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Textos com Etiquetas ‘Nossa Senhora das Graças’

Qual a sua devoção a Nossa Senhora? Responda nos comentários!

6, abril, 2015 35 comentários
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Nossa Senhora é uma só:  Maria, Mãe do Verbo Encarnado, que concebeu através do Espírito Santo.

Foi assunta aos céus, de Corpo e Alma, Coroada como Rainha do Céu e da Terra.

Essas são algumas das características principais da Virgem Maria:

Virgem Maria, Nossa Senhora, Virgem Santíssima, Augusta Senhora, Mãe Imaculada, Virgem Poderosa, Rainha dos Santos, Rainha dos Anjos e outros inúmeros nomes recebe, dignamente, a Mãe do Salvador. Mas, de fato, Ela é uma só Senhora.

O mesmo acontece em relação às diversas devoções vinculadas a Nossa Senhora. Existem muitas e todas elas estão relacionadas às graças, virtudes e aparições que Nossa Senhora fez na história da salvação e da Igreja Católica.

Você gostaria de conhecer mais alguma devoção?

Qual a devoção a Nossa Senhora que você acha mais bonita ou tem mais curiosidade de conhecer a história?

 

1)       Nossa Senhora Aparecida 

2) Nossa Senhora das Dores

3) Nossa Senhora de Lourdes

4) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

5) Nossa Senhora das Graças

6) Nossa Senhora Desatadora dos nós

7) Nossa Senhora da Imaculada Conceição

8) Nossa Senhora da Penha

9) Nossa Senhora do Bom Conselho

10) Nossa Senhora do Carmo

11) Nossa Senhora da Divina Providência

12) Nossa Senhora do Bom Sucesso

Deixe registrado nos comentários abaixo o número que indica a devoção que você mais gostaria de conhecer, com base nas imagens acima.

Se existe alguma que você tem curiosidade de saber a história e não está aqui, comente também.

Vamos conhecer mais e melhor a vida, as graças, os títulos e os milagres de Nossa Mãe Santíssima que está no céu para ajudar a todos os seus filhos amados!

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Por que ter uma Medalha Milagrosa? Confira aqui:

18, março, 2015 2 comentários
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Frases de Plínio Correa de Oliveira – grande líder católico do século XX – a respeito da Medalha Milagrosa:

“Quando esta revelação foi divulgada, verificou-se que a Medalha Milagrosa era ocasião de um número enorme de graças de conversão, das mais extraordinárias, com que se patenteou ou se documentou mais uma vez que esta devoção era muito desejada por Nossa Senhora.

Por causa disso estabeleceu-se o excelente costume de colocar, no ponto de entroncamento das contas do Rosário, a Medalha Milagrosa. Porque o uso da Medalha Milagrosa é cercado de toda a espécie de graças.

E essa devoção preparou as almas, muito poderosamente, para a definição de um dos mais importantes dogmas de Nossa Senhora, que é o da Imaculada Conceição”.

“…Nossa Senhora está com as mãos abertas, em sinal de aquiescência, em sinal de atendimento, e de Suas mãos partem feixes luminosos imensos, que são graças e os favores que pelas mãos dEla – quer dizer pela ação dEla, por meio dEla – descem ao mundo.

E então nós temos aqui algo que faz pensar na Mediação Universal de Nossa Senhora. As graças todas que vêm de Deus e que, pelas mãos de Nossa Senhora, que são as mãos distribuidoras das graças de Deus numa quantidade enorme, se precipitam sobre o mundo”. 

“Tudo isto sai das mãos de Nossa Senhora como de um manancial. E Ela está afável, risonha, acolhedora para todos aqueles que, tendo em vista esse conjunto de fatos, esse conjunto de símbolos, de atributos, de noções, se dirigem confiantes a Ela pedindo as graças que precisam”.

*   *   *

Fonte: retirado do artigo “A Medalha Milagrosa: devoção própria para a luta contra o demônio em nossos dias”, disponível em: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/

A felicidade da despretensão, da pureza e da admiração – Madonna del Miracolo

1, fevereiro, 2015 Sem comentários
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Madonna del Miracolo

Plínio Correa de Oliveira

O quadro da Madonna del Miracolo (Nossa Senhora do Milagre) aparece com a fronte encimada por uma coroa e por um resplendor em forma de círculo de 12 estrelas.

A fisionomia é discretamente sorridente, com o olhar voltado para quem estiver ajoelhado diante d’Ela. Muito afável, mas ao mesmo tempo muito régia.

Pelo porte, dá impressão de uma pessoa alta, esguia sem ser magra, muito bem proporcionada e com algo de imponderável da consciência de sua própria dignidade.

Tem-se a impressão de uma rainha, muito menos pela coroa do que pelo todo d’Ela, pelo misto de grandeza e de misericórdia.

A pessoa que a contempla tende a ficar apaziguada, serenada, tranqüilizada, como quem sente acalmadas as suas más paixões em agitação. A meu ver o elemento mais tocante desta imagem é este aspecto apaziguador.

Como se Ela dissesse: “Meu filho, Eu arranjo tudo, não se atormente, estou aqui ouvindo a você que precisa de tudo, mas Eu posso tudo, e o Meu desejo é de dar-lhe tudo. Portanto, não tenha dúvida, espere mais um pouco, mas atendê-lo-ei abundantemente.

Eu para você não tenho reservas, não tenho recusas, não tenho nem recriminações pelos seus pecados. Eu lhe estou olhando num estado de alma, numa disposição de ânimo, por onde você de Mim consegue tudo o que você pedir, e muito mais ainda”.

Um Mistério

A pintura tem um certo ar de mistério, mas um mistério suave e diáfano. Seria como o mistério de um dia com um céu muito azul, em que se pergunta o que haverá para além do azul. Mas não é um mistério carregado, é um mistério que fica por detrás do azul e não por detrás das nuvens. 

Um mistério como quem diz o seguinte: “Se você conhecesse o dom de Deus, se você soubesse quanta coisa Eu tenho para lhe dar, e que maravilhas há em Mim, aí é que você compreenderia.

Eu estou notando essas maravilhas e transbordo do desejo de as dar a você. Como você compreenderia bem o que Eu sou se você quisesse abrir os olhos para essas maravilhas”.

E esse apaziguamento que Ela comunica é uma espécie de primeiro passo para a pessoa que queira se deixar maravilhar, para a pessoa, recebendo esta misteriosa ação da graça, começar a admirar e procurar perguntar o que há nEla, o que Ela está exprimindo, o que Ela diz.

A Pureza e a Humildade

Notem a impressão de pureza que o quadro transmite. Ele comunica algo do prazer de ser puro, fazendo compreender que a felicidade não está na impureza, ao invés do que muita gente pensa.

É o contrário. Possuindo verdadeiramente a pureza, compreende-se a inefável felicidade que ela concede, perto da qual toda a pseudo felicidade da impureza é lixo, tormento e aflição.

Notem também a humildade. Ela revela uma atitude de rainha, mas fazendo abstração de toda superioridade sobre a pessoa que reza diante d’Ela.

Trata a pessoa como se tivesse proporção com Ela; quando nenhum de nós tem essa proporção, nem mesmo os santos.

Entretanto, se aparecesse Nosso Senhor Jesus Cristo, Ela ajoelhar-se-ia para adorar Aquele que é infinitamente mais. Ela tem a felicidade inefável da despretensão e da pureza.

Diante de um mundo que o demônio vai arrastando para o mal, pelo prazer da impureza e do orgulho, a Madonna del Miracolo comunica-nos esse prazer da despretensão e da pureza.

É um chamar a Si suavissimamente, sem pito nem recriminação, mas como quem diz: “Meu filho, você se lembra dos tempos primitivos de sua inocência? Você não se lembra antes de você ter pecado como você era? Você não se lembra que havia coisas dessas em você?

Eu lhe ofereço isso. Eu o restauro! Abra-se para Mim, olhe para Mim. Eu lhe dou isso. Venha! No caminho que conduz a Mim só existe perdão, bondade e atração. Venha logo!”

Nossa Senhora da Contra-Revolução

Não é difícil a gente estabelecer uma relação desses traços com a Contra-Revolução, apresentada aqui não no aspecto militante de Nossa Senhora enquanto esmaga a cabeça da serpente, mas no seu aspecto materno, enquanto Ela procura tirar – pelo sorriso – das garras de Revolução, aqueles que a Revolução vai vitimando.

E, dessa maneira, fazendo uma altíssima obra de Contra-Revolução.

É ou não é verdade que o espírito que se deixa impressionar por essa imagem, que se deixa influenciar por essa imagem, fica sumamente propício à admiração?

Fica sumamente propício a admirar a hierarquia das coisas mais altas sobre ele, sumamente propício – pela sua própria dignidade – a querer que todas as coisas abaixo dele estejam em hierarquia também?

Debaixo desse ponto de vista, sem querer dizer que esta imagem seja a de Nossa Senhora da Contra-Revolução – porque seria forçar a nota –, poderíamos dizer entretanto que, para aqueles que lutam pela Contra-Revolução, o quadro é de altíssima expressão quanto a um dos aspectos de Nossa Senhora: sua permanente Contra-Revolução, até chegar o fim do mundo.

Isso seria um pouco de comentários na linha dos “Ambientes e Costumes”, feitos a partir da Imagem. Com que vantagem para nossas almas? Não sei.

Pelo menos, talvez essa:  explicar um pouco aos mais jovens como analisar uma imagem, o que procurar quando se vê uma imagem, qual é o bom efeito que ela pode produzir em nós, e o estado de alma que uma imagem – simplesmente por existir – pode comunicar às nossas almas.

*   *   *

Fonte: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/

“Quando a Virgem aparece para Seus filhos…” (Parte I)

16, janeiro, 2015 29 comentários
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Penny Silvers

Das quinze aparições da Virgem Maria oficialmente confirmadas pela Santa Sé no mundo todo, um terço aconteceu na França:

A história das aparições marianas na França começa em 1208.

Até a última aparição, em 1871, Maria Santíssima apareceu para um frade espanhol no sul do território francês, para uma pastora adolescente nos Alpes, para duas freiras de clausura em Paris, para dois jovens pastores também nos Alpes, para uma humilde menina no sopé dos Pirineus e para um grupo de camponeses no trajeto do exército prussiano.

1209: A aparição do rosário

Nossa Senhora apareceu pela primeira vez na França para o fundador dos religiosos dominicanos, São Domingos de Gusmão, no ano de 1208. Foi na igreja de Prouille, no Languedoc, local considerado o “berço dos dominicanos”.

São Domingos recebeu ali o rosário, que se tornou a “ferramenta” dos dominicanos na luta contra a heresia albigense na região.

1664: As visões de uma pastora adolescente

Maria Santíssima só voltou a aparecer, de maneira reconhecida pela Igreja, 450 anos depois. Foi na pequena vila alpina de Laus, em maio de 1664.

Enquanto cuidava das ovelhas e rezava o terço, a jovem pastora Benoîte Rencurel, de 17 anos, viu uma senhora vestida de um branco deslumbrante, com uma criança no colo.

Quando Benoîte lhe ofereceu humildemente um pedaço duro de pão, a Senhora “sorriu silenciosamente e desapareceu em uma caverna”.

Durante os meses seguintes, a Senhora apareceu para Benoîte todos os dias. Sua mensagem era a de “orar continuamente pelos pecadores”.

Ela revelou seu nome como “Maria, reconciliadora e refúgio dos pecadores” e instruiu Benoîte a ir até a antiga capela de Notre Dame du Bon Rencontre (“Nossa Senhora do Bom Encontro”), onde um suave perfume emanaria do óleo da lâmpada do santuário.

Este óleo, disse a Senhora, faria milagres para as pessoas que fossem ungidas com fé.

Em 1665, a diocese onde Benoîte vivia reconheceu as aparições. Foi iniciada então a construção de uma pequena capela para a adoração eucarística e para receber os penitentes.

Quatro anos depois, Benoîte começou a receber aparições do Cristo Sofredor: durante dez anos, estas aparições lhe disseram que ela se tornaria uma alma-vítima, participando da Paixão
de Cristo
.

Ao longo das duas décadas seguintes, ela sofreu várias doenças e morreu aos 71 anos, visitada continuamente por Nossa Senhora.

Em maio de 2008, a Santa Sé anunciou o reconhecimento oficial dessas aparições. O santuário de Laus está hoje sob os cuidados da Comunidade de São João, que se dedica ao sacramento da confissão. O processo de canonização de Benoîte também já foi aberto.

1830: A medalha milagrosa e Paris em chamas

Cerca de 120 anos depois, Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue de Bac, em Paris.

O ano de 1830 foi perigoso para a França. Paris estava em crise. A Revolução de Julho tinha destituído o monarca e deixado à deriva os trabalhadores desempregados e furiosos, que organizaram mais de 4.000 barricadas
pela cidade.

As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela medalha milagrosa. Na segunda dessas aparições, Maria Santíssima se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos.

Em torno de Maria Santíssima, em forma oval, apareciam as palavras “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra “M”, encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.

Catherine relatou que Nossa Senhora a tinha instruído a mandar fazer uma medalha baseada nessa visão, prometendo abundantes graças para todos os que a usassem com confiança.

Dois anos depois, uma avassaladora epidemia de cólera arrancou a vida de mais de 20.000 parisienses. As irmãs distribuíram a medalha milagrosa e logo começaram a ser relatados vários casos de cura, bem como de proteção contra a doença.

A medalha de Maria Santíssima também desatou alguns eventos surpreendentes:

Oito anos após a epidemia, a capela da Rue de Bac voltou a receber aparições. A Mãe de Deus apareceu desta vez para a irmã Justine Busqueyburu, confiando a ela o Escapulário Verde do seu Coração Imaculado para a conversão dos pecadores, em particular dos que não têm fé.

Dois anos depois, o banqueiro francês Alphonse Ratisbonne, ateu, membro de uma destacada família judaica, se converteu ao catolicismo. Ratisbonne tinha visitado Roma usando a medalha milagrosa apenas para satisfazer um pedido de seu amigo.

Ao visitar a famosa igreja barroca de Sant’Andrea delle Fratte, em 20 de janeiro de 1842, recebeu ele próprio uma aparição de Maria Santíssima. Ratisbonne se converteu ali mesmo.

“Ele não conseguia explicar como tinha passado do lado direito da igreja para o altar lateral oposto… Tudo o que ele sabia era que, de repente, estava de joelhos perto daquele altar. No começo, conseguiu ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor da sua beleza imaculada, mas não pôde continuar olhando para o brilho daquela luz.

Por três vezes tentou olhar novamente para a Mãe de Misericórdia; por três vezes foi incapaz de levantar os olhos para além das mãos abençoadas de Maria Santíssima, da qual fluía, em raios luminosos, uma torrente de graças”.

Alphonse Ratisbonne se tornou sacerdote jesuíta e fundou mais tarde a congregação religiosa dos Padres e Irmãs de Sião em Jerusalém.

Catherine Labouré morreu mais de trinta anos depois, ainda como freira de clausura no convento de Paris. Seus restos mortais foram encontrados incorruptos em 1933. Ela foi canonizada em 1947 pelo papa Pio XII.

(Continua…)

*  *  *

Fonte: Virgem Imaculada

Veja aqui! O significado da magnífica simbologia da Medalha Milagrosa (Parte II)

4, janeiro, 2015 1 comentário
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Plínio Correa de Oliveira

Continuação do post - Veja aqui! O significado da magnífica simbologia da Medalha Milagrosa
(Parte I)

O verso da Medalha não é menos simbólico. Ele contém os elementos de várias devoções que se conjugam.

Por que? Eu mostrei que [na Medalha] onde está a imagem de Nossa Senhora, está lembrada a Imaculada Conceição, por causa da jaculatória. Deste outro lado, vemos doze estrelas, como na coroa de Nossa Senhora que esmaga a Serpente, da qual fala o Apocalipse.

E depois nós temos um M central, que é o M de Maria, que é o nome de Nossa Senhora, e sobre o qual está uma cruz. Isso lembra muito a São Luís Grignion de Montfort, “O Tratado da Verdadeira Devoção”, a “Carta aos Amigos da Cruz” [ambos escritos por este Santo].

E depois as duas grandes devoções (que constituem, no fundo, uma só devoção): ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, e que se encontram abaixo desse M.

São todas as graças dadas nos tempos modernos para a luta contra Revolução: a afirmação da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, o dogma da Imaculada Conceição que deveria ser definido algumas dezenas de anos depois da aparição da Medalha Milagrosa.

As devoções ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, e que foram para evitar a Revolução na França; e de outro lado a obra de São Luís Maria de Grignion de Montfort, que foi também dada para evitar a Revolução. E uma e outra devoções dadas também para lutar contra a Revolução e para abatê-la.

De maneira que esses símbolos todos se conjugam como uma espécie de compêndio dos temas ou dos pontos mais sensíveis para a piedade católica, que lembram mais a piedade católica, objeto natural de suas inclinações, de seus atos de devoção, de sua confiança, e que, portanto, devem ser vistos nesse sentido pelos católicos.

Os senhores têm aí a razão pela qual essa Medalha foi objeto de tantas graças. E, por causa disso, nós devemos amar muito essa Medalha, vendo nela como que um programa para nós. E usá-la sempre, tê-la sempre conosco.

Os senhores compreendem, por esta forma, como a piedade católica sabe fazer bem as coisas. Porque outra devoção esplêndida e que sempre os católicos tiveram, da Idade Média para cá, foi
o Rosário.

Então, colocar essa Medalha unindo as dezenas do Rosário, é uma idéia harmoniosa, felicíssima, adequadíssima, muito razoável, constituindo um todo de objeto de piedade que nos deve falar muito à alma, e que deve despertar muito a nossa devoção.

Vamos pedir a Nossa Senhora que, pelas graças da Medalha Milagrosa, Ela apresse o dia de sua vitória de um lado. E que, do outro lado também, Ela nos ajude a sermos fiéis durante todas as tormentas que se aproximam.

Porque nós nos devemos lembrar bem disso: a perseverança é uma graça inestimável. Com efeito, do que adianta a gente ter uma fé [e outras] virtudes, se depois vai cair em pecado?

Essa perseverança não é fruto de nossas qualidades pessoais, não é o fruto de nada que parte de dentro de nós. Ela é um fruto da graça, que se trata de pedir humildemente, de implorar com insistência, e à qual se trata de corresponder.

Portanto precisamos pedir as graças que nos asseguram a perseverança. E é isso que nós então devemos especialmente pedir. (…)

*  *  *

Então, nós devemos compreender que essa Medalha, com todos esses símbolos, e recomendada por Nossa Senhora, é um dos penhores da aliança dEla com seus verdadeiros devotos.

É um dos meios, uma espécie de escudo que Ela dá para a luta contra todas essas tentações do demônio. E que essa invocação de Nossa Senhora das Graças, ou Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, é particularmente eficiente por tudo quanto Ela contém.

E pela Imaculada Conceição que está esmagando a cabeça do demônio, é particularmente eficiente nesta luta contra o poder das trevas, que tanto e tanto nós devemos conduzir nos dias de hoje.

Há uma razão a mais, portanto, para nós nos aferrarmos nesses símbolos, para nós nos aferrarmos a essa Medalha, para nós nos aferrarmos ao escapulário do Carmo, para nós nos aferrarmos
ao Rosário.

Termos sempre conosco esses objetos de devoção como meio para ação contra
o demônio.

E essa é uma consideração que me parece particularmente importante nos dias que passam. Era o que eu tinha a dizer a esse respeito.

*  *  *

Fonte: pliniocorreadeoliveira.info

Veja aqui! O significado da magnífica simbologia da Medalha Milagrosa (Parte I)

3, janeiro, 2015 4 comentários
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Capela da Casa-mãe das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris, onde foi revelada, por Maria Santíssima a Santa Catarina Labouré, a Medalha de Nossa Senhora das Graças conhecida também como Medalha Milagrosa.

A Medalha Milagrosa: devoção própria para a luta contra o demônio em nossos dias -
Plínio Correa de Oliveira

Quando esta revelação foi divulgada, verificou-se que a Medalha Milagrosa era ocasião de um número enorme de graças de conversão…

Das mais extraordinárias, com que se patenteou ou se documentou mais uma vez que esta devoção era muito desejada por Nossa Senhora.

Por causa disso estabeleceu-se o excelente costume de colocar, no ponto de entroncamento das contas do Rosário, a Medalha Milagrosa.

Porque o uso da Medalha Milagrosa é cercado de toda a espécie de graças.

E essa devoção preparou as almas, muito poderosamente, para a definição de um dos mais importantes dogmas de Nossa Senhora, que é o da Imaculada Conceição.

Vale a pena portanto nós fazermos aqui uma análise da Medalha e de tudo quanto ela simboliza, para compreendermos o que a Providência Divina teve em vista quando favoreceu com tantas graças essa devoção que Ela mesma revelou a Santa Catarina Labouré:

Nós temos, numa face da Medalha, Nossa Senhora calcando o mundo. Quer dizer, pondo os pés sobre o mundo na afirmação de Sua realeza sobre toda a Terra.

É exatamente essa a doutrina da realeza de Nossa Senhora que veio lembrada em Fátima, como uma vitória da Contra-Revolução: “o comunismo espalhará os seus erros por toda parte; o Papa terá muito que sofrer; a Igreja será perseguida; por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará.”

Quer dizer, a Revolução será derrotada e teremos então a vitória do Coração Imaculado de Maria.

Essa doutrina da realeza de Maria está afirmada desse lado: Nossa Senhora calcando o mundo aos pés e também uma serpente; o que está inteiramente coerente, concludente, com os demais símbolos da Medalha.

Porque desse lado da Medalha está escrito: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Quer dizer, é a Imaculada Conceição.

Mas não é pura e simplesmente a Imaculada Conceição, porque há aqui um atributo que não se encontra nas imagens da Imaculada Conceição como tal.

E que é o seguinte: Nossa Senhora está com as mãos abertas, em sinal de aquiescência (acordo, aprovação), em sinal de atendimento, e de Suas mãos partem feixes luminosos imensos, que são graças e os favores que pelas mãos dEla – quer dizer pela ação dEla, por meio dEla – descem
ao mundo.

E então nós temos aqui algo que faz pensar na Mediação Universal de Nossa Senhora.

As graças todas que vêm de Deus e que, pelas mãos de Nossa Senhora, que são as mãos distribuidoras das graças de Deus numa quantidade enorme, se precipitam sobre o mundo.

Exatamente, a vitória sobre a Revolução dar-se-á no momento culminante das vicissitudes da Santa Igreja e, pois, com a realização completa das profecias de Fátima (“por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará”).

Quer dizer, aqui nós temos uma série de conceitos que se conjugam para dar uma visão grandiosa da vitória de Nossa Senhora no mundo.

Essas graças que descem são a conversão dos pecadores, mas são também o castigo dos irredutíveis à graça divina, e para a proteção daqueles que se mantiveram fiéis até ao fim. E as graças para que os fiéis continuem fiéis.

Tudo isto sai das mãos de Nossa Senhora como de um manancial. E Ela está afável, risonha, acolhedora para todos aqueles que, tendo em vista esse conjunto de fatos, esse conjunto de símbolos, de atributos, de noções, se dirigem confiantes a Ela pedindo as graças que precisam.

(Continua…)

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Fonte: pliniocorreadeoliveira.info

A Medalha MILAGROSA

26, dezembro, 2014 6 comentários
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Paulo Roberto Campos

“As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança”

Um grande acontecimento na História da Igreja com repercussão mundial sem dúvida foram as revelações da Santíssima Virgem a Santa Catarina Labouré no ano
de 1830.

Em particular a revelação da Medalha Milagrosa.

Santa Catarina Labouré (1806–1876) pertenceu à congregação religiosa Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, cujo convento se encontra no número 140 da Rue de Bac, em Paris.

Foi na capela ali localizada que ela recebeu as revelações sobrenaturais. Endereço abençoadíssimo que tive graça de visitar em junho de 2012 e que considero obrigatório para quem vai a Paris.

Foram diversas e extraordinárias revelações da Mãe de Deus à santa francesa, mas limitar-me-ei neste breve artigo à do dia 27 de novembro de 1830 (portanto, há exatamente 184 anos). Depois de descrever pormenorizadamente a aparição daquele  dia, Santa Catarina Labouré narrou:

“Formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia, no alto do quadro, estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro. [...]

Então uma voz se fez ouvir, que me disse: ‘Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança’”.

Pode-se afirmar que mais do que naquela época, a Medalha de Nossa Senhora das Graças — mais conhecida como Medalha Milagrosa, devido aos inúmeros e estupendos milagres operados por meio dela — é de suma relevância para nossos dias, perturbados por tantas crises.

Ela representa uma graça especial concedida por Deus, como que um “salva-vidas”, para não afundarmos no caos atual.

Realmente necessitamos de um milagre para obter a conversão da humanidade voltada quase que exclusivamente para os bens terrenos, olvidada que está dos indispensáveis bens espirituais.

*  *  *

Fonte: abim.inf

Hoje comemoramos o dia da Santa que revelou a Medalha Milagrosa – conheça a vida de Santa Catarina Labouré (Parte II)

28, novembro, 2014 3 comentários
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Nossa Senhora das Graças na visão de Santa Catarina Labouré

Plinio Maria Solimeo

Primeira visão da Santíssima Virgem

Na véspera da festa de São Vicente, ainda em 1830, a Mestra de Noviças tinha feito uma preleção sobre a devoção aos santos, e especialmente a Nossa Senhora. Isso inflamou na Irmã Catarina o desejo de ver a Mãe de Deus.

Quando foi deitar-se, pegou um pedacinho de uma sobrepeliz de São Vicente, que a Mestra tinha dado como relíquia às noviças, e engoliu-o, julgando assim que São Vicente poderia alcançar-lhe essa graça.

Quando tudo no convento estava tranqüilo e todos dormiam, às onze e meia da noite, a Irmã Catarina ouviu uma voz de criança que a chamava.

Abriu o cortinado do leito e viu um menino de uns cinco anos de idade, que lhe disse: “Venha à capela. A Santíssima Virgem a espera”. Catarina vestiu-se rapidamente e seguiu a criança até a capela, que estava iluminada como para a Missa de Natal.

O menino, que era o Anjo da Guarda de Catarina, conduziu-a ao presbitério, para junto da cadeira do Padre Diretor. Aí ela ajoelhou-se.

Depois de um tempo que lhe pareceu longo, ouviu o ruído do frufru de um vestido de seda e viu a Santíssima Virgem sentar-se na cadeira. Conta-nos Catarina: “Ela me disse como eu devia proceder para com meu diretor, como devia proceder nas horas de sofrimento e muitas outras coisas que não posso revelar”.(1)

Essas coisas que ela não podia contar em 1830, revelou-as depois: “Várias desgraças vão cair sobre a França; o trono será derrubado; o mundo inteiro será revolto por desgraças de toda sorte”. Falou também de “grandes abusos” e“grande relaxamento” nas comunidades de sacerdotes e freiras vicentinas, e que deveria alertar disso os superiores.

Voltou, em seguida, a falar de outros terríveis acontecimentos que ocorreriam em futuro mais distante, prevendo com 40 anos de antecedência as agitações da Comuna de Paris e o assassinato do Arcebispo; prometeu sua especial proteção, nessas horas trágicas, aos filhos e às filhas de São Vicente de Paulo.

Revelação extraordinária da Medalha Milagrosa

No dia 27 de novembro de 1830, Catarina havia acabado de fazer a leitura da meditação, na capela, quando ouviu o característico frufru de um vestido de seda. Olhou para o lado e viu Nossa Senhora vestida de branco, sobre uma meia-esfera. Tinha nas mãos uma bola que representava o globo terrestre, e olhava para o Céu.

“De repente — narra Catarina — percebi anéis nos seus dedos, engastados de pedras brilhantes, umas maiores e mais belas do que as outras, das quais saíam raios que eram, também, uns mais belos que os outros”. Nossa Senhora explicou-lhe que tais raios simbolizavam as graças que derramava sobre as pessoas que as pediam.

Continua Catarina: “Formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, de forma oval, no alto do qual estavam escritas, com letras de ouro, estas palavras:Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

Ao mesmo tempo, uma voz disse-lhe para mandar cunhar uma medalha conforme aquele modelo, com a promessa de que as pessoas que a trouxessem ao pescoço receberiam muitas graças, “principalmente as que a trouxessem com inteira confiança”.

Instantes depois o quadro girou sobre si mesmo, e Catarina viu o reverso da medalha.

Difusão da Medalha e graças operadas

Catarina perguntou a Nossa Senhora a quem recorrer para confecção da medalha. A Mãe de Deus respondeu-lhe que deveria procurar seu confessor, o Pe. João Aria Aladel: “Ele é meu servidor”. 

No início, o Pe. Aladel não acreditou no que Catarina dizia; mas, após dois anos de insistência, ele procurou o Arcebispo, que ordenou em 20 de junho de 1832 que fossem cunhadas duas mil medalhas.

O modo como se difundiram as medalhas foi tão prodigioso, juntamente com grande número de graças operadas, que a medalha passou a ser conhecida como Medalha Milagrosa.

Por exemplo, em março de 1832, quando iam ser confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Num único dia, chegou a haver 861 mortes.

No fim de junho, as primeiras medalhas ficaram prontas e começaram a ser distribuídas entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste, e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

A missão de Catarina Labouré estava cumprida. Os 46 anos que lhe restaram de vida, ela os passou como uma humilde irmã, da qual praticamente nada havia para falar. Só quando se aproximou sua morte, em 1876, sua superiora soube que fora ela a privilegiada Irmã que recebera aquela sublime missão.

Ela foi beatificada pelo Papa Pio XI em 1933 e canonizada no dia 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII.

Cinqüenta e seis anos após sua morte, o corpo de Catarina foi encontrado inteiramente incorrupto, e é como se encontra ainda hoje na capela das Irmãs da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.(2)

_______________________

Notas:

1. Pe. Jerônimo Pedreira de Castro, C.M., Santa Catarina Labouré e a Medalha Milagrosa, Editora Vozes, Petrópolis, 1947, p.77.

2. Outras obras consultadas:

– Pe. José Leite, S.J., Santos de Cada Dia, Editorial A.O., Braga, 1987, pp. 360 e ss.
– As visões de Santa Catarina Labouré, http://www.padreareovaldo.hpg.ig.com.br/visoes.htm (Santuário Nossa Senhora das Graças).
– Santa Catarina Labouré, http://www.santododia.com.br/biograf3/catarinalab.htm.
– The story of St. Catherine Labouré, www.amm.org/catherine.htm

Fonte: catolicismo.com