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Qual é o maior terror dos demônios?

2, agosto, 2014 11 comentários

Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava possesso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar.

Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:

1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;

2 – Eles continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o Mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário;

Eles então revelaram várias outras coisas.

São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.

O Terço de Fátima é o terror dos demônios; quem o reza todos os dias estará sempre amparado. Clique na imagem e saiba como receber um lindo Terço de Fátima de Cristal legítimo

Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… e eles disseram:

” Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento…

São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.

Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.
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Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse:
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“Responda ao meu servo Domingos imediatamente”. 
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Então os demônios começaram a gritar:
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“Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente?
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Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruína?
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 Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos:
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…a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.
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Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.
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Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos.
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Muitos cristãos que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.
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Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruído há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem.
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Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto:
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“Ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus”
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Livro O Segredo do Rosário – São Luís Maria G. de Montfort – páginas.95 à 97.
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Fonte: defensoresdasagradacruz.blogspot
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Última Ave-Maria, último suspiro!

21, julho, 2014 1 comentário

Teríamos nós a graça de termos o tempo de rezar todas as ave-marias de que somos devedores? 

Achava-se num asilo de velhos um antigo soldado que, apesar de sua vida de caserna e acampamento, se conservava dócil e acessível às verdades religiosas.

Um sacerdote, que o visitava com frequência, falou-lhe da devoção do Rosário e ensinou-lhe o modo de rezá-lo.

Deu-lhe a Irmã um Rosário e o velho militar achou tamanho consolo em rezá-lo, que sentia muito não o ter conhecido antes, dizendo que o teria rezado todos os dias.

-Irmã. (perguntou um dia), quantos dias há em sessenta anos?

-21.900 dias.

-Irmã, e quantos Rosários teria eu que rezar cada dia para, em três anos, chegar a esse número?

-20 cada dia, disse-lhe a Irmã.

Daí em diante, viam-no, dia e noite, com o Rosário na mão.

Após três anos de sofrimentos, suportados com grande paciência, chegou ao seu último Rosário.

Ali o esperava a morte, pois não viveu nem um dia nem uma hora mais. Ao terminar a última Ave-Maria, deu o último suspiro, entregou sua alma a Deus.


Fonte: Blog O Segredo do Rosário

Rainha Branca de Castela e o Rosário

17, outubro, 2013 1 comentário

Coroação de Luís VIII e Branca de Castela – 1223

A Rainha Branca de Castela (1187-1251), a esposa do Rei Luís VIII, estava profundamente triste porque ela ainda não tinha filhos após 12 anos de casamento. Quando São Domingos de Gusmão foi vê-la, ele aconselhou-a a rezar o terço todos os dias para pedir a Deus a graça da maternidade.
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Ela seguiu o seu conselho fielmente. Em 1213, ela deu à luz seu filho mais velho, Filipe, mas a criança morreu na infância.O fervor da Rainha não foi de modo algum embotado por essa decepção.
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Pelo contrário, ela procurou a ajuda de Nossa Senhora, mais do que nunca. Ela tinha distribuído um grande número de Rosários para todos os membros da corte e também para as pessoas em várias cidades do Reino, pedindo-lhes para se juntar a ela rogando a Deus por uma bênção que desta vez seria completa.
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Em 1215, ela deu à luz a São Luís, o príncipe que viria a ser a glória da França e o modelo de todos os Reis Católicos. Ele usou sua coroa terrena de modo perfeito, e assim ganhou uma coroa celestial cuja glória nunca se apagará.
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Esta história foi relatada em um livro de exempla Mariano [1], o Ulm Rosary Handbook, escrito por Alanus de Rupe em 1483. Mais tarde, São Luís de Montfort iria repetir a história em seu livro O Segredo do Rosário, para incentivar a oração do Rosário.
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Se São Luís foi um Rei católico exemplar, sua mãe Branca de Castela foi o modelo de Rainha Católica piedosa, forte. No livroMarried Saints [Santos Casados] (p. 110-128), lemos que ela combinou o gênio para governar com as melhores qualidades da maternidade:
Com a morte prematura de Luís VIII, o reino enfrentou uma crise uma vez que Luís era apenas um menino de 12 anos. A Rainha Branca governou o reino como regente por oito anos – 1226-1234 – com sabedoria e vigor até que ele pudesse ser coroado como Luís IX. Ela frustrou repetidamente as tramas dos barões contra seu filho, e entrou em guerra contra os nobres quando necessário, para preservar a unidade do reino. Ela foi muito mais inteligente do que eles e, finalmente, conseguiu fazê-los respeitar sua autoridade.
Branca levou São Luís com ela em suas campanhas militares, e fê-lo sentar-se ao lado dela nos conselhos de Estado. Isto deu a ele treinamento na arte de governar, pois ele aprendeu não só através de preceitos, mas através da demonstração ocular. Branca não se contentou em treinar seu filho para ser um rei, ela o instruiu também nos caminhos da santidade. Ela ensinou-lhe a fé católica e a devoção, e incutiu-lhe o costume de rezar, que ele nunca abandonou.
Desde os seus primeiros anos, ela se esforçou para impressionar a sua mente sensível com o valor da santidade. Ela costumava dizer-lhe: ‘Eu preferiria vê-lo morto a saber que você deve viver para cometer um pecado mortal.

A confiança que São Luís IX tinha em sua mãe é óbvia: quando ele pegou em armas na guerra santa contra os sarracenos, no Egito, ele fez Branca A Rainha regente da França.
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Em sua partida, ele disse à sua mãe: “Deixo os meus três filhos para a senhora guardá-los. Deixo este reino da França para a senhora governá-lo. Verdadeiramente eu sei que meus filhos vão ser bem guardados e o reino bem governado”.
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A Rainha Branca realmente suprimiu rebeliões e de fato ampliou o poder da dinastia francesa. Em 1249, enquanto o seu filho estava na Cruzada, ela completou a absorção do sul da França para o Reino e fez alianças vantajosas. Como resultado, o Reino da França ficou mais próximo da aparência que tem hoje.
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Original aqui.
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Notas da tradutora:
[1] Exempla: palavra em latim que designa o conto moral para exemplificar uma questão.
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Fonte: Maria Rosa Mulher

Como rezar o Rosário por São Luiz de Montfort

18, julho, 2013 22 comentários

A pureza da Intenção 
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Não é tanto a duração de uma oração, mas o fervor com a qual é rezada que agrada a DEUS Todo-Poderoso e toca seu Coração. Mais vale uma única Ave Maria rezada com devoção e fé, que cento e cinquenta rezadas distraidamente.
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A maioria dos católicos reza o Rosário, todos os quinze mistérios ou um Terço, ou ao menos, algumas dezenas. Então, porque será que tão poucos, abandonam seus pecados e progridem na vida espiritual? Com certeza deve ser porque não rezam como se deve! É necessário pensar bem em como se deve orar, se realmente queremos agradar a DEUS e nos tornarmos santos.
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Para que se reze o Rosário com fruto é necessário estar em estado de graça ou ao menos que se esteja completamente determinado a abandonar o pecado mortal. Isto nós sabemos por que os teólogos nos ensinam que as boas obras e as orações são obras mortas, caso sejam feitas em estado de pecado mortal.
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Elas não são agradáveis a DEUS, nem podem nos ajudar a ganhar a vida eterna. É por isto que o livro do eclesiástico diz: “O louvor não tem beleza na boca do pecador”(15,9). Louvores a DEUS, a Ave Maria e o PAI Nosso não são do agrado de DEUS, se forem rezadas por pecadores não arrependidos.
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Nosso SENHOR disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mc 7,6) É como se Ele estivesse dizendo:
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“Aqueles que se inscrevem na Minha Confraria e rezam o Rosário todo dia (até mesmo as quinze dezenas), mas sem se arrependerem de seus pecados, Me honram com os lábios apenas, mais seus corações estão longe de Mim.” 
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Eu disse que para rezar o Rosário, com proveito, devemos estar em estado de graça “ou pelo menos com firme resolução de deixar de cometer pecados, principalmente os pecados mortais” em primeiro lugar, porque é certo que DEUS só houve as orações dos que estão em estado de graça e seguir-se ia então que as pessoas em estado de pecado mortal não deveriam rezar.
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Este ensino é errôneo e é condenado pela santa Mãe Igreja, porque é certo que os pecadores necessitam muito mais rezar que as pessoas justas. Seria um doutrina horrível, pois é verdade que seria fútil e inútil dizer ao pecador para rezar por inteiro, ou mesmo em parte o seu Rosário porque isto nunca o ajudaria.
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Em segundo lugar, porque se eles, os pecadores ingressassem em uma confraria e rezarem o Rosário ou outra, mas não tendo a clara intenção de abandonar o pecado, eles fazem parte dos falsos devotos.
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Estes devotos impenitentes, escondidos sob um manto, usando um escapulário e com o Rosário na mão gritam: “Ave Maria, boa Mãe, Santa Maria!…”
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E ao mesmo tempo, por seus pecados, eles crucificam Nosso Senhor JESUS CRISTO dilacerando sua carne outra vez. É uma grande tragédia, pois mesmo dentro das santíssimas Confrarias de Nossa Senhora, almas se precipitaram no fogo do Inferno.
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Nós sinceramente aconselhamos a todos a rezar o Santíssimo Rosário:
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- aos justos, a fim de que perseverem e cresçam na graça de DEUS;
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- aos pecadores, para que saiam dos seus pecados.
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Mas não agrada, nem pode agradar a DEUS, que exortemos a um pecador que faça manto protetor da Santíssima Virgem um manto de condenação para ocultar seus crimes aos olhos públicos. O Rosário, que é a cura para todos os nossos males, seria trocado por um veneno mortal e funesto. “A corrupção do melhor se torna o pior!”
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O sábio Cardeal Hugo afirma: “É necessário ser puro como um Anjo para se aproximar da Santíssima Virgem e rezar a Saudação Angélica.” 
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Um dia, Nossa Senhora apareceu a um homem imoral dentro de um cesto cheio de frutos, mas o próprio cesto estava cheios de imundícies. O homem teve horror do que vira, e Nossa Senhora disse: “Tu me serves assim! Apresentas-me belíssimas rosas num cesto imundo. Julgas tu mesmo que posso aceitar presentes desta espécie?”
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44º Capitulo – Extraído do Livro “O Segredo do Rosário” São Luiz M. Grignion de Montfort 
Fonte: Católicos Tradicionais

Rezando o Rosário na Quaresma

13, fevereiro, 2013 13 comentários

O costume de recitar o Rosário é uma das formas mais antigas da devoção à Maria Santíssima.  Rezar o Rosário, individual ou conjuntamente, não é apenas uma simples recitação das orações (Glória, Padre Nosso e Ave Maria).  É muito mais:  é considerar os principais acontecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. É relembrar, com a memória, a história; é olhar, com a imaginação, a cena que se passa; é entender, com a razão, o convite que Deus, através daquela reflexão, nos faz para unirmos nossa vida à vida de Nosso Senhor e Nossa Senhora.

A Quaresma é a ocasião especialmente apropriada para nossas devoções particulares que nos permitem rever os passos de Jesus Cristo, e com Ele e Sua Mãe experimentarmos seu sofrimento e sua glória.

No Rosário são feitas as seguintes orações:

Começa com o Sinal da Cruz, evocação da Santíssima Trindade, princípio e fim de nossa fé. Em seguida, o Credo, que nos convida a meditar sobre os principais artigos de nossa fé.
Antes de iniciar os mistérios, temos um conjunto de quatro orações: um Pai Nosso e três Ave Maria.

O Rosário é composto por  mistérios (cada cinco mistérios constituem o “terço” do Rosário): cinco mistérios gozosos (ou de alegria),  cinco dolorosos e cinco gloriosos. Cada mistério é iniciado por um Pai Nosso seguido pela recitação de 10 Ave Maria  e finalizado com um Glória ao Pai.

Após a meditação dos mistérios, finaliza-se o Rosário com a recitação da Salve Rainha, em louvor à Virgem Maria, pelas graças a nós concedidas.

O TERÇO

O Terço é uma forma abreviada de se rezar o Rosário.  Como o próprio nome diz, o Terço refere-se à terça parte do Rosário, ou seja, a meditação de apenas cinco dos conjuntos de mistérios.  Tradicionalmente, a meditação dos mistérios é realizada conforme os dias da semana, ou seja, para cada dia é proposto um conjunto de mistérios diferente.

MEDITAÇÃO DOS MISTÉRIOS

Para melhor contemplação dos mistérios do Rosário, é conveniente sejam lidas – de preferência em outros horários que não sejam os da reza do terço – passagens específicas da Sagrada Escritura.

MISTÉRIOS GOZOSOS– REZADOS ÀS SEGUNDAS E QUINTAS FEIRA

Primeiro Mistério: Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Virgem Maria e Encarnação do Verbo. (Leitura indicada: São Lucas,1, 26-38)

Segundo Mistério: A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel. (Leitura indicada: São Lucas, 1, 39-45)

Terceiro Mistério: Nascimento do Menino Jesus, em Belém. (Leitura indicada: São Lucas, 2, 1-15)

Quarto Mistério: Apresentação do Menino de Jesus no Templo. (Leitura indicada: São Lucas, 2, 22-39)

Quinto Mistério: A perda e o encontro do Menino de Jesus, discutindo com os doutores da Lei,no Templo. (Leitura indicada: São Lucas,2, 41-52)

MISTÉRIOS DOLOROSOS – REZADOS ÀS TERÇAS E SEXTAS-FEIRAS

Primeiro Mistério: Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. (Leitura indicada: São Marcos, 14, 32-42)

Segundo Mistério: A flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo atado a uma coluna. (Leitura indicada: São Mateus, 27, 22-26)

Terceiro Mistério: Como Nosso Senhor Jesus Cristo foi coroado de espinhos. (Leitura indicada: São Mateus, 27, 27-31)

Quarto Mistério: Como Nosso Senhor levou a Cruz às costas até o alto do Calvário. (Leitura indicada: São Lucas, 23, 20-32)

Quinto Mistério: A crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Leitura indicada: São Lucas, 23, 33-49)

MISTÉRIOS GLORIOSOS – REZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS, SÁBADOS E DOMIGOS

Primeiro Mistério: A ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Leitura indicada: São Mateus, 28, 1-15)

Segundo Mistério: A ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo aos céus. (Leitura indicada: Atos, 1, 4-11)

Terceiro Mistério: A vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo. (Leitura indicada: Atos, 2, 1-13)

Quarto Mistério: A Assunção de Nossa Senhora aos céus. (Leitura indicada: 1Cor 15, 20-23; 53-55)

Quinto Mistério: A coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra. (Leitura indicada: Apocalípse, 12, 1-1)

Fonte: Baseado em http://amai-vos.uol.com.br

Rosário, instrumento privilegiado de salvação e de luta

30, maio, 2012 9 comentários

Devoção mariana por excelência, o Rosário foi revelado por Nossa Senhora a São Domingos de Gusmão. Salvando as almas dos pecadores e combatendo os inimigos da Igreja, tomou relevância ainda maior em Fátima, atraindo graças em profusão.

Iniciava-se o século XIII. A fé católica desabrochava esplendidamente por toda a Europa em frutos de justiça e caridade. Ao mesmo tempo, no campo civil, uma admirável e possante lógica levava os povos a se constituírem em Cristandade, a qual mereceu do Papa Leão XIII este belo elogio: “Nessa época a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos”.(1) De fato, a sociedade temporal só alcança todo o seu esplendor quando baseada nas verdades eternas.

Problemas, dificuldades, erros e pecados os havia, é claro, pois não estávamos no paraíso celeste, mas não constituíam a nota dominante, como hoje em dia.

O demônio, porém, não cessa de perseguir as almas e as instituições, como advertiu São Pedro: “Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar”.(2) O inimigo dos homens vinha já obtendo, havia algum tempo, vitórias significativas no sul da França e norte da Itália pela propagação da heresia dos cátaros, também conhecidos como albigenses, em referência à cidade de Albi, sul da França, onde se localizava seu centro.

Cátaro vem do grego e significa “puro”. Os únicos “puros” eram os que aderiam ao catarismo e se submetiam a suas iniciações e prescrições. Todo o resto da humanidade era constituído pelos “impuros”. Ensinavam os cátaros que havia um deus mau, criador dos corpos humanos e da matéria em geral, ao lado de um deus bom, que criara as almas, as quais haviam sido aprisionadas nos corpos. Diversos bispos e nobres os protegiam. Ressuscitava-se assim a velha heresia gnóstica que tanto havia atribulado os primeiros tempos do cristianismo.

Os Papas tudo fizeram para tentar converter essa parcela dissidente do rebanho de Cristo. Enviaram apóstolos, missionários, pessoas virtuosas. Tudo em vão.

Além da salvação dessas almas transviadas, outra tarefa premente era evitar o contágio da heresia. E também sua influência nefasta sobre a sociedade temporal, a qual, nos centros cátaros, tendia a constituir-se à maneira de uma sociedade comunista cuja nomenklatura da época seria formada pelos “puros”.

O que fazer? A solução veio do alto, mais precisamente do Céu.

Nossa Senhora revela a devoção do Rosário a São Domingos

São Domingos e os cátaros

Um homem de Deus profundamente preocupado com a situação da Igreja e da Cristandade naquela região pregava incessantemente as verdades da fé. Era o espanhol São Domingos de Gusmão.

Muitos milagres marcaram sua evangelização entre os cátaros. Um dos mais famosos ocorreu em Fangeux, na diocese de Carcassona. “Os líderes cátaros apareceram em grande número, trazendo o livro que continha todas suas heresias. São Domingos levava um caderno no qual havia refutado a maioria desses erros. Como não chegavam a nenhum acordo, decidiram apelar para a prova do fogo. O escrito que permanecesse incólume numa fogueira seria o verdadeiro. Fizeram uma grande fogueira e nela jogaram o livro dos cátaros. Pouco depois estava este reduzido a cinzas. Lançaram então ao fogo o escrito de Domingos. Este voou ao ar sem se queimar e foi pousar numa viga do teto, onde deixou uma marca de fogo. Por três vezes os hereges repetiram o ato, com o mesmo resultado”.(3)

Mas nem mesmo milagres estrondosos convertiam aqueles corações empedernidos.

No ano de 1208, num dia em que São Domingos rezava fervorosamente na capela do recém-fundado convento de Prouille, no Languedoc francês, pedindo a intervenção da Santíssima Virgem, eis que Ela lhe aparece e diz que “como a saudação angélica tinha sido o princípio da redenção do mundo, era necessário também que essa saudação fosse o princípio da conversão dos hereges; que assim, pregando o Rosário que contém cento e cinquenta Ave-Marias, ele veria um sucesso maravilhoso em seus trabalhos e os mais empedernidos sectários se converterem aos milhares”.(4)

Era a instituição oficial do Rosário como arma sobrenatural contra a heresia recalcitrante. São Domingos não hesitou um instante. Pôs-se a pregar a oração do Rosário em todas as cidades infectadas pela heresia. O resultado foi surpreendente. As conversões, que antes não se produziam, agora se faziam aos milhares. Vários jovens começaram a aproximar-se do santo, constituindo assim o núcleo inicial daqueles que em breve seriam os frades da Ordem dos Pregadores, ou Dominicanos, que São Domingos fundaria.

Concomitantemente a esses fatos, a Cruzada movida por Simão de Montfort contra os albigenses, constituída por ordem do Papa Inocêncio III, debelava de modo inclemente os focos de cátaros renitentes, defendendo assim a Igreja e a sociedade temporal, cada uma delas golpeada a fundo pela heresia. O último reduto cátaro caiu em 1256. Comenta São Luis Grignion de Montfort: “Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida”.(5)

O Rosário nas vitórias da Cristandade

Entre outras graças insignes, alcançadas posteriormente pelo Rosário, figura a vitória dos católicos sobre os turcos em Lepanto, em 1571, quando a derrocada da Cristandade parecia iminente e uma intervenção milagrosa de Nossa Senhora a salvou. Por isso, São Pio V ordenou que no dia 7 de outubro de todos os anos se comemorasse uma festa em honra de Nossa Senhora das Vitórias, título alterado posteriormente pelo Papa Gregório XIII para Nossa Senhora do Rosário.

Outra vitória assinalada, no mesmo gênero e contra o mesmo inimigo — o Crescente — deu-se em 1716, em Petrovaradin, atualmente cidade da Sérvia. Em consequência dessa graça alcançada para a Cristandade, o Papa Clemente XI estendeu a festa de Nossa Senhora do Rosário ao conjunto da Igreja.

Em pleno século XX, a Áustria ficou livre da dominação comunista por efeito da Cruzada Reparadora do Santo Rosário, que galvanizou a população do país. Os soviéticos acabaram por retirar-se, sem que fosse preciso dar um tiro.

No Brasil, o Santo Rosário esteve na raiz do movimento católico que se insurgiu contra a dominação calvinista nos séculos XVI e XVII, no Rio de Janeiro e em Pernambuco.

O Rosário como penhor de futuras vitórias da Igreja

Se Nossa Senhora quis obter para a Cristandade grandes vitórias contra os inimigos da Igreja, podemos muito legitimamente concluir que, pela devoção do Rosário, a qual certamente deverá durar até o fim dos tempos, a Igreja poderá alcançar novas vitórias também espetaculares, bem como a implantação, nas almas e no mundo, da devoção ao Imaculado Coração de Maria. Era esta a aspiração constante do grande devoto do Rosário que foi Plinio Corrêa de Oliveira. Ele compôs algumas sublimes meditações para ajudar a rezar bem o Rosário, as quais se encontram publicadas na edição de maio/2012 da revista “Catolicismo”.

Na atual situação brasileira, em que a esquerda radical e de índole persecutória vai assumindo cada vez mais postos de comando, o Rosário se mostra especialmente necessário para os que desejam permanecer firmes na fé e combater por ela.

Veja-se, por exemplo, a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da união homossexual, da marcha da maconha, da aprovação do aborto de fetos anencefálicos; veja-se a orientação esquerdista de ministros e ministras do atual governo; considere-se o projeto de novo Código Penal, que estende as possibilidades de aborto e legaliza a exploração empresarial da prostituição; veja-se a retirada dos crucifixos dos tribunais gaúchos e outros locais; veja-se a ameaça sempre presente de criminalizar como homofóbico quem manifestar discordância em relação às práticas homossexuais; veja-se o fantasma do PNDH-3, que não só não foi revogado como vai sendo aplicado aos poucos.

A pretexto de “Estado laico”, os cristãos são cada vez mais marginalizados, vilipendiados, procura-se impedi-los de esgrimir seus argumentos religiosos, o que é concedido aos ateus. A onda organizada de cristianofobia que percorre o mundo encontra forte eco em nossa Pátria, embora por enquanto de modo não violento.

A recitação assídua do Rosário, sobretudo por aqueles que lutarem pelo advento do Reino de Maria — conforme as profecias de Fátima e as previsões de São Luis Grignion de Montfort — terá provavelmente um papel decisivo no triunfo da Santíssima Virgem. O Santo Rosário é um penhor de vitórias futuras.

Benefícios da recitação do Rosário

Em seu instrutivo livro O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário, São Luis Grignion de Montfort assim resume os benefícios que podemos obter ao rezar o Rosário:

1º) Os pecadores obtêm o perdão;

2º) As almas sedentas se saciam;

3º) Os que estão atados vêem seus laços desfeitos;

4º) Os que choram encontram alegria;

5º) Os que são tentados encontram tranquilidade;

6º) Os pobres são socorridos;

7º) Os religiosos são reformados;

8º) Os ignorantes, instruídos;

9º) Os vivos triunfam da vaidade;

10º) E os mortos são aliviados por meio de sufrágios.

Felizmente, muito se tem falado sobre o Santo Rosário. A própria Santíssima Virgem disse em Fátima aos três videntes: “Eu sou a Senhora do Rosário. Quero que continuem a rezar o terço todos os dias”.

Rezar o Rosário todos os dias, ou ao menos um terço, é o que de melhor se pode recomendar.

Tenha em sua casa este Cd com belíssimas orações a Nossa Senhora e reze o Rosário enquanto ouve as preces

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Notas
1. Encíclica Immortale Dei, de 1°/11/1885.
2. I São Pedro 5,8.
3. Plinio Maria Solimeo, São Domingos de Gusmão, in Catolicismo, agosto/2003.
4. Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d’après le Père Giry, Paris, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, 1882, tomo IX, p. 283.
5. Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954, p. 356.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


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Súplica à Rainha do Santo Rosário

1, novembro, 2011 19 comentários

“Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais. Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último beijo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há-de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre, na terra e no céu”. Beato Bártolo Maria Longo

Quem foi o Beato Bártolo Maria Longo?

Bártolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias depois. Desde muito pequeno, manifestou-se muito inteligente e decidido. Ele mesmo se definiu como “um menino vivaz, impertinente, e quase travesso”.

Ainda muito pequeno, quando ouvia o sino que anunciava o ângelus, interrompia imediatamente qualquer brincadeira,e corria para rezar em companhia de sua mãe.

Aos 18 anos de idade, foi estudar direito em Nápoles. Naquela época, o racionalismo e anticlericalismo faziam devastações no meio da juventude. Professores usavam as catedrais universitárias para difundir filosofias atéias.

Bártolo dedicou-se com ardor aos estudos e à musica, em especial o piano. Elegante por natureza, inteligente e de boas maneiras, vivia cercado de muitos amigos. Não lhe sobrava tempo para a oração… Da sua memória foram se apagando a idéia de Deus da Virgem Maria.

Terminou o curso de direito, em 1864, inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo. Entretanto, como é natural, a perda da fé criou em sua alma um vazio que ele procurou preencher recorrendo ao espiritismo. Fez, inclusive, a consagração ao demônio. Chegou ao ponto de proferir palestras contra a Igreja.

Uma questão surpreendente e naturalmente inexplicável é que, apesar disso tudo, mesmo durante esse tempo, ele não deixou de rezar diariamente o rosário e conservou perfeita a virtude da castidade. Para essa incrível preservação foi instrumento de Deus um professor de nome Vicenzo Pepe que, numa hora oportuna, o admoestou severamente por sua péssima conduta. Mais tarde, o Beato Bártolo se referiu a esse professor nos seguintes termos: “Ó amigo de minha alma, que o Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida”.

Tocado pela graça, Bártolo Longo, no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus do ano de 1865, estando com 24 anos, foi à igreja do Rosário, em Nápoles, e lá foi se confessar com o Pe. Alberto Radante, dominicano.

Esse padre convenceu-se de seu arrependimento sincero, porém o aconselhou durante um mês, e só depois desse tempo é que lhe deu a absolvição e ele pôde receber a sagrada comunhão. Em seus escritos, relata: “Foi como fazer de novo a primeira comunhão, foi como se eu tivesse recebido um segundo batismo”.

A Grande Missão




Acenda agora uma vela para a Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Fátima



Bártolo Longo recusou vantajosas propostas de casamento, abandonou a carreira advocatícia e se dedicou ao estudo da religião. Por isso foi objeto de chacotas e deboches de seus antigos amigos.

Conheceu a condessa Mariana de Fusco, proprietária de terras no Vale de Pompéia. Em 1872 tornou-se administrador das propriedades da condessa da Pompéia, e ficou impressionado com a ignorância religiosa dos camponeses da região. Então dedicou-se à tarefa de catequizar particularmente crianças e adolescentes, especialmente através da divulgação do santo rosário. Era a reconquista espiritual do Vale de Pompéia que se iniciava.

Um dia, caminhando sobre às ruínas da antiga Pompéia, teve um profundo êxtase: “enquanto refletia em minha condição, experimentei o profundo sentimento de desespero e quase cometi suicídio. Então ouvi um eco em meu ouvido e a voz de Frei Alberto repetindo as palavras da Santíssima Virgem Maria: ‘Se você procura a salvação, difunda o rosário. Essa é a promessa de Maria’. Essas palavras iluminaram a minha alma, caí de joelhos: se isso é verdade… não deixarei este vale até ter propagado Vosso Rosário”.

Devido à sua pregação, no ano de 1876 foi colocada a pedra fundamental de uma igreja dedicada à Nossa Senhora do Rosário. A nova igreja foi consagrada, em 1891, com o título de Rainha das Vitórias. Uma grande campanha de doações teve inicio e de toda a Itália, e de diversas partes do mundo vinham doações para o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.

Bártolo Longo, após a conversão, mudou seu nome para Bártolo Maria Longo, casou-se com a condessa de Fusco, que ficara viúva. Além do santuário em construção e outras fundações, Bártolo e sua esposa criaram um instituto das Filhas do Sagrado Rosário de Pompéia e a ordem terceira do Rosário.

Bártolo Longo faleceu em 5 de outubro de 1926, aos 85 anos de idade, e sua obra já tinha atingido proporções grandiosas. O santíssimo tornara-se um centro internacional de propagação do rosário e fora elevado a categoria de Basílica Pontifica.

No ano de 2002, ano do rosário, João Paulo II fez referência ao beato Bártolo Maria Longo como o “Apóstolo do Rosário”.

Louvemos ao Senhor pelas maravilhas operadas na alma de nosso beato Bártolo Longo “o homem da Madona” e “apóstolo do rosário”.

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Valor incrível de uma “Ave Maria”

9, setembro, 2011 9 comentários

Nossa Senhora se apresentou aos pastorinhos de Fátima como “a Senhora do Rosário”. Acenda aqui uma vela em louvor a Mãe de Deus

O bem-aventurado Alan de la Roche diz que uma freira, que sempre teve grande devoção ao Santo Rosário, apareceu depois da morte a uma de suas irmãs na congregação religiosa, e lhe disse:

“Se me fosse permitido voltar ao meu corpo para ter a possibilidade de rezar uma única Ave Maria — mesmo se eu a rezasse rapidamente e sem grande fervor — alegremente passaria mais uma vez o sofrimento que tive durante a minha última doença, para ganhar o mérito dessa oração.”

Isto é tanto mais convincente pelo fato de ela, antes de morrer, ter ficado acamada e sofrido dores atrozes durante vários anos.

(De São Louis Grignion de Montfort, em o “Segredo do Santo Rosário”)

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