Irmã Lúcia explica a Devoção dos Primeiros Sábados a sua Madrinha. Conheça-a!

Irmã Lúcia explica a Devoção dos Primeiros Sábados a sua Madrinha. Conheça-a!

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Irmã Lúcia trajada como religiosa doroteia. Neste momento era conhecida como Irmã Maria das Dores

Em dezembro de 1925, em Pontevedra, a Virgem Santíssima, aparecendo à Irmã Lúcia de Fátima, apresentou a devoção dos Primeiros Sábados para reparar ao Imaculado Coração de Maria. 

Para explicar à sua madrinha como praticar esta devoção,  Lúcia (que neste momento vivia religiosa doroteia com o nome de Irmã Maria das Dores na cidade de Tuy) escreve essa carta simples, mas admirável. Conheçamo-la!

Tuy, 1-11-1927

Minha querida Madrinha,

Venho hoje agradecer a sua amável cartinha, à qual já devia ter respondido há muito, mas espero que me perdoará o meu prolongado silêncio.

Gostei muito de saber que tinha feito a viagem a Lourdes sem novidade e que aos pés da nossa querida Mãe do Céu não esqueceu essa pobre alma.

Eu nas minhas pobres orações também não esqueci ainda a minha boa Madrinha.

Não sei se já tem conhecimento da devoção reparadora dos 5 sábados ao Imaculado Coração de Maria;

Irmã Lúcia enquanto religiosa doroteia

Mas como ainda é nova, lembrou-me de lha inculcar por ser uma pedida por a nossa querida Mãe do Céu, e por Jesus ter manifestado desejo que seja abraçada.

Pareceu-me por isso que a Madrinha estimará muito não só de ter o conhecimento dela, para dar a Jesus a consolação de a praticar, mas também a de a fazer conhecer e abraçar por muitas outras pessoas.

Consta no seguinte:

Durante 5 meses, no 1º sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer 15 minutos de companhia a Nossa Senhora, meditando nos mistérios do Rosário, e fazer uma confissão.

Esta pode ser antes alguns dias e, se nesta confissão anterior nos esquecemos de formar a intenção, podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que:

No 1º sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a Santíssima Virgem, e que têm amargurado o seu Imaculado Coração.

Parece-me, minha boa Madrinha, que somos felizes por poder dar à nossa querida Mãe do Céus esta prova de amor, que sabermos deseja que se Lhe ofereça.

Quanto a mim, confesso (que) nunca me sinto tão feliz como quando chega o 1º sábado.

Lucia na época das Aparições (1917)

E não é verdade que a nossa maior felicidade está em sermos todas de Jesus e Maria; e amá-l’Os a Eles só, sem reserva? Vemos isto tão claro na vida dos santos

Eles eram felizes porque amavam, e nós, minha boa Madrinha, havemos de procurar amar como eles, não só para gozar de Jesus, que é o menos, – se O não gozarmos cá, gozá-l’O-emos lá – , mas para darmos a Jesus e Maria a consolação de serem amados.

E se o pudéssemos fazer de modo que Eles Se vissem amados, sem saber de quem, e que assim, em troca deste amor, salvassem muitas almas, então me parece que seria de todo feliz.

Mas já que isto não podemos, ao menos amemo-l’Os para Eles serem amados.

Adeus, minha boa Madrinha, abraço-a nos Corações Santíssimos de Jesus e Maria.

Maria Lúcia de Jesus.

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