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Textos com Etiquetas ‘invocações de Maria’

O milagre de Nossa Senhora de Nazaré e o retorno da imagem fugitiva

31, maio, 2011 13 comentários

A origem da devoção a Nossa Senhora de Nazaré se prende a um fato ocorrido por volta do ano de 1150 em Portugal.

“Estando um jovem e vistoso cavalheiro português Dom Fuas Roupinho à caça de um veado entre intensa neblina vê-se subitamente no alto de um rochedo à beira-mar, e se seu cavalo não houvesse estancado, ter-se-ia precipitado ao mar.

“Cheio de terror e considerando o perigo, agradeceu ao Senhor de toda alma a sua salvação. Mas o perigo não passara de todo, pois o cavalo não podia avançar nem recuar sem precipitar-se no abismo.

“Procurando uma saída, nota o cavaleiro uma imagem de Nossa Senhora numa caverna do rochedo. E cheio de fé, lança-se aos seus pés implorando socorro.

“Ao tomar a imagem nas mãos nota um pequeno pergaminho preso a ela que narra ter sido venerada essa imagem já em Nazaré, há muito tempo – portanto em Nazaré da Palestina.

“Com a perseguição do Imperador de Constantinopla ao culto das imagens, foi ela trazida à Espanha por um monge, e ali fora muito venerada até que no século VII, com a invasão dos mouros foi ali escondida pelos fiéis, para não ser profanada.

“Cheio de fé e confiança na Virgem, monta novamente o intrépido cavaleiro a sua montaria, esporeando-a violentamente, consegue fazê-la dar um grande salto que atinge um ponto do qual lhe foi fácil descer.

“Cheio de gratidão à Virgem, mandou construir no local uma pequena capela, sendo depois substituída por magnífico templo”.

 

Portugal – Local do milagre

Trata-se de um fato cheio de evocações graciosas. Um dos heróis de independência de Portugal, um cavalheiro católico, D. Fuas Roupinho, está caçando um veado no meio de névoa e de repente chega à beira-mar montando em seu cavalo.

O mar que ruge, as neblinas, e o cavalheiro meio atordoado, de repente fica face ao abismo e não sabe como voltar, mas reza a Nossa Senhora e vem esta graça.

A caverna também tem seu encanto. Imaginem uma caverna à beira-mar onde há uma imagem abandonada, quiçá para ser protegida contra a sanha dos sarracenos, depois de já ter sido refugiada da sanha dos maometanos e dos cismáticos da Ásia Menor.

Os séculos se passam, os mares fazem todos seus movimentos e a imagem sozinha ali. É uma coisa linda essa solidão da imagem em face do mar.

Mas depois, o desígnio da Providência: utilizar essa imagem para um reflorescimento do culto de Nossa Senhora.

Então nesse episódio, D. Fuas Roupinho recebe graças insignes que lhe indicam que Nossa Senhora quer que ali o culto a Ela refloresça.

Fixa-se o culto, ele manda construir a capelinha.

Mas as graças concedidas por Nossa Senhora aos fiéis ali são tantas, que em lugar de uma capelinha, dentro em breve está um magnífico mosteiro.

É a invocação de Nossa Senhora de Nazaré que se irradia por toda Cristandade.


 

Nossa Senhora do Círio de Nazaré. Belém/PA

O Estado do Pará, e mais especialmente a cidade de Belém do Pará, tem como padroeira Nossa Senhora de Nazaré.

Aqui há mais uma vez a afirmação do princípio residuum revertetur, quer dizer o resto voltará. A imagem foi completamente abandonada e voltou…

Ela fugiu, foi perseguida duas vezes. E em cada uma das duas vezes houve um reflorescimento da devoção a Ela.

Com isso se mostra que a Providência pode permitir que alguma coisa boa chegue ao ponto de sua extinção, porque Ela a prepara para voltar novamente a uma grande glória.

Aí vemos a inesgotável misericórdia de Nossa Senhora.

Mas também outro princípio: quando a gente está mal, quando a gente está num desastre, a gente deve fazer o possível para salvar tudo o que há de bom, porque depois isto vai ser semente para uma nova vitória e uma nova ressurreição.

Extraído de: Orações e milagres medievais (Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 22/05/67. Sem revisão do autor).


Outubro, mês do Rosário

15, outubro, 2010 8 comentários

Padre Wagner Augusto Portugal

Ó Mãe do Divino Amor, intercedei por nós. Faça aqui sua prece a Nossa Senhora

Outubro é o mês de Nossa Senhora Aparecida, é, ao mesmo tempo, mês de Nossa Senhora do Rosário, bem como é o mês de Nossa Senhora Rainha. Outubro é, como maio, um mês de Maria, ela que é a aurora da salvação, ela que é a missionária por excelência, ela que, com toda a disponibilidade, nos trouxe o Filho de Deus, o nosso Salvador.

Em suas diversas aparições a pessoas de fé, no decorrer da História, Maria sempre nos alertou sobre as misérias mundanas que podemos evitar, sanar, combater. Para isso um pedido constante dessa nossa mãe celeste é a oração.

O rosário é uma oração popular e justamente agradável a Deus. Como Maria é nossa medianeira, a oração do rosário, feita com verdadeira piedade, é uma alavanca que conseguirá remover do mundo tanta miséria e tanta violência.

Antes de concluir suas saudações nos diversos idiomas, durante a audiência geral realizada no dia 06 de outubro de 2010, na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI animou os fiéis a “redescobrir” a oração do terço.  ”Outubro é o mês do rosário, que nos convida a valorizar essa oração tão querida pela tradição do povo católico“, afirmou o Pontífice.

Recordando que no dia 7 de outubro celebra-se Nossa Senhora do Rosário, o Papa convidou-nos a “fazer do terço sua oração de todos os dias”. “Animo-vos a crescer, graças à oração do terço, no confiante abandono nas mãos de Deus”, prosseguiu. O Papa concluiu exortando a “fazer do terço uma contemplação constante dos mistérios de Cristo“.

Peçamos a Maria, Mãe Imaculada, em qualquer das invocações que o povo devoto lhe atribui, que nos ajude a ser missionários de seu Filho Jesus. E que, através da reza diária do Terço, saibamos fortalecer a nossa fé a cada dia. Que ela, através dos anjos, proteja todas as crianças e dê sabedoria aos pais e professores, para que possam lhes ministrar uma boa educação.

Fonte: Catequisar

Nossa Senhora do Rosário de São Nicolás na Argentina

16, julho, 2010 Sem comentários

“Santa Maria, nossa Mãe, em cada mistério do Rosário, nós nos oferecemos ao Salvador.

Viemos até vós desamparados. Rejubilamo-nos que, da cruz o Senhor vos confiou a missão de nos aproximar Dele e de Sua Igreja através da conversão e penitência. Encorajados pela confiança que vós nos inspirais, colocamos entre vossas mãos maternas nossas preocupações e os nossos medos.

No entanto, nós queremos imitar a vossa fidelidade a Deus, aceitando com humildade e amor todas as provas.

Nossa Senhora do Rosário de San Nicolás! com vossa presença renovai nossas vidas, aliviai a carga do nossos sofrimentos e nossas doenças, apoiai a nossa docilidade à graça e fortaleçei o nosso amor pelos outros, e nos fazei tornar testemunhas do amor do Pai, que não hesita por vós, a doar-nos a Jesus.” Amém

Fonte: Gloria TV

Festa de Maria Santíssima, Mãe de Deus

5, julho, 2010 2 comentários

Maria_TheotokosA invocação de Nossa Senhora, Mãe de Deus, remonta aos primeiros tempos do Cristianismo, tendo se difundido especialmente por ocasião do aparecimento da heresia de Nestório, Patriarca de Constantinopla, o qual negava a maternidade divina de Maria Santíssima.

O Concílio de Éfeso (antiga cidade da atual Turquia), em 431, condenou tal heresia, incentivando e difundindo aquela invocação mariana.

No Brasil, tornou-se famoso o Santuário da Mãe de Deus, edificado em 1679 na ilha de Cururupeva, no Recôncavo baiano, pelo Pe. Manuel Rodrigues. Ele visava dedicar, em terras brasileiras, à Rainha celeste, com a mencionada invocação, um santuário semelhante ao que existia em Lisboa, construído sob os auspícios da rainha Dona Leonor, esposa de Dom João II (1481-1495).

Já desde o século XVII, o povo da região do Recôncavo e o santuário da mencionada ilha comemovam a Mãe de Deus em festividade realizada no dia 10 de janeiro, a oitava de Natal, ocasião em que grande número de romeiros costumam acorrer àquele local para reverenciar a Virgem Santíssima.

Nossa Senhora, Mãe de Deus, é também padroeira das Catedrais de Porto Alegre (RS), Montes Claros (MG), Parnaíba (PI) e Paranavaí (PR).

* * *

O título Teotokos (Mãe de Deus, em grego) de tal maneira havia penetrado no espírito e no coração dos fiéis, que se armou um escândalo enorme no dia em que, ante Nestório, Bispo de Constantinopla, um sacerdote, porta-voz seu, teve a ousadia de pretender que Maria não era Mãe senão de um homem, porque era impossível que um Deus nascesse de uma mulher.

Ocupava então a sede de Alexandria um bispo, São Cirilo, suscitado por Deus para defender a honra da Mãe de seu Filho. Prontamente tornou pública sua estranheza: “Estou admirado de que haja homens que ponham em dúvida poder chamar-se Mãe de Deus à Santissima Virgem. Se Nosso Senhor é Deus, como poderá ser que Maria, a qual O deu ao mundo, não seja Mãe de Deus? Esta é a fé que nos transmitiram os discípulos, embora eles não utilizassem semelhante expressão; é também a doutrina que nos ensinaram os Santos Padres”.

Mae-de-Deus

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Nestório não admitiu qualquer retificação de suas idéias. O Imperador convocou então um Çoncílio, que inaugurou suas sessões em Éfeso, em 22 de junho de 431; presidiu-o São Cirilo, como Legado do Papa Celestino. Congregaram-se 200 Bispos: proclamaram que “a pessoa de Cristo é una e divina e que a Santíssima Virgem tem que ser reconhecida e venerada por todos como realmente Mãe de Deus”. E os Padres do Concílio, segundo narra a Tradição, para perpétua memória, acrescentaram à Ave Maria esta cláusula:

“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Oração que, desde então, recitam todos os dias milhões de almas para reconhecer em Maria a glória de Mãe de Deus, que um herege quis lhe arrebatar.

Em 1931, ao comemorar-se o décimo quinto centenário desse Concílio, julgou Pio XI que seria “útil e grato aos fiéis meditar e refletir sobre um dogma tão importante” como o da maternidade divina. Para que permanecesse um perpétuo testemunho de sua devoção mariana, escreveu aquele Pontífice a Encíclica Lux Veritatis, restaurou a Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, e, ademais, instituiu uma festa litúrgica que “contribuiria para o aumento da devoção à Soberana Mãe de Deus entre o clero e os fiéis, e que apresentaria a Santíssima Virgem e a Sagrada Família de Nazaré como um modelo para as famílias”.

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(Dom Prosper Guéranger,El Ano Liturgico, tomo V, El Tiempo después de Pentecostés, segunda parte, Editorial Aldecoa, Burgos, 1954, excertos das pp. 589-591).

Fonte: Páginas Marianas

Exortação a invocar Maria, a Estrela do Mar

14, junho, 2010 1 comentário

Nossa SenhoraE o nome da Virgem era Maria (Lc. 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. … Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despencar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem, era Maria”

Fonte: Lepanto

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