Os anjos povoam as vastidões estelares (I)
Nos posts anteriores sobre o tema “Estaríamos sós no Universo Sideral” vimos uma atualização dos dados fornecidos pelos cientistas.
Os cientistas, inclusive os que admitem a possibilidade de existir vida em outros planetas, reconhecem que na melhor de suas hipóteses, tratar-se-ia de vida de micróbios capazes de enfrentar condições extremamente adversas em planetas inóspitos.
Quanto à existência de vida superior fora da Terra, a hipótese dos autores é de molde a excluí-la.
Supor alguma espécie de seres vagamente comparável aos humanos pertence mais à ciência-ficção do que à ciência verdadeira.
Entretanto, põe-se uma questão psicológica que serve de encalço às vezes para imaginações fantasiosas ou malucas como as da ciência-ficção.
Ela poderia se formular assim: o ser humano tem horror do vazio. Teria Deus criado essas imensidades materiais com belezas luminosas insondáveis e as teria deixado irremissivelmente ermas, sem nenhuma presença superior lá? Isso não repugna à mente humana?
Cada vez mais a ciência nos apresenta novas fronteiras do universo. Essas imensidões estão preenchidas por quantidades fabulosas de entidades astronômicas: galáxias, nebulosas, etc. e fenômenos materiais insuspeitados. As fotografias dos grandes centros de pesquisa espacial mostram-nos formações de estrelas e astros de uma beleza deslumbrante.
Estaria tudo isso vazio como um deserto? Se até no Saara há povos e vegetações mínimas, repugna pensar que lá longe no alto tudo seja morte.
Já vimos a resposta da ciência. A teologia não teria algo a dizer?
Sem dúvida aquela fabulosa manifestação material constituída pelos astros que preenchem os Céus nos falam do incomensurável poder criador de Deus e nisso já tem uma alta razão de ser.
E, como em todas as coisas criadas há uma presença divina que mantêm todos esses corpos na existência.
Mas ainda assim, tudo aquilo vazio, desoladoramente vazio?
A resposta esta indagação, entretanto, ao materialismo dominante.
Deus criou os anjos, seres vivos e inteligentes, muito superiores em número aos próprios humanos que já existiram, existem e existirão.
Dotou Deus a esses anjos de poderes extraordinários, inclusive sobre a matéria, como podermos ver nos Livros Sagrados e em muitos milagres.
Aquilo que os homens conseguem fazer aplicando todo seu engenho e imensos esforços ‒ construir canais, remover morros para passar auto-estradas e viadutos, etc. ‒ para o anjo é uma “brincadeira de criança”. Eles têm poder para fazer isso ‒ e muito mais ainda ‒ com um simples ato de vontade.
Mas, então. Deus os teria criado tão poderosos e não teria criado objetos materiais sobre os quais eles pudessem exercer seus imensos poderes sobre a matéria?
A pergunta é quase irreverente. Pois pressupõe que Deus errou ao fazer o mundo. Seria como imaginar que Ele que fez os homens com pernas os tivesse instalado num mundo onde não podem fazer uso delas. Teria criado uma humanidade de paralíticos!!!
A Escritura ensina, e os Padres da Igreja comentaram longamente este ensinamento que Deus fez tudo com “número, peso e medida”.
Quer dizer, na ordem da Criação tudo é proporcionado, adequado, encaixa bem. Os pássaros encontram no ar o ambiente adequado para voarem segundo as capacidades de cada espécie.
Os peixes encontram águas ideais para eles existirem: água doce para uns, salgada para outros, profundas e frias para ainda outros, superfícies cálidas para outros etc.
Deus criou as plantas e uma infinidade de climas e tipos de terra onde cada uma viceja, produz seus melhores flores e frutos. E ainda o mesmo podemos constatar na fabulosa variedade de animais e habitat que há na Terra.
Esse princípio universal não valeria também para os anjos?
Os cientistas, no primeiro capítulo do livro analisado nos post anteriores, admitem a possibilidade de existir vida em outros planetas.
Desânimo de cientista: buscas infrutíferas…


“Talvez até a localização de um planeta numa região particular de uma galáxia desempenhe um importante papel. No centro das galáxias, cheio de estrelas, a freqüência de supernovas* e a proximidade entre as estrelas podem ser muito elevadas, a ponto de não permitir as condições estáveis e longas que são aparentemente requeridas para o desenvolvimento da vida animal.
Da Califórnia à Europa a comunidade científica pareceria afirmar que a vida poderia ser algo recorrente em toda a nossa galáxia e, portanto, banal.
Essa impostação poderia ser reduzida a uma regra de três: assim como, no passado, as teorias de Copérnico e Galileu “venceram” a ignorância e desfizeram o mito de que a Terra era o centro do Universo, também agora, quem não concorda com a visualização sugerida pelas descobertas científicas atuais arrisca-se a ter, no futuro, de reconhecer seu erro e pedir perdão…
Desde o momento em que o primeiro homem contemplou as estrelas, até hoje, a profusão delas tem sugerido muitas cogitações.
Para ilustrar uma tendência generalizada em certos meios científicos atuais, tomemos a seguinte notícia: Planetas como a Terra podem ser comuns na galáxia (“O Estado de S. Paulo”, 21-2-01). Nela se afirma:
3. Um dado concreto pareceria confirmar essa tese: “A equipe analisou a luz de 640 estrelas e encontrou evidências de queima de ferro em 466 delas. Os resultados foram então extrapolados para abranger toda a galáxia”.



