Nossa Senhora de Lourdes: A Cura Inexplicável – Parte 2

 

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O Milagre

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Todos os dias, sua mãe lhe dava a beber água de Lourdes. Mas ao mesmo tempo já preparava o vestido mortuário com o qual o falecido é enterrado, segundo a tradição da Sicília.

E foi num dia de Natal…

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Delizia em Lourdes

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Delizia sentia menos dores, até mesmo em seu joelho atingido pelo tumor. Pediu então licença para se levantar. A mãe achou que fosse um de seus derradeiros desejos e autorizou.

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Ela então se levantou, caminhou pela casa, e até foi dar alguns passos na rua!

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O esforço, após meses de paralisia, a deixou esgotada. Voltou a deitar, dormiu. Porém, nos dias seguintes, os sinais de melhora foram cada vez mais evidentes. Em poucos meses recuperou 12 quilos.

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Em maio de 1977 o médico ordenou novas radiografias. O diagnóstico foi “aparência de reparação ao mesmo tempo endo-ósssea e cortical, com um desaparecimento completo das reações periosteais. É preciso notar também, a existência de um importante genu valgum” (em termos correntes, uma cicatriz óssea).

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Em outras palavras, o tumor maligno havia desaparecido!

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A família peregrinou em ação de graças a Lourdes, no fim de julho de 1977. Na ocasião a apresentaram no Bureau Médico e marcaram consulta com o Dr. Mangiapan para o dia 28 daquele mês.

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Acenda aqui a Vela da Santíssima Virgem de Lourdes

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A comprovação médica sobre a cura

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Foi assim que os médicos puderam analisar todos os resultados dos exames de que dispunha a família. Houve interrogatórios, exigência de mais laudos clínicos e realização de novos exames.

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Em 1978, Delizia voltou a Lourdes e respondeu a novos interrogatórios e exames. O Dr. Christian Nezelof, especialista mundialmente famoso em tumores ósseos, viu as antigas radiografias e tomografias e seu veredito foi “sarcoma de Ewing”.

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Delizia voltou pela terceira vez a Lourdes em 1979. Ela tinha então 14 anos e 8 meses, adquirira a morfologia completa de uma mulher, pesava 58 quilos e media 1,57. O único vestígio da doença era a cicatriz óssea que até dificultava seu caminhar.

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Em julho de 1980 aconteceu seu quarto e último check-up em Lourdes. Em 28 de julho desse ano, na presença de 20 médicos de diversos países, o caso foi debatido e Delizia foi demoradamente examinada.

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Fenômeno Cientificamente Inexplicável

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Por fim, a grande maioria dos médicos aprovou declaração sobre a cura, dizendo que “nas condições em que ela aconteceu e se mantém… pode ser considerada como um fenômeno contrário às observações e às previsões da experiência médica e é cientificamente inexplicável”.

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Na Catania foi criada uma Comissão Médica Diocesana, que também concluiu com larga maioria ser uma cura “cientificamente inexplicável”. A seguir, toda a documentação do caso foi remetida ao Comité Médico Internacional em Paris, que após estudo e consulta decidiu por unanimidade, em 26 de setembro de 1982:

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“A cura, sem qualquer tratamento, verificada após seis anos de evolução, da proliferação maligna da extremidade superior da tíbia direita que atingiu a jovem Delizia Cirolli, constitui um fenômeno totalmente excepcional no senso mais estrito do termo, contrária a toda observação e previsão da experiência médica e, além do mais, inexplicável.”

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A nova vida de Delizia

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Entrementes, a miraculada completou sua formação escolar e iniciou estudos para obter um diploma de enfermeira. Casou-se em 1986 e a hoje Delizia Costa é mãe de três filhos. Após uma cirurgia bem-sucedida, foi-lhe tirada a “cicatriz óssea” que prejudicava seu caminhar.

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A medicina tinha encerrado seus procedimentos atestando a cura cientificamente inexplicável. Porém, não é a medicina a que proclama o milagre. Isto é atribuição exclusiva da Igreja e, em concreto, do bispo da diocese da beneficiada.

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E aqui aparecem problemas. Há mais de sete mil curas declaradas inexplicáveis pela ciência, mas a respeito das quais os respectivos bispos não assumem nenhuma posição. Esta falta de atitude, aliás, causava desgosto a São Pio X, que instou os bispos envolvidos a se pronunciarem para o bem das almas.

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No caso de Delizia foi diferente. Em 28 de junho de 1989, Mons. Luigi Bonmarito, arcebispo de Catania, assinou uma declaração em que dizia:

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“Após tomar conhecimento dos relatórios da Comissão Médica e da Comissão Canônica diocesana, designadas para o estudo da cura de Delizia Cirolli, de Paternò, constato o fato de que tal cura, levadas em conta as condições em que aconteceu e se mantém, é ‘cientificamente inexplicável’ e, como Arcebispo de Catania, eu declaro a sua índole ‘milagrosa’. Ela se acrescenta a muitas outras que, há 130 anos, se verificam em Lourdes.”

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A declaração do arcebispo foi entregue ao público no dia 6 de julho de 1989, simultaneamente em Catania e em Lourdes.

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Delizia hoje vai regularmente a Lourdes como voluntária para ajudar aos doentes. Se o leitor esteve alguma vez lá, talvez tenha passado junto dela sem dar-se conta.

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Fonte: Blog Luzes de Esperança

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Nossa Senhora de Lourdes: A Cura Inexplicável – Parte 1

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  1. Gerson Nazareno dos Santos Brito
    25, janeiro, 2020 em 23:39 | #1

    Nossa Sra. de Lourdes, atandei a minha Súplica. Amém

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