naval de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, que salvou a Europa de um grande perigo. Por causa disto, introduziu a festa de Nossa Senhora do Rosário.

Esta designação de “rosário” teve origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os católicos adotaram esta prática para Maria Santíssima, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 “rosas” – Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o nome de “terço”. Portanto, o rosário (150 Ave-Marias) é composto pela recitação de três terços (cada um com 50 Ave-Marias ou 5 dezenas de 10 Ave-Marias).

Fonte: Canto da Paz

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Como surgiu a oração do Santo Rosário

26, abril, 2011 38 comentários
Vela da Fátima. Acenda agora a sua para receber graças

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

Posteriormente fez-se uma combinação dos saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo ou Maria Santíssima, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

Rosa das rosas, Rainha das rainhas.

A palavra Rosário vem do latim Rosarium, que significa ‘Coroa de Rosas’.

Nossa Senhora é a Rosa Mística (como é invocada na Ladainha Lauretana), e em sua homenagem o nome Rosário, que vem de Rosas. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma Rosa espiritual, e por cada Rosário completo, lhe é entregue uma Coroa de Rosas.

A rosa é a rainha das flores, Rosa das rosas, como é a Rainha das rainhas. Sendo assim o Rosário é a “Rosa” de todas as devoções e, portanto, a mais importante.

O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de alegria, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é a oração mais poderosa, porque Maria Santíssima recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que Sua Mãe lhe pede. Em cada uma de suas Aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

Fonte: Derradeiras Graças


Piercings trocados por Rosários

8, abril, 2011 1 comentário

“Não fareis incisões na vossa carne por causa de algum morto, nem fareis figuras algumas ou sinais sobre o vosso corpo” (Lv 19, 28).


A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos.

Um grupo de jovens católicos iniciou, em Roma, um trabalho de apostolado que consiste em oferecer a jovens rosários em troca de piercings. É a Associação Papaboys, que fica num bairro próximo ao Vaticano; eles já acumulam mais de mil piercings, de formatos, cores e tamanhos diferentes.
“Vamos derreter tudo e criar um coração em homenagem a Maria Santíssima”, disse à BBC Brasil, Daniele Venturi, presidente da associação. “Queremos que esses jovens encontrem o caminho da verdade”.

Esses jovens católicos vão pelas ruas da capital da Itália oferecendo aos jovens o rosário em troca do piercing, dizendo: “Me dá teu piercing em troca de um rosário. Vamos rezar juntos”? E “Para que colocar mais um peso na cabeça? Larga este ferro. Te liberta”.

A presidente da referida associação afirma que os Papaboys encontraram uma maneira diferente de se aproximarem dos jovens e trazê-los para Deus.
A associação conta com 10 mil jovens filiados em todas as regiões italianas.
“É uma brincadeira”, afirma Daniele Venturi. “Achamos que os jovens vivem pressionados por seguir a moda neste mundo em que tudo gira velozmente. Propomos um objeto diferente do piercing: um rosário, que é muito mais profundo, pode libertá-los e aumentar a vigor dos seus corações”.

Na avaliação dos Papaboys, o piercing é trocado em nome de uma nova amizade. Afinal, todos aqueles que abandonam o “adorno” são convidados para participar da associação. “Nosso Senhor e os apóstolos formavam um grupo de amigos”, diz Venturi. “Os Papaboys também”. Elas começam pedindo o piercing e acabam convidando para participar de um grupo de oração. Os rapazes podem também integrar o time de futebol da associação.

O estudante Michele Biaggio, de 22 anos, dá o seu testemunho de quando foi abordado. “Achei que era uma brincadeira e tirei o piercing que tinha no lábio dando muitas gargalhadas. Só descobri que era sério quando eles me mostraram o rosário”, relata. “Gosto da iniciativa. Gosto de saber que tem alguém preocupado com os jovens católicos” (Fonte: www.bbcbrasil.com)

Reze pelos jovens, muitos precisam se libertar de hábitos e vícios que em nada dignificam e nem honram o Nome de Nossa Senhora e Seu Filho Jesus Cristo. Acenda aqui uma Vela no Oratório da Medalha Milagrosa.

Os médicos dermatologistas chamam a atenção para o perigo do piercing transmitir doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS. Isso acontece porque frequentemente os que realizam a introdução do piercing, fazem a tatuagem ou a automutilação do corpo não tomam as necessárias cautelas higiênicas. Verifica-se que em cada cinco, um adolescente é contagiado assim, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas.

Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, lábios, e até nos órgãos genitais, o que mostra um comportamento exótico e excêntrico. Às vezes são usados vários anéis fixados através do pavilhão da orelha, e que podem acarretar necrose da cartilagem. O jovem católico não precisa disso.

“Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida. A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos. Aos pais compete incutir nos filhos uma escala de valores que esteja acima de modismos e ondas do momento, que prejudicam o autêntico desenvolvimento físico e moral dos adolescentes” (D. Estevão Bettencourt)

Fonte: Vocacionadosdedeusemaria.blospot.com