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Textos com Etiquetas ‘Aparições’

Memórias da Irmã Lúcia (parte II)

14, março, 2010 Sem comentários

A irmã Lúcia nos conta em suas memórias o caso da conversão de uma mulher que sempre os insultava e perseguia os pastorinhos…

luciaaaHavia, no nosso lugar, uma mulher que nos insultava sempre que nos encontrava.

Um dia, quando ela saía de uma taberna, e como a pobre mulher não estava em si, dessa vez, não se contentou só em nos insultar.

Quando terminou, a Jacinta me disse:

- Temos que pedir a Nossa Senhora, e oferecer-lhe sacrifícios pela conversão desta mulher. Diz tantos pecados que, se não se confessa, vai para o Inferno.

Passados alguns dias, corríamos em frente da porta da casa desta mulher. De repente, a Jacinta pára no meio da sua corrida, e voltado-se para trás, pergunta:

- Olha! É amanhã que vamos ver aquela Senhora?

- É, sim. - Então, não brinquemos mais. Fazemos este sacrifício pela conversão dos pecadores.

A mulherzinha espreitava por um postigo da casa, e depois, dizia ela a minha mãe, que a tinha impressionado tanto aquela ação da Jacinta, que não necessitava de outra prova para crer na realidade dos fatos.

E, daí para o futuro, não só não insultava, mas pedia-nos continuamente para pedirmos por ela a Nossa Senhora, que lhe perdoasse os seus pecados.

Leia Memórias da Irmã Lúcia (parte I)

Participe da homenagem ao centenário da Beata Jacinta de Fátima – Clique aqui para saber como.

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Memórias da Irmã Lúcia

13, março, 2010 2 comentários

Nas memórias da Irmã Lúcia, ela nos nos conta como foi difícil enfrentar a reação de sua família diante da notícia das aparições de Nossa Senhora, pois ninguém acreditava nela e em seus primos, julgando que tudo não passava de fantasia de crianças.

[Extraído das Memórias da Irmã Lúcia]

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Escreve a Irmã Lúcia:

A notícia da Aparição de Nossa Senhora tinha se espalhado. Minha mãe começava a afligir-se, e queria, a todo o custo, que eu me desmentisse.

Um dia, antes que saísse com todo o rebanho, quis obrigar-me a confessar que tinha mentido. Não poupou para isso carinhos, ameaças, nem mesmo o cabo da vassoura.

 Não conseguindo obter outra resposta que um mudo silêncio ou a confirmação do que já tinha dito, mandou-me abrir o rebanho, dizendo que pensasse bem, durante o dia, que, se nunca tinha consentido uma mentira nos seus filhos, muito menos consentia agora uma daquela espécie; que a noite me obrigaria a ir junto daquelas pessoas a quem tinha enganado, confessar que tinha mentido e pedir perdão.
 
 Lá fui eu com minhas ovelhinhas; e nesse dia, já os meus companheiros me esperavam. Ao verem-me a chorar, correram a perguntar-me a causa. Contei-lhes o que se tinha passado, e acrescentei:


- Agora, digam-me como vou fazer?! Minha mãe quer a todo custo que diga que menti; e como vou a dizê-lo?

  Então o Francisco diz para a Jacinta:- Vês?! Tu é que tens a culpa! Para que o foste a dizer?! A pobre Jacinta, chorando, põe-se de joelhos, com as mãos postas, a pedir-nos perdão:- Fiz mal; – dizia, Jacinta chorando; – mas eu nunca mais digo nada a ninguém!Quem terá lhe ensinado a fazer esse ato de humildade?!
 
Não sei. Talvez por ver seus irmãozinhos pedir perdão a seus pais, na véspera de comungar; ou porque a Jacinta foi, segundo me parece, aquela a quem a Santíssima Virgem comunicou maior abundância de graças e conhecimento de Deus e da virtude.
____________________________
 

 Leia mais matérias especiais sobre as aparições de Nossa Senhora de Fátima, clicando aqui!
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PARTICIPE DA HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DA BEATA JACINTA DE FÁTIMA

10, março, 2010 2 comentários

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Em homenagem ao Ano do Centenário de Nascimento da Beata Jacinta vamos publicar o livro que contará sua história.

 Saiba como receber o seu livro, clique aqui

 Jacinta Marto é um dos três pastorinhos que viram Nossa Senhora de Fátima, em 1917.

 Sua história é impressionante, porém curta…

 Jacinta nasceu em 11 de março de 1910. Ela tinha apenas 7 anos quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez.

 Mas esta visão transformou a curta existência de Jacinta.

 A partir daí, ela aceita sofrer pelos pecadores para que se convertam.

 Jacinta, pequeníssima, ignorante, pobre e doente, se transforma em um gigante de virtude, um modelo universal de sabedoria, de riqueza interior e de força. 

Veja aqui como receber o livro da Beata Jacinta, pelo correio

 Nossa Senhora vinha visitá-la em sua enfermidade preparando-a para sofrimentos ainda maiores. Jacinta narrava à Lúcia, sua prima, essas visitas:

jacinta “…disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem a meus pais; que depois de sofrer muito, morro sozinha, mas que não tenha medo, que me vai buscar para o Céu”…

 E assim aconteceu. Jacinta foi para o Céu aos 10 anos de idade, em uma morte sofrida..

 Quero saber mais sobre a vida de Jacinta

 Como pode uma criança tão pequenina compreender a Mensagem de Fátima? Ela entendeu, pois era realmente especial.

 Por isso, Jacinta merece uma linda homenagem no ano em que seu nascimento completa 100 anos. Veja aqui como receber o livro de sua história e ajudar esta bela homenagem

 Nosso mundo está de cabeça para baixo, com crises econômicas, ambientais, ateísmo…

 E publicar a história de Jacinta é mais que uma homenagem, é também uma forma de divulgar a Mensagem de Fátima ao máximo de pessoas.

 Se você puder ajudar na produção deste livro e conseguirmos os recursos financeiros necessários, vamos:

  • Publicar um livreto contando fatos pouco conhecidos dessa pequena santinha, que além de ser uma protetora muito especial das crianças é a “heroína para a conversão dos pecadores”.
  • Promover sua distribuição gratuita especialmente entre as crianças e adolescentes, disponibilizando-o através de professores, educadores e catequistas, que poderão solicitá-lo pela Internet.
  • Celebrar missas especiais – na intenção de todos os participantes desta associação.

jacinta1Em agradecimento por sua ajuda, além de incluir seu nome nessas Missas, você vai receber em primeira mão o livreto da Jacinta, pelo correio, assim que ele for editado.

 Não deixe de ajudar a realizar esta grande homenagem.

 Certamente Jacinta tem algo muito especial para nos dizer.

 Quero ajudar esta bela homenagem a Beata Jacinta a se concretizar e receber o meu livro

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O verdadeiro feitio moral de Santa Bernadette

6, março, 2010 4 comentários
Sainte_Bernadette_Soubirous_55Sobre a vida Santa Bernadette Soubirous, Virgem, a quem Nossa Senhora apareceu, em Lourdes, o conceituado hagiógrafo Rorbacher diz o seguinte:

“Bernadette Soubirous era uma criança em tudo igual às outras. Nela só se destacavam a expressão do olhar de invulgar inocência”.

“Na primeira aparição, Bernadette só pode fazer o Sinal da Cruz depois que Nossa Senhora o fez. Mas segundo numerosas testemunhas, depois dessa visão, em toda a vida de Bernadette, seu Sinal da Cruz era inigualável e realmente inesquecível. Um sinal inimitável, pois a vidente o aprendera com a Santíssima Virgem.”

“Uma ocasião, no convento, insistiam com a Irmã Bernarda para que dissesse como era o vestido com o qual Nossa Senhora lhe aparecia. Uma das religiosas dizia que era desta fazenda, outra, daquela. Respondeu-lhe Bernadette: `Eu não disse que o vestido era disso ou daquilo. Era de um pano que nunca vi. Ademais, se querem saber tanta coisa, fazei Nossa Senhora voltar outra vez e vede bem’.

“Grande era sua humildade. Quando alguém a procurou certa vez para que dissesse algumas palavras de edificação às noviças, respondeu sorrindo: `Ai, nada sei. O que se pode arrancar de uma pedra, minha Irmã?’

Perguntou-lhe sua superiora se não se sentia orgulhosa por ter sido escolhida por Maria para lhe ser a confidente. Respondeu: `Que idéia a senhora faz de mim? A Santíssima Virgem escolheu-me porque eu era a mais ignorante. Se Ela achasse uma outra mais ignorante do que eu, ter-lhe-ia escolhido certamente.’”

“Os contínuos sofrimentos e vômitos de sangue aniquilavam lentamente a vidente. Seu aspecto físico demonstrava esse aniquilamento e a santa, ao lado disso, buscava apagar-se no convento. Conseguiu-o de tal maneira que uma postulante, ao entrar para o convento, declarou que queria conhecer Bernadette, Justamente quando ela passava no momento, a mostraram dizendo: “Bernadette, é isto” (“Bernadette, c’est ça”).”

Quando a gente lê qualquer vida dos santos, a gente fecha o livro exclamando: Que grande santo! Porque o santo é uma tão grande coisa que sempre que a gente lê, a gente diz: eu não pensava que isto existisse.

Santa Bernadette era uma camponesa de uma zona dos Pirineus meio espanholada e que constitui uma síntese entre a Espanha e a França. Ela tinha mais cara de francesa até do que de espanhola.

O rosto é ligeiramente dado para o quadrado, traços regulares e bem feitos, um olhar preto, grande, e com uma fixidez hispânica que o olhar francês não tem.

O olhar francês é muito rápido e passa de um lado para outro. Ela tem um olhar espanhol que crava as verrumas e que olha mesmo. Ela possuía um nariz espanhol, que é um traço de coerência de toda a fisionomia.

O feitio de espírito dela era taxativo. Era de dizer as coisas no duro. Era ela uma pessoa educada com muita simplicidade, tinha muita elevação de alma, mas o que ela pensava, ela dizia mesmo.

O todo dela era de um degagé completo: como quem no fundo não pretende ser nada. Ela era humilde diante de todo mundo, mas no serviço de Nossa Senhora. Por exemplo: ela ia para as aparições e podia se envaidecer, porque imagine uma multidão enorme ali reunida para vê-la falar com Nossa Senhora!

Quanto mais pequena é a cidade da gente, mais a gente dá importância a ela. É mais fácil um paulistano falar mal de São Paulo, do que um birigüense falar mal de Birigüi.

Então, compreende-se o que seria para Santa Bernadette, Lourdes inteira estar ali. Era uma coisa colossal.

Mas, ela não se envaidecia, não dava importância nenhuma, continuava a ter toda a naturalidade diante de todo mundo. Chamada pela polícia para tratar das suas revelações, ela se portava em relação aos policiais com desassombro e naturalidade extraordinários.

Entretanto, em relação aos pais e às pessoas respeitáveis, como o vigário dela e sua superiora religiosa, era um modelo de respeito e obediência.

Aí está bem o espírito de verdadeira ultramontana, da verdadeira católica, da verdadeira santa, que não liga para as pompas deste mundo; que não dá importância a ser tida em grande ou pequena conta e que por causa disso calca tudo aos pés.

Porque se eu dou importância a que me aplaudam, acabo não tendo liberdade de me mover a não ser na medida em que aplaudirem. Eu danço conforme tocam.

Para eu ter sobranceria, é preciso não ligar ao mundo. Gostou? Gostou. Não gostou? Gostasse. Eu sou assim e faço assim porque cumpro meu dever, porque a Santa Igreja Católica manda. Você achou feio? Fique achando, porque a coisa é exatamente assim: essa era esta atitude de Santa Bernadette Soubirous.

Mas, diante das autoridades legítimas, o sumo de obediência e respeito, porque um há princípio sobrenatural em jogo. Para os fatores meramente humanos, zero. Para aquilo que tem uma raiz religiosa e que vem de Deus, todo o respeito devido.

Santa Bernadette Soubirous converteu inúmeras pessoas durante as visões por causa do Sinal da Cruz. Ela tomou um amor ao sofrimento, um amor à cruz de Cristo, de onde algo da unção de Nossa Senhora passava por ela quando ela fazia o Sinal da Cruz.

A vida inteira foi para todos uma edificação ver como ela fazia o Sinal da Cruz, que tantas vezes a gente faz sem dar importância.

Santa_Bernadette,_religiosa_em_NeversQuando começava a visão, ela se transfigurava. E ela, simples camponesa, tornava-se de uma majestade que impressionava todo mundo. Uma senhora da sociedade que a viu durante a revelação, disse que nunca viu uma moça da aristocracia que tivesse o porte e a figura de Santa Bernadette durante as revelações. Porque ela estava tratando com a Rainha do Céu e da Terra algo de régio esta Rainha comunicava a alma dela um estado de virtude.

Muita gente vendo isto percebia que Nossa Senhora estava falando com ela. Não porque visse Nossa Senhora, mas porque via nela um espelho de Nossa Senhora. E ela era uma espécie de Speculum Mariae, na ocasião das revelações.

As virtudes de Nossa Senhora se comunicam aos seus devotos, e os seus devotos inalam aquilo que está em Nossa Senhora. Há uma comunicação de Nossa Senhora a seus devotos que é admirável.

Santa Bernadette tinha uma nota de comicidade e de polemismo que às vezes chegava até o pontiagudo e que indica o temperamento borbulhante dela.

Por exemplo seu dito: “Se quiserem saber tanto sobre Nossa Senhora, tratem de ver que Ela apareça”. Ela tinha muitos ditos engraçados assim. A superiora dela várias vezes burilou, poliu e no fim ela deixou.

Nossa Senhora escolheu-a porque era ela a mais ignorante de Lourdes. Ela era uma boa menina, mas não era uma santa antes das revelações. Nossa Senhora a escolheu, porque um dos argumentos extraordinários para confirmar as revelações era a ignorância dela.

Santa Bernadette era muito baixinha, viva, mas passava facilmente desapercebida.

A Santa Bernadette Nossa Senhora revelou um segredo e sobre este segredo ela nunca disse nada.

Então, três grandes aparições mariais, as três com segredos: Nossa Senhora da Salette: segredo; Nossa Senhora de Lourdes: segredo; e Nossa Senhora de Fátima: segredo.

Peçamos a Santa Bernadette que nos obtenha uma grande devoção a Nossa Senhora; que faça com que cada vez mais se dê essa comunicação das virtudes de Nossa Senhora para nós.

 

Fonte : Blog Lourdes 150 Aniversário das Aparições


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Ondas de falsas aparições marianas: saiba discernir a farsa da verdade

5, março, 2010 2 comentários

Nesta seção (aparições) temos reproduzido aparições de Nossa Senhora, todas comprovadas e aprovadas pela Santa Igreja. Entretanto precisamos saber discernir as verdadeiras das pseudo-aparições.

glory4Tem havido casos, na bimilenar história da Igreja Católica, de falsas aparições da Santíssima Virgem que se acumulam umas sobre as outras, numa montanha impressionante de invenções e incoerências.

As guerras, com toda sua seqüência de mortes, fome, doenças, etc., criam muitas vezes um clima psicológico pelo qual todo refúgio aparentemente sobrenatural é considerado bem-vindo, sem a devida prudência. O mesmo acontece com outras tragédias.

Por vezes, mesmo sem guerras nem tragédias, basta certas condições psicológicas se juntarem, e regiões inteiras ou setores consideráveis da população tornam-se propensos a acreditar qualquer coisa que pareça ter um selo divino.

Dado o pecado original e a miséria humana, nesse ambiente psicológico excitado acontece às vezes que supostas aparições marianas começam a se produzir em série, umas cavalgando as outras, numa espécie de competição para ver quem diz o mais extravagante, mais sonoro, mais original. Muitas vezes o incoerente e estranho não é o que “diz” a Virgem, mas sim detalhes da forma, local, duração ou repetição das aparições.

Uma típica falsa aparição

Exemplifiquemos com três relatos extraídos do livro Enquête sur les apparitions de la Vierge, de Ives Chiron.

O primeiro se deu no final do século XIX. A França acabara de perder uma guerra para a Alemanha, e duas de suas províncias próximas à fronteira foram incorporadas ao recém-criado Império Alemão. Numa delas, na cidadezinha de Neubois, traumatizada pelos acontecimentos, quatro meninas de 7 a 11 anos disseram ter visto a Virgem no monte Frankenburg.

Uma afirmou ter visto uma dama branca; outra, a mesma dama, mas com um soldado ao lado; as outras duas se referiram à dama com vários soldados. No depoimento de uma menina, a dama branca tinha na mão uma espada, e com ela golpeava os soldados; e estes, como por acaso, usavam o capacete pontiagudo característico do exército alemão; depois a dama avançou rumo à menina, que saiu correndo espantada. Dias depois, outras duas meninas disseram ter visto uma dama avançando rumo a elas, que fugiram espavoridas.

Nos cinco anos seguintes, multiplicaram-se em ritmo crescente os relatos de diversas aparições deste gênero, todas em localidades muito próximas. 48 crianças, 8 adolescentes e 31 homens ou mulheres de Neubois afirmaram ter visto a dama. Além deles, outras 60 pessoas da vizinhança disseram o mesmo. Uma delas chegou a dizer que viu a aparição 153 vezes!

Nada menos que 147 pessoas alegaram tê-la visto. Para complicar a situação, as novas autoridades alemãs eram claramente anticatólicas, chegando a proibir a ida ao monte Frankenburg. O bispo local se viu obrigado a prodígios de diplomacia para não parecer favorável aos anticatólicos, mas ao mesmo tempo não acreditava em aparições claramente contraditórias e nada verossímeis. Não podendo ele mesmo condenar as aparições por meio de uma comissão regular, o fez através de condenações lançadas pelos párocos locais.

Como toda mentira, as aparições cansam e se desinflam sozinhas. Bem ao contrário das verdadeiras aparições mariais, que, com o tempo, atraem cada vez mais pessoas. As falsas suscitam a curiosidade no momento, depois as pessoas se desinteressam com a mesma velocidade com que se interessaram. No final restou um núcleo mínimo de “crentes”, cujos descendentes até hoje defendem as supostas aparições.

A pseudo-aparição de Ezquioga

Outro exemplo do mesmo teor foram as aparições de Ezquioga, na Espanha, no século XX. O país tinha vivido a queda da monarquia em abril de 1931 e a vitória eleitoral da esquerda em 28 de junho, e já no dia 30 de junho se deu a primeira pseudo-aparição. A vitória da esquerda prometia a perseguição violenta à Igreja, que de fato veio com milhares de mártires, dos quais centenas foram canonizados ou beatificados. Nesse ambiente de perseguição iminente, começaram as supostas aparições a pulular.

333Primeiro foram duas crianças de 11 e 7 anos, que disseram ter visto a Virgem sobre uma árvore. Afirmaram tê-la visto quatro dias seguidos, sendo que no último compareceram cerca de 500 pessoas ao local da aparição. Aqui começam a se multiplicar os videntes, que chegaram a ser em torno de 150, todos de localidades muito próximas. Nesse ambiente exaltado não faltou uma suposta estigmatizada, que se revelaria falsa. As mensagens eram todas do gênero “vem um grande castigo”, às quais se misturavam revelações mais concretas, tipo “tal cidade será destruída pela guerra”.

Para a autoridade religiosa local, o mesmo problema. Os comunistas tinham exilado o bispo, que morava na França perto de sua diocese. Não acreditava nas aparições, mas ao mesmo tempo não queria parecer um aliado dos comunistas, que por princípio negam todo o mundo sobrenatural. Com firmeza e delicadeza ele tomou medidas, interrogou os supostos videntes, analisou os fatos. Ao final, diante dos disparates e contradições evidentes, pediu a todos os visionários que se retratassem. Estes se negaram, por isso o dossiê foi enviado a Roma. Em 1934 Roma condenou as supostas aparições.

Discernir o que é falso e o verdadeiro

Não pensemos que este tipo de fatos só acontecia antigamente, e que hoje, com a televisão, a internet e demais avanços técnicos eles não existem. Pelo contrário, num ambiente de confusão religiosa e de crise na Igreja eles se multiplicam. Por exemplo, tomemos uma série de aparições na Irlanda em 1985. Começou com uma “aparição” da Virgem a uma menina de 17 anos em Melleray.

Três dias depois, duas crianças de 11 e 12 anos disseram tê-la visto. Em seguida o mesmo padrão se repetiu e se multiplicaram os videntes. Em numerosas localidades alegou-se aparição similar, todas perto uma da outra. São mensagens diversas, mas sempre do mesmo gênero “virá um grande castigo”. O bispo local, se bem que ainda não tenha condenado oficialmente as aparições, tem advertido o povo a respeito delas.

Um problema geralmente se põe para o católico diante desse tipo de pseudo-aparições, e é o mesmo que tinham os bispos concernidos nos casos relatados. Por um lado, não devem eles colaborar com os ateus e outros que a priori negam a possibilidade de aparições, de que venha um castigo pelos pecados dos homens, e que há muita necessidade de mais oração e mais penitência. Mas o católico não pode também acreditar em aparições nas quais carecem o bom senso, a coerência, uma finalidade clara, e em que se apresentam bizarros personagens em busca de notoriedade.

Num momento assim, mais do que nunca, devemos pedir a Nossa Senhora a virtude da prudência, pela qual saibamos navegar entre esses dois erros que podem afetar seriamente nossa vida espiritual. Peçamos a Ela o discernimento necessário para não darmos argumentos a nenhum dos dois lados, mantendo a firmeza doutrinária que deve caracterizar todo católico.

E sempre podemos repetir, àqueles que nos incitam a tomar uma posição imediata e precipitada diante dos fatos, que faremos como sempre fizeram os bons católicos, ou seja, esperar com confiança e paciência o juízo da Igreja, Mestra de Sabedoria. Ela sempre saberá indicar para seus filhos o caminho correto rumo ao Céu.

É preciso por fim considerar que as falsas aparições muitas vezes visam criar um clima de descrédito que prejudique as verdadeiras. Assim, aparições evidentemente verdadeiras, como as de Fátima, Lourdes, La Salette, da Medalha Milagrosa, podem ficar atingidas por um clima “aparicionista” despropositado.

[por Valdis Grinsteins, extraído de Catolicismo]

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Você conhece a história das Aparições de Fátima?


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Hoje é o dia de Nossa Senhora de Lourdes

11, fevereiro, 2010 4 comentários

Lourdes 16-07-2005

Exatamente há 152 anos, em 11 de Fevereiro de 1858, uma jovem garotinha francesa, chamada Bernadette Soubirous, teve a primeira de uma série de visões que mudariam o futuro da humanidade.

Eram as aparições de Nossa Senhora de Lourdes, que, juntamente com as de Fátima, compõem a importante mensagem de alerta que Nossa Senhora desceu dos Céus para transmitir a nós, seus filhos.

Até os dias de hoje milhares de pessoas peregrinam a cidade de Lourdes, em busca das graças concedidas por Maria Santíssima, através da fonte de água que jorra da gruta onde aconteceram Suas aparições.

Não faltam relatos de curas inexplicáveis que deixam até os cientistas mais céticos perplexos.

Hoje, dia de Nossa Senhora de Lourdes, a Associação Devotos de Fátima convida todos os filhos devotos de Nossa Mãe do Céu a fazer uma oração a Ela.

Em uma Santa Missa que faremos celebrar em homenagem a Ela, vamos pedir as graças que mais precisamos e aproveitar para pedir que a humanidade se conscientize e se aproxime de Deus, conforme a Nossa Senhora nos suplicou em Suas aparições.

Em razão deste dia tão especial, preparamos também um presente para você que acompanha este boletim:


Leia abaixo a história de TODAS as aparições que Nossa Senhora fez em Lourdes.



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1ª aparição — à procura de gravetos para suportar o frio


Lourdes, Massabielle em 1858

Lourdes, Massabielle em 1858

Santa Bernadette registrou a primeira aparição da seguinte maneira:

Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía. Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.


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2ª aparição — Santa Bernadete queria tirar a limpo que não fosse uma ilusão


Santa Bernadette com Nossa Senhora

Santa Bernadette com Nossa Senhora

Conta Bernadette: “A segunda vez foi no domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me tinha enganado. Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta.

Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama”.

Somente Santa Bernadette via e ouvia Nossa Senhora.

“Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água.

Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos. Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia.

Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada”.


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3ª aparição — Nossa Senhora fala pela primeira vez


 Nossa Senhora das Graças em Lourdes

Nossa Senhora das Graças em Lourdes

As duas primeiras aparições transcorreram no silêncio. Nossa Senhora nada falou. Ela só revelaria seu nome no fim das aparições.

Foi só na terceira ocasião que Ela disse uma coisa para Santa Bernadette. Eis como a própria Santa contou:

“Ela só me falou na terceira vez.

Foi na quinta-feira seguinte: Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito.

Tendo chegado lá, comecei a recitar o terço. Após ter rezado a primeira dezena, vi a mesma Dama. Transmiti esse pedido à Senhora.

Ela se pôs a sorrir, e me disse que aquilo que tinha para me dizer, não era necessário escrevê-lo. Mas perguntou-me se eu queria conceder-lhe a graça de voltar ali durante quinze dias. Eu lhe respondi que sim”.

Segundo Santa Bernadette, Nossa Senhora aparecia tal qual é representada na Medalha Milagrosa (veja aqui como receber a sua, pelo correio), mas sem os raios que saem das mãos.


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4ª aparição — no primeiro dia da quinzena


A gruta de Lourdes

A gruta de Lourdes

A 4ª aparição foi silenciosa, Bernadette “saudava com as mãos e a cabeça. Dava gosto vê-la. Era como se na vida toda não tivesse feito outra coisa que não fosse aprender a fazer esses cumprimentos”, testemunhou Josèphe Barinque, uma vizinha.

Bernadette tinha um círio bento aceso. Este gesto, copiado em seguida pelos que assistiam às aparições, inspirou o costume atual de levar velas e acendê-las diante da gruta.







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5ª aparição — Nossa Senhora revela uma oração especial para Santa Bernadette


Lourdes

Lourdes

Bernadette chegou à gruta por volta das 6:30h, desta vez havia cerca de 30 testemunhas. Teve um êxtase de 40 minutos.

Voltando para casa com sua mãe, confiou-lhe que a Senhora “teve a bondade de ensinar-lhe, palavra por palavra, uma oração somente para ela”. Ela a rezou todos os dias de sua vida, sem nunca revelá-la.




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6ª aparição — Nossa Senhora pede rezar pelos pecadores. A polícia proibe voltar.


Delegado, Dominique Jacomet

Delegado, Dominique Jacomet

A Dama se apresentou a Bernadette pela manhã, por volta das 7:10h. Cerca de 100 pessoas estavam no local.

A privilegiada vidente escreveu: “Esta rainha misericordiosa me disse também para rezar pela conversão dos pecadores. Ela me repetiu várias vezes essas mesmas palavras”.

Santa Bernadette repetiu que, em mais de uma vez, Nossa Senhora “disse-me também que não me prometia tornar-me feliz neste mundo, mas no outro”.

A cidade Lourdes entrou em alvoroço. Circulavam as mais dispares interpretações sobre quem ou o quê era essa Dama de branco. Os anti-católicos não suportavam a retomada do fervor católico.

À tarde, o delegado de polícia Dominique Jacomet submeteu a vidente a um grosseiro e ameaçador interrogatório, exigindo-lhe que se retratasse, sob pena de prisão.

Bernadette não se intimidou e respondeu com segurança, desmontando suas ciladas. No fim do interrogatório, o policial a proibiu de voltar à gruta. O pai da vidente cedeu à pressão, e também proibiu.


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7ª aparição — Nossa Senhora dá três segredos.


Dr Dozous, responsável pela análise de Bernadette

Dr Dozous, responsável pela análise de Bernadette

Cerca de 150 pessoas foram até a Gruta por volta das 6h. O médico municipal, Dr. Pierre Dozous, de início um cético em relação às aparições, relatou:

“Eu consegui me posicionar muito perto de Bernadette Soubirous. [...] Ela fazia continuamente reverências graciosas e respeitosas em direção ao nicho. [...] Logo apareceram no seu rosto as mutações de que me tinham falado, refletindo precisamente a visão que ela tinha. [...] Parecia quase ver-se o que a criança via. [...] Tudo com uma verossimilhança que a maior das atrizes não conseguiria atingir. [...] Eu me inclinei perto dela e medi seu pulso: era quase normal. [...] Para ir mais fundo, observei os reflexos dos olhos. Também ali não apareceu anomalia alguma. [...]”.

O Dr. Dozous, na realidade, tinha sido industriado para elaborar um relatório provando que a vidente era doente, mental ou fisicamente. Ele acabou elaborando um diagnóstico por escrito que atestava um estado de saúde inteiramente normal de Santa Bernadette durante a aparição.

Naquele dia, Nossa Senhora confiou três segredos a Santa Bernadette.

“Ela me deu três segredos que me proibiu de contar”, disse Santa Bernadette. Ela jamais os revelou.

Interrogada, explicou: “Eles só se referem a mim, não são nem sobre a Igreja, nem sobre a França, nem sobre o Papa”.


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8ª aparição — Penitência, penitência, penitência!


Santa Bernadette

Santa Bernadette

Aquele dia tinha afluído uma pequena multidão.

Contou Jean-Baptiste Estrade, cobrador de impostos em Lourdes, que pouco tempo depois de ter entrado em êxtase, como alguém que recebe uma má notícia, Santa Bernadette deixou cair os braços, e abundantes lágrimas começaram a correr pela sua face.

Ela subiu de joelhos o aclive que precede a cavidade, osculando a cada passo o chão. Voltou-se depois em direção à multidão de 300 pessoas. Com a voz marcada pelos soluços, referiu à multidão o pedido de Nossa Senhora:

―“Penitência, penitência, penitência!”; e “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”; além da recomendação de “beijar a terra em penitência pelos pecadores”.



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9ª aparição — Nossa Senhora manda se lavar na fonte e comer grama.


Fonte de Lourdes nos dias de hoje

Fonte de Lourdes nos dias de hoje

A afluência de público atingiu aproximadamente 350 pessoas. Bernadette obedecia em êxtase às ordens da nobre Senhora, subindo até a gruta e beijando a terra com uma agilidade surpreendente.

Eis o que narrou a Santa:

“A Senhora me disse que eu deveria beber da fonte e lavar-me nela. Mas, como não a via, fui beber no Gave. Ela me disse que não era ali, e me fez um sinal com o dedo para ir à gruta, mostrando-me a fonte. Eu fui, mas só vi um pouco de água suja. Parecia lama, e em tão pequena quantidade, que com dificuldade pude colher um pouco no côncavo da mão. Eu me pus a arranhar a terra, até poder colhê-la, mas três vezes a joguei fora. Foi só na quarta vez que pude bebê-la, de tal maneira estava suja”.

Nossa Senhora ordenou também a Bernadette comer grama da gruta. “Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber. Foi só uma vez, ignoro por quê”.

Certa vez interrogada, ela explicou:

“A Senhora me levou a fazê-lo, com um movimento interior”.

Nossa Senhora pediu-lhe que se lavasse com aquela água: “Ide a beber da fonte, e lavai-vos ali”. Seu rosto ficou então enlameado.

A multidão não compreendia o que se passava, e começou a achar que a vidente estava louca. A cena, uma das mais transcendentais na história de Lourdes, num primeiro momento desiludiu a todos.


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10ª aparição — Santa Bernadette manda os presentes imitarem seus atos de piedade.


Fiéis na Gruta

Fiéis na Gruta

Uma massa compacta de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30h.

Por 15 minutos, Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes.

Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência.Só na segunda vez os presentes obedeceram.

A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada da Gruta de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todo o mundo.


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11ª aparição — os presentes voltam a imitar os atos de piedade da Santa.


Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível. Cerca de 1.200 pessoas se encontravam na Gruta desde o amanhecer.

Bernadette chegou às 7h. Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes. Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.


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12ª aparição — única assistida por um sacerdote. Primeiro milagre.


Velas acesas na gruta

Velas acesas na gruta

Desta vez, o pai de Santa Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1.500 pessoas.

A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas na hora de rezá-lo, a Dama lhe perguntou: “Onde está o teu terço?”. Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: “Usai-o”.

A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta.
O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes, por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Pe. Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local. Ele escreveu:

“Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!”.

Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente!


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13ª aparição — Nossa Senhora pede uma capela e a procissão. Pároco não acredita.


Procissão em Lourdes

Procissão em Lourdes

Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. Havia por volta de 1.650 pessoas.

“Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui”.

Santa Bernadette contou como cumpriu essa missão:
“Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que uma Dama me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Dama. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar”.

“A Dama disse: ‘Devem vir aqui em procissão’” — contou a vidente ao pároco, Pe. Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.


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14ª aparição — pároco zomba dos pedidos


Paroco de Lourdes, Pe Dominique Peyramale

Paroco de Lourdes, Pe Dominique Peyramale

Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: “Não me apareceu”.

No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora. Retornou à gruta, e desta vez A viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco: “Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas Ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que Ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir”.

Fechando a questão, o Pe. Peyramale orientou: “Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta”.

No inverno, isso equivalia a pedir um absurdo.


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15ª aparição — última da “quinzena”.


Vitral da Basílica, Lourdes

Vitral da Basílica, Lourdes

A quinzena de aparições concluiu-se no dia 4 de março. Desta vez reuniram-se entre oito e vinte mil pessoas, segundo as versões. Havia avidez de um milagre.

Santa Bernadette foi amparada por um grupo de guardas que continha a multidão. O êxtase durou quase uma hora, sem que acontecesse algo excepcional.

No fim, Santa Bernadette disse: “Oh, sim, Ela vai voltar. Mas agora já não é mais necessário que eu vá à gruta. Quando Ela voltar, então será necessário que eu retorne à gruta. Ela far-me-á saber”.

* * *

A “quinzena” terminou assim.

Entretanto Nossa Senhora voltou a aparecer na gruta para Santa Bernadette em mais três ocasiões.

Foi nestas vezes que a série de manifestações extraordinárias de Nossa Senhora atingiu seu ponto culminante.


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16ª aparição — a coroação das aparições.


Lourdes

Lourdes

Durante 20 dias, Bernadette não retornou à gruta. Nesse período as curas iam se multiplicando. Ao mesmo tempo iam se arrefecendo as resistências do pároco.

Santa Bernadette voltou a sentir o chamado de Nossa Senhora nas primeiras horas da festa da Anunciação, em 25 de março.

Então ela foi a Massabielle. Como sempre, Santa Bernadette puxou o terço. Pouco depois entrou em êxtase. Ela própria nos conta o que se deu entre ela e Nossa Senhora.

“Depois dos quinze dias, eu lhe perguntei de novo seu nome, três vezes seguidas. Ela sorria sempre. Por fim ousei uma quarta vez, e foi então que Ela, com os dois braços ao longo do corpo (como na Medalha Milagrosa), levantou os olhos ao Céu e depois me disse, juntando as mãos na altura do peito, que Ela era a Imaculada Conceição.

Então eu voltei de novo à casa do senhor pároco, para lhe contar que Ela me tinha dito que era a Imaculada Conceição. Ele me perguntou se eu estava bem segura. Respondi que sim, e que para não esquecer essa palavra eu a tinha repetido durante todo o caminho.

O pároco custou a conter as lágrimas.

“Ela quer mesmo a capela”, murmurou Santa Bernadette.

A partir desse momento, o sacerdote mudou de atitude.


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17ª aparição — quarta-feira, 7 de abril.


Velas em Lourdes

Velas em Lourdes

A Virgem chamou Santa Bernadette durante a noite de 6 de abril. Tendo-se espalhado que a vidente iria à Gruta, 1.200 pessoas já a aguardavam quando ela chegou por volta das 6h.

O êxtase durou 45 minutos.

Bernadette juntou as mãos sobre o fogo de uma vela, como para protegê-lo do vento. A chama encostava na pele das mãos e saía entre seus dedos.

“Está se queimando!”, bradou alguém. Mas a vidente prosseguia insensível.

O médico verificou depois que ela não tinha sofrido qualquer queimadura.




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18ª e última aparição ― quinta-feira, 16 de julho.


Gruta de Lourdes fechada com cerca

Gruta de Lourdes fechada com cerca

A última aparição aconteceu com um intervalo de algumas semanas em relação à anterior.

O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.

A Gruta tinha sido fechada com uma cerca de madeira, por ordem das autoridades hostis à aparição.

Bernadette passou então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram.

Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições.

Terminado o êxtase, e voltando a casa, ela confidenciou:

“Eu não via a cerca nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.


Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!

Veja a Gruta de Lourdes abaixo:


 

Fonte: Blog Lourdes

Acenda uma Vela em honra de Nossa Senhora de Lourdes

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Nossa Senhora da Vitória abriu as portas de Málaga aos exércitos católicos

8, novembro, 2009 Sem comentários

padroeira_de_Malaga,_EspanhaEm 1487 iniciou o rei católico Fernando o sítio de Málaga com um exército imponente.

Uma vez estabelecido na proximidade, procurou persuadir seus habitantes a que lhe entregassem a praça, para evitar as destruições de um sítio.

O tirano que dominava a cidade, Hamet el Zegrí, mandou degolar os que participavam das tratativas, e então o Rei intimou a cidade a se render, mas ela se recusou.

Deu início então ao sítio, instalando diante dos muros de Málaga seus efetivos, e em meio a eles uma espécie de templo, onde mandou pôr uma imagem da Virgem, que sempre levava consigo.

Começou uma luta duríssima, em que a artilharia tinha muita parte. Antes de continuar a destruição da cidade, ainda foi feita uma segunda intimação a Zegrí, que a rechaçou mandando degolar uma comissão de muçulmanos que quis mostrar-lhe o perigo de prolongar um sítio sem esperanças de vitória.

Obstinou-se na luta, apesar das muitas derrotas, praticando crueldades contra os seus. Depois do fracasso de uma sortida, fechou-se numa torre-fortaleza fora da cidade, abandonando-a à sua própria sorte.

NossaSenhoraVitoria,_Malaga,_EspanhaAo se verem livres do jugo de Zegrí, os mouros pediram ao Rei que os deixasse voltar para a África ou viver em Castela, o que lhes foi recusado.

Declararam então os da cidade sitiada que, se não obtivessem isso, enforcariam nas ameias quinhentos cristãos cativos, ateariam fogo à cidade, exterminando suas famílias, e tratariam de morrer matando.

Estavam assim as coisas quando, a 18 de agosto, de improviso se rendeu a praça.

Nela entraram imediatamente as tropas castelhanas, pondo a cruz nas torres do forte. Diante dele se ajoelharam os reis católicos e foi cantado o Te Deum.

Isabel e Fernando atribuíram a um milagre da Santíssima Virgem esse triunfo.

Para perpétua memória, em ação de graças mandaram edificar um templo no local em que estava a santa imagem que levavam. Desde então recebeu o nome de Nossa Senhora da Vitória, com o qual até hoje é venerada como padroeira de Málaga.

(Extraído do blog Orações e milagres medievais)

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