Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Assunção de Maria Santíssima’

Catecismo de Nossa Senhora – Assunção ao Céu

5, abril, 2014 Sem comentários

Assunção ao Céu

46 – Como terminou para Maria Santíssima a vida na terra?

Tendo terminado o curso de sua vida aqui na terra, Ela foi elevada, assunta ao Céu, em corpo e alma. E esse singular privilégio concedido por Deus à sua Mãe Virginal é um dogma de nossa Fé, definido pelo Papa Pio XII no dia 1º de novembro de 1950.

47 – Em que se baseia a igreja para definir que Maria Santíssima foi assunta ao Céu em corpo e alma?

Na Sagrada Escritura: Essa verdade da fé está contida implicitamente na Sagrada Escritura, naqueles lugares já citados por nós quando tratamos da Imaculada Conceição e da maternidade divina de Maria. De fato, se Maria Santíssima foi preservada do pecado original, de qualquer outra mácula e cheia de graça desde a sua conceição, consequentemente não devia também ser vencida pela morte.

O mesmo se conclui do fato de Maria Santíssima ser a Mãe de Deus. A dignidade tão excelsa de ser Mãe de Deus não é compatível com a humilhação da podridão do sepulcro.

Outros lugares da Escritura fazem menção implícita da Assunção de Maria Santíssima: Sl 131,8; Sl 44,10; Apoc 12,1.

48 – Assunção é o mesmo que Ascensão?

Não. Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo é a subida de Jesus ao Céu, pelo seu próprio poder divino.

Assunção de Maria Santíssima é a elevação de Maria ao Céu, não pelo seu próprio poder, mas pelo poder de Deus.

 

Fonte: Catecismo de Nossa Senhora – resumo do livro “Maria ensinada à Mocidade – pequeno Catecismo de Nossa Senhora” publicado em 1915.  

Você sabe a diferença entre Assunção e Ascensão?

21, agosto, 2013 1 comentário

A Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo celebra-se depois do Tempo Pascal encerrando esse período de festa pela ressurreição do Senhor e dá início ao período de Pentecostes. É uma festa móvel da igreja.
.
A Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo significa que Ele subiu ao céu (At 1, 1- 11). Ascender significa subir por si mesmo. Nosso Senhor subiu ao céu pelo seu poder. Ninguém o levou.
.
Já a Assunção de Nossa Senhora é uma data importante na vida de todo católico, pois nesse dia se comemora um dos dogmas marianos mais importantes. Maria Santíssima subiu ao céu.
.
A Assunção de Maria significa que o magnificat se cumpriu (Lc 1). Ser assunta significa que alguém a levou. Maria foi assunta ao céu, por coros de Anjos. Aí está o sentido desta festa. Maria é levada ao céu pelo poder de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ascensão é subir ao céu por sua conta, como Nosso Senhor Jesus Cristo fez. Assunção é ser levada ao céu, como é o caso de Nossa Senhora.

 

Fonte: oanunciador.com

 

Vídeo – A Assunção da Virgem Maria ao Céu

15, agosto, 2013 4 comentários

Um belo canto gregoriano sobre a Assunção de Nossa Senhora.

Ouça enquanto reza pedindo graças especiais para a Mãe de Deus.

Clique aqui e acenda sua vela virtual.

Maria Santíssima, a mulher por excelência

29, agosto, 2012 4 comentários

No domingo do dia 19/08, a Igreja celebrou a Festa da Assunção de Nossa Senhora. É um dogma de fé definido em 1950 pelo papa Pio XII. Foi a confirmação daquilo que já os primeiros católicos possuíam como uma verdade certa, pois eles não poderiam aceitar a decomposição do corpo de Maria Imaculada, pois ela foi concebida sem pecado.

Em Jerusalém há duas igrejas dedicadas a Nossa Senhora.

A igreja Nossa Senhora da Dormição, onde Nossa Senhora faleceu. Ali há uma cripta, e sobre uma mesa, uma imagem da Virgem adormecida.

Há também além desta a igreja de Nossa Senhora, o túmulo de Maria no Getsêmani, onde Ela foi sepultada, e onde há uma pintura, significativa, de sua Assunção.

Seu corpo mortal não passou pela corrupção. Nossa Senhora já está no céu, com corpo e alma, como Jesus Ressuscitado e onde um dia todos os que se salvarem também estarão.No livro do Apocalipse São João nos fala de Nossa Senhora como um grande sinal que veio do céu: Uma MULHER vestida como o sol, tendo nos braços um filho, que um dragão quer devorar… ( cf. Ap 11,19-12,1-6.10)

Na primeira carta de São Paulo aos Coríntios ele afirma que um dia todos serão glorificados por Deus. Primeiro foi Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou.

Em seguida foi sem dúvida a Santíssima Virgem, assunta aos céus em corpo e alma. E depois todos nós um dia teremos a ressurreição.

A Assunção de Maria Santíssima é o prenuncio da nossa ressurreição. (cf. 1 Cor 15,20-27)

São Lucas nos diz como Maria Santíssima soube ver, ouvir e praticar o que Deus quis dela para poder, com a cooperação dela, salvar a humanidade por Jesus Cristo, seu filho.

Ao visitar sua prima Santa Isabel, numa atitude de caridade, esta se sente feliz e clama: “Bem aventurada és tu porque acreditaste!”. Deus sempre tem uma intenção para cada um de nós.

Para Nossa Senhora é a adesão total à vontade de Deus. E Ela se coloca como uma serva humilde a esse convite de Deus, proclamando um hino que enaltece Deus na sua pessoa. É, pois, um modelo perfeitíssimo para todos nós que queremos fazer a vontade de Deus em nossa vida.

 

 Baseado no blog Vocaionados Menores

Festa da Assunção – Triunfo e glorificação da Virgem Maria no céu

15, agosto, 2012 6 comentários

Parecia justo que a Santa Igreja, neste dia da Assunção de Nossa Senhora ao céu, antes nos convidasse a chorar que nos alegrar.

Pois a nossa doce Mãe abandona a terra e deixa-nos privados da sua cara presença, como diz S. Bernardo.

Entretanto, não; a Santa Igreja convida-nos para o júbilo com as palavras: Alegremo-nos no Senhor, agora que celebramos a dia festivo da Santíssima Virgem Maria!

E com razão assim exclama. Pois, se temos amor a esta nossa Mãe, devemos cuidar antes de usa glória que de nossa consolação.

Qual filho não se alegra, posto que se separe de sua mãe, se sabe que ela vai tomar posse de um reino?

Maria vai ser hoje coroada Rainha do céu. E não deveríamos celebrar festivamente esse dia, se em verdade a amamos? Sim, alegremo-nos, mas nos alegremos todos de coração.

Para aumento de nosso júbilo festivo consideremos.

1° a glória ao triunfo da Virgem Maria no céus;

2° a sua elevação no excelso trono celeste.


 Extraído do livro:  “Glórias de Maria”. De S. Afonso de Ligório

A assunção de Maria Santíssima para a Eternidade

5, julho, 2012 9 comentários

Ao longo da história, os teólogos se dividiram na opinião se a Virgem Maria morreu de fato ou se apenas adormeceu e foi levada ao céu em corpo e alma, pelos anjos.

A basílica em sua honra em Jerusalém chama-se exatamente “Dormitio Mariæ” e um dos documentos mais antigos sobre os últimos dias de Maria também leva esse título.

O dogma da Assunção de Maria, proclamado em 1950, não dirimiu a questão, afirmando que “a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste”.

O corpo de Maria, elevado ao céu, podia já ser um corpo glorificado, como o de Jesus após a ressurreição.

Tanto os que falam em morte natural de Maria quanto os que falam em sono profundo da Mãe de Deus têm seus bons argumentos. Estes últimos argumentam com sua conceição imaculada.

Se a morte é consequência do pecado, Maria Santíssima, sem pecado e sem sombra de pecado, não podia morrer. Lembram também que a imortalidade é uma característica da Igreja.

Ora, sendo Maria Santíssima o protótipo da Igreja, bem podia Deus realizar nela o que fará com a Igreja no final dos tempos, ou seja, ressuscitar os que morreram e “arrebatar com eles para as nuvens, ao encontro do Senhor nos ares os que ainda estão vivos” (1Ts 4,16-17).

Os que afirmam sua morte natural lembram que também Jesus era imaculado e santíssimo e passou pela morte, destino de todos os filhos de Adão, porta e parto necessários para a imortalidade.

Maria Santíssima é o modelo de todos os resgatados por Cristo através de sua morte e ressurreição. Também Maria Santíssima, que se uniu a Ele no Calvário, ter-se-á configurado a ele na morte e na ressurreição.

Assim como ela, sem pecado, passou por dores, angústias, desconfortos, perseguição, também terá passado pela prova maior: a morte corporal. Sem que com isso se afirme que seu corpo sofreu a decomposição.

As duas tradições são antiquíssimas. Entretanto prevalece a tese de que Maria Santíssima passou pela morte à imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas é ainda e continuará a ser uma questão em aberto.

Na dispersão dos Apóstolos, Nossa Senhora permaneceu aos cuidados de São João, como recomendara Jesus na Cruz (Jo 19,16-27). O Apóstolo São João dirigiu-se para Éfeso, hoje sudoeste da Turquia, uns 600 km ao sul de Istambul.

Maria Santíssima terminou seus dias terrenos em Éfeso. Esta tradição se confirmou com as visões da alemã Ana Catharina Emmerich (1774-1824) que, em sonho ou numa revelação, “viu” no alto da montanha popularmente denominada “Colina do Rouxinol”, distante 7 km da antiga cidade portuária de Éfeso, a capela Meryem Ana Evi (Casa da Mãe de Deus), que seria a casa em que Maria Santíssima terminou seus dias.

Catharina Emmerich viajou para lá, encontrou tudo como “vira” em sonho e começou a restaurar a antiga capela-casa de Maria, que até hoje os peregrinos podem visitar. Mães turcas, católicas e até mesmo muçulmanas visitam continuamente aquele santuário, para terem um bom parto e sorte na educação dos filhos.

Entretanto outra tradição diz que Maria Santíssima terminou sua jornada terrena em Jerusalém, no Monte Sion, e foi sepultada no lugar onde se encontra hoje a Basílica da “Dormição de Nossa Senhora”, na região do Vale do Cedron.

Foram encontradas grafites, escritas pelos primeiros cristãos, que iam honrar o local do túmulo de Maria Imaculada. Foram encontradas também algumas sepulturas judeu-cristãs, que ladeiam a câmara mais interna.

Ademais os católicos sempre foram lá venerar o túmulo da Santa Mãe de Deus. Há relatórios de peregrinos (como o do famoso Etérea), que por lá passaram e registraram suas impressões sobre a visita e a liturgia celebrada no local. A Santíssima Virgem teria voltado de Éfeso para Jerusalém, onde moravam seus parentes, quando o Apóstolo São João retornou para participar do primeiro Concílio Ecumênico da Igreja (At 15,6-29).

Na década de 1960, quase ao mesmo tempo em que o franciscano Frei Bellarmino Bagatti fazia as escavações científicas junto ao túmulo de Maria, foi descoberto, na biblioteca do Louvre, em Paris, um documento, em grego, que possibilitou chegar a outros documentos, sobretudo a três, muito próximos entre si tanto na informação quanto no estilo.

São eles: De Transitu Mariæ (em língua etíope), Dormitio Mariæ (em grego) e Transitus Mariæ (em latim). Estes textos devem ser datados do final do segundo século até começos do século quarto. Os três textos concordam em que Maria Santíssima tenha terminado seus dias em Jerusalém.

Há uma tradição, dos primeiros tempos da Igreja, que conta que, chegado o momento do trânsito de Nossa Senhora, Nosso Senhor Jesus Cristo veio buscá-la, acompanhado dos Arcanjos São Miguel e São Gabriel.

São Miguel foi o vencedor de Lúcifer, no Céu, e o vencedor do dragão de sete cabeças, que quis devorar o filho da mulher revestida de sol (Ap 12,3-5). No passamento de Maria Santíssima, hora de triunfo e de vitória, o grande São Miguel, o protetor da Igreja contra Satanás, retorna para acompanhar, na entrada da glória, Aquela que é a primícia da humanidade redimida e santificada.

Retorna também, com Cristo glorioso, o Arcanjo São Gabriel, o embaixador de Deus na Anunciação (Lc 1,26). O Arcanjo, presente no início da salvação trazida por Nosso Senhor Jesus Cristo, retorna no momento em que Maria Santíssima entra gloriosa no seio da Trindade para ser, no tempo e na eternidade, a Mãe da Igreja, a terníssima Rainha do Céu e da Terra.

Maria Santíssima esteve unida a Nosso Senhor Jesus Cristo a vida inteira: unida no corpo, fazendo uma só com ele; unida na missão redentora a ponto de ser chamada co-redentora; unida na morte e unida por toda a eternidade na glória.

Passando pela morte, Nossa Senhora tornou-se para a humanidade a “feliz porta do céu, para sempre aberta”.

 Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M (Excertos)

A mãe de Deus morreu ?

15, novembro, 2011 5 comentários

1. A propósito da conclusão da vida terrena de Maria Santíssima, a Bula de definição do dogma da Assunção afirma: “A Virgem Imaculada, que fora preservada de toda a mancha de culpa original, terminando o curso da sua vida terrena, foi elevada à glória celeste em corpo e alma” (LG, 59).

Como se percebe, o Papa Pio XII não quis negar o fato da morte, mas julgou oportuno não afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devia ser admitida por todos os fiéis. Alguns teólogos afirmaram a isenção da morte da Santíssima Virgem e a sua passagem direta da vida terrena à glória celestial.

Contudo, existe uma tradição que considera a morte de Nossa Senhora e sua assunção à glória celeste.

Quando se tratou da ocasião dEla morrer e ser levada aos céus, a linguagem teológica muito sutil e delicada, não fala da morte de Nossa Senhora, mas fala da dormitio de Nossa Senhora – em português diz-se dormição, que vem da palavra dormir –, e que só se aplica para a morte de Nossa Senhora.

Quer dizer, uma morte tão leve — se é que se pode dizer assim —, tão tênue — se se pudesse dizer -, uma verdadeira morte, mas, se se pudesse dizer, Ela ficou tão viva na morte que se falou da dormição de Nossa Senhora. Ela teve o que chamamos de: Dormitio Beata Maria Virginis.

Até havia, antigamente, um sistema muito bonito de mostrar a dormição de Nossa Senhora, – para dar a idéia do efêmero desta morte, – sempre junto à Assunção. No mesmo altar, embaixo, uma concha com cristal, representando uma imagem de Nossa Senhora toda vestida, deitada em atitude de prece e, logo em cima, Ela subindo aos Céus, para não separar a morte da idéia da Assunção.

2. Vários Padres da Igreja teceram comentários a respeito da “dormitio” de Nossa Senhora.

Por exemplo, São Tiago de Sarug (449-521), segundo o qual quando para Nossa Senhora chegou “o tempo de caminhar pela via de todas as gerações”, ou seja, a via da morte, “o coro dos doze Apóstolos” reuniu-se para enterrar “o corpo virginal da Bem aventurada” (Discurso sobre a sepultura da Santa Mãe de Deus, 87-99 em C. VONA, Lateranum 19 [1953], 188);

São Modesto de Jerusalém ( 634), depois de ter falado amplamente da “beatíssima dormida da gloriosíssima Mãe de Deus”, conclui exaltando a intervenção prodigiosa de Nosso Senhor Jesus Cristo que “a ressuscitou do sepulcro” para a receber consigo na glória (Enc. in dormitionem Deiparae semperque Virginis Mariae, nn. 7 e 14; PG 86 bis 3293; 3311);

São João Damasceno ( 765-749), pergunta: “Como é possível que aquela que no parto ultrapassou todos os limites da natureza, agora se submeta às leis desta e seu corpo imaculado se sujeite à morte? ”

E responde: “Certamente era necessário que a parte mortal fosse deposta para se revestir de imortalidade, porque nem o Senhor da natureza rejeitou a experiência da morte. Com efeito, Ele morre segundo a carne e com a morte destrói a morte, à corrupção concede a incorruptilidade e o morrer faz d’Ele nascente da ressurreição” ( Panegírico sobre a Dormida da Mãe de Deus, 10: SC 80,107).

3. É verdade que a morte é um castigo do pecado. Todavia, o fato de Maria Santíssima ter sido, por singular privilégio divino, isenta do pecado original, Ela mesma quis submeter-se também à morte para até nela assemelhar-se a seu divino Filho.

A mãe não é superior ao Filho, que assumiu a morte, dando-lhe novo significado e transformando-a em instrumento de salvação. Associada à nossa redenção por Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santíssima Virgem quis participar dos sofrimentos e da morte em vista da redenção da humanidade.

Também para Ela pode-se aplicar a afirmação de Severo de Antioquia (465-542) a propósito de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Sem uma morte preliminar, como poderia ter lugar a ressurreição?” (Antijulianistica, Beirute 1931, 194 s.). Para ser partícipe da ressurreição de Cristo, Maria Santíssima quis para si também a morte.

4. São Francisco de Sales (1567-1622) considera que a morte de Nossa Senhora se tenha verificado como efeito de um transporte de amor. Ele fala de um morrer “no amor, por causa do amor e por amor”, chegando por isso a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor pelo seu Filho Jesus (Traité de l’Amour de Dieu, Lib. 7, c. XIII-XIV). Pode-se dizer que a passagem desta vida à outra constituiu para a Santíssima Virgem uma maturação da graça na glória, de tal forma que jamais como nesse caso a morte pôde ser concebida como uma “dormida”.

5. Em alguns Padres da Igreja encontramos a descrição do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo vir acolher a sua Mãe no momento da morte, para introduzi-la na glória celeste. No final da sua existência terrena, ela terá experimentado, como São Paulo e mais do que ele, o desejo de se libertar do corpo para estar com Nosso Senhor, no Céu, para sempre (cf. Fl. 1,23).

6. Por essas razões, podemos invocar, com inteira confiança, para aqueles que chegam à hora suprema da vida: “Nossa Senhora da Boa Morte, rogai por nós”.

Fonte: Alguns dados extraídos de http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/

Tema escolhido: Assunção Corporal de Maria Santíssima

1, março, 2011 17 comentários

Você pediu e aqui está o tema escolhido desta semana: Por que os católicos rezam pelos mortos? Esperamos que o texto abaixo seja esclarecedor. Compartilhe-o com seus amigos através das redes sociais.

Não deixe também de visitar o Oratório da Medalha Milagrosa e rezar pela salvação de seus entes queridos.

Desde o início do cristianismo, os autores cristãos ensinaram que Maria Santíssima teve um fim de vida singular. Em seus sermões e escritos professaram a Sua assunção gloriosa, de corpo e alma.

Quando se aproximava o fim de sua vida terrena, a Virgem Santíssima soube de antemão que estava prestes a deixar este mundo. Os apóstolos foram previamente avisados, de modo que todos se dirigiram para Jerusalém e a procuraram no Cenáculo, onde a Rainha do mundo se encontrava um tanto enfraquecida, fisicamente, pelo intenso amor divino. Porém a compleição natural de seu corpo era a mesma à que chegara aos trinta e três anos de idade. Não sofreu mudança alguma com a passagem dos anos. Não sentiu os efeitos da velhice: seu rosto não se enrugou, nem o corpo se debilitou ou definhou, como acontece com os outros filhos de Adão. Esta imutabilidade foi privilégio único seu, tanto por corresponder à estabilidade de sua alma puríssima, como por ser conseqüente à imunidade do primeiro pecado original, cujos efeitos não atingiram seu corpo e nem a sua alma.

Maria Santíssima desejou passar pela morte

Nossa Senhora veio ao mundo livre e isenta da culpa original. Também ao sair dele a morte não tinha “direito” de a atingir. Se Ela não quisesse passar pela morte, receberia da mesma forma a glória celeste. Mas, para assemelhar-se mais intensamente ao seu divino filho que padeceu da morte, sem obrigação, Ela quis acompanhá-Lo também no morrer.

A enfermidade que lhe tirou a vida foi o amor, sem qualquer outro achaque ou acidente. O poder divino suspendeu a ação miraculosa com que lhe conservava as forças naturais, para não se consumirem no ardor sensível que lhe causava o fogo do amor divino. Cessando esse milagre, o amor produziu seu efeito, consumiu a umidade radical do coração e assim lhe faltou a vida.

Glorificação em corpo e alma

Com o tempo, a tradição e os escritos dos santos foram fortalecendo a convicção dos fiéis de que Nossa Senhora fora glorificada, em corpo e alma, logo depois de sua morte. A partir do século XI é comum se professar a Assunção gloriosa de Maria Santíssima. Os teólogos procuraram as bases bíblicas para fundamentar tal crença; eis o que apontam:

1) Maria é dita pelo Anjo Gabriel “cheia de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o Anjo não a chama “Maria” (ver Lc 1,28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em conseqüência, não podia ficar sob o domínio da morte, que entrou no mundo através do pecado (v. Rm 5,12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo glorificada não somente em sua alma, mas também em seu corpo. Como se vê, nem a Tradição nem os teólogos recusam a hipótese de Maria ter morrido; ao contrário, admitem-na.

2) A carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Ora, Maria é a Mãe de Jesus, que foi glorificado em corpo e alma após ter morrido. Conseqüentemente, também tocou à Maria Santíssima a mesma sorte gloriosa que tocou a seu Divino Filho.

Com isso, a Assunção corporal de Maria Santíssima se tornou tão comum que muitas pessoas trazem o nome de Maria da Glória; muitas igrejas e instituições são dedicadas à Assunção de Maria.

Na primeira metade do século XX, os fieis católicos, pediram à Santa Sé a definição do dogma da Assunção de Maria. Sua Santidade, o Papa Pio XII, mandou estudar o assunto e proclamou o dogma em 1º de novembro de 1950, definindo que “a Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, encerrado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste” (Constituição Munificentissimus Deus).

A Assunção de Nossa Senhora segundo a Tradição

Outeiro da Glória

Antigamente, quando se falava de Assunção de Nossa Senhora referia-se a essa festa dizendo que era a festa de Nossa Senhora da Glória. E daí, por exemplo, o fato de que no Rio de Janeiro, a Igreja lindíssima que há sobre o Outeiro da Glória, ser dedicada à Nossa Senhora da Assunção. Isso porque se entendia bem que a Assunção de Nossa Senhora não era apenas o fato físico dela sair dessa terra, tendo ressuscitado como ressuscitou o seu Divino Filho, não só para ir para o céu, mas era também para a Sua glorificação.

Ela, depois de ter passado nessa terra, humilde, desconhecida, apenas tendo um papel mais relevante após a morte de Nosso Senhor, como rainha e mãe da Igreja Católica, depois de toda espécie de sofrimento e de angústias, foi glorificada por Nosso Senhor aos olhos dos próprios homens, por meio da sua Assunção. Ou seja, por meio de um privilégio único na história do mundo, pelo qual uma mera criatura é levada aos céus por meio dos anjos. Para as paragens imateriais onde se encontra o Paraíso celeste e onde Ela está nesse momento gozando de modo inenarrável da visão beatífica de Deus, Nosso Senhor.

Há tradições e há revelações de que essa glorificação foi acompanhada de expressões de glória indizíveis. Uma criatura humana – portanto, de uma natureza muito inferior a dos anjos – que é levada para o céu pelos mais altos serafins e querubins. Ela foi servida, portanto, pelas mais altas criaturas de Deus, com um respeito, com uma veneração, como quem não se sentia digno sequer de apresentar a ela suas orações e suas homenagens. Então, depois de se ter despedido de todos os seus, Ela foi se elevando e se “desprendendo” do chão. A certa altura começou a manifestação dos anjos. Conta-se que no dia da Ascensão de Nosso Senhor a natureza toda se rejubilava. É lógico que no dia da Assunção de Nossa Senhora a natureza toda devia também  rejubilar de um modo esplêndido.

Então é perfeitamente legítimo imaginar que coloridos magníficos os céus tomaram! As estrelas, de que modo conseguiram brilhar! O sol, que em Fátima pulou e mudou de cores, de que forma terá aparecido então! Que cânticos de anjos, que perfumes, que harmonias, que consolações interiores nas almas todos sentiram! Foram acontecimentos verdadeiramente inefáveis.

O fato positivo é que Nossa Senhora deixou manifestar, nessa hora, toda a sua glória interior. No seu olhar, na fisionomia e em todo o seu corpo, Ela naturalmente deixou que transparecesse de modo extraordinário uma dignidade, uma majestade e, ao mesmo tempo, uma afabilidade inexprimíveis.

Naturalmente devia deitar, nesse momento, uma efusão de ternura enorme dEla. Como todas as mães que se despedem dos filhos, deve ter havido, nesse momento, uma efusão de misericórdia e de bondade suprema, com a segurança para todos de que Ela nunca estaria mais presente na terra do que no momento em que Ela deixava os homens e começava sua grande missão do alto do céu.

Santa Teresinha do Menino Jesus disse que ela queria passar o céu, fazendo o bem sobre a terra. E se isso disse Santa Teresinha, quanto disse Nossa Senhora! E de lá para cá a glória de Nossa Senhora do alto do céu não se escondeu: pelo contrário, se manifestou cada vez mais. Manifestou-se pela construção de um número enorme de Igrejas.

Como observa São Luís Grignon de Monfort, não há uma Igreja na terra -exceto as Igrejas que quase não são mais Igrejas – onde não haja um altar pelo menos dedicado à Nossa Senhora. Não há uma alma que se tenha salvo sem que tenha sido devota de Nossa Senhora. Não há uma graça que os homens tenham recebido e que não tenha sido obtida por Nossa Senhora.

Acenda agora sua vela para alcançar as graças vindas da Virgem Santíssima

Quer dizer, a glória dEla vai crescendo até o fim dos séculos e até o momento em que vier o dia do Juízo Final. Nesse dia do Juízo Final todos vão ser julgados. Nesse dia haverá uma suprema glorificação dEla. E se de todas as criaturas as virtudes vão ser contadas, então o que vai ser o cântico de louvor de Nossa Senhora!

O fim da História vai ser uma alegria especial nessa glorificação de Nossa Senhora. Quando não houver mais histórias, quando a vida da humanidade tiver toda cessado e o ponto final dos acontecimentos do gênero humano tiver terminado, a Virgem Santíssima vai receber uma glorificação verdadeiramente insondável.

Entre essas manifestações de glória de Nossa Senhora, podemos colocar, legítima e verdadeiramente, a presença de todas as pessoas que foram seus autênticos devotos neste momento em que se nota uma paganização geral da sociedade.

É com a glória de Nossa Senhora em nossos corações que devemos lembrar da irreversível promessa de Fátima: “No fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Fonte: baseado em www.catequisar.com.br