Bendita seja a Rainha e Senhora do Brasil – Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida!

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Hoje (12 de outubro) é festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira principal do Brasil.


O nome completo é: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

É uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que se chama Aparecida porque apareceu no Rio Paraíba, recolhida por pescadores em dois diferentes lances de redes:

Primeiro apareceu a imagem de barro e depois a cabeça. Daí é que se chamou Aparecida.

Quer dizer, a imagem da Conceição, aparecida no Rio Paraíba. Portanto, é Nossa Senhora, enquanto Maria concebida sem pecado – quer dizer, enquanto Imaculada Conceição – aparecida no Rio Paraíba.


Daí o título de Nossa Senhora Aparecida (abreviado, como se costuma dizer, já que o nome completo é Nossa Senhora da Conceição Aparecida).

É uma espécie de segunda invocação, ou de segundo título, que se insere sobre o tronco principal à maneira de um ramo. O “tronco principal” é a Imaculada Conceição. O “ramo” é Aparecida (no rio Paraíba).

O significado providencial da aparição de Nossa Senhora Aparecida

O fato desta imagem ter aparecido no século XVIII (outubro de 1717), quando o Brasil ainda era Colônia, tem um significado muito grande para nós, brasileiros.

É que durante séculos e séculos, desde o início da Igreja até o pontificado de Pio IX, foi discutido entre os teólogos se se poderia afirmar, como dogma de Fé, que Nossa Senhora era concebida sem pecado original.

Havia muitos teólogos que achavam e sustentavam que isto se deduzia da Escritura e, sobretudo, se deduzia da Tradição da Igreja.


Havia, entretanto, teólogos que achavam o contrário: que Nossa Senhora não era isenta do pecado original; Ela tinha sido, portanto, concebida no pecado original.


As almas mais mariais, mais tocadas pela devoção à Nossa Senhora, sempre sustentaram que Ela não tinha sido concebida no pecado original. Ou seja, que Ela tinha sido isenta, desde a sua concepção, do pecado original.


E, então, no curso dos séculos, foi se consolidando a corrente a favor da Imaculada Conceição.

Durante muitos séculos, isto foi objeto de muitas disputas internas na Igreja, a tal ponto que, quando chegou, talvez, nos duzentos anos, ou cento e cinquenta anos, que antecederam a Pio IX e a definição do dogma, já a questão estava tão clareada, que todo o mundo de bom espírito e de verdadeira piedade defendia a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

De outro lado todos aquelas pessoas que sustentavam que Ela tinha sido concebida no pecado original era gente de mau espírito e de vida de piedade, se tivesse, superficial e de pouco valor.


Quer dizer, tinham se diferenciado completamente os dois filões dentro da Igreja e ser a favor da Imaculada Conceição era como que ser conservador em nossos dias (sobretudo desde a segunda metade do século XX para cá).


Era um sinal, um distintivo, de catolicismo sincero e autêntico daquele tempo o ser favorável à Imaculada Conceição. E o Brasil foi colocado sob o patrocínio desta devoção, exatamente a partir daquele tempo.


Isto indica a vocação ultramontana do Brasil (ou seja, um chamado para o catolicismo sincero e pugnaz em defesa dos princípios da civilização cristã), que não podemos deixar de notar, com reconhecimento, a propósito desta festa do dia 12 de outubro.

Por outro lado, por falar em vocação do Brasil, é que todos os bons católicos fiquem sabendo também que a devoção da escravidão à Nossa Senhora – como ensinada por São Luís Maria Grignion de Montfort – , começou a ser praticada aqui, no Brasil, desde os tempos da colonização. Por exemplo, pelo Santo Frei Galvão, fundador do Convento da Luz, em São Paulo.

Há documentos (livros inclusive) que mostram a fotocópia de um ato em que ele se constituía um escravo de Nossa Senhora, em que trechos inteiros foram tirados do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Vê-se que ele adaptou, um tanto, a consagração de São Luís Grignion. Mas, no essencial, é inteiramente aquilo. E há partes enormes, há palavras tiradas de São Luís Grignion de Montfort.

É uma consagração muito longa, talvez mais longa que a de São Luís Maria Grignion de Montfort, e que enche, na caligrafia muito miúda dele, os dois lados de uma página de papel (Esta consagração esteve exposta no museu de Arte Sacra, contíguo ao atual Convento da Luz).

É, portanto, motivo de alegria saber que Nossa Senhora já teve escravos, desde a muito tempo, e que talvez neste país onde a propensão sobrenatural para a devoção a Nossa Senhora é uma das bênçãos que existiu desde o início.


E que tenha havido escravos d’Ela vivendo aqui, e preparando o dia em que o Brasil inteiro seria uma grande nação escrava de sua Rainha, Nossa Senhora.

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Fonte: pliniocorreadeoliveira.info

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