Você já se esqueceu dos seus mortos?

Você já se esqueceu dos seus mortos?

 

Como Nosso Senhor Jesus Cristo nos advertiu, a morte virá de repente, como um ladrão, oculto e de noite (I Tes. 5, 2) 

No dia de Finados, é especialmente louvável recordar as almas dos fiéis defuntos, de modo particular de nossos parentes e conhecidos, rezar por eles e visitar seus restos mortais nos cemitérios.

Neste texto retirado do livro, Mês das Almas do Purgatório, do Mons. José Basílio Pereira, meditaremos a lembrança dos mortos, especialmente de nossos parentes, amigos e benfeitores.

“Não esqueçais vossos mortos, vós a quem eles tanto amaram!” Vi estas palavras gravadas, na porta de um cemitério, aos pés de um crucifixo, e me despertaram uma série de pensamentos de tristeza, de confusão e de remorso!

Não esqueçais vossos mortos, que tanto vos amaram! Estas palavras se deveriam escrever, não só na porta do cemitério em que repousam seus corpos, aguardando a ressurreição, mas ainda em cada um dos móveis que temos ao redor de nós e que deles recebemos.

Neste aposento. — Não foi ele, esse finado talvez já esquecido, esse pai que queria tanto; não foi ele quem o dispôs tal qual está proporcionando-nos tantas comodidades?

Não foi nesse leito que ele exalou o último suspiro, que nos disse o derradeiro adeus e que nos deu a sua última benção?

Nestes móveis. — Não foi essa mãe, de quem talvez já não nos lembrávamos, quem os comprou para nós?

Evoquemos nossas recordações: foi para a festa de nosso dia de anos: ela fizera economias, condenara-se a privações para nos adquirir esses objetos, porque uma vez lhe manifestamos vagamente o desejo de possuí-los.

Nesta cadeira. — Não é a que ela ocupou em seus últimos dias, de onde tanto nos acariciava? Esse lugar junto à mesa não era o seu?

Neste oratório. — Não era aquela boa irmã, menina tão piedosa, quem o amava?

Pintura que retrata o Justo, o Juízo Particular e o Pecador

Nós vínhamos rezar ali com ela e, chamados por ela, vínhamos todos, pai, mãe, os irmãos pequenos… e agora, está abandonado talvez… como a lembrança daquela que já não pode mais orar conosco.

Neste crucifixo que guardamos como uma relíquia, — Não recebeu ele os ósculos derradeiros de um pai, de uma mãe, de um filho?

Ó meus mortos mui queridos, com que dita eu acolho estas recordações que me comovem, consolando-me? Com que prazer eu vos revejo em espírito e peço a Deus vosso alívio, vossa paz, vosso repouso eterno!

Se o tivésseis querido, Senhor, estes seres tão amados, viveriam ainda e estariam junto a nós!

Eu me resignei à vossa santa vontade: aceitai em atenção a esta resignação dolorosa, mas submissa, recebei as orações que por eles faço hoje e quero fazer todos os dias deste mês.

A vida eterna após a morte

Em nossos dias impregnados de materialismo e ateísmo, procura-se evitar a lembrança da morte, embora seja ela a única coisa que nos acontecerá com absoluta certeza.

Causa-nos temor recordar essa verdade, a ponto de muitos evitarem passar pelo cemitério até mesmo por ocasião de algum enterro, e outros procuram eliminar os aspectos trágicos, pungentes e tristes da morte. Chega-se ao extremo de tornar festivos os ambientes dos funerais, parecidos a lugares para encontros sociais mundanos.

Contrapondo-se a essa tendência materialista, a Santa Igreja nos faz lembrar de uma vida eterna após a morte. Incentiva-nos a meditar os novíssimos do homem” — morte, juízo final, céu e inferno — e aconselha: “Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás (Ecl. 7, 40).

Como mãe, a Igreja associa-se às nossas lágrimas e consola nossas dores na perda de um ente querido. 

Também nos incentiva a tributar todo respeito aos mortos, participar de funerais, sepultar dignamente os cadáveres, visitar as famílias enlutadas, rezar, oferecer sacrifícios e assistir à Missa em sufrágio das almas dos falecidos, para que sejam libertadas das penas do Purgatório e conduzidas ao Céu.

Aproveitemos essa semana para ajudarmos os nossos irmãos que, mortos na fé, esperam com alegria e avidez indescritíveis ir, enfim, para o seio do Pai!

Fonte: Mês das Almas do Purgatório, Mons. José Basílio Pereira

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