Os doze emblemas da Santíssima Virgem – parte III

IV – Arco-íris

O primeiro ato de Noé, após sair da arca, foi construir um altar e oferecer um sacrifício a Deus, pois era homem justo. “Justo”, na Sagrada Escritura, exprime retidão no agir ou no proceder.

Este ato de homenagem e gratidão agradou muito ao Senhor. Em compensação, ele fez a promessa a Noé: “Eu não amaldiçoarei mais a Terra em razão da maldade dos homens. Não mais enviarei, pois, açoite sobre os viventes como fiz agora. Em nenhuma parte do mundo faltará a semente e o mel, o frio e o calor, o verão e o inverno, a noite e o dia” (Gen. 8, 21-22). Abençoou Noé e seus filhos, dizendo:

“Crescei e multiplicai-vos, enchei toda a Terra, exercei vosso domínio sobre todos os animais. Eis que estabeleço uma aliança convosco, e este é o sinal de que haverá entre mim e vós, e toda alma viva de geração em geração: Porei meu arco entre as nuvens, e quando ele aparecer, recordar-me-á da aliança que vos prometi, e não voltarão mais as águas do dilúvio a destruir toda a terra” (Gen. 9, 9-13).

1. O arco-íris é um gracioso fenômeno. Segundo a ciência, é produzido pelos raios do sol que, atravessando as nuvens densas de vapor de água, se decompõem em suas cores simples. Anuncia o fim da tempestade e o começo da serenidade.

Ora, a presença de Maria Santíssima em qualquer lugar da Terra anuncia o fim da “tempestade” de castigos, suscitada pelos pecados, e o começo de um tempo bom que nunca haveria de ser alterado.

2. O arco-íris é como um arco cintilante que une a Terra ao Céu. Nossa Senhora é um “arco” de irisações divinas. Reconciliou a Terra com o Céu, o homem com Deus, o abismo da miséria com o abismo de misericórdia.

3. O arco-íris aparece entre as nuvens, e é uma recordação de Deus e da promessa que Ele fez de não mais exterminar o gênero humano.

Nossa Senhora torna Deus presente aos homens, mesmo quando as “nuvens” do pecado se condensam sobre o mundo. Sua íntima aliança com a humanidade pecadora foi assegurada mediante a sua co-redenção.

4. Após a tempestade, o arco-íris, com a variedade e o brilho de suas cores, repousa o olhar de quem o contempla.

Com a variedade e o esplendor de suas virtudes, Maria Santíssima regala o “olhar” da alma que A contempla, atrai o coração, eleva o espírito às considerações das verdades transcendentais e leva a pessoa a abandonar e a detestar o pecado e o vício.

5. O arco-íris brilha com as sete cores básicas de que se compõe a luz. Nossa Senhora resplandece com os sete dons do Espírito Santo, prodigalizados a Ela por Deus com verdadeira munificência.

V – A escada de Jacó(7)

Imaculada Conceição

Imaculada Conceição

Jacó, temendo a vingança de Esaú, fugiu para a Mesopotâmia, indo à casa de Labão, seu tio. À tarde, chegou muito cansado a uma cidade chamada Lusa. Para descansar um pouco, deitou-se sobre a terra, apoiando sua cabeça sobre uma pedra. Em sonho teve uma misteriosa visão. Pareceu-lhe ver uma escada que, da Terra, chegava até o Céu. Deus estava no alto da escada e olhava os anjos que desciam e subiam.

Foi-lhe revelado que aquele era o Senhor, Deus de Abraão e de Isaac, o qual lhe deu por herança, para ele e para seus descendentes, aquela terra sobre a qual descansava, e assegurou-lhe uma posteridade incontável, na qual seriam abençoadas todas as nações, garantindo protegê-lo sempre e conduzi-lo de novo à terra de Canaã.

Quando acordou, Jacó abençoou a pedra, erigindo-a como um monumento. E fez um voto tríplice: a) honrar a Deus sempre mais do que tinha feito até então; b) dar àquela pedra e àquele lugar o nome de “Casa de Deus”; c) oferecer ao Senhor a décima parte de todos os bens que d’Ele havia recebido.

1. A Escada toca com uma extremidade a Terra, e com a outra o Céu. Maria Santíssima, enquanto pura criatura, por um lado toca a Terra. E por outro lado toca o Céu, visto que Deus A fez sua Mãe, elevando-A a uma dignidade que A liga ao infinito.

2. A Escada de Jacó unia a Terra ao Céu. Maria Santíssima, como Medianeira Universal, uniu a Terra ao Céu, o mundo visível ao invisível, as coisas terrenas às celestes.

3. Com a escada facilmente se sobe ao alto. Com Nossa Senhora e com o auxílio da devoção a Ela, sobe-se facilmente ao Céu.

VI – Sarça ardente(8)

Após muito tempo na corte do Faraó, Moisés deu-se conta de que se tramava algo contra ele. Deixou então o Egito e se retirou para Madian. Casou-se com uma das filhas de Jetro e se dedicou ao pastoreio de suas ovelhas. Certo dia, conduzindo o rebanho, chegou perto do “Monte de Deus”, como era chamado o Monte Sinai.

Ali um Anjo do Senhor lhe apareceu em meio a um arbusto em chamas. Moisés observou que, apesar das chamas, o arbusto não se consumia. Ao se aproximar para esclarecer o fenômeno de um arbusto que ardia sem se consumir, ouviu a voz do Senhor: “Moisés, Moisés!”. Eis-me aqui, respondeu. “Não te aproximes daqui. Retira os pés das sandálias, porque a terra que pisas é santa. Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó” (Ex 3, 4-6).

1. A sarça ardia sem se consumir. Maria Santíssima concebeu e deu à luz o Homem-Deus sem se despojar de sua virgindade.

2. Na sarça ardente estava Deus. Em Maria Santíssima, no seu puríssimo seio, estava o Homem-Deus.

3. Deus mandou que Moisés retirasse as sandálias em sinal de humildade e respeito ao aproximar-se da sarça. Com vivos sentimentos de respeito e humildade devem os homens acercar-se da Mãe de Deus.

4. Somente após se aproximar da sarça ardente é que Moisés recebeu a autoridade e a capacidade para vencer os opressores do povo eleito. Somente aproximando-se de Nossa Senhora é que os chefes do povo católico poderão vencer os inimigos e os opressores da verdadeira Igreja e da Cristandade.

Em outras palavras, essa é a condição para os verdadeiros católicos desfazerem as tramas diabólicas e vencerem os promotores da Revolução gnóstica e igualitária, como demonstrou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em sua conhecida obra Revolução e Contra-Revolução.

VII – Manto de Gedeão(9)

Por volta do ano 1285 a.C., Débora, Barac e Jael (Juízes, 4 a 6) –– que mataram o general Sísara –– libertaram o povo eleito do domínio dos cananeus. Mas, por causa de suas reiteradas prevaricações, o povo eleito foi novamente entregue por Deus ao jugo, desta vez dos madianitas.

Porém, tendo-se de novo arrependido com coração contrito, Deus encarregou Gedeão da missão de destruir o altar de Baal, erigido na cidade de nome Ofra, e de libertar o povo eleito da opressão dos madianitas, estabelecidos nas planícies de Jezrael.

Sendo de caráter tímido e vacilante,(10) Gedeão pediu dois prodígios como prova de que Deus iria lhe conceder a vitória sobre os inimigos. O primeiro consistiria em ele colocar um manto de lã ao relento, durante a noite. Se o manto ficasse coberto de orvalho e a terra permanecesse seca ao redor dele, Gedeão estaria seguro de que Deus queria libertar Israel por intermédio dele. Assim se fez.

Na manhã seguinte, ao espremer o manto, encheu-se um barril com o orvalho. O segundo prodígio pedido por Gedeão foi o contrário: que, colocado novamente ao relento durante a noite, apenas o manto permanecesse seco, e molhado tudo ao redor dele. De fato, na manhã seguinte isso se cumpriu.

Garantido com tais sinais, Gedeão, com apenas 300 guerreiros escolhidos, derrotou o inimigo, prendeu dois príncipes madianitas e os matou.

1. O manto de Gedeão era de um tecido feito de pele, coberto por uma lã branca sem mancha. Nossa Senhora era a candura em pessoa: nos pensamentos, nos afetos, nas palavras e nas ações.

2. O orvalho do céu caiu sobre o manto de Gedeão. Sobre a Santíssima Virgem baixou, como dádiva de nosso resgate, o Verbo de Deus como “uma chuva sobre o manto”.

3. O manto ficou todo embebido do orvalho, enquanto tudo ao redor dele permaneceu seco. Somente Nossa Senhora, entre todas as criaturas da Terra, foi inundada, desde o primeiro instante de sua existência, do “orvalho” da graça divina, enquanto as demais criaturas estavam “secas” devido à culpa original e atual.

4. O manto de Gedeão foi o estandarte da vitória. O mesmo se pode dizer de Nossa Senhora, mãe d’Aquele que disse: “Tende confiança, Eu venci o mundo!” (Jn, 16,33).

5. O manto de Gedeão, “embora proveniente do corpo, desconhece as suas paixões” (São Jerônimo). Maria Santíssima, sendo de carne humana como as demais pessoas, não teve nenhuma das debilidades da carne.

Fonte: Catolicismo

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  1. nelson dos anjos
    12, dezembro, 2009 em 16:24 | #1

    SE a igreja já estvese feito este comentarios com esta mensagem o nosso católissimos era outro Que Deus ti abençoe este é meus voltos.

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