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Palavra-chave: ‘universo sideral’

Os anjos povoam as vastidões estelares (I)

5, March, 2010 2 comentários

Nos posts anteriores sobre o tema “Estaríamos sós no Universo Sideral” vimos uma atualização dos dados fornecidos pelos cientistas.

Eskimo Nebula, NGC 2392Os cientistas, inclusive os que admitem a possibilidade de existir vida em outros planetas, reconhecem que na melhor de suas hipóteses, tratar-se-ia de vida de micróbios capazes de enfrentar condições extremamente adversas em planetas inóspitos.

Quanto à existência de vida superior fora da Terra, a hipótese dos autores é de molde a excluí-la.

Supor alguma espécie de seres vagamente comparável aos humanos pertence mais à ciência-ficção do que à ciência verdadeira.

Entretanto, põe-se uma questão psicológica que serve de encalço às vezes para imaginações fantasiosas ou malucas como as da ciência-ficção.

Ela poderia se formular assim: o ser humano tem horror do vazio. Teria Deus criado essas imensidades materiais com belezas luminosas insondáveis e as teria deixado irremissivelmente ermas, sem nenhuma presença superior lá? Isso não repugna à mente humana?

Cada vez mais a ciência nos apresenta novas fronteiras do universo. Essas imensidões estão preenchidas por quantidades fabulosas de entidades astronômicas: galáxias, nebulosas, etc. e fenômenos materiais insuspeitados. As fotografias dos grandes centros de pesquisa espacial mostram-nos formações de estrelas e astros de uma beleza deslumbrante.

Black Eye, M64, colisao de duas galaxiasEstaria tudo isso vazio como um deserto? Se até no Saara há povos e vegetações mínimas, repugna pensar que lá longe no alto tudo seja morte.

Já vimos a resposta da ciência. A teologia não teria algo a dizer?

Sem dúvida aquela fabulosa manifestação material constituída pelos astros que preenchem os Céus nos falam do incomensurável poder criador de Deus e nisso já tem uma alta razão de ser.

E, como em todas as coisas criadas há uma presença divina que mantêm todos esses corpos na existência.

Mas ainda assim, tudo aquilo vazio, desoladoramente vazio?

A resposta esta indagação, entretanto, ao materialismo dominante.

Deus criou os anjos, seres vivos e inteligentes, muito superiores em número aos próprios humanos que já existiram, existem e existirão.

Dotou Deus a esses anjos de poderes extraordinários, inclusive sobre a matéria, como podermos ver nos Livros Sagrados e em muitos milagres.

Aquilo que os homens conseguem fazer aplicando todo seu engenho e imensos esforços ‒ construir canais, remover morros para passar auto-estradas e viadutos, etc. ‒ para o anjo é uma “brincadeira de criança”. Eles têm poder para fazer isso ‒ e muito mais ainda ‒ com um simples ato de vontade.

Mas, então. Deus os teria criado tão poderosos e não teria criado objetos materiais sobre os quais eles pudessem exercer seus imensos poderes sobre a matéria?

Cluster of Diverse Galaxies, Gentile da FabrianoA pergunta é quase irreverente. Pois pressupõe que Deus errou ao fazer o mundo. Seria como imaginar que Ele que fez os homens com pernas os tivesse instalado num mundo onde não podem fazer uso delas. Teria criado uma humanidade de paralíticos!!!

A Escritura ensina, e os Padres da Igreja comentaram longamente este ensinamento que Deus fez tudo com “número, peso e medida”.

Quer dizer, na ordem da Criação tudo é proporcionado, adequado, encaixa bem. Os pássaros encontram no ar o ambiente adequado para voarem segundo as capacidades de cada espécie.

Os peixes encontram águas ideais para eles existirem: água doce para uns, salgada para outros, profundas e frias para ainda outros, superfícies cálidas para outros etc.

Deus criou as plantas e uma infinidade de climas e tipos de terra onde cada uma viceja, produz seus melhores flores e frutos. E ainda o mesmo podemos constatar na fabulosa variedade de animais e habitat que há na Terra.

Esse princípio universal não valeria também para os anjos?


Continua no próximo post.


Fonte: Blog Ciência confirma a Igreja

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Estaríamos sós no Universo Sideral? – IV. Novos rumos na Ciência indicam: haveria vida inteligente apenas na Terra

22, February, 2010 1 comentário

Doutrina católica, vida extraterrestre e Redenção


Centaurus_AOs cientistas, no primeiro capítulo do livro analisado nos post anteriores, admitem a possibilidade de existir vida em outros planetas.

Mas vida de micróbios, capazes de enfrentar condições extremamente adversas, como as que existem em lugares altamente inóspitos da Terra.

Estas formas de vida nas galáxias, segundo os autores, poderiam ser muito freqüentes. E, quanto à existência de vida superior fora da Terra, a hipótese dos autores é de molde a excluí-la.

Mas, se porventura houver vida inteligente além da nossa no Universo Sideral, como a doutrina católica explicaria tal fato?

Antes de mais nada, é preciso lembrar que tanto a Encarnação do Verbo Divino quanto a Redenção representam privilégios para nós.

Assim, na hipótese — cada vez mais remota — de se comprovar a existência de vida fora da Terra, não faltariam luzes do Espírito Santo à Igreja para explicar, com verdade e objetividade, a nova situação conhecida e tudo quanto dela decorresse.

Chamaleon_I_ComplexDesânimo de cientista: buscas infrutíferas…


Em entrevista recente, o astrônomo acima citado, Frank Drake, presidente do Instituto Seti (sigla em inglês para Busca por inteligências extraterrestres), reconhece que essa procura de seres inteligentes pode levar um século.

Em 40 anos, “as buscas ainda não captaram nem um ‘oi’ interplanetário”, destaca o entrevistador Cláudio Ângelo. “Estou envergonhado. E mais cauteloso”, admite o astrônomo Drake.

Perguntado sobre o livro Sós no Universo, Drake admite que “a questão é quão freqüentemente a vida inteligente surge. Ward e Brownlee apresentam uma série de argumentos que dizem que isso pode ser raro”. E persiste na sua busca:

“Ainda vai levar muitas décadas. Pode levar cem anos. …. Mas é tão importante que vale a pena, porque os resultados finais seriam a coisa mais valiosa que já se viu” (“Folha de S. Paulo”, 18-3-01).

Ele não explica por que pensa assim, mas percebe-se seu desconforto diante do fato de estar ficando cada vez mais claro que realmente há algo de especial e único nesta Terra…

Cristo_Rei,_Temple_Church,_Londres
Quem diria que, depois de ter sido desbancada, há 400 anos, por Copérnico e Galileu, do centro “geométrico” do universo, a Terra novamente “se movimenta”, desta vez para reocupar, aos olhos da própria ciência, uma posição centralíssima, e talvez única, para a existência da vida — sobretudo inteligente — no Universo?!

É bem o caso de dizer, com Galileu: “Eppur si muove…” rumo ao centro dos acontecimentos!

* Supernovas: As estrelas, ao envelhecerem, queimam todo o seu hidrogênio e terminam por entrar em colapso. Algumas explodem com uma força espantosa, o que, com muita probabilidade, esterilizaria a vida num raio de 1 a 30 anos-luz.

 

 

Por Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”, junho de 2001

Fonte: Blog ‘Ciência confirma a Igreja’

 

Leia também as outras partes da matéria – clique aqui

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Estaríamos sós no Universo Sideral – III

2, February, 2010 1 comentário

Leia também as partes I  e II

Jupiter_Storms_2Foto – Júpiter, como pára-raios, protege a Terra dos impactos siderais

“Outro fator que claramente está envolvido no surgimento e na manutenção de formas de vida superiores na Terra é a raridade relativa de impactos de asteróides e cometas. ….

“O que controla este baixo índice de impactos? A quantidade de material deixado num sistema planetário após sua formação pode influenciar nesse índice: quanto mais cometas e asteróides há entre as órbitas dos planetas, maior é o número de impactos e há mais chance de extinções maciças devido a eles.

“Mas não só isto. Os tipos de planetas num sistema podem também afetar o número de impactos, e assim desempenhar um papel inapreciável na evolução e manutenção dos animais. No caso da Terra, há sinais de que o gigante planeta Júpiter atua como um ‘pára-raios de cometas e asteróides’. ….

“Assim ele reduziu a freqüência de extinções maciças, e talvez seja esta uma razão especial de por que foi possível surgir e manter-se em nosso planeta formas superiores de vida. Qual a freqüência de planetas do tamanho de Júpiter?” (p. XXII).

Luna,_Great_Falls,_Montana

Tamanho grande da Lua: condições para as quatro estações


Há outras características especiais no nosso sistema solar: “a Terra é o único planeta (excetuado Plutão) com uma lua de tamanho considerável quando comparada com o planeta que ela orbita” (p. XXII). Com efeito, o nosso satélite exerce uma influência crucial na estabilização da inclinação da Terra, mantendo-a num ângulo que permite a existência das quatro estações.

Como se sabe, a Terra possui uma inclinação de aproximadamente 23 graus. Essa inclinação é conhecida como “obliqüidade”, e tem permanecido praticamente constante graças ao fato de nossa Lua ser grande, impedindo variações maiores na inclinação da Terra devido à força da gravidade dela.

Para ilustrar a importância desse fato, os autores observam: “O planeta Mercúrio fornece um exemplo espetacular do que pode ocorrer num planeta cujo eixo é quase perpendicular ao plano de sua órbita. Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, e a maior parte de sua superfície é infernalmente quente.

“Mas imagens de radar da Terra mostraram que os pólos do planeta são cobertos com gelo. O planeta está muito próximo do Sol, mas visto dos pólos, o Sol está sempre no horizonte. Contrastando com Mercúrio, que não tem inclinação, o planeta Urano possui uma inclinação de 90 graus, e um dos pólos está exposto por meio ano [ano de Urano = 84,01 anos da Terra] de luz solar, enquanto que o outro lado experimenta uma temperatura baixíssima” (pp. 223- 224).

Localização periférica na galáxia possibilita a vida na Terra


Via_Lactea_e_Sao_Miguel“Talvez até a localização de um planeta numa região particular de uma galáxia desempenhe um importante papel. No centro das galáxias, cheio de estrelas, a freqüência de supernovas* e a proximidade entre as estrelas podem ser muito elevadas, a ponto de não permitir as condições estáveis e longas que são aparentemente requeridas para o desenvolvimento da vida animal.

“As regiões mais afastadas das galáxias podem ter uma baixa percentagem de elementos pesados necessários para a construção de planetas montanhosos e de combustível radioativo para aquecer o interior dos planetas. ….

“Até a massa de uma galáxia em particular pode afetar as chances do desenvolvimento de vidas complexas, uma vez que o tamanho da galáxia é correlato com seu conteúdo de metais.

“Algumas galáxias, então, podem ser muito mais favoráveis do que outras ao surgimento da vida e sua evolução. Nossa estrela e nosso sistema solar são anômalos, pelo alto conteúdo de metais. É possível que nossa própria galáxia seja incomum” (p. XXIII).

Centro geométrico do Universo ou centralidade do homem?

Os autores de Sós no Universo comentam: “Desde que o astrônomo Nicolau Copérnico tirou-a do centro do Universo e a pôs numa órbita em torno do Sol, a Terra tem sido periodicamente trivializada.

“Saímos do centro do Universo para um planeta pequeno, orbitando uma pequena e indistinta estrela numa região secundária da galáxia Via Láctea — uma visualização formalizada pelo assim chamado Princípio da Mediocridade, que sustenta não sermos um planeta único com vida, mas um entre muitos. As estimativas para o número de outras civilizações inteligentes variam de nenhuma a 10 trilhões” (pp. XXIII, XXIV).

A “trivialização” da Terra tem como efeito, na cabeça de muitos, a diminuição da importância do próprio homem, que não deveria mais ver-se como um ser todo especial no Universo.

Pelo contrário, ele deveria ter a humildade de reconhecer que não está no centro de todas as coisas, como pensava. Assim, desbancada a Terra do centro do sistema solar, cairia a tese correlata da centralidade do homem no Universo.

Trata-se, porém, de um engano: as duas teses não são correlatas! Quando se pensava que a Terra estava no centro do cosmos, era fácil associar essa centralidade de nosso planeta com a centralidade da posição do homem.

Mas, de fato, a centralidade do homem na obra da Criação resulta de muitas outras considerações de toda ordem, que nada têm a ver com a posição da Terra no Universo. A grandeza do homem como único ser, sobre a face da Terra, dotado de inteligência racional e de vontade, resulta da observação mais comezinha de tudo quanto nos cerca, e sempre foi evidente para todos os povos.

Por isso, o mandado divino a nossos primeiros pais — “Crescei e multiplicai-vos, e enchei a Terra, e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a Terra” (Gen. 1, 28) — foi seguido com naturalidade por todos os povos, em todos os tempos.

anjos

Acontece que a Ciência também dá cambalhotas — e quantas! —, e eis que agora vêm esses dois cientistas, cujo livro estamos comentando, advertir-nos de que, se é verdade que a Terra não está no centro do Universo, há uma quantidade muito grande de fatos, aceitos pela Ciência, que acenam ser ela um planeta absolutamente incomum, possivelmente o único a oferecer condições para a vida humana.

Tudo se passaria, pois, como se Deus tivesse projetado um planeta único para possibilitar a existência do homem. E, neste caso, a Terra, em certo sentido, voltaria a ocupar o centro do Universo, e o homem retomaria sua centralidade na obra da Criação, da qual procuraram desbancá-lo quatro séculos de ciência atéia.

É o que dizem os professores Ward e Brownlee em seu livro: “Se for considerada correta, entretanto, a hipótese de Sós no Universo , reverteremos essa tendência de descentralização. O que dizer se a Terra, com sua carga de animais adiantados, for virtualmente única neste quadrante da galáxia — o planeta mais diverso num perímetro, digamos, de 10.000 anos-luz?
“O que dizer se ela for extremamente única — o único planeta com vida animal nesta galáxia e até no Universo visível, um bastião de animais num mar de mundos infestados de micróbios?” (p. XXIV).

Extraído de Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”

Fonte: Blog Ciência confirma a Igreja

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Estaríamos sós no Universo Sideral – II

18, January, 2010 Sem comentários

Vida banal em toda nossa galáxia?

Cristo_Juizo_Final,_GiottoDa Califórnia à Europa a comunidade científica pareceria afirmar que a vida poderia ser algo recorrente em toda a nossa galáxia e, portanto, banal.

Equivocar-se-iam, pois, os que pensam que nosso mundo tenha algo de especial e único. Nós, na realidade, seríamos como ervas que brotam em qualquer lugar, sujeitos à extinção ou a “nascer” por impacto de asteróides ou cometas, como certos cientistas acreditam ser o modo como se originou a vida em nosso planeta.

Essas teorias não negam uma divindade criadora nem uma Providência divina. Elas ignoram inteiramente a questão.

E se a realidade for como a descrita, a grandeza do drama que se desenrola sobre a Terra, de uma humanidade criada para glorificar a Deus, decaída pelo pecado de nossos primeiros pais e redimida por Nosso Senhor Jesus Cristo, pareceria enormemente reduzida. Essa impressão se forma, ainda que difusamente, em quem lê notícias similares à citada.

Desfazer impressões difusas é extremamente árduo. Contribuem para isso múltiplos fatores, um dos quais convém analisar: o triunfo da ciência sobre a “ignorância”.

Colour_Index_in_NGC_1232Essa impostação poderia ser reduzida a uma regra de três: assim como, no passado, as teorias de Copérnico e Galileu “venceram” a ignorância e desfizeram o mito de que a Terra era o centro do Universo, também agora, quem não concorda com a visualização sugerida pelas descobertas científicas atuais arrisca-se a ter, no futuro, de reconhecer seu erro e pedir perdão…

Consideremos, porém: existe alguma prova apresentada em favor da tese de que há vida abundante no Universo?

Nenhuma.

Na realidade, os cientistas em questão baseiam-se em indícios e extrapolações para chegar à conclusão (apressada) de que existiriam “bilhões de sistemas solares com potencial para abrigar a vida”, ainda que “apenas 1% das estrelas da Via Láctea tiver planetas rochosos à sua volta” (OESP, ib.).

Que credibilidade dar a isso? É o que veremos a seguir.

Obras científicas contra-corrente: silêncio da mídia

Há algo de novo nos próprios meios científicos — dentre os mais qualificados — e que abala as “certezas” midiáticas.

Como era previsível, esses novos estudos e publicações têm pouca ou nenhuma repercussão junto à mídia brasileira. Esta, de modo especial, só tem “olhos” para aquilo que ela quer ver. E vendo, silencia fatos que lhe são desfavoráveis, apresentando apenas o que lhe convém.

Não fosse assim, já teríamos repercussões a propósito do que ocorre nos meios científicos e editoriais dos Estados Unidos e da Europa — conforme noticiamos em artigo anterior sobre evolucionismo e criacionismo (cfr. Catolicismo, nº 596, agosto de 2000) —, onde um número crescente de cientistas vem publicando estudos, livros e artigos contestando dogmas evolucionistas.

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Recentemente veio a lume um livro que trata exatamente desse tema: Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe (Sós no Universo: Por que a vida complexa é incomum no Universo), 333 pp., publicado pela editora Copernicus, em 2000.

Os autores são dois cientistas norte-americanos, Peter D. Ward e Donald Brownlee, ambos professores da Universidade do Estado de Washington, em Seattle.

O paleontólogo Ward é professor de Ciências Geológicas e especialista em extinções maciças. Brownlee é professor de Astronomia, e lidera a missão Stardust (Poeira de Estrelas) da NASA, e é especializado no estudo das origens de sistemas solares, de cometas e meteoritos. É membro da Academia Nacional de Ciências.

O enfoque adotado pelos professores Ward e Brownlee é muito original. Convencidos de que a vida no Universo é menos disseminada do que se supõe, resolveram explicar o porquê.

Com franqueza admitem: “Não podemos provar” que a vida animal seja rara no Universo. “Prova é algo raro em ciência. Nossos argumentos são post hoc, no seguinte sentido: examinamos a história terrestre e procuramos chegar a generalizações a partir daquilo que vimos aqui” (op. cit. p. IX).

Mas esses autores não ficam só por ai. É o que trataremos no próximo post.

Por Rosário A. F. Mansur Guérios

Fonte: Blog Ciência confirma a Igreja

Clique aqui e leia a parte I

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Estaríamos sós no Universo Sideral?

7, January, 2010 1 comentário

Helix_Nebula,_10-5-2003Desde o momento em que o primeiro homem contemplou as estrelas, até hoje, a profusão delas tem sugerido muitas cogitações.

Dentre estas, em muitos espíritos aflorou a seguinte indagação: nós, seres racionais, estaremos sós no Universo Sideral?

Por um lado, nos imaginar sós, quando sabemos que as numerosíssimas estrelas visíveis a olho nu são apenas parcela ínfima das incontáveis galáxias com bilhões de estrelas.

Por outro lado, de quando em quando são difundidas novas descobertas que sugerem hipóteses sobre a existência de outros sistemas solares com planetas, se não com vida igual, ao menos semelhante à da Terra.

Não seria uma pretensão descabida nos imaginarmos os únicos habitantes vivos dotados de inteligência e vontade, no Universo Sideral?

sideralPara ilustrar uma tendência generalizada em certos meios científicos atuais, tomemos a seguinte notícia: Planetas como a Terra podem ser comuns na galáxia (“O Estado de S. Paulo”, 21-2-01). Nela se afirma:

1. Astrônomos da Universidade de Toronto, em reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em São Francisco (EUA), anunciaram que “mais da metade das 100 bilhões de estrelas da Via Láctea podem ser orbitadas por planetas de tamanho similar ao da Terra”.

2. Isso “favorece a tese de que pode haver vida abundante em outros sistemas planetários”. Porque, tendo os cientistas canadenses estudado a luz emitida por estrelas semelhantes ao Sol, “concluíram que pelo menos metade delas — e possivelmente até 90% — em toda a galáxia queimam grandes quantidades de ferro, um indício da presença de planetas rochosos como a Terra”.

Norman Murray, o coordenador do estudo acrescenta: “É mais uma indicação de que a vida pode ser comum na nossa galáxia”.

sideral23. Um dado concreto pareceria confirmar essa tese: “A equipe analisou a luz de 640 estrelas e encontrou evidências de queima de ferro em 466 delas. Os resultados foram então extrapolados para abranger toda a galáxia”.

Como se sabe que para haver vida é necessário água, a notícia prossegue:

“Um outro grupo de cientistas anunciou ter encontrado moléculas de carbono e grandes quantidades de vapor d’água — dois dos principais ingredientes para a vida — próximo de regiões de formação de estrelas. ‘Isso fortalece bastante a possibilidade de existir vida além do nosso sistema’, disse o pesquisador Martin Kessler, da Agência Espacial Européia”.

O tema intriga e apaixona. Entretanto tem uma resposta límpida e tranquila na doutrina católica.

Por Rosário A. F. Mansur Guérios

Fonte: Blog ”Ciência confirma a Igreja”

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