Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Jacinta’

O Segredo de Jacinta, a admirável vidente de Fátima

21, agosto, 2011 33 comentários

jacintaPor Atilio Faoro, em Catolicismo

Jacinta era uma criança quando Nossa Senhora apareceu.

Entra na História aos sete anos, precisamente na idade que habitualmente se costuma indicar como a do começo da vida consciente e da razão.

Em que medida uma criatura dessa idade é capaz de praticar a virtude? E de praticá-la de modo heróico?

A história da espiritualidade católica tem exemplos surpreendentes de santidade a pouca idade: Santa Maria Goretti, martirizada aos 11 anos com plena consciência do que fazia; São Domingos Sávio, que morreu aos 15 anos.

Jacinta – e seu irmão Francisco – depois de um rigoroso processo em Roma, tiveram reconhecidas suas virtudes heróicas, podendo ser venerados privadamente como santos. Qual o segredo da santidade de Jacinta? O tema vem ocupando atualmente a atenção dos católicos e merece ser conhecido por nossos leitores.

* * *

Desapego quanto a louvores dos homens

Jacinta Marto, com apenas sete anos de idade, é dotada de seriedade marcante. A fronte franzida indica profunda preocupação. Os olhos, que ainda refletem maravilhosamente o brilho do que haviam contemplado, estão contraídos mas calmos, indicando uma alma inclinada ao recolhimento.

O que dizer desta fisionomia? Talvez Jacinta se esteja lembrando dos penosos caminhos percorridos anteriormente em meio ao desprezo, aos impropérios e até aos golpes daqueles que agora estão no meio da multidão. Não, a alegria do momento não a impressiona, ela conhece bem a inconstância do espírito humano. Sua vontade está posta em Deus, no cumprimento de Sua vontade, de tal modo que, depois das aparições, levou verdadeiramente a vida de uma grande santa. A Congregação para a Causa dos Santos constatou: sua vontade era inteiramente submissa à de Deus. Como seria útil, principalmente para os nossos dias, conhecer a vida desta criança.

A caminho da santidade

No espaço de tempo que vai dos sete aos dez anos, em que suportou heroicamente o fardo da doença que a levaria à morte, Jacinta trilhou o caminho da santidade. Já nessa tão precoce idade conheceu profundamente a realidade da vida. Sua existência foi curta, porém repleta de acontecimentos extraordinários e até mesmo fascinantes. A descrição deles extrapolaria os limites deste artigo. Temos que nos cingir aos traços marcantes de sua alma, a algumas cenas de sua vida e mencionar alguns testemunhos.

O caminho da santidade, a que já nos referimos, esta menina o percorreu de tal maneira que seus pais e parentes chegaram a exclamar a respeito dela e dos outros dois videntes: “É um mistério que não dá para compreender. São crianças como outras quaisquer. No entanto, percebe-se nelas qualquer coisa de extraordinário!” Sim, o que havia de extraordinário nessas crianças que as pessoas (até hoje!) não conseguem entender?

Quem foi Jacinta Marto?

Última de uma grande prole, nasceu em 11 de março de 1910. De natureza meiga, era uma criança como as outras. Brincava, cantava, tinha seus defeitos maiores ou menores, o seu temperamento e, naturalmente, suas preferências… até 13 de maio de 1917.

Oração e sacrifícios resgatam pecadores

Depois desse dia, empreendeu Jacinta uma mudança interior profunda, uma conversão de sua vida como Nossa Senhora tinha pedido. As palavras de Maria Santíssima impregnaram de modo indelével sua alma e passaram a ser o conteúdo, o ideal de sua vida. Mais ainda, colocou esse ideal em prática.

“Fazei penitência pelos pecadores! Muitos vão para o inferno porque ninguém reza e se sacrifica por eles.” – Tais palavras encontraram profunda ressonância em Jacinta. E com que inquebrantável vontade fazia ela penitência! Aqui vão mencionados alguns exemplos desta jovem e já grande santa. Ela não hesitava em freqüentemente jejuar um dia inteiro, sem nada comer ou beber, dando alegremente seu pão às crianças pobres. Em outros dias, comia justamente aquilo que mais detestava. Trazia como penitência uma corda em torno da cintura. Nada, nenhum sacrifício lhe parecia demasiado grande, tratando-se da salvação das almas!

O pecado e o Céu em sua espiritualidade

De fato, pode-se dizer que a espiritualidade de Jacinta funda-se nos pedidos formulados por Nossa Senhora. Ela contém dois aspectos importantes:

1) claro conceito do pecado;
2) noção muito definida da beleza sobrenatural do Céu. Exatamente dois pontos em relação aos quais nossa época está imensamente distante.

Não se fala mais em pecado. Esta palavra está sendo omitida na catequese e banida do pensamento das pessoas. Juntamente com isso, vai sendo também eliminada necessariamente a idéia do próprio Deus! Pois, de que outra coisa se trata senão da honra divina que é ofendida pelo pecado?

Estreitamente relacionado com esse pensamento vem o segundo ponto: a noção clara da beleza sobrenatural do Céu. Quanto mais intensamente uma alma tem essa noção do sobrenatural celeste, tanto mais fácil será sua correspondência às solicitações da Mãe de Deus. Jacinta é um exemplo concreto arrebatador de tal correspondência. A mensagem de sua vida convida-nos a reconhecer esses aspectos da mensagem de Nossa Senhora e torná-los o eixo orientador de nossas vidas.

Enormes penitências salvaram muitas almas

Profundamente impressionada pela visão do inferno e pelo mistério da eternidade, Jacinta não poupou nenhum sacrifício visando a conversão dos pecadores.

Em sua doença — uma tuberculose que a levou à morte — oferecia principalmente suas dores: “Sim, eu sofro, porém ofereço tudo pelos pecadores, para desagravar o Imaculado Coração de Maria. Ó Jesus, agora podeis salvar muitos pecadores porque este sacrifício é muito grande”.

Todos os que conheciam Jacinta sentiam certo respeito por ela. Lúcia, sua prima, escreve: “Jacinta era também aquela a quem, me parece, a Santíssima Virgem deu a maior plenitude de graças, conhecimento de Deus e da virtude. Ela parecia refletir em tudo a presença de Deus.”

Mesmo na sua dolorosa moléstia mostrava-se sempre paciente, sem reclamações, inteiramente despretensiosa. Conduta que não correspondia ao seu caráter natural. O que possibilitava a essa criança a prática de tal fortaleza e manifestar semelhante comportamento?

A própria Jacinta dá resposta a essa pergunta em sua exclamação: “Gosto tanto de Nosso Senhor e de Nossa Senhora que nunca me canso de dizer que Os amo. Quando eu digo isso muitas vezes, parece-me que tenho um lume no peito, mas não me queima!” O amor ardente a Jesus e Maria! Este foi o amor que transformou Jacinta e que fez dela uma cópia fiel das virtudes da Virgem Santíssima.

Último sacrifício: na morte, isolamento

Tão heróica foi a morte quanto a vida de Jacinta, num hospital de Lisboa, inteiramente sozinha. Este fato foi objeto de uma das últimas previsões recebidas por Jacinta, diretamente de Nossa Senhora. Com que coragem conservou a menina este pensamento! Deixemo-la narrar esta profecia, por ela confiada a Lúcia:

“Nossa Senhora disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem aos meus pais; que depois de sofrer muito, morro sozinha; mas que não tenha medo, que me vai lá Ela me buscar para o Céu.”

Nossa Senhora anunciou também o dia e a hora em que deveria morrer.

Quatro dias antes, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores.
Como ninguém esteve presente nesse grandioso momento, podemos apenas imaginar a cena. Como terá sido a recepção deste pequeno lírio no Céu? Diante de Nossa Senhora, aquele rosto virginal não estará mais contraído pelo sofrimento, mas resplandecente em presença dAquele que foi o Fundamento de sua vida: “Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro do peito e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!”

De que maneira o conhecimento da vida de Jacinta atua sobre as almas, pode-se deduzir das palavras do postulador das Causas de Beatificação dela e de seu irmão Francisco: “Nunca na História da Igreja duas crianças foram tão conhecidas e estimadas quanto Francisco e Jacinta. Elas têm trazido inúmeras almas para o caminho da perfeição”.

Desejamos que a vida de Jacinta tenha no Brasil grande divulgação para a salvação das almas e o breve triunfo do Imaculado Coração de Maria!

Tags:

Hoje é aniversário da Jacinta, qual será seu presente para ela?

11, março, 2011 15 comentários

No dia 11 de março de 1910 nascia Jacinta Marto, vidente de Fátima a quem Nossa Senhora apareceu seis vezes na cova da Iria, em Portugal.

Pequena em estatura mas grande em fé, a pastorinha teve uma vida breve, mas testemunhou como poucos sobre a vida cristã com a Virgem Santíssima.

Hoje termina as comemorações do Centenário de seu nascimento e em Fátima será celebrada as 11 horas local, a Eucaristiana na Igreja da Santíssima Trindade.

Todo o ano se centrou no testemunho espiritual e de vida de Jacinta Marto. As várias celebrações e iniciativas tiveram como tema “Reparte com alegria, como a Jacinta”. Mais que um lema, este tema foi uma exortação à caridade e à partilha.

Vamos acender uma vela no Oratório da Medalha Milagrosa(acenda aqui) pela bem-aventurada Jacinta?

Com tão pouca idade ela entendeu a Mensagem de Fátima em buscar a força para redenção dos pecadores e viver uma vida santa junto de Nossa Senhora.

Tenhamos Jacinta como um GRANDE exemplo a ser seguido. Se você tem filhos, sobrinhos ou é professor de catequise, conte a eles sobre a beata Jacinta.


Maria, primeira e mais perfeita discípula de Jesus

12, maio, 2010 2 comentários

No último domingo, o Papa relembrou aos católicos que o mês de maio é dedicado a Nossa Senhora e em suas palavras, enalteceu a Mãe de Deus e informou que estaria em Fátima participando das comemorações pelos 10 anos de beatificação dos dois pastorinhos videntes – Jacinta e Francisco – .

Na sua chegada ontem de manhã (11 de maio), ao aeroporto internacional de Lisboa, o Papa Bento XVI dirigiu um discurso aos presentes no qual assinalou que “venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu”.

Assista ao vídeo:

Fonte: Gloria TV

A missão da beata Jacinta em salvar a alma dos pecadores – Parte 3

14, abril, 2010 1 comentário

Uma corda áspera ao modo de cilício

Jacinta não medida esforços pela conversão dos pecadores

Na aparição de agosto — realizada dias depois do dia 13, pois nesse dia haviam sido raptados pelo administrador de Ourém, que lhes quis arrancar à força o segredo — a Santíssima Virgem recomendou-lhes de novo a prática da mortificação: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas” (II Memória, p. 75).

Passados alguns dias, caminhando os videntes com suas ovelhas, Lúcia deparou com um pedaço de corda de uma carroça. Pegando-a, a brincar, atou-a num braço e logo notou que a corda a magoava. Disse então aos primos: “Olhem, isto faz doer; podíamos atá-la à cinta e oferecer a Deus este sacrifício”  (II Memória, p. 75). Todos aceitaram a idéia, e retalhando a corda em três pedaços, passaram a usá-la de dia e de noite. A aspereza da corda, apertada demasiadamente, fazia-os sofrer horrivelmente. Jacinta deixava às vezes cair algumas lágrimas, pelo incômodo que sentia. Lúcia dizia-lhe para tirar a corda, mas ela respondia: “Não. Quero oferecer este sacrifício a Nosso Senhor, em reparação e pela conversão dos pecadores” (II Memória, p. 75).

Por esta resposta, pode-se ver até  que ponto Jacinta estava imbuída do espírito de reparação. Por isso, na aparição de setembro, Nossa Senhora lhes disse: “Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda, trazei-a só durante o dia” (II Memória, p. 77).

Noutra ocasião, Jacinta deparou com umas urtigas, com as quais se picou. Logo advertiu os companheiros: “Olhem, olhem outra coisa com que nos podemos mortificar!”  (cfr. II Memória, p. 75-76). Desde então adotaram o costume de dar, de vez em quando, alguns golpes com as urtigas nas pernas, para oferecerem a Deus mais este sacrifício.

Estes exemplos edificavam os católicos que liam as Memórias da Irmã Lúcia, onde estão narrados. No mundo hedonista de hoje, em que os homens colocam o prazer (lícito ou ilícito) como bem supremo, que efeito eles causam? A idéia de reparação dos pecados pelo sofrimento, em certos casos levado até o holocausto de si mesmo, lhes escapa completamente. Talvez algum deles diga: “Não pensei que o fanatismo religioso chegasse a esse ponto”. Por isso, já São Paulo advertia: “Nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (I Cor. 1,23).

Fonte: Revista Catolicismo


continua na próxima sexta-feira…

Clique na imagem e saiba como receber em sua casa o livro que conta a história desta criança, que desde a tenra idade já tinha uma fé inabalável por Nossa Senhora.

Clique na imagem e saiba como receber em sua casa o livro que conta a história desta criança, que desde a tenra idade já tinha uma fé inabalável por Nossa Senhora.


Semana Santa :: Como fazer para meditar na Sagrada Paixão

31, março, 2010 3 comentários

Há várias maneiras, todas muito simples.

oracao2Coloque um crucifixo ou algum santinho próprio para evocar a Santa Paixão em local bem visível em sua casa, ou mesmo no vidro do automóvel, como um ato de reparação a Deus. Esta será uma forma de fazer subir aos céus uma súplica filial e um louvor a Deus.

Que tal súplica e tal louvor sejam, ao menos, uma forma de desagravo pela gravidade inconmensorável das ofensas cometidas contra Deus e contra Nossa Senhora.

Vá, também, a uma Igreja e coloque-se diante de um crucifixo. Não olhe para Ele com indiferença. Fixe-o com tristeza, compaixão, e desejo de desagravar a Deus Nosso Senhor.

O Divino Redentor, sensibilizado por Sua compaixão, terá também compaixão de você. Terá compaixão do Brasil. E poderá derramar graças para minorar os males, tão dramáticos em nosso país e no mundo inteiro, que afligem os homens.

Reze também o terço. Todos os dias. Como Nossa Senhora pediu em Fátima, em todas as Suas seis aparições. Os mistérios dolorosos visam lembrar a Paixão. Ao rezá-los, medite-a em cada um deles.

Pondo em prática qualquer um desses modos de lembrar a Paixão de Nosso Senhor, você pode ter certeza de que estará colaborando para o encaminhamento de uma solução para essa onda de crimes que aflige de modo especial o brasil, e também para obter as graças para que nosso País não continue atraindo os castigos de Deus.

Duas notícias sob a perspectiva da Paixão.

Uma delas aumentou as dores da agonia. A outra aliviou as dores da agonia.

Na Bélgica, é aprovado o chamado “casamento homossexual”. Por 91 votos a favor, e 22 contra, o Parlamento belga aprovou a união entre pessoas do mexmo sexo. Depois da Holanda, a Bélgica é o segundo país do mundo a legalizar o pecado que, segundo o Catecismo da Doutrina Cristã, “brada aos céus e clama a Deus por vingança”.

Vale lembrar que o antigo Testamento narra ter sido lançado fogo do céu sobre as cidades de Sodoma e Gomorra, por causa desse pecado abominável aos olhos de Deus.

A proposta infame faz parte do programa liberal-socialista-ecologista do governo daquele país. Uma vez que o homossexualismo é um pecado contra a natureza, que brada aos céus e clama a Deus por vingança, imaginemos quanto esse pecado terá feito sofrer Nosso Senhor na agonia.

A Notícia que se segue alivia Nosso Senhor na Paixão.

Protestos contra a matança de inocentes: Desde 1973, vêm se realizando, no dia 22 de janeiro, em Washington, um protesto anual contra a legalização do aborto nos Estados Unidos. São mais de trinta anos de protestos contra o aborto.

Milhares de pessoas, ano após ano, participam dessa Marcha Pró-Vida.

Eis aí um belo exemplo de uma atitude tomada para acabar com a criminalidade. O aborto é um crime ainda mais grave por ser praticado contra seres inocentes e indefesos.

O protesto contra a legalização do aborto tem um valor especial, e merece toda nossa aprovação e apoio.


jacinta_topo

Memórias da Irmã Lúcia (parte II)

14, março, 2010 Sem comentários

A irmã Lúcia nos conta em suas memórias o caso da conversão de uma mulher que sempre os insultava e perseguia os pastorinhos…

luciaaaHavia, no nosso lugar, uma mulher que nos insultava sempre que nos encontrava.

Um dia, quando ela saía de uma taberna, e como a pobre mulher não estava em si, dessa vez, não se contentou só em nos insultar.

Quando terminou, a Jacinta me disse:

- Temos que pedir a Nossa Senhora, e oferecer-lhe sacrifícios pela conversão desta mulher. Diz tantos pecados que, se não se confessa, vai para o Inferno.

Passados alguns dias, corríamos em frente da porta da casa desta mulher. De repente, a Jacinta pára no meio da sua corrida, e voltado-se para trás, pergunta:

- Olha! É amanhã que vamos ver aquela Senhora?

- É, sim. - Então, não brinquemos mais. Fazemos este sacrifício pela conversão dos pecadores.

A mulherzinha espreitava por um postigo da casa, e depois, dizia ela a minha mãe, que a tinha impressionado tanto aquela ação da Jacinta, que não necessitava de outra prova para crer na realidade dos fatos.

E, daí para o futuro, não só não insultava, mas pedia-nos continuamente para pedirmos por ela a Nossa Senhora, que lhe perdoasse os seus pecados.

Leia Memórias da Irmã Lúcia (parte I)

Participe da homenagem ao centenário da Beata Jacinta de Fátima – Clique aqui para saber como.

banner_oratorio_maior

Memórias da Irmã Lúcia

13, março, 2010 3 comentários

Nas memórias da Irmã Lúcia, ela nos nos conta como foi difícil enfrentar a reação de sua família diante da notícia das aparições de Nossa Senhora, pois ninguém acreditava nela e em seus primos, julgando que tudo não passava de fantasia de crianças.

[Extraído das Memórias da Irmã Lúcia]

Irma_Lucia_222

Escreve a Irmã Lúcia:

A notícia da Aparição de Nossa Senhora tinha se espalhado. Minha mãe começava a afligir-se, e queria, a todo o custo, que eu me desmentisse.

Um dia, antes que saísse com todo o rebanho, quis obrigar-me a confessar que tinha mentido. Não poupou para isso carinhos, ameaças, nem mesmo o cabo da vassoura.

 Não conseguindo obter outra resposta que um mudo silêncio ou a confirmação do que já tinha dito, mandou-me abrir o rebanho, dizendo que pensasse bem, durante o dia, que, se nunca tinha consentido uma mentira nos seus filhos, muito menos consentia agora uma daquela espécie; que a noite me obrigaria a ir junto daquelas pessoas a quem tinha enganado, confessar que tinha mentido e pedir perdão.
 
 Lá fui eu com minhas ovelhinhas; e nesse dia, já os meus companheiros me esperavam. Ao verem-me a chorar, correram a perguntar-me a causa. Contei-lhes o que se tinha passado, e acrescentei:


- Agora, digam-me como vou fazer?! Minha mãe quer a todo custo que diga que menti; e como vou a dizê-lo?

  Então o Francisco diz para a Jacinta:- Vês?! Tu é que tens a culpa! Para que o foste a dizer?! A pobre Jacinta, chorando, põe-se de joelhos, com as mãos postas, a pedir-nos perdão:- Fiz mal; – dizia, Jacinta chorando; – mas eu nunca mais digo nada a ninguém!Quem terá lhe ensinado a fazer esse ato de humildade?!
 
Não sei. Talvez por ver seus irmãozinhos pedir perdão a seus pais, na véspera de comungar; ou porque a Jacinta foi, segundo me parece, aquela a quem a Santíssima Virgem comunicou maior abundância de graças e conhecimento de Deus e da virtude.
____________________________
 

 Leia mais matérias especiais sobre as aparições de Nossa Senhora de Fátima, clicando aqui!
-


jacinta_topo

11 de Março: Festa do Centenário de Nascimento da Beata Jacinta de Fátima

11, março, 2010 Sem comentários

Esta é uma data muito especial, em que comemoramos o centenário de nascimento da Beata Jacinta Marto, um dos Três Pastorinhos de Fátima.

foto_estampa_jacinta

Jacinta Marto tinha apenas 7 anos quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos Três Pastorinhos. Era a mais jovem dos três videntes.

Durante as aparições, viu e ouviu tudo, mas não falou nem uma palavra à Mãe de Deus. Inteligente e muito sensível, ficou profundamente impressionada quando ouviu a Abençoada Virgem declarar que Jesus estava muito ofendido pelos pecados dos homens. Depois da visão do inferno, decidiu oferecer-se completamente à salvação das almas.

(Veja aqui um pouco mais sobre a história da pastorinha e saiba como participar da grande homenagem que faremos a ela).

Jacinta, um dos maiores exemplos de devoção a Nossa Senhora, merece nossas orações neste dia.

Então, para oferecer a ela as suas súplicas e pedir para que mais pessoas sigam seus passos e dediquem suas vidas aos ensinamentos passados pela Virgem de Fátima, acenda aqui uma vela virtual por Jacinta no Oratório da Medalha Milagrosa.

“Oxalá que pudesse pôr no coração de toda a gente o fogo que tenho no meu coração que me faz amar tanto o Coração de Maria!”, frase de Jacinta, que exprime todo o seu amor a Nossa Senhora.