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Textos com Etiquetas ‘Os três Pastorinhos’

O grande amor dos pastorinhos de Fátima pelo Imaculado Coração de Maria

13, maio, 2011 9 comentários

Memórias da Irmã Lucia


Jacinta (sentada) e Lucia


“Já disse que Nossa Senhora, a 13 de junho de 1917, me disse que nunca me deixaria, e que Seu Imaculado Coração seria o meu refúgio e o caminho que me conduziria a Deus; que foi, ao dizer estas palavras, que abriu as mãos, fazendo-nos penetrar no peito o reflexo que delas expedia.

Parece-me que, neste dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria, assim como das outras duas vezes, o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade.

Desde esse dia, sentimos no coração um amor mais ardente pelo coração Imaculado de Maria. A Jacinta dizia-me, de vez em quando: “Aquela Senhora disse que o Seu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus. Não gostas tanto?! Eu gosto tanto do Seu Coração! É tão bom!”

Veja aqui como receber o livro que conta sobre as aparições de Fátima

(…)A Jacinta escolheu, entre a ladainha de jaculatórias que o Senhor Padre Cruz nos sugeriu, a de “Doce Coração de Maria, sede a minha salvação”. Às vezes, depois de a dizer, acrescentava, com aquela simplicidade que lhe era natural: “Gosto tanto do Coração Imaculado de Maria! É o Coração de nossa Mãezinha do Céu! Tu não gostas tanto de dizer muitas vezes; Doce  Coração de Maria, Imaculado Coração de Maria?! Eu gosto tanto, tanto”.

Às vezes andava a apanhar as flores do campo e a cantar com uma música arranjada por ela no mesmo momento: “Doce Coração de Maria, sede a minha salvação! Imaculado Coração de Maria, converte os pecadores, livra as almas do inferno!”.

Extraído do livro: “O segredo de Fátima”.

Uma novidade para os Devotos de Fátima

1, junho, 2010 70 comentários

Livro inédito sobre a Beata Jacinta já está sendo distribuído

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Tudo que você sempre quis saber sobre o antes, o durante e o depois das aparições de Nossa Senhora de Fátima para a pastorinha Jacinta Marto agora está editado em um livro brasileiro.


(Saiba aqui como receber, pelo correio, o livro “Jacinta de Fátima: sofrer para salvar os pecadores”)

Imagine só: a vida desta menininha começa a mudar com as revelações da Santíssima Virgem. Com apenas 7 anos ela vê o inferno, para onde vão os pecadores e se convence de que deveria orar muito para salvá-los.

Aprende a aceitar e desejar o sofrimento para converter os pecadores e reparar o Imaculado Coração de Maria.

Mas quem foi Jacinta antes dessa grande mudança, como ela passou a agir e quais transformações sofreu, mesmo vivendo tão pouco? Conheça cada fase de sua vida aqui.

Para responder a todas estas perguntas, a Associação Devotos de Fátima está distribuindo este livro a todos os amigos de apostolado, em uma campanha que tem como objetivo comemorar o Centenário de Nascimento da Beata Jacinta e divulgar as mensagens de Nossa Senhora de Fátima.

Ajude esta campanha e receba o seu livro, pelo correio.

Todos os que apoiarem esta campanha receberão, pelo correio, um exemplar deste livro inédito e ainda terão seus nomes inscritos na Missa da Beata Jacinta de Fátima, em reparação ao Imaculado Coração de Maria, que será celebrada por todos os amigos deste apostolado.

Jacinta, um exemplo de virtudes

Você sabia que desde a primeira aparição, Nossa Senhora de Fátima prometeu levar Jacinta para o Céu, se ela aceitasse se oferecer a Deus para suportar os sofrimentos que Ele quisesse enviar-lhe, em ato de reparação pelos pecados que O ofendem?

Certo dia, os pastorinhos foram encarregados de levar o rebanho até um local mais longe. Era um dia muito quente e eles ofereceram o sacrifício do calor. Em seguida suportaram a sede e quando as cigarras e as rãs faziam um barulho ensurdecedor, Jacinta, que estava enfraquecida pelo jejum e pela sede, pediu à prima, Lúcia:

- Diz aos grilos e às rãs que se calem! Dói-me tanto a cabeça!

Francisco, seu irmão lhe respondeu:

- Não queres sofrer isto pelos pecadores?

E a pobre pequena, segurando a cabeça entre as mãos:

- Sim, quero. Deixa-as cantar.

Esta foi apenas uma das ocasiões em que Jacinta se comportou como uma verdadeira santinha. Veja agora mais detalhes deste dia e de muitos outros.

Um exemplo de virtudes desde tão jovenzinha, não é verdade?

Mas de onde Jacinta tirava tanta força para agüentar um sofrimento após o outro?

Esta e diversas outras perguntas estão respondidas neste livro que você pode receber agora mesmo, basta um clique para saber como.

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Vela de Fátima – “Voltem-se para Nossa Senhora e compreendam a mensagem de Fátima”

31, maio, 2010 6 comentários


Palestra: Sr. Marcos na sede da Associação Devotos de Fátima

Palestra: Sr. Marcos na sede da Associação Devotos de Fátima

A viagem até Portugal do Sr. Marcos Luiz Garcia, orientador e Conselheiro de Campanhas da Associação Devotos de Fátima, foi tema da palestra que aconteceu no último sábado (29 de maio), na sede da Associação, no bairro da Saúde, em São Paulo.


Em sua bagagem, o Sr. Marcos trouxe belíssimas fotos e vídeos, histórias de devoção e a convicção de que a mensagem de Fátima aos três pastorinhos continua atual, uma vez que o mundo não deu ouvidos aos seus conselhos e estamos pagando pela desobediência.

“O segredo de Fátima é o resgate do ser humano, entretanto o mundo caminha cada vez mais para o lado errado, porque a mensagem de Nossa Senhora não foi levada a sério”, afirmou Garcia.

Participantes atentos à palestra
Participantes atentos à palestra

Durante a palestra, foram mostradas lindas imagens e vídeos de todos os lugares sagrados onde Nossa Senhora apareceu em Fátima: a casa de Jacinta e Francisco, a Cova da Iria e o ambiente exato onde ocorreram as aparições, onde hoje existe uma capela.

O Sr. Marcos informou que as três velas que foram levadas até Portugal, feitas com fragmentos de milhares de

velinhas de devotos de todo o Brasil, pesavam quase dez quilos juntas, e tinham meio metro de altura cada uma. Ele também levou para Fátima os inúmeros pedidos escritos nos folhetinhos enviados pelos amigos deste apostolado que, no total, pesavam 30 quilos.


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Velas e pedidos levados até Fátima, em Potugal

O que mais chamou a atenção do orientador e conselheiro da Associação Devotos de Fátima em sua viagem a Portugal para as comemorações da aparição de Nossa Senhora, data que coincidiu com a vista do Santo Padre, foi a multidão de fiéis. “Tantas pessoas só se movem assim por causa das graças, podia-se perceber um semblante sério nas pessoas, um silêncio respeitoso, sem alegria superficial. Quem estava ali sabe que o mundo precisa de Fátima”, disse ele.

Por fim, o Sr. Garcia lembrou que a invocação a Nossa Senhora de Fátima é a que mais se propaga no mundo. O Milagre do Sol, que aconteceu há quase 100 anos, serviu para mostrar ao mundo que os pastorinhos de Fátima falavam a verdade.

Precisamos difundir a mensagem de Fátima! A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo precisa ser restaurada, pois se continuarmos coniventes com tantas atrocidades que governos cometem, sendo influenciados por grupos que querem acabar com a família cristã, estaremos retardando o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Local exato onde o anjo apareceu aos 3 pastorinhos. Preparando-os para o encontro com Nossa Senhora
Local exato onde o anjo apareceu aos três pastorinhos, preparando-os para o encontro com Nossa Senhora

Vamos acender uma vela em prol de nossa fé. Envie também uma vela para cada um de seus amigos e entes queridos. Basta entrar em nossa página Oratório da Medalha Milagrosa.

Revelados detalhes inéditos da beatificação dos pastorinhos de Fátima

31, maio, 2010 3 comentários

 

Jacinta, Lucia e Francisco
Jacinta, Lucia e Francisco

Em entrevista concedida ao jornal vaticano L’Osservatore Romano, o Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, o Cardeal Português José Saraiva Martins, deu a conhecer uma série de detalhes até agora desconhecidos da beatificação dos pastorinhos videntes de Fátima, como por exemplo a criação de uma comissão querida pelo Papa João Paulo II que chegou à conclusão de que as crianças efetivamente podem viver as virtudes cristãs em grau heróico.

O Cardeal começou explicando que a beatificação de Jacinta e Francisco Marto, cujo décimo aniversário coincidiu com a recente visita a Portugal do Papa Bento

 

Cardeal Português José Saraiva Martins
Cardeal Português José Saraiva Martins

XVI, é “um evento histórico porque são os primeiros meninos não mártires em ser elevados às honras dos altares”.

“Antes deles, de fato, não era praxe da Igreja a canonização de crianças: pensava-se, em consideração de sua idade, que não tinham a capacidade de praticar em grau heróico as virtudes cristãs, primeira condição para a beatificação. Lembro-me que, em seu caso, verificou-se uma coisa muito interessante: chegaram a Roma milhares de cartas de todo o mundo –não só da parte de fiéis leigos mas também de bispos e cardeais– que solicitavam a beatificação dos pastorinhos”, comentou o Cardeal.

Esta grande quantidade de solicitudes, continuou o Prefeito Emérito, “gerou uma reflexão ao interior da Congregação das Causas dos Santos. João Paulo II nomeou uma comissão de peritos –teólogos, psicólogos, pedagogos– para examinar o problema. Logo depois de um estudo profundo, chegou-se a uma conclusão: as crianças estão em capacidade de praticar as virtudes cristãs, naturalmente no modo possível para eles. Graças a esta conclusão foi possível proceder à beatificação”.

Falando logo depois dos rasgos de santidade de Jacinta e Francisco, o Cardeal ressaltou que neles se podia apreciar “uma piedade profunda, uma devoção fervente à Santíssima Trindade, à Virgem e à Eucaristia. Falando de heroísmo, destaca como cada um deles estava disposto a dar a vida antes que mentir. Foram ameaçados, de fato, coagidos a dizer que as visões eram falsas, mas não cederam às pressões”.

Em referência ao processo de beatificação da Irmã Lúcia, a terceira vidente que faleceu há poucos anos atrás, o Cardeal recordou que este ainda está na fase diocesana dispensada dos cinco anos que se deve esperar em todos os casos para o começo do mesmo depois da morte.

Milagres

O Cardeal precisou que quanto à investigação dos milagres na atualidade, devido ao avanço da ciência médica, é necessário constatar que para ser considerado efetivamente “um milagre a cura deve ser instantânea, completa e duradoura. Se os médicos concluírem que não é explicável cientificamente, os documentos passam logo aos teólogos. Corresponde a eles determinar se existe elo entre a cura e a oração de intercessão feita a Deus através do candidato à beatificação”.

“Só os teólogos, e não os médicos, podem então falar de milagres. Suas conclusões passam logo ao exame e a eventual aprovação dos cardeais. E finalmente o Papa é quem tem a última palavra: aprova-se o milagre e tudo fica preparado para a beatificação”, relatou.

Fonte: ACI Digital

A missão da beata Jacinta em salvar a alma dos pecadores – Parte final

20, abril, 2010 4 comentários

Poderosa intercessora diante de Nossa Senhora

jacint2Tanto ardor de devoção ao Imaculado Coração de Maria, que queimava dentro de seu peito, nos faz compreender que era procurada já em vida para obter graças especiais de Nossa Senhora. Narra Lúcia: “Encontrou-nos, um dia, uma pobre mulher e, chorando, ajoelhou-se diante de Jacinta, a pedir-lhe que obtivesse de Nossa Senhora a cura de uma terrível doença. A Jacinta, ao ver de joelhos diante de si uma mulher, afligiu-se e pegou-lhe nas mãos trêmulas para a levantar. Mas vendo que não era capaz, ajoelhou-se também e rezou com a mulher três Ave-Marias; depois pediu-lhe que se levantasse, que Nossa Senhora havia de curá-la. E não deixou mais de rezar todos os dias por ela, até que, passado algum tempo, tornou a aparecer para agradecer a Nossa Senhora a sua cura” (I Memória, p. 40).

Um outro caso, dentre muitos, também narrado por Lúcia:

“Uma tia minha, casada na Fátima, de nome Vitória, tinha um filho que era um verdadeiro pródigo. Não sei por quê, havia tempo que tinha abandonado a casa paterna, sem se saber que era feito dele. Aflita, minha tia veio um dia a Aljustrel, para eu pedir a Nossa Senhora por aquele seu filho. Não me encontrando, fez o pedido à Jacinta. Esta prometeu pedir por ele. Passados alguns dias, apareceu em casa a pedir perdão aos pais, e depois foi a Aljustre contar a sua desventurada sorte.

Depois (contava ele) de haver gastado tudo que tinha roubado, andou vário tempo por lá, feito vadio, até que foi metido na cadeia de Torres Novas. Algum tempo depois de ali estar, conseguiu uma noite escapar-se e meteu-se por entre montes e pinhais desconhecidos. Julgando-se completamente perdido, entre o susto de ser apanhado e a escuridão da noite cerrada e tempestuosa, encontrou-se com o único recurso da oração. Caiu de joelhos e começou a rezar. Passados alguns minutos, afirmava ele, apareceu-lhe a Jacinta, pegou-lhe pela mão e o conduziu à estrada de macadame que vem do Alqueidão ao Reguengo, fazendo-lhe sinal que continuasse por ali. Quando amanheceu, achou-se a caminho de Boleiros, reconheceu o ponto onde estava e, comovido, dirigiu-se à casa dos pais.

Ora bem, ele afirmava que a Jacinta lhe tinha aparecido, que a tinha reconhecido perfeitamente. Eu perguntei a Jacinta se era verdade ela lá ter ido com ele. Respondeu-me que não, que nem sabia onde eram esses pinhais e montes onde ele se perdeu.

— Eu só rezei e pedi muito a Nossa Senhora por ele, com pena da tia Vitória.

Corpo incorrupto de Jacinta

Corpo incorrupto de Jacinta

— Como foi então isso?

— Não sei, sabe-o Deus” (IV Memória, pp. 175-176).

Podemos imaginar perfeitamente que um anjo tomou a figura de Jacinta, para indicar ao beneficiado a intercessora de sua salvação!

Se tal é o poder de intercessão de Jacinta junto a Nossa Senhora, os devotos de Fátima podem valer-se dela em suas necessidades materiais e espirituais, acrescentando no fim de sua oração a jaculatória: Beata Jacinta Marto, rogai por nós! Mas ela se identificou de tal maneira com a Mensagem de Fátima, que seria melhor invocá-la, como a chama o Pe. Fernando Leite SJ, como Beata Jacinta de Fátima.

Parece-nos que, neste ano do centenário do seu nascimento, seria esta uma homenagem que agradaria a Nossa Senhora. Julgue a Santa Igreja esta despretensiosa sugestão!

Fonte: Revista Catolicismo

Clique na imagem e saiba como receber o livro que conta a história da beata Jacinta

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Bibliografia

· Memórias da Irmã Lúcia, compilação do Pe. Luís Kondor SVD, Vice-Postulação–Fátima, 6ª Ed., 1990.

· Cônego José Galamba de Oliveira, Jacinta, Gráfica de Leiria, 7ª Ed., 1976.

· Padre Joaquín María Alonso CMF, Doctrina y espiritualidad del Mensaje de Fátima, Cap. VIII, Jacinta, la víctima de la reparación cordimariana, Arias Montano Editores, 1990, pp. 131-147.

· Padre Fernando Leite SJ, Jacinta de Fátima, Editorial A.O., Braga, 5ª Ed., 1999


A missão da beata Jacinta em salvar a alma dos pecadores – Parte 4

16, abril, 2010 Sem comentários

Compenetração do castigo que paira sobre o mundo

jacintaA impressão que o segredo de Fátima causou sobre a pequena Jacinta foi tão grande que a Irmã Lúcia, diante do pedido do bispo de Leiria para que pusesse por escrito tudo mais de que se lembrasse da vida de sua prima, tomou isso como um sinal do Céu de que era chegado o momento de revelar as duas primeiras partes do segredo. Pois não lhe era possível narrar certos fatos sem mencionar a grande impressão que o segredo provocou na alma de Jacinta.

Em primeiro lugar a visão do inferno, que explica o zelo dela pela salvação das almas, como os fatos até  aqui narrados demonstram de sobejo. Ademais, o castigo de guerras e perseguições à Santa Igreja, que Nossa Senhora anuncia se os homens não cessarem de ofender a Deus. Esse fundo de quadro está  presente em várias visões particulares que Jacinta teve, e que denotam o fundo de suas cogitações.

Assim, por exemplo, numa tarde de agosto de 1917, estando os videntes sentados nos rochedos do outeiro do Cabeço  — onde, no ano anterior, um Anjo lhes aparecera — Jacinta pôs-se subitamente a rezar a oração que o Anjo lhes ensinara, e depois de um profundo silêncio disse à prima: “Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente a chorar com fome e não têm nada para comer? E o Santo Padre numa igreja diante do Imaculado Coração de Maria a rezar? E tanta gente a rezar com ele?” (III Memória, p. 110).

A Irmã Lúcia acrescenta: “Passados alguns dias, perguntou-me:

— Posso dizer que vi o Santo Padre e toda aquela gente?

— Não. Não vês que isso faz parte do segredo?! Que por aí logo se descobria?

— Está bem. Então não digo nada” (III Memória, p. 110).

Um dia, em casa de Jacinta, Lúcia encontrou-a muito pensativa e interrogou-a:

— “Jacinta, que estás a pensar?

— Na guerra que há de vir. Há de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos padres. Olha, eu vou para o Céu; e tu, quando vires de noite essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também” (III Memória, p. 110).

Jacinta recomendou fidelidade a Lúcia

A compreensão profunda da Mensagem de Fátima vê-se em todos os pensamentos expressos por Jacinta. Como se sabe, na primeira aparição Nossa Senhora tinha

Jacinta (sentada) e Lucia

Jacinta (sentada) e Lucia

dito que a levaria logo para o Céu. Mais tarde, em aparições particulares, disse-lhe que seria transferida para Lisboa e lá morreria sozinha; mas que não temesse, porque a própria Mãe de Deus estaria com ela, como de fato aconteceu. Os livros que tratam de Fátima descrevem os fatos com pormenores. Destaquemos um.

Pouco antes de ir para o hospital, lembrando-se de que Lúcia fraquejara em vários momentos, Jacinta disse a ela: “Já me falta pouco para ir para o Céu. Tu ficas cá  para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando for para dizeres isso, não te escondas, dize a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o Coração Imaculado de Maria. Que peçam a paz ao Imaculado Coração de Maria, que Deus lha entregou a Ela. Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!” (III Memória, p. 112).


continua no próximo domingo…

Fonte: Revista Catolicismo

A missão da beata Jacinta em salvar a alma dos pecadores – Parte 3

14, abril, 2010 1 comentário

Uma corda áspera ao modo de cilício

Jacinta não medida esforços pela conversão dos pecadores

Na aparição de agosto — realizada dias depois do dia 13, pois nesse dia haviam sido raptados pelo administrador de Ourém, que lhes quis arrancar à força o segredo — a Santíssima Virgem recomendou-lhes de novo a prática da mortificação: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas” (II Memória, p. 75).

Passados alguns dias, caminhando os videntes com suas ovelhas, Lúcia deparou com um pedaço de corda de uma carroça. Pegando-a, a brincar, atou-a num braço e logo notou que a corda a magoava. Disse então aos primos: “Olhem, isto faz doer; podíamos atá-la à cinta e oferecer a Deus este sacrifício”  (II Memória, p. 75). Todos aceitaram a idéia, e retalhando a corda em três pedaços, passaram a usá-la de dia e de noite. A aspereza da corda, apertada demasiadamente, fazia-os sofrer horrivelmente. Jacinta deixava às vezes cair algumas lágrimas, pelo incômodo que sentia. Lúcia dizia-lhe para tirar a corda, mas ela respondia: “Não. Quero oferecer este sacrifício a Nosso Senhor, em reparação e pela conversão dos pecadores” (II Memória, p. 75).

Por esta resposta, pode-se ver até  que ponto Jacinta estava imbuída do espírito de reparação. Por isso, na aparição de setembro, Nossa Senhora lhes disse: “Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda, trazei-a só durante o dia” (II Memória, p. 77).

Noutra ocasião, Jacinta deparou com umas urtigas, com as quais se picou. Logo advertiu os companheiros: “Olhem, olhem outra coisa com que nos podemos mortificar!”  (cfr. II Memória, p. 75-76). Desde então adotaram o costume de dar, de vez em quando, alguns golpes com as urtigas nas pernas, para oferecerem a Deus mais este sacrifício.

Estes exemplos edificavam os católicos que liam as Memórias da Irmã Lúcia, onde estão narrados. No mundo hedonista de hoje, em que os homens colocam o prazer (lícito ou ilícito) como bem supremo, que efeito eles causam? A idéia de reparação dos pecados pelo sofrimento, em certos casos levado até o holocausto de si mesmo, lhes escapa completamente. Talvez algum deles diga: “Não pensei que o fanatismo religioso chegasse a esse ponto”. Por isso, já São Paulo advertia: “Nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (I Cor. 1,23).

Fonte: Revista Catolicismo


continua na próxima sexta-feira…

Clique na imagem e saiba como receber em sua casa o livro que conta a história desta criança, que desde a tenra idade já tinha uma fé inabalável por Nossa Senhora.

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A missão da beata Jacinta em salvar a alma dos pecadores – Parte 2

12, abril, 2010 Sem comentários

Seriedade e lógica em tirar as conseqüências

Lucia, Francisco e Jacinta

Lucia, Francisco e Jacinta

Antes das aparições de Nossa Senhora, os três videntes tinham a recomendação dos pais de rezar o terço, mas “despachavam” a oração de maneira mais rápida, para irem logo brincar: pronunciavam apenas as primeiras palavras, Padre-Nosso (como se dizia então o que hoje corresponde ao Pai-Nosso) e Ave-Maria. No dia seguinte à primeira aparição, depois de soltar as ovelhas na Cova da Iria, Jacinta sentou-se pensativa numa pedra. Lúcia disse:

— “Jacinta, anda a brincar.

— Hoje não quero brincar.

— Por que não queres brincar?

— Porque estou a pensar. Aquela Senhora nos disse para rezarmos o terço e fazermos sacrifícios pela conversão dos pecadores. Agora, quando rezarmos o terço, temos que rezar a Ave-Maria e o Padre-Nosso inteiros. E os sacrifícios, como os havemos de fazer?” (I Memória, pp. 29-30).

Fora Jacinta a primeira a compreender que essa não era uma maneira séria de rezar o terço, e tirou logo a conseqüência.

Foi também a primeira a procurar os meios de fazer sacrifícios: a primeira idéia que lhe ocorreu foi distribuir a merenda do almoço para umas crianças de uma localidade próxima, chamada Moita, que esmolavam nas aldeias vizinhas. Ao vê-las, Jacinta disse: “Demos a nossa merenda àqueles pobrezinhos, pela conversão dos pecadores” (I Memória, p. 31). E correu a levá-la.

Felizes, as referidas crianças pobres procuravam encontrar os videntes e passaram a esperá-los pelo caminho. E Jacinta, logo que as via, corria a levar-lhes tudo que não lhe fizesse falta.

Naturalmente, no fim da tarde sentiam fome. Conta a Irmã Lúcia: “Havia ali algumas azinheiras e carvalhos. A bolota estava ainda bastante verde, no entanto disse-lhe [à Jacinta] que podíamos comer dela. O Francisco subiu numa azinheira para encher os bolsos, mas a Jacinta lembrou-se de que podíamos comer das dos carvalhos, para fazer o sacrifício de comer a amarga. E lá saboreamos, naquela tarde, aquele ‘delicioso’ manjar. A Jacinta tomou este por um dos seus sacrifícios habituais. Colhia as bolotas dos carvalhos ou a azeitona das oliveiras. Um dia eu disse-lhe:

— Jacinta, não comas isso, que amarga muito.

— Pois é por amargar que como, para converter os pecadores” (I Memória, p. 31).

Outro sacrifício foi o da sede. Um dia, a mãe de Lúcia mandou-a levar o rebanho numa pastagem muito distante, que uma amiga lhe havia oferecido. Era um dia escaldante de verão. Lá chegados, a sede fazia-se sentir. A narração é da Irmã Lúcia:

“A princípio oferecíamos o sacrifício com generosidade, pela conversão dos pecadores, mas, passada a hora do meio-dia, não se resistia. Propus então aos meus companheiros ir a um lugar que ficava perto, pedir um pouco d’água. Aceitaram a proposta, e lá fui bater à porta de uma velhinha que, ao dar-me uma infusa com água, me deu também um bocado de pão, que aceitei com reconhecimento e corri a distribuir com meus companheiros. Em seguida, dei a infusa ao Francisco e disse que bebesse.

— Não quero beber – respondeu.

— Por quê?

— Quero sofrer pela conversão dos pecadores.

— Bebe tu, Jacinta.

— Também quero oferecer o sacrifício pelos pecadores.

Deitei então a água na concavidade de uma pedra, para que a bebessem as ovelhas, e fui levar a infusa à dona” (I Memória, pp. 31-32).

Os exemplos poderiam ser multiplicados, porque tinham adquirido o costume de, de vez em quando, oferecer a Deus o sacrifício de passar nove dias ou até um mês sem beber.

continua na próxima quarta-feira…

Fonte: Revista Catolicismo