Magnificat, que canta a grandeza, mas descreve também a misericórdia como uma das manifestações da grandeza de Deus.

magnificat

Magnificat

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Vejam o caráter de tese que tem o Magnificat.


Os dois primeiros versos são a tese:


A minha alma engrandece o Senhor; e o meu espírito se alegrou em extremo em Deus, meu Salvador.


O demais são motivos. Primeiro motivo:


Por Ele ter posto os olhos na baixeza de sua escrava, porque eis que de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.


Aqui está uma manifestação do poder de Deus.

Outra razão:


Porque me fez grandes coisas O que é poderoso, e santo é seu nome.


Ele fez n’Ela grandes coisas e essas grandes coisas manifestam a grandeza d’Ele;

E Ela então engrandece o Senhor.

Outra razão:


Sua misericórdia se estende
de geração em geração sobre os que O temem.


Então, porque Ele fez isto e porque Sua misericórdia se estende de geração em geração.

É outra manifestação de Sua grandeza, de Sua enorme misericórdia;

Que se estende de geração em geração sobre os que O temem.

Notem que é só sobre aqueles que têm temor de Deus;


Que possuem, portanto, o senso da grandeza de Deus e que diante dessa grandeza sentem temor.


Esse temor é o temor reverencial, o temor do reconhecimento da grandeza, da santidade e da bondade de Deus.

O verso seguinte ainda é um argumento para cantar a grandeza de Deus:


Manifestou o poder de seu braço; dissipou os que no seu coração, formavam altivos pensamentos.


Deus grande, não em relação aos que O temem, mas em relação aos que não O temem.


Em relação a esses manifestou o poder de Seu braço e dispersou os homens maus;


No fundo do coração dos quais se formavam pensamentos orgulhosos.

Deus é grande na Sua capacidade de ferir aqueles que não O temem.

Manifesta-se aqui a grandeza da cólera de Deus, depois de se ter cantado a grandeza da misericórdia de Deus.


Como isso é equilibrado, como mostra Deus em todos Seus aspectos e sempre grande em tudo
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Como isso é diverso das unilateralidades meladas da “heresia branca”;

Que só considera Deus sob o aspecto da misericórdia, da condescendência, abstraindo a manifestação de Sua grandeza.

E como tudo isto é raciocinado!


É uma tese e segue depois, ponto por ponto, os argumentos da tese.


Noção verdadeira de humildade
 

Outra razão:


Ele depôs do trono os poderosos e elevou os humildes.


Depor do trono os poderosos não é, evidentemente, tomar um homem que está no trono e que tem poder;

Para destroná-lo e depois colocar os humildes no lugar dele…

Seria uma bobagem, porque esses humildes se teriam tornado poderosos e seria preciso derrubá-los também.

Se o verso fosse assim:

“Ele depôs do trono os poderosos e fez com que todos fossem iguais”, teria um mau sentido, mas teria um sentido.

Mas essa forma de roda gigante, exaltando os humildes e depondo os poderosos, para depois ter que depor os humildes que ficaram poderosos, é absurda.


É evidente que não é assim que isso deve ser entendido.


O que significa poderoso e humilde?

O humilde é o que faz como Nossa Senhora neste cântico, ou seja atribui tudo a Deus;


Reconhece que Deus é a origem de todo o bem, a fonte de todo o poder e que sem seu concurso nada podemos na ordem sobrenatural e também na ordem natural.


Ele é o centro de todas as coisas e o Senhor que manda em tudo.

Humildes, por exemplo, eram os poderosos de quem Ela descendia e de quem também descendia Nosso Senhor.

Assim, o rei Davi, que foi um poderoso e que morreu no seu poder, era humilde porque reconhecia tudo isso.

O poderoso ao qual se refere no Magnificat é quem não reconhece isso, pensa que tem poder independente do concurso divino.

Então, Deus depôs os poderosos e elevou os humildes.

Aqui está a manifestação do poder de Deus rindo de todo poder humano.

Dá poder a um humilde e este fica poderoso;

Tira todo o poder a um homem orgulhoso que só confia em si e este fica reduzido a nada…


É a grandeza de Deus, perto da qual todas as grandezas humanas não são absolutamente nada.


E continua:


Encheu de bens os que tinham fome e despediu vazios os que eram ricos.


Aqueles que eram pobres, ou seja os que são pobres de espírito, os que têm fome e sede de justiça, encheu de bens.

Os que não têm fome e sede de justiça, que são apegados aos bens da terra, despediu empobrecidos.


Quer dizer, os ricos nada são para Ele.


Deus faz dos ricos, pobres; e dos pobres, ricos, conforme entenda.

Mais uma manifestação da grandeza de Deus: a proteção que dá ao povo eleito:


Tomou debaixo de sua proteção Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia, assim como havia prometido a nossos pais, a Abraão e à sua posteridade para sempre.


Quer dizer, naquilo que promete é grande, cumpre sua aliança até o fim.

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Ouça abaixo o Magnificat:

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