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Bispos devem emitir juízo moral em matéria de política, reitera o Papa Bento XVI

6, dezembro, 2010 Sem comentários

No final de novembro, o Papa Bento XVI recebeu um grupo de Bispos das Filipinas e no ao final de sua visita “ad limina”, o Santo Padre reiterou, como disse no último 28 de outubro a um grupo de prelados da CNBB, que os bispos têm o dever de “emitir um juízo moral também sobre coisas que afetam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”.

Em seu discurso em inglês, o Santo Padre explicou que “a Igreja sempre deve tratar de encontrar sua voz própria, porque é a proclamação o que faz que o Evangelho dê frutos que mudem a vida. Graças à clara apresentação do Evangelho da verdade sobre Deus e o homem, gerações de filipinos, religiosos e leigos, promoveram uma ordem social cada vez mais justa”.

Às vezes, continuou o Papa, “essa missão de proclamação corresponde também a questões pertinentes à esfera política. Não é motivo de surpresa, já que a comunidade política e a Igreja, embora justamente separadas, estão ao serviço do desenvolvimento integral de cada ser humano e da sociedade em seu conjunto”.

Ao mesmo tempo, o dever profético da Igreja requer que seja livre para pregar a fé, ensinar sua doutrina social e emitir um juízo moral também sobre coisas que afetam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”, acrescentou.

Para esta tarefa, o Papa pediu à “Igreja em Filipinas que busque desempenhar seu papel em favor da vida humana da concepção até a morte natural, e em defesa da integridade do matrimônio e da família”.

“Nestes âmbitos promovem verdades sobre a pessoa humana e a sociedade que se derivam não só da revelação divina, mas também da lei natural, uma ordem que é acessível à razão humana e portanto proporciona uma base para o diálogo e para o discernimento mais profundo por parte de todas as pessoas de boa vontade. Do mesmo modo, avaliação o trabalho da Igreja para abolir a pena de morte em seu país”.

Uma área específica onde a Igreja sempre deve encontrar sua voz própria “é a da comunicação social e os meios de informação. É importante que os leigos católicos peritos nas comunicações sociais ocupem o lugar que lhes corresponde para propor a mensagem cristã de uma maneira convincente e atrativa. Se o Evangelho de Cristo quer ser levedura da sociedade filipina, toda a comunidade católica deve prestar atenção à força da verdade proclamada com amor”.

O Papa Bento XVI exortou os bispos filipinos a “proclamar a palavra de Deus que dá vida”, ressaltando a tarefa da Igreja em “seu compromisso com as preocupações econômicas e sociais, em particular com respeito aos mais pobres e fracos da sociedade”.

Embora seja “alentador ver que este compromisso deu seus frutos, graças à participação ativa das instituições católicas de caridade de todo o país”, no entanto “muitos cidadãos ainda seguem sem emprego, e sem a educação ou os serviços básicos adequados”, disse o Santo Padre.

Finalmente o Papa elogiou os esforços dos bispos das Filipinas, sublinhando deste modo seu “compromisso permanente na luta contra a corrupção, conscientes de que o crescimento de uma economia justa e sustentável só será obtido quando houver uma aplicação clara e coerente do Estado de Direito em todo o país”.

Fonte: ACI Digital

Papa Bento XVI aos brasileiros: “Política e fé se tocam”

28, outubro, 2010 4 comentários


 

Papa Bento XVI: “em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum”.

Na manhã desta quinta-feira (28), o Santo Padre Bento XVI reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e eutanásia e conclamou os bispos brasileiros na missão de como pastores, orientar seu rebanho politicamente.

A promessa de Nossa Senhora de Fátima, sobre o triunfo de Seu Imaculado Coração mais uma vez se solidifica em nossas vidas. Acenda agora uma vela a favor do Brasil e do retorno da moral católica em nosso meio.

Todos os católicos precisam conhecer essa mensagem do Papa. Envie essa matéria para todos os seus amigos.










Leia na íntegra o pronunciamento do Papa Bento XVI:

“Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de

mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.


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Católicos precisam se unir em defesa da Igreja

16, abril, 2010 594 comentários
Não podemos ficar calados. Participe e divulgue.

Não podemos ficar calados. Participe e divulgue.



São Paulo, 15 de abril de 2010


Queridos (as) amigos (as) da Associação Devotos de Fátima,


Decidi escrever esta mensagem em nosso site, pois, com toda sinceridade, acho que não temos mais o direito de ficar em silêncio.

Imagino que você tem acompanhado as notícias dos jornais. Dia após dia, os perseguidores da Santa Igreja estão atacando e violentando nossa Fé.

E, para atingir este objetivo, eles têm disseminado uma enxurrada de calúnias covardes na mídia contra a dignidade do Papa, usando de pretexto exemplos pontuais de maus padres.

Mas, sabe o que é o pior de tudo?

É a falta de reação de certos meios católicos.

O normal seria que num momento desses todos se levantassem em defesa do Vigário de Cristo, usando de todos os meios lícitos para isso. Os jornalistas católicos deveriam escrever, os políticos católicos deveriam se manifestar, os religiosos articularem suas paróquias…

Mas o que é estamos vendo: apenas uma ou outra reação de segmentos isolados da sociedade.

Ora, somos ou não somos um país predominantemente católico?

Vamos ficar calados, assistindo esta violência bárbara contra o Papa e a Santa Igreja?

NÃO!

EM SÃ CONSCIÊNCIA, NÃO PODEMOS!

E digo ainda que, para um Devoto de Fátima, esta omissão seria ainda mais séria, pois seria como ignorar a visão profética que Jacinta, a menina vidente de Fátima, relatada pelas palavras abaixo:

“Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos que pedir muito por ele!”

Amigos (as), não podemos virar as costas para o Santo Padre. Por isso, estou contando com seu amor à Santa Igreja para fazermos o seguinte:

Inclua seu nome agora neste abaixo-assinado em defesa do Papa, promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Você pode fazer isto, clicando no botão abaixo (a página que abrirá é totalmente segura).

Eles levarão este abaixo-assinado ao Vaticano, como símbolo do apoio dos brasileiros ao Papa e à Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Por favor, inclua agora seu nome neste abaixo-assinado, clicando em qualquer um dos botões como este abaixo. É muito simples e rápido.


 

Mas, preciso ainda lhe fazer um pedido:

Depois de confirmar sua assinatura neste abaixo-assinado, convoque seus amigos católicos ou quem desejar para fazer o mesmo que você fez.

Indique no mínimo 5 pessoas na página que abrirá aqui (basta incluir o nome e o e-mail de cada uma delas). Repita a operação quantas vezes puder.

Se escolhi este espaço para escrever esta mensagem, é porque confio demais no apoio e na solidariedade de todos vocês, que tanto têm feito para que este apostolado se fortaleça e possamos difundir a mensagem de Nossa Senhora de Fátima e as aparições da Medalha Milagrosa.

LEMBRE-SE: Para assinar este abaixo-assinado em solidariedade ao Papa, não adianta apenas deixar seu comentário nesta matéria. É PRECISO INCLUIR SEU NOME NA PÁGINA DO INSTITUTO, CLICANDO AQUI.

Se os perseguidores do Papa e da Santa Igreja acham que vão nos silenciar, vamos mostrar o contrário a eles.

 

marcos luiz garciaEm Jesus e Maria,

Marcos Luiz Garcia
Orientador e Conselheiro de Campanhas
Associação Devotos de Fátima