Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Nossa Senhora’

Testemunho de cura de Santa Teresinha pela intercessão a Nossa Senhora

11, dezembro, 2011 16 comentários

Quando Santa Teresinha tinha dez anos, estava gravemente doente.

“Nem sei como se poderia descrever tão estranha doença”, afirma ela.

“Dizia coisas que não trazia no pensamento e fazia outras como que constrangida, muito a meu pesar; parecia que estivesse de contínuo em delírio e, contudo, tenho certeza de não ter perdido um só instante o uso da razão… Só vós, meu Deus, sabeis, o quanto tenho sofrido”.

A dor de cabeça tornou-se insuportável, os membros eram sacudidos por tremores estranhos.

O pai da santa e Maria, sua irmã mais velha, confiam à Santíssima Virgem sua dor suprema:

- Animou-se de súbito a estátua! A Virgem Maria tomou um aspecto tão belo, tão belo, que nunca encontrei expressão assaz apropriada para descrever essa formosura divina. Ressumbravam no seu semblante uma doçura, uma bondade e ternura inefáveis; mas o que se me gravou nas profundezas da alma foi o seu sorriso arrebatador. Desvaneceram-se então as minhas mágoas, brotaram-me dos olhos duas grossas lágrimas que rolavam silenciosamente pelas faces. Teresa sarou.

Em nossas provações, dirijamo-nos a Maria, a Mãe Dolorosa.

(MES DE MARIA, J. B. Bord – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, RJ. – 1a edição, 1940, p. 79)

Em Nossa Senhora e por Ela é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação

29, novembro, 2011 15 comentários

O mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai. Por isso, Ele o deu a Virgem Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dEla. Em Nossa Senhora e por Ela é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação.

Deus Espírito Santo formou Jesus Cristo em Maria Santíssima, mas só depois de lhe ter pedido consentimento por intermédio de um dos primeiros ministros da corte celestial.

A conduta das três pessoas da Santíssima Trindade, todos os dias na Igreja, é a mesma que teve na encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, e esse procedimento há de perdurar até a consumação dos séculos, na última vinda de Cristo.

A Virgem Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade em que Deus se encontra mais magnífica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo.

Devemos, portanto, exclamar com o apóstolo: os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Nossa Senhora, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória (ICor 2,9).

Pensamentos de São Luis de Montfort

Intercessora dos homens, intercessora de Deus

5, novembro, 2011 17 comentários

A aceitação de Nossa Senhora como intercessora da humanidade junto a Deus Pai e a Seu Filho vem da própria participação de Maria na vida pública de Jesus.  Em especial, o episódio das Bodas de Caná nos mostra claramente como a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo atua junto àqueles que dela necessitam.

Na festa de casamento, Maria Santíssima percebe que o vinho está por acabar.  Imediatamente, para evitar que os anfitriões passem constrangimento diante dos convidados, pede a seu Filho o milagre.  Veladamente, mas certa de que Ele o é capaz.

Este pedido de Maria Santíssima a Jesus Cristo traduz sua relação maternal com a humanidade. Amor materno que antevê a aflição dos filhos, que procura diminuir-lhes o sofrimento, que quer desde sempre dar-lhes o que de melhor puder dar.  É assim que Maria, nossa Mãe, intercede junto ao Pai e ao Filho, como se dissesse constantemente “Eles não têm mais vinho”, (Jo 2, 3), sugerindo ao Senhor que resgate aos homens e mulheres a alegria perdida no meio de seus sofrimentos e lhes conduza à felicidade.

Entre agora no Oratório da Medalha Milagrosa e acenda uma vela a Nossa Senhora, nossa maior intercessora junto a Jesus

Na festa em Caná, Ela adverte os servidores: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2,5).  Ensinando àqueles homens para que fiquem atentos ao movimento de seu Filho, Nossa Senhora se torna também intercessora do Pai e do Filho junto à humanidade.  O milagre não aconteceria se os servidores não ouvissem e não obedecessem ao que Jesus lhes indicaria adiante.  Por isso, era necessário que um “canal de comunicação” se abrisse entre a divindade e a humanidade.  E, em Caná, Maria Santíssima foi essa via transmissora de vida nova.

Ao longo da vida pública de Jesus Cristo, Maria Santíssima pouco aparece. No Calvário, porém, lá está a mãe dolorosa, que é entregue pelo Filho à humanidade: “Mulher, eis aí teu Filho”, diz à Mãe; “Filho, eis aí tua Mãe” fala a São João Evangelhista, que ali representa todos os homens e mulheres.

Aqui, o próprio Filho que ratifica a intercessão da Mãe, cujos auxílios a humanidade já recebia desde Caná. No primeiro milagre e na cruz, lá estava Ela, intercedendo por seu Menino, trazendo-O para próximo dos homens, levando a humanidade para junto Dele.

Maria Santíssima nos aproxima de Deus, chamando atenção para os pequenos milagres que o Senhor realiza em nossas vidas.    Tal como em Caná, o milagre não poderá acontecer se não tivermos olhos e ouvidos abertos para fazer o que o Senhor nos disser.

Lembremo-nos, pois, de, em nossas aflições, procurarmos fazer o que o Senhor nos diz, de tal forma que possamos conformar nossas vidas com a vida do Cristo e deixá-lo viver em nós e, assim, ficar inebriados do “vinho novo” do amor do Pai.

Fonte: Amai-vos

É tempo de agradecer a Nossa Senhora!

24, outubro, 2011 101 comentários

Siga o exemplo da Ivone (testemunho abaixo) e também agradeça a Nossa Senhora por todas as bençãos que você tem recebido em sua vida.

Agradeça por sua saúde, a paz em sua família, pelos seus filhos, amigos e reze também por seus inimigos. Peça a Virgem Santíssima que lhe dê um coração disposto a perdoar ofensas, o que nem sempre é fácil, mas se torna simples quando pensamos no grande sacrifício que Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz, perdoando todos os nossos pecados.

Agradeça sempre! Acenda aqui uma vela a Rainha dos Céus, Nossa Mãe Santíssima.


Mãe,  te agradeço pela vida e saúde da minha família, parentes e pela minha. Pelo nosso emprego, nossa casa, nossa comida, enfim obrigada por nos deixar viver um dia de cada vez e poder receber, ler e agradecer por tudo que Deus nos deixou de ensinamento. Ajuda-nos oh Mãe a fazer de nossos lares um lugar de graças e bênçãos, que possamos ensinar a nossas crianças o que é o amor, o agradecimento, a fé, a amizade, a gratidão, a compreensão, enfim o que Deus quer nos dizer com cada testemunho, cada história de vida que presenciamos todos os dias!!!!!
Por isso te peço Mãe, passa na frente de tudo em nossas vidas e nos ajude a viver cada dia melhor. Amém!!!
Te amo para sempre Minha Mãe, amém!!!! Ivone Domingues

Vela de Finados – orações pelas almas – envie para todos os seus amigos

17, outubro, 2011 Sem comentários



O Dia de Finados está chegando e esta é hora mais apropriada para dedicarmos orações e preces pelas almas de nosso entes queridos.


Por isso, acesse aqui e baixe agora mesmo – gratuitamente – a belíssima mensagem da Vela de Finados para enviar aos seus amigos e familiares.


Além desta Vela Virtual vir acompanhada de um emocionante fundo musical junto a uma linda oração, você poderá ainda incluir o nome de seus amigos e familiares já falecidos em uma Santa Missa muito especial, que será celebrada no Dia de Finados – 2/11.


ENTÃO, BAIXE AGORA MESMO A VELA DE FINADOS.


O arquivo está no formato POWER POINT. Isto quer dizer que abrirá rapidamente em qualquer computador, com segurança e praticidade. E o melhor, o tamanho é muito leve e cabe facilmente como anexo no seu e-mail para enviar ao seus amigos.

Depois de aberto, ENCAMINHE a Vela de Finados para todas as pessoas que você conhece e que perderam seus entes queridos. Uma, duas, três… 10… 20 pessoas ! Eles serão muito gratos a você e certamente ficarão comovidos com esta homenagem.

Mais que um gesto de apostolado pessoal, esta é uma forma de suplicar a Nossa Senhora de Fátima pelo descanso eterno de todos aqueles que nos deixaram saudades e tanto fizeram por nós.


BAIXE AGORA MESMO A VELA DE FINADOS.



.

O sim de Maria nos chama para a oração do Rosário

15, outubro, 2011 11 comentários

A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo Papa São Pio V, em 1571, em comemoração e agradecimento pela vitória dos católicos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

 

Por amor a Nossa Senhora e em respeito à sua condição de Mãe de Deus, acenda aqui uma vela virtual a Ela, pedindo que a Virgem Santíssima interceda junto a Jesus por suas intenções

No Rosário contemplam-se os mistérios da nossa Redenção, conduzindo-nos ao centro da Fé, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, justificando a célebre expressão “Tudo por Jesus e nada sem Maria”. Em todos os mistérios contemplados, a Santíssima Virgem está em união com Jesus e com o Pai, sendo que a ação é obra do Espírito Santo. Por isso, antes da contemplação de cada mistério, se louva o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Deus nos ama e nos dá Maria Santíssima por mãe para que possamos conseguir forças para vencer em nossos trabalhos diários. Depois que Nosso Senhor Jesus Cristo foi para o céu, os apóstolos, juntamente com Nossa Senhora e as santas mulheres, permaneceram reunidos em oração.

Deus veio habitar entre nós por meio da Santíssima Virgem. Devemos aprender dEla, a humilde serva do Senhor , ser mais compreensivos e cumpridores dos ensinamentos e recomendações de Jesus Cristo. Deus, para intervir favoravelmente nos acontecimentos, espera nossos ardentes pedidos, como os de Nossa Senhora para vinda do Redentor Salvador da humanidade.

O reino de Deus precisa de operários zelosos e ardentes de zelo pela Sua glória. Se quisermos estar sempre perto de Deus, devemos pertencer à escola de Maria, rezar o terço, receber de maneira digna a Sagrada Eucaristia.

Baseado no blog Vocacionados Menores

Saudação a Nossa Senhora

7, setembro, 2011 6 comentários
Nossa Mãe Santíssima merece toda nossa honra. Clique aqui e acenda uma vela em louvor a Nossa Senhora e por seus pedidos de graças

Pouco antes de expirar, no Calvário, Cristo outorgou à Santíssima Virgem a missão de protetora dos homens; ao dizer, na terceira palavra: “Mulher, eis ai o teu filho; “Eis a tua Mãe” (São João, 19, 26-27).

Momento terno e majestoso: entrega à Nossa Senhora a humanidade, fazendo dela a Mãe espiritual de todos os homens.

É o Redentor que designa Maria Mãe dos Homens.

A tarefa dada à Maria Imaculada sucede em momento especialíssimo: quando o Calvário se torna o primeiro Templo da Cristandade, protótipo e modelo de todos os templos, que substitui o Templo Judaico do Antigo Testamento. No Calvário, o Redendor une os homens, dando-lhes a própria mãe como mãe de todos, tornando-A eixo de fé e de esperança.

A missão de Maria Imaculada principiou no Paraíso, quando Deus falou que a mulher esmagaria a cabeça do réptil, como participante da missão redentora. No anúncio do Arcanjo São Gabriel: “Bendita és Tu entre as mulheres”.

A virgem do anúncio tornou-se mais tarde a “Stabat” do Calvário. Na visitação, Maria Santíssima viu-se enaltecida pelo mensageiro do Altíssimo: será chamada bem-aventurada. Em Caná, realiza publicamente a primeira missão, ao dirigir-se ao Filho e suplicou-lhe intervenção: “não há mais vinho” e, virando-se para os servos: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Vinte séculos Maria Santíssima intercede, ajuda, suplica e ganha a graça de Deus para todos os homens. Em Pentecostes, lá está Ela na apresentação da Igreja ao mundo. No Apocalipse, é a mulher misteriosa que tem a lua por escabelo, vestida de sol, adornada de estrelas.

Nas crises mais dilacerantes da Igreja, no curso do tempo, aparece Maria Imaculada, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos homens, para reconciliar a todos e indicar-lhes os caminhos do céu.

Quando a Igreja necessita de sacerdotes e de religiosos, Maria Auxiliadora alimenta as vocações. Quando a fé titubeia, aparece para fortalecer.

Com inarredável procedência, alinhou ALVES MENDES, notável orador lusitano:

“Descerra-se no céu das nossas crenças essa Imaculada, resplendor eterno do eterno sol, que por entre negrumes da vida, nos instila n’alma os mais vividos lampejos da perfeição sobrenatural e nos infiltra no peito as mais deliciosas esperanças da proteção divina”(“Discursos”, pág. 204).

Maria Santíssima, concebida sem pecado, sobrepõe miraculosamente à grinalda de virgem a coroa de Mãe; torna-se lúcido assento e formoso habitáculo ao verbo Divino; vê nascer de seu límpido seio o criador como se fora produção da criatura; desentranha de si, feito homem, o Filho de Deus, que vinha redimir os homens; e, sobre-angélica, inigualável, singular, mais pura que a estrela, mais nítida que a neve, mais bela que a flor, varre os miasmas do erro, saneia as feridas do mal, ilumina as inteligências, virtualiza os corações, sublima a fé, sobredoura a esperança, constela a caridade e, vencendo os abismos tenebrosos rasgados pela culpa primitiva, levanta-se, colosso de graça e santidade. (idem, p. 205).

Maria, que magnitude! Toma o globo inteiro. Que altura! Chega da terra ao céu no mistério da Assunção. Que majestade! Enche toda a História. Que moldura! Cerca todos os povos nas imensas amplidões do espaço, enquadramento estupendo, harmonioso, concordantíssimo de todos os séculos, de todos os continentes, de todas as gerações, da humanidade toda!

Maria que, em hebraico, significa estrela do mar, estrela de incomensurável grandeza, estrela bonançosa, estrela propícia que, por entre as caliginosas tormentas da terra, nos transmuda em suavíssimas influições do céu.

Maria, virgem do anúncio de Gabriel, Mãe do presépio, confiante em Caná, dolorosa na “via crucis”, Mãe do Calvário e Rainha do Cenáculo!

 

Veja aqui como acender uma vela a mais bem-aventurada mulher da história

Maria realizou o prodígio dos prodígios: gera o Ingenito, cria o Increado, concretiza o Incompreensível, temporifica o Eterno, consubstancia o Imortal, limita o Imenso, penetra o Insondável e localiza o Infinito.

Maria é luz coada pelo éter celestial, esbatida pelos angélicos, misteriosa, saneantíssima que, nas suas rutilações, nos envia calor e magnetismo e no magnetismo fortaleza, na fortaleza expansão, na expansão a vida, na vida luz que eterniza todas as grandezas, luz que transfigura as almas e vaporiza as lágrimas.

Fato histórico relevante testemunha a mediação de Maria. Em 1570, o poder otomano agride a Europa, caindo reinos e tronos, uns após dos outros. Quando tudo parecia devastar o continente, Pio V invoca a proteção de Maria, em alarma dilacerante, dando-lhe o titulo de “Auxilium christianorum”, no que foi atendido, salvando-se a civilização crista do fatalismo oriental.

Maria, companheira inapartável, que recebe diversos nomes, de concerto com as circunstâncias: Imaculada Conceição, Dores, Piedade, Paixão, Auxiliadora, Assunção, Parto, Visitação, Carmo, Luz, Mercês, Navegantes, Lourdes, Fátima, Guadalupe, Aparecida, Sallete, Mãe dos Homens, Rainha do Céu e da Terra.

Maria aceita a missão, no anúncio do anjo, por isso ela oferece a Deus, com suas puríssimas mãos, a hóstia de propiciação pelas iniqüidades do gênero humano e oferece o Filho, entre lágrimas, angústias e sofrimentos. Por obséquio disso, tronou-se a mais nobre criatura humana, plenitude da perfeição, plenitude da santidade, plenitude sobrenatural.

O amor de Maria Santíssima a Deus é incomparável, maior de todos, acima dos anjos, dos santos, dos apóstolos e dos mártires.

Mãe dos homens, eterna Mãe, que se não acaba como as nossas mães, das quais recordamos no gemido de saudade, mas Mãe que nos acompanha eternamente, seja na terra, seja no céu. A maternidade de Maria é singular: não começou em Nazaré, porque iniciada antes dos tempos; não terminou no Calvário, porque é eterna.

As lágrimas de Maria misturam-se com o sangue teândrico de Cristo, para a salvação da humanidade, daí ser co-redentora. Cooperou com a obra messiânica de Cristo, tornando-se o único tabernáculo humano. Deu sangue e deu carne ao corpo do Redentor. E isso é mistério, inatingível pela nossa razão. Tão nobre e tão elevada a sua participação no processo redentivo que se tornou “Sacerdo Virgo”.

Em síntese, definitiva e inarredável, Maria Santíssima cupulisou a grandeza do seu destino e assumiu o coronal de sua importância histórica.

Ave, Maria!

Fonte:http://www.catequisar.com.br/

A ciência de Nossa Senhora – Nossa Senhora, Sede da Sabedoria

3, setembro, 2011 9 comentários

“Deus tinha cumulado Nossa Senhora de todos os dons da ciência. Não havia um mistério que não fosse conhecido, tanto quanto poderia sê-lo por uma simples criatura. Não havia uma passagem da Escritura que Ela não compreendesse. Muitos escritores eclesiásticos acrescentam que não havia uma ciência natural que Ela ignorasse. E por que não seria assim, uma vez que esse favor tinha sido feito a Salomão e, como diz o Apóstolo, “as coisas criadas são outros tantos meios de nos elevar para as incriadas e invisíveis a fim de contemplar aquilo que cai debaixo de nossos sentidos em direção às verdades eternas?”

Esse trecho foi extraído de um excelente livro de autor anônimo, de 1869, indicado apenas como sendo “un docteur em théologie”, falando da ciência de Nossa Senhora.

A ciência se distingue e não se confunde com a sabedoria. A ciência é um conhecimento prodigioso de todas as coisas, por meio do qual a pessoa é capaz de, depois, dar uma ordenação sapiencial a esse conhecimento. Poder-se-ia dizer que a ciência é uma “matéria prima” da sabedoria. É o conhecimento dos fatos ou coisas, que a sabedoria depois ordena para um fim a ser alcançado.

Assim como há a virtude natural da ciência pela qual o homem, por sua natureza racional, conhece muitas coisas, assim existe o dom da ciência que vem do divino Espírito Santo, que é um fortalecimento e uma ilustração da inteligência do homem, pelo qual ele se torna capaz de conhecer, e efetivamente conhece, muito mais do que, pela sua natureza, ele não conheceria.

Então, o autor sustenta que, no que diz respeito ao dom de ciência, Nossa Senhora tinha toda a ciência sobrenatural que uma mera criatura possa ter. Tudo aquilo que Deus pode dar de sobrenatural como conhecimento a uma criatura, a respeito da religião, Deus deu a Ela.

Quer dizer que as Sagradas Escrituras, que apresentam tantos trechos sublimemente difíceis – a respeito dos quais a Providência permitiu que até grandes teólogos entrassem em discussão entre si – para Ela não havia nenhuma dificuldade. Tudo quanto diz respeito a Deus e à ordem da salvação eterna, Nossa Senhora conhecia tanto quanto uma criatura pode conhecer.

Ademais, como dizem os teólogos, Nossa Senhora tinha também toda a ciência natural. Quer dizer, além de conhecer as verdades da religião, da Revelação e da graça, Ela conhecia completamente todos os segredos da natureza. Ela tinha uma ciência inteira da criação.

A Sagrada Escritura diz que Salomão, antes de sua prevaricação, conheceu todos os segredos da natureza. Então não é crível que Deus tenha negado a Nossa Senhora algo que deu a uma pessoa que Ele amou muito, mas que era incomparávelmente inferior a Nossa Senhora, porque todo o mundo é incomparavelmente inferior a Ela. Se Ele deu para quem era tão pouco, porque não daria para quem era tanto?

Ademais, a Escritura diz também que cada criatura é um meio que nós temos de subir até Deus. Desde a natureza dos caramujos, até as ondas hertzianas ou qualquer outro elemento da natureza, tudo serve para a pessoa subir até Deus.

Assim, a pessoa sublimemente reta e sobrenaturalizada, quanto mais conhece a criação natural, mais meios tem de subir até Deus. Ora, Deus recusaria a Nossa Senhora algum conhecimento natural que era um meio para subir até Ele? Certamente não. Então, Nossa Senhora tinha o dom de ciência universal. Ela conhecia tudo, nada havia que para Ela não fosse inteiramente notório.

Para os idólatras do progresso material, faria bem imaginar que Nossa Senhora conhecia, por exemplo, tudo quanto diz respeito a rádio, e que Ela entendia de rádio incomparavelmente mais do que os “prêmios Nobeis” de hoje, de amanhã ou depois de amanhã. Para Ela eles são umas “crianças” em comparação da imensidade do que Ela sabia.

Em relação, por exemplo, aos segredos do Egito, e como aqueles faraós construíam aqueles monumentos, Nossa Senhora tinha conhecimentos tais que aquilo era o balbucio da arte em comparação com o que Ela sabia. Em relação aos oceanógrafos, que descobrem um novo tipo de animal ou de uma nova planta submarina, Nossa Senhora tinha o “inventário” completo e tudo conhecido pela sua natureza intrínseca.

A respeito do corpo humano, todas as doenças, todas as curas, toda a singularidade, Nossa Senhora conhecia mais do que todos os médicos somados, do passado, presente e do futuro, mais do que todos os anjos que conhecem plenamente a natureza. Por que? Porque Ela tinha um conhecimento tão profundo quanto a mera criatura poder ter.

Dessa forma, podemos imaginar a cena de Nossa Senhora folheando e examinando algum papiro da Sagrada Escritura, e fazendo uma meditação profundíssima. Ou olhando para alguma plantinha, alguma flor, de algum jardim, e pensando numa célula que está ali dentro, no que se diferencia de todas as outras células, e dando glória a Deus pelo esplendor único que aquela célula tem e que nenhuma outra célula do gênero tem, ou terá, dentro da insondável coleção de células vegetais que Deus criou desde o começo até o fim do mundo.

Com isso, naturalmente, pode-se imaginar as elevações naturais e sobrenaturais de Nossa Senhora na proporção de seu conhecimento do passado e do futuro, e então calcular sua inundação de santidade, de ciência e de sabedoria. É a grande “catedral” de Deus, a criatura que satisfez a Ele completamente, na proporção e na medida de uma criatura.

O que é mais extraordinário é que, conhecendo tudo, entretanto um “véu” encobria determinados aspectos. Ela não percebia que seria convidada para ser a Mãe de Deus. Foi preciso o anjo anunciar. Ela até queria ser a escrava da Mãe de Deus. Teve inclusive a impensável glória de praticar a devoção a Si mesma, sem saber que Ela era objeto da Sua própria devoção. Nossa Senhora foi sublime até no que Deus Lhe ocultou. Naquelas coisas únicas que Deus lhe ocultou, foi mais bela do que se Ela tivesse sabido!

Essas considerações nos mostram como Nossa Senhora é o “palácio”, a “catedral”, o “jardim” de Deus, perfeitamente perfeito, e com tais graus de beleza, que é absolutamente insondável. Só no céu é que vamos compreender inteiramente o que é Nossa Senhora. Aí compreenderemos a frase de Nosso Senhor: “serei Eu mesmo a vossa recompensa demasiadamente grande”. Porque, se quase não cabemos dentro de nós mesmos de tanto contentamento ao pensar na honra e alegria em estar com Nossa Senhora, o que dizer de quando pudermos contemplar Nosso Senhor Jesus Cristo, a natureza divina, a essência divina, face a face? Estaremos saturados de ordem, saturados de sublimidade, saturados da santidade, saturados de paz, não no sentido de dizer que não agüentamos mais, mas no sentido de plenos e replenos disso, com a plenitude que não podemos nem sequer imaginar.

Aí temos um pouco uma idéia do céu. E podemos percebem também como as pessoas, se aplicassem mais a considerações dessa ordem, teriam mais esperança no futuro e mais ânimo para a prática da virtude!

Peçamos, por fim: Coração de Maria, espelho de todas as perfeições divinas, rogai por nós!

(Cor Mariae, spéculum ómnium divinárum, ora pro nobis)