{"id":669,"date":"2009-10-28T00:02:57","date_gmt":"2009-10-28T02:02:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/?p=669"},"modified":"2009-10-28T00:02:57","modified_gmt":"2009-10-28T02:02:57","slug":"milagres-de-lourdes-exemplo-de-cooperacao-harmoniosa-entre-a-igreja-e-a-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adf.org.br\/home\/milagres-de-lourdes-exemplo-de-cooperacao-harmoniosa-entre-a-igreja-e-a-ciencia\/","title":{"rendered":"Milagres de Lourdes: exemplo de coopera\u00e7\u00e3o harmoniosa entre a Igreja e a ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-670\" title=\"Jeanne_Fretel\" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/Jeanne_Fretel.jpg\" alt=\"Jeanne_Fretel\" width=\"254\" height=\"366\" \/>Um dos pontos mais delicados nas rela\u00e7\u00f5es entre as ci\u00eancias naturais e o mundo sobrenatural diz respeito ao milagre.<\/p>\n<p>Tal vez em nenhuma parte do mundo este problema \u00e9 t\u00e3o central quanto no santu\u00e1rio de Lourdes.<\/p>\n<p>O santu\u00e1rio recebeu mais de 300 milh\u00f5es de peregrinos desde 1848. Destes, 20 milh\u00f5es peregrinaram oficialmente enquanto doentes.<\/p>\n<p>Um n\u00famero infindo garante ter sido curado. Por\u00e9m a maioria n\u00e3o abre o processo m\u00e9dico que poder\u00e1 constatar a cura.<\/p>\n<p>Dos que abriram processo, em 7.200 casos catalogados a medicina reconheceu que a cura era inexplic\u00e1vel \u00e0 luz dos conhecimentos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Desses 7.200 casos, apenas 67 foram proclamados oficialmente como milagres pela Igreja.<\/p>\n<p>Esses 7.200 casos conformam um dos mais impressionantes conjuntos documentais em que a ci\u00eancia confirma a Igreja.<\/p>\n<p>Vejamos apenas um dos casos oficialmente proclamados pela Igreja: o de Jeanne Fretel.<\/p>\n<p>Jeanne Fretel, nascida a 27 de maio de 1914 na Bretanha, teve uma inf\u00e2ncia sofrida: rub\u00e9ola, escarlatina, difteria etc.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1938, quando conta vinte e quatro anos, \u00e9 operada de apendicite no H\u00f4tel-Dieu em Rennes. Depois disto, passar\u00e1 dez anos no hospital, praticamente sem interrup\u00e7\u00f5es. Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ov\u00e1rios, depois, uma peritonite tuberculosa que a acometeu, logo seguida por uma f\u00edstula estercoral.<\/p>\n<p>\u00c9 somente no fim da guerra que sai, finalmente, do hospital, por\u00e9m aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma oste\u00edte do maxilar superior, que n\u00e3o lhe deixou mais do que tr\u00eas dentes na arcada superior e seis na inferior.<\/p>\n<p>A 3 de dezembro de 1946, d\u00e1 entrada no hospital de Pontchaillou, em Rennes, onde j\u00e1 estivera internada durante algum tempo ap\u00f3s a guerra. Desta feita, diz ela, \u00e9 \u201cpara morrer l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Est\u00e1 sempre acamada e todas as noites a febre atinge os 39\u00b0 5. Tem o abd\u00f4men inchado, distendido, terrivelmente dolorido: faz-se necess\u00e1rio uma aplica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de seis centigramas de morfina. Apesar de se ter submetido a um prolongado tratamento de estreptomicina, cuja descoberta era recente, o estado de Jeanne Fretel n\u00e3o apresenta melhoras, segundo o demonstra este atestado m\u00e9dico redigido pelo Dr. Pell\u00e9:<\/p>\n<p>\u201cDe agosto de 1948 a outubro de 1948, a enferma mostra-se cada vez mais cansada: s\u00f3 consegue ingerir pequenas quantidades de l\u00edquido. Surgem sinais mening\u00edticos. Um deles \u00e9 o ventre, volumoso e dolorido. H\u00e1 um escoamento abundante de pus com as fezes, bem como nos v\u00f4mitos, acompanhado de sangue negro. Os desfalecimentos card\u00edacos s\u00e3o freq\u00fcentes e colocam em perigo a vida da paciente. Toda esperan\u00e7a parece estar perdida.\u201d<\/p>\n<p>Pela terceira vez em cinco anos, a 20 de setembro de 1948, a doente recebe a extrema-un\u00e7\u00e3o. A temperatura oscila todos os dias entre 40\u00b0 \u00e0 noite e 36\u00b0 pela manh\u00e3. As aplica\u00e7\u00f5es de morfina s\u00e3o feitas de tr\u00eas a quatro inje\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de dois centigramas cada uma: \u201cO simples esfor\u00e7o para sentar-se na cama j\u00e1 lhe \u00e9 quase imposs\u00edvel\u201d. Deixa-a extenuada.<\/p>\n<p>E, no entanto, \u00e9 neste estado que empreende a peregrina\u00e7\u00e3o a Lourdes, no dia 4 de outubro de 1948, levando consigo o seguinte atestado do Dr. Pell\u00e9:<\/p>\n<p>\u201cPeritonite tuberculosa. A enferma foi submetida a sete interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas abdominais a partir de 1938. H\u00e1 tr\u00eas anos encontra-se em completo repouso, alimenta-se muito pouco e as dores no ventre obrigam-na a permanecer quase que totalmente im\u00f3vel\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-674\" title=\"Jeanne3\" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/Jeanne3.jpg\" alt=\"Jeanne3\" width=\"282\" height=\"258\" \/>Ao ser levada a Lourdes, est\u00e1 semi-consciente, sempre acometida por v\u00f4mitos que a impedem de alimentar-se e dormir. Na sexta-feira, 8 de outubro, levam-na muito cedo, \u00e0s 7h30, para assistir a missa dos doentes no altar de Santa Bernadette.<\/p>\n<p>O padre que oficia a cerim\u00f4nia, assustado e constrangido com a presen\u00e7a dessa doente dominada pelas n\u00e1useas, hesita em lhe administrar a comunh\u00e3o. O maqueiro que carrega Jeanne FreteI insiste. E assim a enferma recebe a h\u00f3stia&#8230;<\/p>\n<p>\u201cFoi ent\u00e3o \u2012 contar\u00e1 ela mesma mais tarde \u2012 que comecei a perceber que estava melhor e que me achava em Lourdes. Perguntaram pela minha sa\u00fade. Respondi que me sentia outra! Meu ventre continuava duro e inchado, mas j\u00e1 n\u00e3o padecia nenhuma dor. Deram-me uma x\u00edcara de caf\u00e9 com leite que tomei com apetite e prazer.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s a missa, levaram-me at\u00e9 a gruta, sempre carregada na maca. Chegando ali, ao cabo de alguns minutos, tive a impress\u00e3o que uma pessoa me amparava sob as axilas para me ajudar a sentar. E vi-me sentada. Virei-me a fim de ver quem me havia auxiliado, por\u00e9m n\u00e3o vi ningu\u00e9m. T\u00e3o logo me sentei, tive a sensa\u00e7\u00e3o de que as mesmas m\u00e3os que me tinham ajudado a sentar seguravam as minhas para coloc\u00e1-las sobre minha barriga.<\/p>\n<p>\u201cPerguntei a mim mesma o que estava me acontecendo: se estava curada ou saindo de um sonho. Notei que meu ventre tinha voltado ao normal. E ent\u00e3o senti uma fome fora do comum.\u201d<\/p>\n<p>Volta para o hospital ainda na maca. Pede algo para comer. O Dr. Gu\u00e9gan examina-a e d\u00e1-lhe autoriza\u00e7\u00e3o para alimentar-se. Faz uma refei\u00e7\u00e3o frugal: um peda\u00e7o de vitela e pur\u00ea de batatas com tr\u00eas peda\u00e7os de p\u00e3o. Mas para ela \u00e9 um banquete extraordin\u00e1rio: j\u00e1 faz dez anos que n\u00e3o tem uma refei\u00e7\u00e3o igual.<\/p>\n<p>\u201cAo terminar ainda continuava com fome. Pedi mais uma por\u00e7\u00e3o. Fui atendida e pedi mais. Ent\u00e3o me trouxeram como sobremesa um prato de s\u00eamola de arroz, com receio que me sentisse mal.\u201d<\/p>\n<p>\u00c0 tarde, a recuperada, satisfeita sem estar saciada, levanta-se, veste-se sozinha e sai para dar um passeio:<\/p>\n<p>D\u00e9cadas depois Jeanne Fretel narra pela TV como ficou instant\u00e2nea e permanentemente curada<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 fazia tr\u00eas anos que eu n\u00e3o andava e naquele instante caminhei com a mesma desenvoltura de hoje \u2012 esclarece Jeanne Fretel \u2013. Assim que cheguei \u00e0s piscinas, tomei um banho de p\u00e9, sem me cansar.\u201d<\/p>\n<p>\u00c0 noite, torna a ingerir uma refei\u00e7\u00e3o (sopa, p\u00e3o e pat\u00ea, sobremesa) e adormece, mas desperta por volta da meia-noite, ainda atormentada pela fome; serve-se de p\u00e3o, manteiga, doces, bolo e readormece.<\/p>\n<p>No dia seguinte, levam-na at\u00e9 a Junta das Constata\u00e7\u00f5es onde cinco m\u00e9dicos assinam em conjunto um boletim em que declaram:<\/p>\n<p>\u201cEnorme melhora, talvez cura completa.\u201d<\/p>\n<p>Jeanne Fretel sente-se t\u00e3o aliviada no trem de volta que pede e suporta muito bem a parada brusca das inje\u00e7\u00f5es de morfina, sem experimentar as perturba\u00e7\u00f5es graves e costumeiras de uma desintoxica\u00e7\u00e3o t\u00e3o violenta.<\/p>\n<p>E podemos imaginar o assombro do m\u00e9dico assistente da doente, o Dr. Pell\u00e9, que escreve a 13 de outubro de 1949:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-672\" title=\"Jeanne_Fretel_narra_sua_cura,_decadas_depois\" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/Jeanne_Fretel_narra_sua_cura_decadas_depois.jpg\" alt=\"Jeanne_Fretel_narra_sua_cura,_decadas_depois\" width=\"283\" height=\"283\" \/>\u201cVoltamos a ver a senhorita Fretel no mesmo dia de seu retorno de Lourdes para Rennes, onde a examinamos e observamos o desaparecimento completo de todos os sinais patol\u00f3gicos. Temos acompanhado a paciente com regularidade e constatamos que a melhora do seu estado geral prossegue.<\/p>\n<p>Seu peso que era de 44 quilos no dia 5 de outubro de 1948 passou para 58,200 quilos. Durante os oito primeiros dias, esta jovem ganha 1,350 por dia. A temperatura \u00e9 normal: 36\u00b08 pela manh\u00e3, 37\u00b02 \u00e0 noite. O apetite e o sono s\u00e3o muito bons.\u201d<\/p>\n<p>Jeanne Fretel, ap\u00f3s o seu regresso, teve condi\u00e7\u00f5es de reencetar uma vida ativa que prossegue sempre sem qualquer acidente patol\u00f3gico. Nunca mais sentiu qualquer tipo de dor. A vida normal retomou seu curso na plenitude de uma sa\u00fade perfeita. Todos os dias levanta-se \u00e0s 5h30 e recolhe-se \u00e0s 11 da noite. E, no entanto, tem que fazer as tarefas mais cansativas da casa.<\/p>\n<p>Um ano depois, a jovem comparecer\u00e1 diante dos vinte e oito m\u00e9dicos da Junta m\u00e9dica de Lourdes. Em 1950, ap\u00f3s terem conclu\u00eddo tratar-se de uma \u201ccura inexplic\u00e1vel\u201d, o processo de Jeanne Fretel \u00e9 enviado \u00e0 Comiss\u00e3o can\u00f4nica criada expressamente para examinar este caso pelo cardeal Roques, arcebispo de Rennes. E a 8 de novembro de 1950, a Comiss\u00e3o can\u00f4nica declara:<\/p>\n<p>\u201cO caso da senhorita Fretel situa-se na s\u00e9rie das curas extraordin\u00e1rias, cientificamente inexplic\u00e1veis, na presen\u00e7a das quais s\u00f3 podemos repetir: &#8216;O dedo de Deus se faz sentir&#8217;.\u201d<\/p>\n<p>Em seguida, o cardeal Roques, na data de 20 de novembro, apresenta um \u201creconhecimento de milagre\u201d assim redigido:<\/p>\n<p>\u201cReconhecemos que a senhorita Jeanne Fretel, acometida de peritonite tuberculosa com sinais mening\u00edticos e em estado muito grave de caquexia, foi curada s\u00fabita e radicalmente a 8 de outubro de 1948, no momento em que comungava no altar de Santa Bernadette em Lourdes, e n\u00f3s julgamos e declaramos que a cura \u00e9 milagrosa e deve ser atribu\u00edda \u00e0 Nossa Senhora de Lourdes.\u201d<\/p>\n<p><strong>Video (em espanhol) com o testemunho de Jeanne Fretel:<\/strong><\/p>\n<p><embed width=\"320\" height=\"270\" src=\"http:\/\/gloria.tv\/?media=33377&amp;embed\"><\/embed>\u00a0<\/p>\n<p><em> Philippe Aziz, \u201cOs milagres de Lourdes \u2012 A Ci\u00eancia face \u00e0 f\u00e9\u201d, 1981, Tradu\u00e7\u00e3o de WiIma Freitas Ronald de Carvalho<\/em> <strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/lourdes-150-aparicoes.blogspot.com\/2009\/09\/milagres-de-lourdes-jeanne-fretel-1948.html\">Blog Lourdes <\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos pontos mais delicados nas rela\u00e7\u00f5es entre as ci\u00eancias naturais e o mundo sobrenatural diz respeito ao milagre. 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