{"id":19995,"date":"2013-05-11T00:00:31","date_gmt":"2013-05-11T03:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/?p=19995"},"modified":"2013-05-11T00:00:31","modified_gmt":"2013-05-11T03:00:31","slug":"uma-oracao-a-nossa-senhora-datada-do-seculo-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adf.org.br\/home\/uma-oracao-a-nossa-senhora-datada-do-seculo-iii\/","title":{"rendered":"Uma ora\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora datada do s\u00e9culo III"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure id=\"attachment_19998\" aria-describedby=\"caption-attachment-19998\" style=\"width: 211px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ora\u00e7\u00e3o-mariana-do-s\u00e9culo-III.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19998\" title=\"ora\u00e7\u00e3o mariana do s\u00e9culo III\" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ora\u00e7\u00e3o-mariana-do-s\u00e9culo-III.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"320\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19998\" class=\"wp-caption-text\">Fragmento Papir\u00e1ceo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Em s\u00edntese:\u00a0<\/strong><em>Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester, adquiriu no Egito um pequeno papiro, cujo conte\u00fado foi identificado em 1939; \u00e9 o texto de uma ora\u00e7\u00e3o dirigida a Maria Sant\u00edssima invocada como Theot\u00f3kos (M\u00e3e de Deus) no s\u00e9culo III. Quando em 431 o Concilio de \u00c9feso proclamou Maria Theot\u00f3kos, fez eco a uma tradi\u00e7\u00e3o cujo primeiro termo conhecido remonta a Or\u00edgenes (243).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester (Inglaterra), adquiriu no Egito um pequeno fragmento de papiro de 18 x 9,4 cm, que foi catalogado como\u00a0<strong>Ryl. III,\u00a0<\/strong>470. Esse papiro apresenta uma ora\u00e7\u00e3o mariana de grande import\u00e2ncia tanto por seus dizeres como por sua data.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Examinaremos, a seguir, o conte\u00fado do papiro e a respectiva data\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #800080;\"><strong>1. O conte\u00fado do papiro<\/strong><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O texto do fragmento papir\u00e1ceo foi editado em 1938, sem que se tivessem at\u00e9 ent\u00e3o identificado os seus dizeres. Isto s\u00f3 foi feito no ano seguinte por F. Mercenier: este pesquisador verificou que se tratava da ora\u00e7\u00e3o mariana conhecida e recitada ainda hoje com as palavras iniciais &#8220;Sob a vossa prote\u00e7\u00e3o&#8221; (Sub tuum<strong>\u00a0<\/strong>praesidium&#8230; em latim).<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nEmbora o texto n\u00e3o esteja completo, mas deteriorado pelas intemp\u00e9ries dos s\u00e9culos (coisa normal entre os papiros), o sentido das palavras pode ser depreendido com clareza e seguran\u00e7a. Eis, a seguir, uma reprodu\u00e7\u00e3o do papiro e a reconstru\u00e7\u00e3o do seu conte\u00fado. Entre colchetes est\u00e3o coloca- das as letras gregas subentendidas para dar significado ao texto:<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>O texto, devidamente reconstitu\u00eddo, diz o seguinte :<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"color: #0000ff; font-size: medium;\"><strong><em>Sob\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>a<\/em><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong><em>tua miseric\u00f3rdia nos refugiamos.\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>M\u00e3e de Deus!<\/em><\/strong><\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #0000ff; font-size: medium;\"><strong><em>N\u00e3o deixes de considerar as nossas s\u00faplicas em nossas dificuldades,\u00a0<\/em><\/strong><strong><em><br \/>\nMas livra-nos do perigo,<br \/>\n\u00danica casta e bendita!<\/em><\/strong><\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<div>A ora\u00e7\u00e3o, redigida na primeira pessoa do plural, parece ser, por isto mesmo, pertinente ao uso da Liturgia. Comentemo-la, levando em conta as tradu\u00e7\u00f5es da mesma existentes nas diversas tradi\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\n<strong>Sob a tua miseric\u00f3rdia nos refugiamos..<\/strong>.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nUma das diferen\u00e7as mais not\u00e1veis quando consideramos as vers\u00f5es recentes, est\u00e1 em que o antigo orante se refugiava debaixo da miseric\u00f3rdia de Maria, ao passo que o texto latino diz praesidium, prote\u00e7\u00e3o, asilo, defesa &#8211; o que parece ser mais s\u00f3brio.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-20001\" title=\"ora\u00e7\u00e3o mariana do s\u00e9culo III \" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ora\u00e7\u00e3o-mariana-do-s\u00e9culo-III-.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"270\" \/>A express\u00e3o &#8220;sob a tua miseric\u00f3rdia&#8221; se encontra nas vers\u00f5es bizantina, copta e ambrosiana, ao passo que a Liturgia s\u00edria reza mais enfaticamente ainda: &#8220;sob o manto da tua miseric\u00f3rdia&#8221;. Por sua vez, o rito et\u00edope diz: &#8220;sob a sombra de tuas asas&#8221;.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nAlguns manuscritos latinos do s\u00e9culo X traduzem literalmente:\u00a0<em>sub tuis visceribus<\/em>, isto \u00e9, em tuas entranhas nos refugiamos. Esta vers\u00e3o faz ressoar um semitismo b\u00edblico: a miseric\u00f3rdia \u00e9 comparada \u00e0s entranhas de uma m\u00e3e, que em seu \u00edntimo defende e abriga seu filho.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nNa verdade, o voc\u00e1bulo grego\u00a0<em>eusplanch\u00edan<\/em>\u00a0significa boas entranhas. Como se v\u00ea, o texto original p\u00f5e em relevo a confian\u00e7a filial e a \u00edndole afetiva das rela\u00e7\u00f5es entre o crist\u00e3o orante e a Santa M\u00e3e de Deus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #800080;\"><strong>Theot\u00f3kos<\/strong>.<\/span> O t\u00edtulo que comumente se traduz por<strong> &#8220;M\u00e3e de Deus&#8221;<\/strong>, quer dizer, ao p\u00e9 da letra: &#8220;<strong>Aquela que deu \u00e0 luz Deus<\/strong>&#8220;, em latim\u00a0<em>Deipara<\/em>. Este t\u00edtulo professa que a pessoa que Maria deu \u00e0 luz, \u00e9 a pessoa do Filho de Deus ou a segunda Pessoa da SSma. Trindade na medida em que quis assumir a carne humana.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nNote-se que o voc\u00e1bulo\u00a0<em>Theot\u00f3ke<\/em>\u00a0\u00e9 forma de vocativo; donde se depreende que a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida a Maria, como express\u00e3o da grande antiguidade da devo\u00e7\u00e3o mariana no povo de Deus.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>N\u00e3o deixes de considerar as nossas s\u00faplicas em nossas dificuldades. Ao p\u00e9 da letra, o fiel pede a Maria: <strong>&#8220;<em>n\u00e3o afastes de nossas s\u00faplicas o teu olhar<\/em>&#8220;<\/strong>. Basta, pois, que a M\u00e3e de Deus esteja atenta \u00e0s nossas s\u00faplicas para que estejamos seguros. N\u00e3o se trata, por\u00e9m, de qualquer s\u00faplica, mas daquelas que brotam das dificuldades.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: medium;\"><strong><em>Mas livra-nos do perigo<\/em><\/strong><\/span>. Observe-se que o texto atual desta prece menciona &#8220;os perigos&#8221;, ao passo que o papiro fala &#8220;<em>do perigo<\/em>&#8220;. Quem recua at\u00e9 o ambiente eg\u00edpcio do s\u00e9culo III, verifica que o perigo por antonom\u00e1sia eram as persegui\u00e7\u00f5es movidas pelo Imp\u00e9rio Romano contra os crist\u00e3os.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nO historiador Eus\u00e9bio de Cesar\u00e9ia (+339), em sua Hist\u00f3ria da Igreja, descreve a grande crueldade das persegui\u00e7\u00f5es havidas no Egito. Por conseguinte, pode-se crer que a comunidade que comp\u00f4s tal ora\u00e7\u00e3o, em tempo de persegui\u00e7\u00e3o, recorria \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da miseric\u00f3rdia da M\u00e3e de Deus. Se tal suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 correta, v\u00ea-se que a ora\u00e7\u00e3o refletia dramaticamente a alma do povo de Deus.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: medium;\"><strong>\u00danica casta e bendita!\u00a0<\/strong><\/span>A exclama\u00e7\u00e3o final professa a virgindade de Maria Sant\u00edssima. O termo\u00a0<strong>agne\u00a0<\/strong>significa pura, casta, santa; al\u00e9m da virgindade, proclama a fidelidade de Maria \u00e0 vontade de Deus.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #800080;\"><strong>2. O problema da data\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/www.adf.org.br\/consagracaoamaria\/?origem=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-20004\" title=\"Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria\" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/imaculado-cora\u00e7\u00e3o-de-maria1.jpg\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"331\" \/><\/a>Os estudiosos concordam entre si ao afirmar a grande antiguidade do texto, mas oscilam entre o s\u00e9culo III e o s\u00e9culo IV.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os que preferem o s\u00e9culo III valem-se de argumentos papirol\u00f3gicos (material sobre o qual se fez a escrita, tipo de letra, caligrafia&#8230;). Os partid\u00e1rios do s\u00e9culo IV baseiam-se em raz\u00f5es de ordem doutrin\u00e1ria: o uso da express\u00e3o\u00a0<strong>Theot\u00f3kos,\u00a0<\/strong>dizem, n\u00e3o se encontra antes do s\u00e9culo IV.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Todavia a pesquisa atenta das fontes liter\u00e1rias ou patr\u00edsticas leva a concluir claramente em favor do s\u00e9culo III. Eis o que se pode apurar:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por volta de 428 Nest\u00f3rio, Patriarca de Constantinopla, rejeitou o costume, arraigado no povo crist\u00e3o, de chamar Maria\u00a0<strong>Theot\u00f3kos;\u00a0<\/strong>preferia falar de\u00a0<strong>Christot\u00f3kos\u00a0<\/strong>(a que deu \u00e0 luz o Cristo).<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nCom isto Nest\u00f3rio queria pretensamente salvaguardar a humanidade completa de Cristo, mas na verdade estava separando o divino e o humano em Jesus e negando a verdadeira Encarna\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nA r\u00e9plica a Nest\u00f3rio n\u00e3o se fez esperar. S\u00e3o Cirilo, Bispo de Alexandria, sede tradicionalmente oposta a Constantinopla em quest\u00f5es cristol\u00f3gicas, assumiu a defesa do t\u00edtulo\u00a0<strong>Theot\u00f3kos.\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>O Concilio geral de \u00c9feso em 431, valendo-se das palavras de Cirilo, declarou que os Santos Padres &#8220;n\u00e3o duvidaram chamar\u00a0<strong>Theot\u00f3kos\u00a0<\/strong>\u00e0 SSma. Virgem&#8221; &#8211; o que n\u00e3o queria dizer que a Divindade come\u00e7ou a existir a partir de Maria, mas que Aquele que nasceu de Maria, desde o seio materno est\u00e1 unido hipostaticamente ao Verbo de Deus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A controv\u00e9rsia assim oriunda tem suas ra\u00edzes em \u00e9pocas anteriores. Com efeito; quando Nest\u00f3rio se p\u00f4s a negar o t\u00edtulo\u00a0<strong>Theot\u00f3kos,\u00a0<\/strong>encontrou-o j\u00e1 inveterado no povo de Deus, principalmente no Egito ou na regi\u00e3o de Alexandria.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Retrocedendo ao s\u00e9culo IV encontramos o grande Bispo Atan\u00e1sio de Alexandria, que por volta de 340 atribuiu algumas vezes o t\u00edtulo\u00a0<strong>Theot\u00f3kos\u00a0<\/strong>a Maria SSma., tanto nos seus escritos contra os arianos quanto na sua\u00a0<strong>Vida de Ant\u00e3o.<\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>O antecessor de Atan\u00e1sio na sede alexandrina, S. Alexandre, tamb\u00e9m usou tal t\u00edtulo: numa de suas cartas afirma que o Verbo assumiu um corpo verdadeiro, e n\u00e3o aparente, de Maria, a<strong>Theot\u00f3kos\u00a0<\/strong>(PG 18, 568c).<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Em 300 foi eleito Bispo de Alexandria Pedro I: ao referir-se ao mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o, chama duas vezes Maria\u00a0<strong>Theot\u00f3kos\u00a0<\/strong>(PG 18,517b). Nem Pedro nem Alexandre nem Atan\u00e1sio sentem a necessidade de justificar ou explicar o t\u00edtulo &#8211; o que mostra que era tranquilamente aceito pelo povo de Deus.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Entrando agora no s\u00e9culo III, notemos que o m\u00e1rtir alexandrino Piero (+300) cognominado\u00a0<strong>Or\u00edgenes J\u00fanior,\u00a0<\/strong>escreveu um tratado sobre a\u00a0<strong>Theot\u00f3kos (Peri tes Theot\u00f3kou),\u00a0<\/strong>como refere Filipe de Side.<\/div>\n<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Este t\u00edtulo ocorre outrossim na obra\u00a0<strong>As B\u00ean\u00e7\u00e3os dos Patriarcas,\u00a0<\/strong>de Hip\u00f3lito de Roma (+235), que pode datar de fins do s\u00e9culo II (julga-se, por\u00e9m, que a refer\u00eancia ao t\u00edtulo \u00e9 devida a uma interpola\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pertence \u00e0 integridade do texto).<\/p>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Como quer que seja, pode-se reconstituir a s\u00e9rie de autores alexandrinos que aplicam a Maria a designa\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>Theot\u00f3kos:\u00a0<\/strong>Or\u00edgenes, Piero, Pedro I, Alexandre e Atan\u00e1sio; tal s\u00e9rie vai de 243 a 340, evidenciando a antiguidade do texto.<\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div>Estes dados de literatura patr\u00edstica s\u00e3o assaz significativos para que se possa atribuir a ora\u00e7\u00e3o em pauta ao s\u00e9culo III. Ela \u00e9 testemunho de que a piedade mariana desde remotas \u00e9pocas existe no povo de Deus, pondo em relevo a figura maternal de Maria: M\u00e3e de Deus feito homem e M\u00e3e dos homens que seguem a Cristo perseguido e vencedor da morte.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/www.adf.org.br\/consagracaoamaria\/?origem=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-20006\" title=\"consagra\u00e7\u00e3o ao imaculado cora\u00e7\u00e3o de maria.\" src=\"http:\/\/www.adf.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/consagra\u00e7\u00e3o-ao-imaculado-cora\u00e7\u00e3o-de-maria..jpg\" alt=\"\" width=\"517\" height=\"265\" \/><\/a><\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div><em>Fonte: Almas Devotas<\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em s\u00edntese:\u00a0Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester, adquiriu no Egito um pequeno papiro, cujo conte\u00fado foi identificado em 1939; \u00e9 o texto de uma ora\u00e7\u00e3o dirigida a Maria Sant\u00edssima invocada como Theot\u00f3kos (M\u00e3e de Deus) no s\u00e9culo III. 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