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O poder do Rosário… Conheça a história de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia

26, março, 2015 Sem comentários

Beato Bartolo Longo

Plínio Maria Solimeo

A história de uma devoção nascida na Itália e trazida ao Brasil

Há quase 1.000 anos, na França,

O espanhol São Domingos de Gusmão recebia de Nossa Senhora, segundo piedosa crença, a revelação do rosário como meio seguro para converter os hereges albigenses que infestavam o sul daquele país.

Alguns séculos mais tarde, o Papa São Pio V instituiu a festa de Nossa Senhora das Vitórias, em ação de graças pelo triunfo naval obtido pelos cristãos contra os turcos em Lepanto, no dia em que se faziam na Cristandade procissões das confrarias do Rosário nessa intenção.

Seu sucessor, Gregório XIII, mudou o nome da festa para Nossa Senhora do Rosário, confirmando o papel do rosário nessa vitória. E a fixou no primeiro domingo de outubro.

Em 1716 Clemente XI estendeu a festa a toda a Igreja depois de outras vitórias obtidas contra os turcos, na Hungria. E, no século XIX, o mês de outubro foi dedicado ao rosário.

O rosário tornou-se, desde então, um dos mais significativos símbolos
do Catolicismo.

Hoje, a pedido de uma senhora assinante de Catolicismo e residente no bairro de Vila Pompéia da capital paulista, apresentamos aqui a história de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, um ilustrativo exemplo das graças que a Mãe de Deus quis distribuir mediante essa invocação e o uso do poderoso meio de santificação que é o rosário.

Sob as cinzas do Vesúvio…

Eram 11 horas da manhã do dia 24 de agosto do ano 79 de nossa era.

Os 25 mil habitantes da cidade de Pompéia, ao sul de Nápoles, dedicavam-se aos seus afazeres quotidianos, ou a seus reprováveis vícios, quando um estrondo aterrador os arrastou instintivamente para a rua.

Do Vesúvio subia ao céu imensa coluna de fogo!

Instantes depois sua cratera, transformada em horrível boca do inferno, começou a expelir pedras incandescentes como mísseis orientados contra a cidade. Uma chuva de cinzas, impregnada de vapores sulfúreos e de cloro, escureceu o céu.

O que fazer? Escapar para onde? A aterrada população começou a esconder-se nas casas ou a fugir loucamente sem direção. Mas era tarde demais: em pouco tempo Pompéia e mais quatro cidades ficaram sepultadas sob 10 metros de cinzas…

*   *   *

Aos poucos foi-se perdendo a memória da catástrofe e nos 1600 anos subseqüentes ninguém ouviria falar da cidade.

No início do século XVII, o arquiteto Fontana redescobriu Pompéia. Mas só no final do século seguinte é que começariam os trabalhos arqueológicos sistemáticos — que continuam até hoje — para resgatá-la das cinzas.

Foi possível reconstituir as casas, mobiliários e cenas da vida quotidiana da outrora brilhante cidade, bem como de alguns de seus abomináveis vícios, possível causa da cólera divina.

O revolucionário converte-se em ardente apóstolo

Bartolo Longo, filho de um médico da província de Brindisi, recebera educação cristã no ginásio dos Padres Escolápios, onde aprendeu a rezar e a amar o rosário.

Na faculdade de Direito, contudo, deixou-se impregnar pelo naturalismo anticlerical e anti-religioso ali reinante, ingressando aos 20 anos no movimento revolucionário de Garibaldi, Cavour e Vitor Emanuel, destinado a levar a cabo a unificação italiana, com a eliminação dos Estados Pontifícios e a supressão do poder temporal dos Papas.

Porém, um de seus professores na faculdade ficou cativado por suas qualidades naturais e via nele, uma vez convertido, grandes possibilidades para o apostolado.

Procurou então conquistar-lhe a amizade e, aos poucos, encaminhou-o a um piedoso e douto dominicano, sob cuja influência Bartolo reencontrou a fé da infância, fez-se Terceiro Dominicano, e entregou-se a obras de caridade em favor da velhice.

Decidiu-se a amar a Deus com todas suas forças, tomando como modelo o Coração Sacratíssimo de Jesus, cuja devoção passou a propagar.

Por essa época encontrou a condessa Marianna Farnararo, viúva, mulher apostólica e de viva fé. Edificada com a probidade moral e espírito empreendedor do jovem advogado, Marianna o contratou como administrador de seu patrimônio.

Foi assim que, em outubro de 1872, Bartolo dirigiu-se ao vale de Pompéia, onde a condessa possuía terras.

miséria espiritual dos habitantes, quase todos trabalhando nas escavações, o impressionou. Como poderia sanar tamanho mal?

A resposta veio por meio de uma voz interior, que lhe murmurou: “Propague
o Rosário
“.

Fiel a uma recomendação tão do agrado de seu coração, Bartolo tornou-se catequista e apóstolo daqueles operários, incentivando-os a entrar na Confraria do Rosário.

A partir do quadro, multiplicam-se os milagres

Bartolo e seu diretor espiritual começaram então a procurar uma imagem de Nossa Senhora do Rosário para a igreja paroquial.

Um dia uma religiosa, que soubera do que necessitavam, apresentou ao advogado uma pintura da invocação desejada, mas em muito mal estado: “Por meio dessa efígie realizar-se-ão muitos milagres“, profetizou.

Contudo, ao vê-la, a condessa ficou pasma: “Semelhante pintura é mais capaz de fazer perder a devoção do que incentivá-la!” afirmou.

Mas, à falta de melhor, a estampa, enrolada num tecido ordinário, foi colocada sobre uma carroça carregada de lixo que se destinava a Pompéia…

Enquanto isso, o Bispo de Nola, do qual dependia a região, surpreso com o bom resultado obtido por Bartolo no apostolado, decidiu construir uma igreja mais próxima do local.

Com os recursos arrecadados na primeira coleta, efetuada com vistas à edificação do templo religioso, mandaram restaurar e enquadrar a tela da Virgem do Rosário, expondo-a pela primeira vez à veneração pública no dia 13 de fevereiro de 1876.

Ora, desse dia até o 19 de março seguinte, 8 grandes milagres realizaram-se diante da modesta estampa, com repercussão em toda a Itália!

Bartolo tinhas vistas muito amplas. Por isso viajou pela Europa pedindo donativos não só para o novo santuário, mas para outras obras que planejava.

Assim, em 1884, fundou um periódico “O Rosário e a nova Pompéia”, para o qual montou uma tipografia em que empregou meninos pobres da cidade. Visando prepará-los para a função, organizou uma escola de tipografia.

Seguiram-se um orfanato para os filhos e depois para as filhas dos encarcerados. Para a formação destas, fundou a congregação das Filhas do Santo Rosário da Ordem Terceira Dominicana.

Enquanto isso, a devoção à Madonna del Rosario cresceu tanto que, em 1887, recebeu a honra da coroação solene. Em 1891 a nova igreja foi consagrada com o título de Rainha das Vitórias e, em 1901, foi elevada a basílica. E hoje em dia é um dos santuários mais famosos da Itália.

Após a cruz das perseguições, o reconhecimento do Papa santo

Como todos os verdadeiros servidores de Deus, Bartolo encontrou a ingratidão, o sofrimento
e a perseguição.

Acusaram-no perante o Papa Leão XIII de desviar os fundos obtidos para suas obras, e fizeram malévolas insinuações de suas relações com a condessa.

Aquele Pontífice os aconselhou a se casarem, para fazer calar os maldizentes. Eles o fizeram, mas mantendo perfeita continência.

Pouco mais tarde São Pio X, mal informado, destituiu o casal da administração das obras de Pompéia, ao que ambos se submeteram humildemente.

Já em 1893 haviam renunciado em favor da Santa Sé a todas as obras que fundaram. Numa visita a esse Pontífice, dois dias depois da destituição, o casal apresentou-lhe alguns meninos e meninas, filhos dos encarcerados, que eles educavam, dizendo que, de então em diante eles seriam filhos
do Papa
.

O Santo Pontífice percebeu que tinha sido vítima de falsas informações, e a partir de então não cessou de elogiar o desinteresse e a honestidade do casal.

Como as obras de Pompéia iam já de vento em popa, Bartolo resolveu retirar-se inteiramente do empreendimento para viver seus últimos anos no recolhimento e oração.

A condessa faleceu em 1924 e Bartolo a seguiu no ano seguinte, aos 86 anos de idade, em odor de santidade, venerado por todos.

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Fontes de referência:

Antonio Augusto Borelli Machado, Rosário — A grande solução para os problemas de nosso tempo, Artpress Indústria Gráfica e Editora Ltda., São Paulo, 2ª ed., 1994, p. 47.

Jean Ladame, Notre Dame de Toute l’Europe, Éditions Résiac, Montsours, França, 1984, pp. 237
a 241.

Pe. José Leite SJ, Santos de Cada Dia, Editorial A.O., Braga, 1994, pp. 129 a 132.

Nilza Botelho Megale, Cento e Doze invocações da Virgem Maria no Brasil, Vozes, 1986, pp. 306-308, e 337 a 3341.

Edésia Aducci, Maria e seus Gloriosos Títulos, Editora Lar Católico, 1958, pp. 345, 346.

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Fonte: http://catolicismo.com.br/

O que Nossa Senhora mais quer de nós?

16, março, 2015 Sem comentários

Reflita sobre estas palavras de Nossa Senhora
em Fátima:

“Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores; que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

“Quero dizer-te que em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias”.

“Não ofendam mais a DEUS Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.

“Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

“…que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer”.

“Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus”.

O que se pode tirar de lição?

Nossa Senhora quer que todos rezem o Rosário; ele é a maior arma do cristão. E Ela quer que ele seja rezado também pela conversão dos que não creem, quer que os cristãos se sacrifiquem por todos os incrédulos, com atos de penitência, como o jejum.

E que é o Imaculado Coração de Maria é o refúgio dos pecadores e a causa da salvação de
muitas almas…

Nestes tempos, mais do que nunca, é obrigatório fazer o que Ela disse!

*   *   *

Como rezar o Rosário da maneira certa? São Luis de Montfort explica!

25, dezembro, 2014 3 comentários

São Luis Maria Grignon de Montfort

É necessária a pureza da Intenção

Não é tanto a duração de uma oração, mas o fervor com a qual é rezada que agrada a DEUS Todo-Poderoso e toca seu Coração.

Mais vale uma única Ave Maria rezada com devoção e fé, que cento e cinquenta rezadas distraidamente.

A maioria dos católicos reza o Rosário, todos os quinze mistérios ou um Terço, ou ao menos, algumas dezenas. Então, porque será que tão poucos, abandonam seus pecados e progridem na vida espiritual?

Com certeza deve ser porque não rezam como se deve! É necessário pensar bem em como se deve orar, se realmente queremos agradar a DEUS e nos tornarmos santos.

Para que se reze o Rosário com fruto é necessário estar em estado de graça ou ao menos que se esteja completamente determinado a abandonar o pecado mortal.

Isto nós sabemos por que os teólogos nos ensinam que as boas obras e as orações são obras mortas, caso sejam feitas em estado de pecado mortal.

Elas não são agradáveis a DEUS, nem podem nos ajudar a ganhar a vida eterna. É por isto que o livro do eclesiástico diz: “O louvor não tem beleza na boca do pecador”(15,9). Louvores a DEUS, a Ave Maria e o PAI Nosso não são do agrado de DEUS, se forem rezadas por pecadores não arrependidos. 

Nosso SENHOR disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mc 7,6) É como se Ele estivesse dizendo: 

“Aqueles que se inscrevem na Minha Confraria e rezam o Rosário todo dia (até mesmo as quinze dezenas), mas sem se arrependerem de seus pecados, Me honram com os lábios apenas, mais seus corações estão longe de Mim.” 

Eu disse que para rezar o Rosário, com proveito, devemos estar em estado de graça “ou pelo menos com firme resolução de deixar de cometer pecados, principalmente os pecados mortais” em primeiro lugar, porque é certo que DEUS só houve as orações dos que estão em estado de graça e seguir-se ia então que as pessoas em estado de pecado mortal não deveriam rezar.

Este ensino é errôneo e é condenado pela santa Mãe Igreja, porque é certo que os pecadores necessitam muito mais rezar que as pessoas justas. Seria uma doutrina horrível, pois é verdade que seria fútil e inútil dizer ao pecador para rezar por inteiro, ou mesmo em parte o seu Rosário porque isto nunca o ajudaria.

Em segundo lugar, porque se eles, os pecadores ingressassem em uma confraria e rezarem o Rosário ou outra, mas não tendo a clara intenção de abandonar o pecado, eles fazem parte dos falsos devotos.

Estes devotos impenitentes, escondidos sob um manto, usando um escapulário e com o Rosário na mão gritam: “Ave Maria, boa Mãe, Santa Maria!…”

E ao mesmo tempo, por seus pecados, eles crucificam Nosso Senhor JESUS CRISTO dilacerando sua carne outra vez.

É uma grande tragédia, pois mesmo dentro das santíssimas Confrarias de Nossa Senhora, almas se precipitaram no fogo do Inferno. 

Nós sinceramente aconselhamos a todos a rezar o Santíssimo Rosário:

aos justos, a fim de que perseverem e cresçam na graça de DEUS;

aos pecadores, para que saiam dos seus pecados.

Mas não agrada, nem pode agradar a DEUS, que exortemos a um pecador que faça manto protetor da Santíssima Virgem um manto de condenação para ocultar seus crimes aos olhos públicos.

O Rosário, que é a cura para todos os nossos males, seria trocado por um veneno mortal e funesto. “A corrupção do melhor se torna o pior!” 

O sábio Cardeal Hugo afirma: “É necessário ser puro como um Anjo para se aproximar da Santíssima Virgem e rezar a Saudação Angélica.” 

Um dia, Nossa Senhora apareceu a um homem imoral dentro de um cesto cheio de frutos, mas o próprio cesto estava cheios de imundícies. O homem teve horror do que vira, e Nossa
Senhora disse: 

“Tu me serves assim! Apresentas-me belíssimas rosas num cesto imundo. Julgas tu mesmo que posso aceitar presentes desta espécie?”

*  *  *

Retirado de: 44º Capitulo – Extraído do Livro “O Segredo do Rosário” São Luiz M. Grignion de Montfort.

Fonte: escritosdossantos.blogspot

Qual é o maior terror dos demônios?

2, agosto, 2014 11 comentários

Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava possesso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar.

Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:

1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;

2 – Eles continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o Mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário;

Eles então revelaram várias outras coisas.

São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.

O Terço de Fátima é o terror dos demônios; quem o reza todos os dias estará sempre amparado. Clique na imagem e saiba como receber um lindo Terço de Fátima de Cristal legítimo

Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… e eles disseram:

” Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento…

São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.

Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.
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Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse:
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“Responda ao meu servo Domingos imediatamente”. 
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Então os demônios começaram a gritar:
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“Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente?
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Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruína?
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 Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos:
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…a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.
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Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.
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Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos.
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Muitos cristãos que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.
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Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruído há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem.
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Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto:
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“Ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus”
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Livro O Segredo do Rosário – São Luís Maria G. de Montfort – páginas.95 à 97.
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Fonte: defensoresdasagradacruz.blogspot
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Última Ave-Maria, último suspiro!

21, julho, 2014 1 comentário

Teríamos nós a graça de termos o tempo de rezar todas as ave-marias de que somos devedores? 

Achava-se num asilo de velhos um antigo soldado que, apesar de sua vida de caserna e acampamento, se conservava dócil e acessível às verdades religiosas.

Um sacerdote, que o visitava com frequência, falou-lhe da devoção do Rosário e ensinou-lhe o modo de rezá-lo.

Deu-lhe a Irmã um Rosário e o velho militar achou tamanho consolo em rezá-lo, que sentia muito não o ter conhecido antes, dizendo que o teria rezado todos os dias.

-Irmã. (perguntou um dia), quantos dias há em sessenta anos?

-21.900 dias.

-Irmã, e quantos Rosários teria eu que rezar cada dia para, em três anos, chegar a esse número?

-20 cada dia, disse-lhe a Irmã.

Daí em diante, viam-no, dia e noite, com o Rosário na mão.

Após três anos de sofrimentos, suportados com grande paciência, chegou ao seu último Rosário.

Ali o esperava a morte, pois não viveu nem um dia nem uma hora mais. Ao terminar a última Ave-Maria, deu o último suspiro, entregou sua alma a Deus.


Fonte: Blog O Segredo do Rosário

Rainha Branca de Castela e o Rosário

17, outubro, 2013 1 comentário

Coroação de Luís VIII e Branca de Castela – 1223

A Rainha Branca de Castela (1187-1251), a esposa do Rei Luís VIII, estava profundamente triste porque ela ainda não tinha filhos após 12 anos de casamento. Quando São Domingos de Gusmão foi vê-la, ele aconselhou-a a rezar o terço todos os dias para pedir a Deus a graça da maternidade.
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Ela seguiu o seu conselho fielmente. Em 1213, ela deu à luz seu filho mais velho, Filipe, mas a criança morreu na infância.O fervor da Rainha não foi de modo algum embotado por essa decepção.
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Pelo contrário, ela procurou a ajuda de Nossa Senhora, mais do que nunca. Ela tinha distribuído um grande número de Rosários para todos os membros da corte e também para as pessoas em várias cidades do Reino, pedindo-lhes para se juntar a ela rogando a Deus por uma bênção que desta vez seria completa.
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Em 1215, ela deu à luz a São Luís, o príncipe que viria a ser a glória da França e o modelo de todos os Reis Católicos. Ele usou sua coroa terrena de modo perfeito, e assim ganhou uma coroa celestial cuja glória nunca se apagará.
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Esta história foi relatada em um livro de exempla Mariano [1], o Ulm Rosary Handbook, escrito por Alanus de Rupe em 1483. Mais tarde, São Luís de Montfort iria repetir a história em seu livro O Segredo do Rosário, para incentivar a oração do Rosário.
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Se São Luís foi um Rei católico exemplar, sua mãe Branca de Castela foi o modelo de Rainha Católica piedosa, forte. No livroMarried Saints [Santos Casados] (p. 110-128), lemos que ela combinou o gênio para governar com as melhores qualidades da maternidade:
Com a morte prematura de Luís VIII, o reino enfrentou uma crise uma vez que Luís era apenas um menino de 12 anos. A Rainha Branca governou o reino como regente por oito anos – 1226-1234 – com sabedoria e vigor até que ele pudesse ser coroado como Luís IX. Ela frustrou repetidamente as tramas dos barões contra seu filho, e entrou em guerra contra os nobres quando necessário, para preservar a unidade do reino. Ela foi muito mais inteligente do que eles e, finalmente, conseguiu fazê-los respeitar sua autoridade.
Branca levou São Luís com ela em suas campanhas militares, e fê-lo sentar-se ao lado dela nos conselhos de Estado. Isto deu a ele treinamento na arte de governar, pois ele aprendeu não só através de preceitos, mas através da demonstração ocular. Branca não se contentou em treinar seu filho para ser um rei, ela o instruiu também nos caminhos da santidade. Ela ensinou-lhe a fé católica e a devoção, e incutiu-lhe o costume de rezar, que ele nunca abandonou.
Desde os seus primeiros anos, ela se esforçou para impressionar a sua mente sensível com o valor da santidade. Ela costumava dizer-lhe: ‘Eu preferiria vê-lo morto a saber que você deve viver para cometer um pecado mortal.

A confiança que São Luís IX tinha em sua mãe é óbvia: quando ele pegou em armas na guerra santa contra os sarracenos, no Egito, ele fez Branca A Rainha regente da França.
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Em sua partida, ele disse à sua mãe: “Deixo os meus três filhos para a senhora guardá-los. Deixo este reino da França para a senhora governá-lo. Verdadeiramente eu sei que meus filhos vão ser bem guardados e o reino bem governado”.
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A Rainha Branca realmente suprimiu rebeliões e de fato ampliou o poder da dinastia francesa. Em 1249, enquanto o seu filho estava na Cruzada, ela completou a absorção do sul da França para o Reino e fez alianças vantajosas. Como resultado, o Reino da França ficou mais próximo da aparência que tem hoje.
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Original aqui.
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Notas da tradutora:
[1] Exempla: palavra em latim que designa o conto moral para exemplificar uma questão.
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Fonte: Maria Rosa Mulher

Como rezar o Rosário por São Luiz de Montfort

18, julho, 2013 23 comentários

A pureza da Intenção 
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Não é tanto a duração de uma oração, mas o fervor com a qual é rezada que agrada a DEUS Todo-Poderoso e toca seu Coração. Mais vale uma única Ave Maria rezada com devoção e fé, que cento e cinquenta rezadas distraidamente.
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A maioria dos católicos reza o Rosário, todos os quinze mistérios ou um Terço, ou ao menos, algumas dezenas. Então, porque será que tão poucos, abandonam seus pecados e progridem na vida espiritual? Com certeza deve ser porque não rezam como se deve! É necessário pensar bem em como se deve orar, se realmente queremos agradar a DEUS e nos tornarmos santos.
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Para que se reze o Rosário com fruto é necessário estar em estado de graça ou ao menos que se esteja completamente determinado a abandonar o pecado mortal. Isto nós sabemos por que os teólogos nos ensinam que as boas obras e as orações são obras mortas, caso sejam feitas em estado de pecado mortal.
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Elas não são agradáveis a DEUS, nem podem nos ajudar a ganhar a vida eterna. É por isto que o livro do eclesiástico diz: “O louvor não tem beleza na boca do pecador”(15,9). Louvores a DEUS, a Ave Maria e o PAI Nosso não são do agrado de DEUS, se forem rezadas por pecadores não arrependidos.
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Nosso SENHOR disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mc 7,6) É como se Ele estivesse dizendo:
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“Aqueles que se inscrevem na Minha Confraria e rezam o Rosário todo dia (até mesmo as quinze dezenas), mas sem se arrependerem de seus pecados, Me honram com os lábios apenas, mais seus corações estão longe de Mim.” 
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Eu disse que para rezar o Rosário, com proveito, devemos estar em estado de graça “ou pelo menos com firme resolução de deixar de cometer pecados, principalmente os pecados mortais” em primeiro lugar, porque é certo que DEUS só houve as orações dos que estão em estado de graça e seguir-se ia então que as pessoas em estado de pecado mortal não deveriam rezar.
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Este ensino é errôneo e é condenado pela santa Mãe Igreja, porque é certo que os pecadores necessitam muito mais rezar que as pessoas justas. Seria um doutrina horrível, pois é verdade que seria fútil e inútil dizer ao pecador para rezar por inteiro, ou mesmo em parte o seu Rosário porque isto nunca o ajudaria.
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Em segundo lugar, porque se eles, os pecadores ingressassem em uma confraria e rezarem o Rosário ou outra, mas não tendo a clara intenção de abandonar o pecado, eles fazem parte dos falsos devotos.
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Estes devotos impenitentes, escondidos sob um manto, usando um escapulário e com o Rosário na mão gritam: “Ave Maria, boa Mãe, Santa Maria!…”
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E ao mesmo tempo, por seus pecados, eles crucificam Nosso Senhor JESUS CRISTO dilacerando sua carne outra vez. É uma grande tragédia, pois mesmo dentro das santíssimas Confrarias de Nossa Senhora, almas se precipitaram no fogo do Inferno.
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Nós sinceramente aconselhamos a todos a rezar o Santíssimo Rosário:
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- aos justos, a fim de que perseverem e cresçam na graça de DEUS;
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- aos pecadores, para que saiam dos seus pecados.
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Mas não agrada, nem pode agradar a DEUS, que exortemos a um pecador que faça manto protetor da Santíssima Virgem um manto de condenação para ocultar seus crimes aos olhos públicos. O Rosário, que é a cura para todos os nossos males, seria trocado por um veneno mortal e funesto. “A corrupção do melhor se torna o pior!”
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O sábio Cardeal Hugo afirma: “É necessário ser puro como um Anjo para se aproximar da Santíssima Virgem e rezar a Saudação Angélica.” 
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Um dia, Nossa Senhora apareceu a um homem imoral dentro de um cesto cheio de frutos, mas o próprio cesto estava cheios de imundícies. O homem teve horror do que vira, e Nossa Senhora disse: “Tu me serves assim! Apresentas-me belíssimas rosas num cesto imundo. Julgas tu mesmo que posso aceitar presentes desta espécie?”
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44º Capitulo – Extraído do Livro “O Segredo do Rosário” São Luiz M. Grignion de Montfort 
Fonte: Católicos Tradicionais

Rezando o Rosário na Quaresma

13, fevereiro, 2013 13 comentários

O costume de recitar o Rosário é uma das formas mais antigas da devoção à Maria Santíssima.  Rezar o Rosário, individual ou conjuntamente, não é apenas uma simples recitação das orações (Glória, Padre Nosso e Ave Maria).  É muito mais:  é considerar os principais acontecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. É relembrar, com a memória, a história; é olhar, com a imaginação, a cena que se passa; é entender, com a razão, o convite que Deus, através daquela reflexão, nos faz para unirmos nossa vida à vida de Nosso Senhor e Nossa Senhora.

A Quaresma é a ocasião especialmente apropriada para nossas devoções particulares que nos permitem rever os passos de Jesus Cristo, e com Ele e Sua Mãe experimentarmos seu sofrimento e sua glória.

No Rosário são feitas as seguintes orações:

Começa com o Sinal da Cruz, evocação da Santíssima Trindade, princípio e fim de nossa fé. Em seguida, o Credo, que nos convida a meditar sobre os principais artigos de nossa fé.
Antes de iniciar os mistérios, temos um conjunto de quatro orações: um Pai Nosso e três Ave Maria.

O Rosário é composto por  mistérios (cada cinco mistérios constituem o “terço” do Rosário): cinco mistérios gozosos (ou de alegria),  cinco dolorosos e cinco gloriosos. Cada mistério é iniciado por um Pai Nosso seguido pela recitação de 10 Ave Maria  e finalizado com um Glória ao Pai.

Após a meditação dos mistérios, finaliza-se o Rosário com a recitação da Salve Rainha, em louvor à Virgem Maria, pelas graças a nós concedidas.

O TERÇO

O Terço é uma forma abreviada de se rezar o Rosário.  Como o próprio nome diz, o Terço refere-se à terça parte do Rosário, ou seja, a meditação de apenas cinco dos conjuntos de mistérios.  Tradicionalmente, a meditação dos mistérios é realizada conforme os dias da semana, ou seja, para cada dia é proposto um conjunto de mistérios diferente.

MEDITAÇÃO DOS MISTÉRIOS

Para melhor contemplação dos mistérios do Rosário, é conveniente sejam lidas – de preferência em outros horários que não sejam os da reza do terço – passagens específicas da Sagrada Escritura.

MISTÉRIOS GOZOSOS– REZADOS ÀS SEGUNDAS E QUINTAS FEIRA

Primeiro Mistério: Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Virgem Maria e Encarnação do Verbo. (Leitura indicada: São Lucas,1, 26-38)

Segundo Mistério: A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel. (Leitura indicada: São Lucas, 1, 39-45)

Terceiro Mistério: Nascimento do Menino Jesus, em Belém. (Leitura indicada: São Lucas, 2, 1-15)

Quarto Mistério: Apresentação do Menino de Jesus no Templo. (Leitura indicada: São Lucas, 2, 22-39)

Quinto Mistério: A perda e o encontro do Menino de Jesus, discutindo com os doutores da Lei,no Templo. (Leitura indicada: São Lucas,2, 41-52)

MISTÉRIOS DOLOROSOS – REZADOS ÀS TERÇAS E SEXTAS-FEIRAS

Primeiro Mistério: Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. (Leitura indicada: São Marcos, 14, 32-42)

Segundo Mistério: A flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo atado a uma coluna. (Leitura indicada: São Mateus, 27, 22-26)

Terceiro Mistério: Como Nosso Senhor Jesus Cristo foi coroado de espinhos. (Leitura indicada: São Mateus, 27, 27-31)

Quarto Mistério: Como Nosso Senhor levou a Cruz às costas até o alto do Calvário. (Leitura indicada: São Lucas, 23, 20-32)

Quinto Mistério: A crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Leitura indicada: São Lucas, 23, 33-49)

MISTÉRIOS GLORIOSOS – REZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS, SÁBADOS E DOMIGOS

Primeiro Mistério: A ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Leitura indicada: São Mateus, 28, 1-15)

Segundo Mistério: A ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo aos céus. (Leitura indicada: Atos, 1, 4-11)

Terceiro Mistério: A vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo. (Leitura indicada: Atos, 2, 1-13)

Quarto Mistério: A Assunção de Nossa Senhora aos céus. (Leitura indicada: 1Cor 15, 20-23; 53-55)

Quinto Mistério: A coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra. (Leitura indicada: Apocalípse, 12, 1-1)

Fonte: Baseado em http://amai-vos.uol.com.br