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Memórias de irmã Lucia – As provações dentro de sua própria casa

20, junho, 2010 5 comentários

As conseqüências para os pastorinhos de Fátima que tiveram visões de Nossa Senhora

Vai pedir comida a essa Senhora

irmã Lucia de JesusNo seio da minha família havia ainda outro desgosto, de que eu era a culpada, como diziam. A Cova da iria era uma propriedade pertencente a meus pais. No fundo, tinha um pouco de terreno bastante fértil, no qual se cultivava bastante milho, legumes, hortaliças, etc.. Nas encostas havia algumas oliveiras, azinheiras e carvalhos.

Ora, desde que o povo aí começou a ir, não mais aí pudemos cultivar coisa alguma. As gentes tudo pisavam. Grande parte ia a cavalo, e os animais acabavam de comer e estragar tudo. Minha mãe, lamentando esta perda, dizia-me: “Tu, agora, quando quiseres comer, vais pedi-lo a essa Senhora!”. Minhas irmãs acrescentaram: “Tu agora, só havias de comer o que se cultiva na Cova da Iria!”

Estas coisas custavam-me tanto que eu não me atrevia a pegar num bocado de pão para comer. Minha mãe, para obrigar-me a dizer a verdade, como ela dizia, chegou, não poucas vezes, a fazer-me sentir o peso de algum pau, destinado ao lume, que encontrasse no canto da lenha, ou do cabo da vassoura.

Mas, como ao mesmo tempo era mãe, procurava depois levantar-me as forças decaídas, e afligia-se ao ver-me definhar, com uma cara amarela, temendo que fosse adoecer. Pobre mãe! agora, sim, que compreendo verdadeiramente a situação em que se encontrava, e que tenho pena dela! Na verdade, ele tinha razão para me julgar indigna dum tal favor e por isso de me julgar mentirosa.

Por uma graça especial de Nosso Senhor, nunca tive o menor pensamento nem movimento contra seu modo de proceder a meu respeito. Como o Anjo me tinha anunciado que Deus me mandaria sofrimentos, vi sempre em tudo isto Deus, que assim queria.

O amor, a estima e o respeito que lhe devia, continuou sempre aumentando, como se fosse muito acariciada. E agora estou-lhe mais reconhecida por me ter tratado assim, do que se me tivesse continuado a criar entre mimos e carícias.

Extraído do livro: “O Segredo de Fátima” – Irmã Lucia. Edições Loyola

Memórias de Irmã Lucia – O Imaculado Coração de Maria

18, maio, 2010 3 comentários


 

Irmã Lucia
Irmã Lucia

(…) Nossa Senhora, a 13 de junho de 1917, me disse que nunca me deixaria, e que Seu Imaculado Coração seria o meu refúgio e o caminho que me conduziria a Deus; que foi, ao dizer estas palavras, que abriu as mãos, fazendo-nos penetrar no peito o reflexo que delas expedia.

Parece-me que, neste dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria, assim como das outras duas vezes, o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade.

Ligue no 0800 773 1119 para inscrever suas intenções na Santa Missa em Louvor a Nossa Senhora de Fátima

Desde esse dia, sentimos no coração um amor mais ardente pelo coração Imaculado de Maria. A Jacinta dizia-me de vez em quando: “aquela Senhora disse que o Seu Imaculado coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus. Não gostas tanto?! Eu gosto tanto do Seu Coração! É tão bom!”(…)

Já disse também como a Jacinta escolheu, entre a ladainha de jaculatórias que o Senhor Padre Cruz nos sugeriu, a de “Doce Coração de Maria, sede a minha

Beata Jacinta
Beata Jacinta

salvação”. As vezes, depois de a dizer, acrescentava, com aquela simplicidade que lhe era natural: “gosto tanto do Coração Imaculado de Maria! É o Coração da nossa Mãezinha do Céu! Tu não gostas tanto de dizer muitas vezes; Doce Coração de Maria, Imaculado Coração de Maria?! Eu gosto tanto, tanto”.

Às vezes, andava a apanhar as flores do campo e a cantar com uma música arranjada por ela no mesmo momento: “Doce Coração de Maria, sede a minha Salvação! Imaculado Coração de Maria, converte os pecadores, livra as almas do Inferno!”

Extraído do livro: “O Segredo de Fátima”, de Irmã Lucia. Editora Loyola