Quando eu vi a Sagrada Imagem de Fátima
Eis a Sagrada Imagem, peregrina de Nossa Senhora de Fátima: a que verteu lágrimas cerca de 14 vezes!
E eu tive a honra de vê-la em duas ocasiões: no Congresso dos Fundadores e na sala do Reino de Maria, do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. No primeiro caso, ninguém do congresso esperava ser visitado por Ela, e foi realmente uma surpresa extraordinária! Aconteceu da seguinte maneira:
Estando o Sr. Oilson Gugelmim palestrando sobre “O koh-i-noor de Nossa Senhora”, narrava ele as peripécias da Imperatriz Maria Tereza, e como esta havia chorado para que um exército lhe defendesse. Tal foi comoção dos homens ao vê-la chorando, que gritaram: “Viva nosso Rei, Maria Tereza!”.
Ora, Nossa Senhora é a Nossa Rainha! Que faz a Nossa Rainha para ser ouvida? Ela aparece, dá a sua mensagem ao mundo, oferece o Seu Imaculado Coração… Quando nada disso parece comover seus filhos, também Ela chora, também ela verte lágrimas. “E Ela está aqui. E Ela vai entrar por esta porta”.
Eis as últimas palavras do Sr. Gugelmin antes que Ela entrasse: anunciada por cornetas, envolta em estandartes, segurada com honra – e nisto não tivemos nenhuma dúvida: era a Sagrada Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima que entrava pela porta do auditório, a mesma que chorou, a milagrosa, a imagem “viva”!
A mim parecia que mudava de expressão: ora mais triste, ora mais serena. De qualquer forma, esta é a imagem que pode chorar a qualquer momento.
Que lhe parece? Estar tão próximo da santa imagem que Nossa Senhora, do Céu, escolheu para depositar Suas santas lágrimas? Poder estar na mesma sala da imagem escolhida a dedo por Maria Santíssima?
Talvez alguns não conheçam a história, mas esta Sagrada Imagem chorou pela primeira vez em 1972 em Nova Orleans – devido à onda de imoralidade que assaltava (e ainda assalta) aquela cidade.
O impressionante acontecimento foi largamente noticiado por jornais do mundo inteiro, em alguns nas primeiras páginas. Inúmeras pessoas presenciaram e dão testemunho do prodígio. As fotos da imagem em prantos, e divulgadas naquela época — nas quais se podem notar lágrimas nos olhos e uma gota que pende do nariz — são do Pe. Elmo Romagosa, uma das testemunhas oculares do fato.
Esse sacerdote, para obter a plena comprovação de que se tratava verdadeiramente de milagre, fez várias experiências com a imagem, e não encontrando qualquer explicação natural para o ocorrido, caiu de joelhos e acreditou.
Há quatro imagens internacionais e peregrinas de Nossa Senhora de Fátima. Elas foram destinadas a percorrer o mundo levando a mensagem de arrependimento e penitência. Foram esculpidas pelo artista José Thedim, segundo descrições imediatas da irmã Lúcia. É de se acreditar, portanto, que são uma espécie de sombra mais perfeita do que tenha sido a aparição de Nossa Senhora.
Estar diante de uma imagem peregrina internacional de Fátima é uma benção – pelo fato de ser peregrina, por ter sido esculpida de acordo com a descrição da irmã Lúcia, e por ser afinal uma imagem de Nossa Senhora destinada a percorrer o mundo! Mas apenas uma chorou, e é esta que se vê nas fotos, que foram tiradas este ano.
Não é possível descrever as graças que se recebe por ver a Sagrada Imagem.
Quando eu estava na sala do Reino de Maria – a própria sala já é algo extraordinário – acontecia uma vigília. Tudo envolto no mais absoluto silêncio, e ela, magnífica, no centro.
Parecia que participávamos, de certa forma, do acontecimento em Fátima, em 1917. Lúcia via, escutava e falava com Nossa Senhora; Jacinta via e escutava; Francisco apenas via.
Nós, na sala do Reino de Maria, éramos aquele pastorinho que ganhou apenas o direito de ver Nossa Senhora como numa imagem congelada – mas ainda assim, era o nosso quinhão de milagre. É essa a sensação mais próxima de ver a Sagrada Imagem.
Fonte: blog As chamas do lar católico







